quinta-feira, 17 de novembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 31.

                                   Continuando a falar, pois todos se calaram até agora, Jó declara a sua integridade. No entanto, notamos também nas entrelinhas das palavras de Jó, a consciência que, ele não é um ser dotado somente de qualidades. Admite que é humano e falível.
                                    Começa dizendo: "Fiz aliança com meus olhos..." (Cap. 31:1).
                                    Questiona primeiramente, o quanto brilha no homem a centelha Divina? E também declara estar ciente que o Criador não trata as criaturas como se fossem "marionetes." Para cada peso uma medida! "Acaso, não é a perdição para o iníquo, e o infortúnio para os que praticam a maldade?" (v.3).
                                    Reconhece agora que, ele também vacilou na vida; e aquele que erra, terá que pagar os compromissos perante a Lei de Deus. "Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano (pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade...) (v.5-6).
                                    Dos versículos: (7 ao 33), Jó expõe suas possíveis faltas perante a Lei do Criador. Declara as várias possibilidades de ter ele cometido pecados graves; tendo grande possibilidade de um desvio de caráter.
                                     Será que finalmente Jó, esteja se conformando com sua situação? Estas declarações não seriam um sinal disto? Só o tempo dirá.
                                     Dos demais versículos até o final do texto, Jó nos dá a entender que, está começando finalmente, a aceitar a sua atual condição de homem que fora atingido pela desgraça, devido a Lei de Causa e Efeito. Lei imutável e perfeita do Criador, para que as criaturas possam resgatar seus débitos, e também se reeducar. Purificando-se pelo sofrimento; o mesmo que infligiu ao seu semelhante.
                                    "O meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão, também isto seria delito a punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima." (v.27-28).
                                      Jó confessa também que, o medo contribuiu para sua falência enquanto ser humano reto. "...porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, de sorte que me calei e não sai da porta." (v.34).
                                      A maioria da humanidade teve, e ainda continua tendo o mesmo medo. Quantas vezes nós, equivocadamente, achamos que a segurança e a felicidade, está nas mãos efêmeras de Mamon; e não nas mãos misericordiosas de Deus? Olvidamos completamente os ensinamentos de Jesus, quando disse: "Não acumuleis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem..." (Mateus, 6:19).
                                     Lembra também Jó, da importância de alguém disposto a nos ouvir; certamente que, aquele que sabe ouvir, também é sábio em conselhos. No entanto para isso, temos nós também que, desenvolver ouvidos de ouvir; e assim merecer a benção da instrução.
                                     "Tomara eu tivesse quem me ouvisse!" (v.35).
                                       Jó está ciente da necessidade do homem viver em sociedade, não somente para o egoísmo; mas principalmente sendo um membro útil e reto nas ações e atitudes; primeiro junto a família, para depois então, aos demais.
                                       "Que o Todo Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação! Por certo que a levaria sobre o meu ombro, mostrar-lhe-ia o número dos meus passos; como príncipe me achegaria a ele." (v.35-36-37).
                                         Finaliza Jó sua declaração, dizendo que, está disposto a resgatar seus pecados.
                                         "Se comi os seus frutos sem tê-la pago devidamente e causei a morte aos seus donos, por trigo me produza cardos, e por cevada, joio." (v.39-40).
                                         Aqui, Jó se refere a sua vida na terra.
                     
                                         "Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim." (Eclesiastes, 3:11).
                                    
                                     
                                     

 

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