sábado, 25 de junho de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM -- 2.

                                 Depois de externar toda sua revolta, mas sem maldizer a Deus por tudo de mal que lhe sucedera, no entanto com o coração amargurado e mente confusa, Jó se cala por um momento como que, para normalizar e voltar a calma numa ansiedade sem igual. Neste exato momento, o silêncio é quebrado pela voz de seu amigo Elifaz de Temã.
                                 "Se alguém tivesse de falar-te, não sei se o aguentarias, mas pode alguém frear as palavras..."
                                   ELifaz, tenta mostrar ao infortunado amigo que, de nada adiantará alguém ficar tendo piedade de si mesmo, e se considerando a vítima do universo. Mesmo Jó não concordando com sua opinião, disse Elifaz que, na condição de amigo, ele não poderia deixar de dar a sua opinião. Isso porque Jó tocou em um ponto importante, ou seja, a questão da vida. Se Deus, atendesse as fraquezas de todos os infortunados e negadores da vida, o que seria do mundo? E ao mesmo tempo, se o mesmo Criador Soberanamente Sábio e Justo, criasse um mundo somente de delícias para a sua criatura, como esta criatura se aproximaria de seu criador? O menor atrito, leva-nos a autodestruição!
                                    "Tu que a tantos instruía e fortalecias os braços inertes, que com tuas palavras erguias quem tropeçava e sustentavas os joelhos que se dobravam, hoje que toca a ti não aguentas?"
                                      As palavras são leves, mas o peso das ações sempre nos torna desanimados? Ou seja, na hora de dar  o testemunho em nome do Criador recuamos, alegando muito peso para os nossos ombros? No entanto o jugo é leve, quando estamos recebendo do bem e do melhor!
                                      "...não era a religião a tua esperança?"
                                       Então! Para onde fora a fé em Deus que Jó dissera ter? Em que dobras de seu coração, escondeu Jó a confiança no Senhor? Dis também Elifaz, que, não existe nenhum inocente que tenha sido condenado; e nenhum justo fora condenado por Deus. Somente aqueles que "aram maldade e semeiam miséria, eu vi colhê-las."
                                      Somente aqueles que assumiram compromissos com a Lei Divina, é que terão que ressarci-las! A recompensa do justo é a benção de Deus em sua vida, com a promessa da vida eterna. "...quando a sonolência cai sobre os homens apoderou-se sobre mim um terror..."
                                      Sim! Isso é um mau sinal! Quando o homem desiste da luta, que é seu dever, e se esconde no menor atrito,  é um indício de depressão! E depressão, além de medo, é total falta de fé; primeiramente em sua própria capacidade de reação, e depois em Deus. E isso causa temor; pois abre uma enorme porta para o mau entrar.
                                      "Pode um homem ter razão contra Deus? Ou um mortal ser puro diante de seu Criador?"
                                        Mais uma vez, Elifaz coloca em xeque a atitude de Jó, não por vaidade, mas numa tentativa de trazer de volta o amigo a razão. Quem o homem pensa que é diante do Criador? Será quando que os homens vão aprender a observar tudo a sua volta? Quando o homem vai parar de se colocar no lugar de Deus? Quando irá parar de querer modificar a criação, em nome de sua vaidade, orgulho, e de braços e abraços com o mal. O homem tem que se conscientizar das palavras do mestre: "Eu sou o caminho a verdade e a vida; e ninguém vai ao Pai se não, através de mim." (João, 14:6).
                                      "Como estarão limpos diante de seu Criador os que habitam em casas de argila alicerçadas de barro."
                                        A casa mental, que da guarida a revolta, mágoas, e não aceita a Lei de Causa e Efeito, que é Lei Divina, também não aceita a vontade do Criador. E enquanto permanecer nesta efêmera "casa" cujos alicerces do Ego são tão frágeis, pois se encontra afastado de Deus, não conseguirá conquistar a libertação. Estará algemado ao mau. (Cap.4:1-21).
                                   
                                        

sexta-feira, 24 de junho de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM -- 1.

                             Antes mesmo da existência de Jacó, havia no país de Hus (embora não se saiba ao certo, onde é Hus, sabemos que não é em Israel; talvez no território de Edom. Portanto, o mais famosos dos que possuíam a virtude da paciência, não era judeu; e talvez um edonita descendente de Esaú). Este homem em questão, chamava-se Jó. Era detentor de uma enorme fortuna; a maior do oriente. Possuía grandes rebanhos de bovinos, ovelhas, cabras, jumentos, e numerosos servos. Diziam que Jó falava com as pedras, por isso, sabia onde encontrar pedras preciosas, ouro e prata. Isso quer dizer, que ele tinha conhecimentos primitivos de geologia. Não é de se admirar, visto que o nosso personagem era um dos que foram deportados de Capella para a Terra.
                              Seus rebanhos, eram incomparáveis em qualidade e resistência as doenças comuns aos animais. Porque Jó havia criado uma técnica engenhosa de apuração genética de seus animais. Esta técnica, consistia em, soltar uma fera faminta no rebanho, seja de bovinos, caprinos ou de ovelhas. Aqueles animais que conseguiam sobreviver ao ataque das feras, eram os de melhor qualidades; e por conseguinte, os melhores para serem reprodutores. Jó fazia isso, tanto com os machos e com as fêmeas de cada espécie. Por isso, a alta qualidade da linhagem de seus animais.
                             O certo é que, Jó tinha tudo do bom e do melhor em tudo. "Tudo que tocava, se transformava em ouro." Seus filhos, viviam celebrando banquetes; cada dia na casa de um deles, e convidavam suas três irmãs para comer com eles. No entanto, Jó não participava destes banquetes de seus filhos. Limitava-se, a cada dia oferecer holocaustos a Deus, pedindo clemência para os filhos que, na ignorância em que se encontravam, não conseguiam ver o grave  pecado que estavam cometendo. Visto que cada festa que davam, eram transformados em seus atos e atitudes, de verdadeiros possessos. Jó ficava imaginando, o que acontecia naqueles verdadeiros bacanais.
                             "Certo dia os anjos foram e se apresentaram ao Senhor; entre eles estava também Satã. Perguntou-lhe o Senhor: De onde vens? Respondeu a estranha criatura: "De rodear a Terra." Disse-lhe então o Senhor: "Reparaste no meu servo Jó? Na Terra não há outro como ele; justo, honrado e fiel a Deus, e apartado do mal." O diálogo é por demais longo, entre o Senhor e o opositor. Então, explicaremos as implicações, contidas nele.
                               Satã, fez uma proposta ao Senhor, dizendo que todos os homens eram em sua essência pecadores; e Jó não era diferente. Bastava que as adversidades chegassem em sua casa, para que ele também, esquecesse todas as virtudes morais e atacasse o criador, culpando-O por todo mal que  lhe acontecer; como fazia o restante dos homens.
                             Segundo a narrativa, o Senhor resolveu testar a paciência e a capacidade de aceitação de Jó. Então, foi lhe tirado tudo que conquistara! Até mesmo seus filhos amados. Ficou Jó na mais pura miséria! E se não bastasse, sua pele encheu-se de chagas purulentas e mal cheirosas. Assim, Jó passava os dias, sentado em um monte de cinzas, e com um pedaço de madeira, raspava as suas feridas. Permanecia assim, há vários dias totalmente em silêncio. Exceto sua mente, que fervilhava em pensamentos e perguntando a si mesmo: "Por que? Porque? Porque?
                              Onde fora que ele havia errado? E se errara, quão terrível houvera sido seu erro? Para que o Senhor o punira com tal rigor? Teria sido as atitudes dos filhos? Totalmente indiferentes com seus semelhantes? E com os pensamentos somente nas luxúrias? E ainda desvirtuando também, as próprias irmãs? Perguntas, dúvidas; porém, sem nenhuma resposta do Senhor!
                            Mas Jó tinha três amigos; que sabendo de sua desgraça, foram lhe visitar. Ao chegarem ao local, ficaram imensamente consternados; uma profunda dor bateu no coração de ambos. Os três amigos se aproximaram de Jó, e ali ficaram! Também calados! Assim como o infortunado amigo. Tanto Elifaz de Temã, Baldad de Suá e Sofar de Naamat, não tentaram falar com Jó.
                            "Então sua mulher disse-lhe, por que não amaldiçoara a Deus? Ainda persiste na sua honradez? Amaldiçoa Deus e morre." Então Jó despertou de seu torpor mental e disse: "Morra o dia em que nasci, a noite em que se disse: Conceberam um homem"!
                            Jó rompera o silêncio, não amaldiçoando a Deus, mas sim o dia em que nascera. Satã disse que Jó iria amaldiçoar o Senhor, logo que ficara pobre e doente. Mas não foi isso que aconteceu. Até aquele momento, Jó ainda continuava amando e confiando em Deus. O que saíra da boca de Jó, foram perguntas e queijas; mas até aquele momento, nenhuma maldição. Até aquele momento, a vitória é de Deus. Tanto Satã, como a mulher de Jó desaparecem da narrativa; permanecendo somente Jó em sua solidão e terríveis sofrimento, para a grande batalha moral.
                             Os três amigos de Jó, são três xeques da região de Edom. Elifaz, Temã, e Suás são nomes encontrados nas genealogias de (Gênesis,36:11, 25:2). No primeiro momento, os amigos de Jó, não discutem com ele, e sim o consolam. O grito de Jó é um desabafo, depois de sete dias de reflexões e perguntas sem respostas concretas. Nós seres humanos, sempre fomos viciados no "concreto," por isso, não estamos acostumados e nem gostamos das abstrações. O desabafo de Jó esta no: (Cap.3:1-26). Nos versículos "8 e 9," disse Jó: "...que amaldiçoem os que amaldiçoam o dia, os entendidos em incitar Leviatã...".
                             " Leviatã, (do hebraico liw-ya-thán) é uma criatura que, em alguns casos, pode ter interpretação "mitológica," ou simbólica, a depender do contexto em que a palavra é usada. Geralmente é descrito como tendo grandes proporções. É bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da idade Média e nos templos bíblicos. No Antigo Testamento, a imagem do Leviatã, foi retratada pela primeira vez no Livro de Jó; como um monstro mitológico que se opõe à ordem do cosmo e que o Deus ordenador há de vencer." Jó pretende que Leviatã devore o dia.
                               Em nosso estado psíquico atormentado, seja lá por qualquer coisa, ou por problemas que nós não queremos admitir e muito menos enfrentar, principalmente por medo e orgulho, o Leviatã de cada criatura, estará sempre presente devorando e atormentando os nossos dias de encarnados. O resultado disso, é as depressões, as fobias, e a síndrome do pânico. Tudo isso, são as consequências do mau uso do livre arbítrio, por nós em vidas passadas. Devemos sim, entrar no covil de Leviatã; e enfrentar o "monstro," que foi criado por nós próprio, quando éramos vinculados a todo tipo de excessos e abominações morais no passado. Jamais conseguiríamos mata-lo, pois esse "monstro" faz parte de nosso ego. O nosso dever, é nos tornarmos humilde, estendendo-lhe as mãos, e fazer dele nosso Amigo e Aliado. Para isso, temos que aprender a amar o próximo como nos ensinou Jesus.
                             "Suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também." (Colossenses, 3:13).
                               
                             
  

quarta-feira, 22 de junho de 2016

LIVRO DE ESTER -- POSTAGEM -- 3.

                          Para resumir a história, o rei entregou tudo que pertencia a Amã, a Mordecai, principalmente o cargo e o anel que caracterizava o seu status no reinado de Assuero (também chamado de Artaxerxes, pelas traduções em grego do Velho Testamento.). Outra informação sobre Assuero é que, a sua época fora, (496 a.c.).
                        No entanto, não é nosso objetivo, relatar aqui "fatos históricos," pois para isso já existem muitos trabalhos especializados publicados.
                         A partir do momento do enforcamento de Amã, seus filhos também subiram no cadafalso, a pedido de Ester. Porém, pela ironia do "destino," o poder de Amã ainda continuava no decreto de genocídio contra os hebreus, que ele preparara e induzira o rei à assinar e publicar. Quando Ester pediu ao seu esposo, que revogasse o decreto escrito por Amã, o rei respondeu a Ester e a Mordocai que, não poderia tomar tal decisão; pois segundo as leis da Persia, um soberano jamais poderia voltar atrás anulando o que decretara.
                         No entanto, o rei poderia promulgar outro decreto que tirasse parte do poder do anterior. Assim, Mordecai elaborou um decreto, dando aos judeus de todas as províncias do reino, desde a India até a Etiópia, o direito de pegar em armas para se defenderem. As armas seriam fornecidas pelo próprio estado Persa. O decreto escrito por Mordecai, dizia que: "O  imperador Assuero aos governadores das cento e vinte províncias, da India até a Etiópia, e a todos os que são leais a nós, saúde!" Em tal documento o rei concedia aos judeus de todas e de cada uma das cidade o direito de reunir-se e defender-se, de exterminar, matar e aniquilar todas as pessoas armadas de qualquer raça ou província que os atacassem, também suas mulheres e crianças, além do direito de saquear seus bens..." (Cap.8:1-17, 9:1-32).
                           Devemos notar aspectos interessantes nesta narrativa. O rei não podia voltar atrás após promulgar um decreto; isso porque, nem mesmo o poderoso Assuero estava acima do "sistema." Isso vem de longa data, começou na tribo do primata; quando o pajé, que possuía sensibilidade  mediúnica, era o único que podia "ouvir" o clamor de todos que desencarnavam e ficavam convivendo com a tribo, como se fosse encarnado. Na verdade, aqueles que morriam, não percebiam que estavam em Espíritos; pois não tinham mais o corpo de carne. Assim, somente o pajé, que era médium, tinha poder de ouvi-los e ve-los.
                           Com isso, o poder do pajé aumentou muito, bem como o seu prestígio, junto aos demais componentes da tribo. Com isso, nascia o poder judiciário primitivo, representado pelo pajé, e o poder executivo primitivo, representado pelo cacique; que fora indicado pelo pajé. Criou-se assim, um sistema primitivo de poder, que com o passar do tempo, foi se tornando cada vez mais complexo. Assuero também como outro rei qualquer, estava preso a um sistema; formado por um código de leis. Alguns soberanos, ou ditadores, nos tempos modernos, tentaram suplantar este sistema, mas não duraram muito tempo. Todos foram absorvidos pelo sistema, vindo a fracassar em seus projetos.
                            Outro aspecto interessante, é a semelhança entre os decretos escritos por Amã e Mordecai; ambos querem um extermínio e o saque! Nesse ponto, tanto Mordecai quanto Ester, cometeram os mesmos excessos de Amã. Não cabe aqui, fazer nenhum julgamento moral, e sim  relatar e analisar os aspectos contidos nas entrelinhas das narrativas. O certo é que, a Lei de Causa e Efeito, visa a reeducação do Espírito reencarnado, pelo compromisso assumido; quando violou as Leis Divinas em vidas passadas. Portanto, Lei de "Destruição" é Lei Divina.
                           "E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, se não contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade." (Hebreus, 3:18-19).
                              Todos que foram exterminados nesse confronto, tanto judeus, como outros, estavam em débito com a Lei do Deus Único. Portanto, para todos que morreram, foi um resgate. No Plano Espiritual, os mensageiros abnegados do Cristo Planetário, iria instruir a todos que pereceram, a respeito de tudo que lhes havia acontecido. Bem como uma nova oportunidade de redenção, através de uma nova reencarnação, em um novo corpo de carne. Corpo este, materializado através dos genes (espermatozoide e óvulo), fornecidos pelo pai e mãe, do Espírito que irá reencarnar.
                                A chamada festa do Purim, foi comemorada após o final dos confrontos, quando o povo hebreu transformaram a tristeza de uma possível extinção, na alegria da vitória. A palavra "pur" significa sorte. Era uma festa que Amã comemorava no começo do ano, no qual se consultava a sorte do ano que começa. Na celebração hebraica, a festa passa para o fim do ano, como lembrança de uma grande libertação. (Cap.9:16-32).
                               No final de tudo, Mordecai torna-se o vice-rei de Assuero; sendo considerado por seu povo, como um dos seus principais personagens. Fica aqui algumas curiosidades a respeito dos chamados "eunucos" estes homens eram castrados, para que não pudessem gerar filhos, que viessem a se rebelar contra o rei.
                               Segundo a narrativa de determinadas Bíblias, e segundo seus autores; Ester teria morrido já velha, no ano de 420 a.c.
                            
                            FIM DO LIVRO DE ESTER.
                               
                          
                        
                         

terça-feira, 21 de junho de 2016

LIVRO DE ESTER -- POSTAGEM -- 2.

                           No banquete preparado por Ester, estavam reunidos além da rainha, Assuero e o famigerado e confiante Amã. Entre brindes e comilanças, Ester espera pacientemente o momento certo para fazer o tão esperado pedido. Novamente o rei oferece a ester até a metade de seu reino. Até aquele momento, pouca coisa havia mudado! Mordecai, pouca coisa recebera, além de ter a vida salva e ser honrado pelo rei. Mas a terrível ameaça  ainda pairava sobre o povo hebreu. Amã ainda continuava ameaçador e ainda estava vencendo a rainha e Mordecai.
                           Entre brindes e comilanças, Ester lança-se aos pés do rei e faz seus pedido.
                           "Majestade, se quiseres fazer-me um favor, se te agradar, conceda-me a vida -- é o meu pedido -- e a vida de meu povo -- é o meu desejo. Porque meu povo e eu fomos vendidos para extermínio, a matança e a destruição. Se nos tivessem vendido para ser escravos ou escravas, eu me teria calado, já que essa desgraça não acarretaria prejuízo para o rei."
                            Então perguntou o rei: "Quem é? Onde está quem procura fazer isso? Ester responde:
                             O adversário e inimigo é esse malvado Amã! Amã ficou atemorizado diante do rei e da rainha."
                              Assuero, num acesso de fúria, levantou-se do banquete, dirigindo-se ao jardim. Ness interim, Amã já estava ajoelhada com o rosto no chão; aos pés de Ester, clamando pela própria vida.
                              Devemos notar, que a indignação do rei, não era devido ao seu espanto diante da crueldade a ser cometida a um povo inteiro, sob ameaça de Extinção; mas pela sua própria incompetência e descuido, em concordar com documentos e decretos, sem a conveniente análise de suas consequência politicas e econômicas. Não é racional, lógico e de bom senso, confiar cegamente em ninguém. E aquele, fora seu erro mais grave.
                              Tendo voltado novamente ao local do banquete, o monarca depara-se com Amã aos pés da rainha; que para seu entender, era uma atitude atrevida e desrespeitosa. Então, sua cólera se volta contra aquele em que depositara sempre a maior confiança; e que no entanto, o manipulara e conspirara contra o próprio rei. Finalmente compreendera tudo! Agora sabia quem salvara a vida dele e da rainha, fora Mordecai.
                               Então disse o rei:
                               "E se atreve a violentar a rainha diante de mim? Em meu palácio? Logo que disse isso cobriram o rosto de Amã, e Harbona, um dos eunucos do serviço pessoal do rei, sugeriu:
                                 Precisamente na casa de Amã instalaram uma forca de vinte e cinco metros de altura; Amã preparou-a para Mordecai, que salvou o rei fazendo a denúncia. o rei ordenou:
                                 Enforquem-no aí!

                        





 

domingo, 19 de junho de 2016

LIVRO DE ESTER -- POSTAGEM -- 1.

                         O rei Assuero, soberano da Média Pérsia; deu um grande banquete, para seus príncipes, generais, e demais auxiliares, em comemoração da grandeza de seu terceiro ano de reinado, na cidade de Susã (Antiga cidade do oriente próximo, que fez também parte dos impérios babilônico, persa e parta. Localizada cerca de 250 Km a oriente do Tigre, o qual é hoje o sudoeste do Irã.), reino este que se estendia da India até a Etiópia. Durante 180 dias, comemorou-se o esplendor das conquistas do rei Assuero.
                           Depois disso, novamente organizou outro banquete; agora para todo o povo da cidade de Susã, tanto para o mais importante, quanto ao mais humilde de seus súditos. Isso durou sete dias. O soberano não olvidou de todo o luxo que a ocasião exigia em ambos os banquetes. "Dava-se-lhes de beber em vasos de ouro vasos de várias espécies, e havia muito vinho real, graças à generosidade do rei. Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres na casa real do rei Assuero." (Cap. 1-9).
                            Tendo Assuero, bebido muito vinho e querendo demonstrar a todos não somente o seu poder como soberano de um grande império, mas também, a sua qualidade de "macho," mandou seus eunucos irem até os aposentos de Vasti; sua linda esposa, para dizer-lhe que, seu marido exigia sua presença no banquete, inteiramente nua; para que todos pudessem admirar a deslumbrante beleza que Vasti era possuidora. A resposta negativa de Vasti, deixou o rei e seus demais súditos presentes no banquete estupefatos. Antes, ninguém jamais ousara desobedecer uma ordem de Assuero.
                          Diante disso, possesso de cólera e com o orgulho real ferido, o soberano dos medos e dos persas, ordenou aos sábios do reino, que por coincidência, era também príncipes do reino, principalmente um deles, de nome Memucã, para encontrar uma maneira de contornar o problema. Disse Memucâ: "A rainha Vasti não somente ofendeu o rei, mas também a todos os príncipes e a todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero." Naturalmente que este senhor não nutria muita simpatia para com a rainha!
                         Memucã alegou que, se o rei não punisse  sua esposa exemplarmente, além de estimular todas as mulheres do reino imitar Vasti na sua atitude rebelde, a autoridade do rei estaria em xeque. Sugeriu o astuto Memucã que, o rei promulgasse um decreto real nos seguintes termos: "Se bem parecer ao rei, promulgue de sua parte um édito real, e que se inscreva nas leis dos persas e medos e não se revogue, que Vasti não entre jamais na presença do rei Assuero; e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela." (Cap.1:18-19).
                          Assim, qualquer mulher do reino, desde a mais abastada quanto a mais humilde, pensará duas vezes em desobedecer as ordens do marido. "O conselho pareceu bom tanto ao rei como aos príncipes; fez o rei segundo a palavra de Memucã." Então foram enviadas mensagens em vários idiomas, com o conteúdo do decreto do rei.
                         Depois de passado todas as festas, e o rei tendo voltado a calma novamente, sentiu saudades de Vasti, sua companheira real; e então a solidão bateu forte no coração de Assuero. Mais uma vez, os auxiliares do soberano opinaram para que o rei solucionasse mais um problema intrincado. Agora de ordem sentimental; visto que o orgulho do rei dera lugar a solidão.
                         Sugeriram que o rei encarregasse Hegai, eunuco encarregado da guarda das mulheres, que procurasse em Susã e no reino, uma virgem que fosse formosa e boa aparência; para que fosse escolhida a melhor delas e preparada para tomar o lugar  deixado por Vasti.
                         Havia em Susã, um judeu benjamita, chamado Mordecai. Este israelita criara uma moça de nome "Hadassa", também conhecida como Ester; era bela de grande formosura, cujos pais tinham falecidos, tendo Mordecai a tomado como filha. O eunuco Hegai quando viu Ester, ficou logo muito impressionado com sua beleza e educação.
                         Na verdade tanto Mordecai quanto a jovem Ester, tinham uma missão a cumprir, diante da questão do Deus Único e dos israelitas. O destino ia se cumprir segundo a vontade do Cristo Planetário. Tanto Ester quanto Mordecai, seriam os personagens principais. Mordecai instruiu Ester, para que não revelasse sua origem e nem sua linhagem hebraica. No entanto também fora uma das muitas jovens escolhidas a candidata a rainha dos medos e dos persas.
                          Mas Ester levava uma vantagem sobre as demais candidatas. Além de sua incrível formosura, também conquistara a simpatia do eunuco Hegai. No entanto, todas as mulheres candidatas, tinham que ser preparadas durante doze meses. Seis meses com óleos de mirra e seis meses com especiarias e perfumes, unguentos em uso entre as mulheres da época. Mordecai acompanhava tudo isso com grande ansiedade; pois preparara Ester desde criança para este importante momento. Intuitivamente ele sabia que um dia chegaria o momento tão importante na vida de Ester.
                         Depois de ter findado todo este meticuloso prepara, é que, a jovem poderia ir a presença do rei. Quando chegou o momento de Ester ir a presença de Assuero, já se sentia preparada, pois ganhara a simpatia de todos os eunucos. "Assim, foi levada Ester a presença, à casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano de seu reinado. O rei amou Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens; o rei pôs-lhe na cabeça a coroa real e a fez rainha em lugar de Vasti. O rei deu um grande banquete para comemorar a ocasião. Mordecai ficou assentado a porta do palácio, pois Ester não revelara a sua origem, segundo as instruções de seu pai adotivo.
                      Mordecai, além de médium, era dotado de uma enorme sagacidade e inteligência; sabendo habilmente tirar informações, sem que seus interlocutores percebessem sua verdadeira intenção. Por isso, conseguiu descobrir uma conspiração da parte de alguns militares insatisfeitos. Mordecai era também funcionário da corte; e nessa ocasião, descobriu através de informações, que se planejava o assassinato de Assuero. Rapidamente, Mordecai fez chegar aos ouvidos de Ester esta conspiração contra o rei.
                       Ester, levou ao conhecimento do marido, a noticia da conspiração; depois de descobrir e prender seus autores, foram condenados a morte. Diante depois disso, Mordecai ganhou a inimizade de Amã; pessoa com muito prestígio diante do rei, mas que fazia de tudo para se livrar da presença do judeu. Ester era mais que uma rainha! Era também um "farol" do Deus Único no palácio e diante de seu marido e rei. Mordecai a protegia e a instruía sempre na Lei do Deus Único; lembrando-lhe sempre os preceitos do decálogo.
                        Começará a partir daqui em diante, uma disputa desigual! De um lado Amã,  favorito do rei; que ocupava o cargo mais elevado dentre todos os príncipes. Todos deviam se inclinar diante de Amã; somente Mordecai se recusa a fazer este tipo de reverência, sobrando os joelhos, a todos eles. "Porque desobedeces à ordem do rei? E como lhe disseram isso dia após dia, sem que ele fizesse caso, o denunciaram a Amã, para ver as desculpas de Mordecai valiam alguma coisa, pois lhes disseram que era judeu"
                         Amã  tinha ódio dos judeus; principalmente de Mordecai, pois este descobrira a conspiração para matar Assuero, sendo que ele tinha participação na conspiração. Então, Amã envolve o rei em suas teias homicidas; induzindo o monarca a decretar a aniquilação de todos os judeus, mesmo as crianças e os velhos; saquear seus bens no mesmo dia; no dia treze de março, ou seja, no mês de Adar. (Adar é o décimo segundo mês e, em alguns anos, também o décimo terceiro mês do calendário judaico. O calendário judaico é lunissolar, com meses lunares que começam na lua nova, e anos tópicos que seguem as estações. Nos anos em que há doze meses, Adar é o último mês do ano, e tem 29 dias.). Aqui vamos fazer um parágrafo, para explicar a razão de tanto ódio contra os hebreus. Daremos o exemplo do Egito.
                      Ora! O Faraó acreditava que uma politica de opressão contra os judeus, tinha razões de estado. Mão de obra muito mais barata que todas as outras; também uma razão militar: por serem numerosos, poderiam se aliar a outros povos contra o Egito. No entanto, a principal razão, era o medo da crença dos judeus em um Deus invisível e que através dos médiuns existentes entre os judeus, realizavam fenômenos extraordinários. Embora, a mediunidade seja comum a todos os seres, a diferença, era que, os "deuses" dos povos politeístas, não eram outros, senão os Espíritos de desencarnados; que enquanto na carne, sempre se dedicaram ao mal e os excessos vários.
                        Dessa forma, os argumentos dos povos pagãos a respeito de suas divindades, eram irracionais; se comparada a crença dos judeus de um Deus Único e Verdadeiro, Criador de todas as coisas e seres; inclusive dos "deuses" pagãos. A mediunidade é um fenômeno orgânico! Portanto inerente a todos os seres humanos. A diferença está em que, entre os judeus, a maioria dos grandes médiuns, eram os profetas enviados pelo Cristo Planetário; para comprovação da materialização do Gene psíquico do Deus Único entre os hebreus. 
                           Para todos os povos politeístas, a crença em um deus único iria prejudicar muito a ambição e o domínio dos poderosos sobre os mais fracos; era mais simples mantê-los na ignorância, no misticismo, nos excessos, de todos tipos, e principalmente no temor.
                            O decreto de genocídio contra os judeus, fora aprovado por Assuero; cujo conteúdo, dizia que eram os judeus os piores traidores, o povo mais ímpio de todos, o qual não era merecedor de nenhuma consideração; por isso, para o bem de outros povos, deveriam ser varridos da face da Terra.
                             Fica claro que, Amã era sem dúvida um grande inimigo do Cristo Planetário; Era um dos capelinos que jamais se conformara com a sua deportação para terra. Num passado distante, este elemento pertencera ao grupo de deportados denominados "Caim" que não media esforços para concretizar seus obscuros e maléficos objetivos.
                             "Ordenamos que no décimo quarto dia do mês de março, o mês de Adar, do presente ano, todos os que vos fossem indicados na carta de Amã, nosso chefe de governo, que é como nosso segundo pai, sejam exterminados pela raiz, como suas mulheres e crianças, pela espada de seus inimigos, sem compaixão nem consideração alguma, para que, lançados violentamente no sepulcro num só dia esses inimigos de ontem e de hoje, nossa política caminhe no futuro com segurança e ordem perpétuas" (Cap.3:7-14).
                                 Mordecai faz  saber a rainha Ester, do terrível decreto real, pedindo-lhe que faça algo para impedir tal genocídio. Ester embora consternada, avisa a Mordecai que o rei dera ordens para não ser importunado por ninguém; nem mesmo pela sua rainha. Quem desobedecesse tais ordens, seria sumariamente morto. No entanto, o velho judeu lembra Ester que, se nenhuma providência fosse tomada, a própria vida dos familiares da rainha estava em sério perigo. Lembra-lhe também de sua missão perante o Deus Único. Ester não poderia dar-se ao luxo de pensar somente nela ou em seus familiares; mas principalmente em seu povo, como fizera outros antepassados dos hebreus.
                                  Ester manda uma mensagem a Mordecai  dizendo que, orassem e jejuassem por ela. "Vai reunir todos os judeus que vivem em Susã; jejuai por mim. Não comais nem bebeis durante três dias e três noites. Eu e minhas escravas faremos o mesmo, e ao terminar eu me apresentarei diante do rei, ainda que contra sua ordem. Se tiver que morrer, morrerei." (Cap.4:1-17).
                                    Então, possuída de uma Fé sem igual, Ester orou ao Deus Único com todas as forças de seu coração amargurado:
                                    "Orou assim, recordando todas as façanhas do Senhor:
                                      Senhor, Senhor, rei e dono de tudo, porque tudo está sob teu poder, e não há quem se oponha à tua de salvar Israel. Tu criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que há debaixo do céu , e tu és Senhor de tudo; nem há Senhor quem possa se opor a ti. Tu sabes tudo. Se eu me nego a prostar-me diante desse soberbo Amã, tu sabes bem, Senhor, que não o faço por arrogância, orgulho ou vaidade; para salvar Israel, de boa vontade eu lhe beijaria a planta dos pés. Se me neguei a fazê-lo, é porque para mim Deus está acima de qualquer homem. Eu não me prosto diante de ninguém, a não ser diante de ti, Senhor meu ; não o faço por orgulho. Pois bem, Senhor, Deus rei, Deus de Abraão, perdoa o teu povo; por porque tramam nossa morte, desejaram aniquilar tua antiga herança. Não desprezes a porção que resgataste do país do Egito para ti; escuta minhas súplicas, tem piedade de tua herança, transforma nosso luto em festa, para que vivamos celebrando teu nome, Senhor. Não faças emudecer a boca dos que te louvam.
                              Diante da  morte iminente, todos os israelitas gritavam a Deus  com todas as suas forças."
                               A oração de Ester, pode parecer aos incautos que, fora um tanto quanto orgulhosa quando disse, "não se submeter ou inclinar-se a homem algum." No entanto, temos que analisar a questão com cuidado! A submissão em questão, não é somente política ou somente social; é acima de tudo, submeter-se ao irracional, a tudo que é contrário a Ordem do Criador! Na Época atual, estão criando leis irracionais, que se assemelham a isso. A lei que permite o aborto e outras tantas, que não precisam serem mencionadas. A irracionalidade da maioria dos homens não tem limites; não importa a época.
                                Ester estava no momento mais cruciante de sua vida. Teria que se apresentar ao rei, e muito mais do que isso; pedir clemência a seu povo; mesmo contrariando as palavras do poderoso Amã. Para isso, não poderia cometer erros; não poderia temer nada; teria que ter além de coragem, uma fé no Senhor que nunca tivera antes; teria que confiar em Deus! Quaisquer que fosse o desfecho de sua empreitada, teria que ter acima de tudo, aceitação. Pois a vontade do Deus Único é soberana em todas as dimensões da Criação, para toda a eternidade.
                                Ester se fez mais deslumbrante do que sempre fora! Vestiu-se com a mais bela roupa; colocou as mais preciosas joias que possuía. Apesar de ter o coração oprimido, fez-se radiante! Atravessou todas as portas, até ficar diante do rei. "O rei parecia terrível. Levantou a cabeça ruborizada de glória e, no auge de sua cólera, lançou um olhar. A rainha empalideceu e se apoiou no ombro da acompanhante e desmaiou. Então, Deus moveu o rei  e o inclinou a mansidão; inquietou-se, pulou de seu trono e tomou Ester nos braços, animando-a com palavras tranquilizadoras, enquanto ela voltava a si: O que está acontecendo Ester? Sou teu esposo. Coragem, não morrerás. Nossa ordem é apenas para nossos súditos. Aproxima-te."
                                 Naquele momento, os mensageiros do Cristo Planetário estavam a postos naquele local; todos os Espíritos malignos que acompanhavam Assuero, foram momentaneamente retirados. O desmaio de Ester, não fora por medo; e sim, pela quantidade de ectoplasma doado, para que o rei pudesse, com a ajuda dos trabalhadores espirituais, limparem o local de miasmas sombrios, que infestavam o rei e a sala do trono. "E Deus moveu o rei e o inclinou a mansidão." A mudança de humor de Assuero fora instantânea.
                                 Tendo recobrado suas forças, a rainha volta a normalidade. Foi então, que o rei temendo pela vida da mulher que dominara seu coração, disse-lhe: "O que está acontecendo contigo rainha Ester? Pede-me e eu te darei até a metade do meu reino."
                                  Nesse momento, Ester lança sua primeira cartada para derrotar Amã; livrando seu povo de um terrível e cruel destino. Olhando candidamente para o esposo, o convida, juntamente com Amã para um banquete, que seria preparado por ela. Vejamos a controvérsia; Assuero havia convidado Vasti para comparecer a um banquete, e esta recusou o convite; Ester convida o rei e Amã para um banquete, e este aceita de bom grado. Mas tudo isso, era circunstância e necessidade, e não destino.
                                 Amã ao saber que fora convidado para o banquete da rainha, fica muito contente; pensa ele que, finalmente o prestígio com a rainha já estava garantido. Nesse dia Amã estava contente.; mas quando viu aquele judeu passar por ele sem se inclinar, não conseguiu ocultar seu desconforto. Já em casa, Amã chamou seus amigos para gabar-se de tudo que tinha conquistado na vida. No entanto ainda tinha um maldito judeu atravessado na garganta.
                                "Sua mulher Zares e seus amigos lhe disseram: seja preparada uma forca de vinte cinco metros. Pela manhã pedirás ao rei que nela enforquem Mardoqueu, e depois irás contente ao banquete. Amã gostou da proposta e mandou preparar a forca." .Tanto sua mulher, como os amigos, estavam sendo médiuns de entidades sombrias e contrárias e revoltadas com o Cristo Planetário.
                                   Na noite que antecedeu ao banquete de Ester, o rei não conseguiu dormir. Isso porque os mensageiros do Cristo estavam a postos para salvar a vida de Mordecai. Então ordenou o rei que lhe trouxessem os anais ou crônicas, onde estava escrito todos os fatos relevantes ocorridos no reino. E começou a ler um por um todos os fatos. Foi então que tomou conhecimento que Mordecai era judeu e lhe salvara a vida. Então perguntou o rei, que recompensa recebera o judeu por isso; a resposta foi: que nada recebera.
                                   Naquele momento Amã havia chegado no pátio externo do palácio, para fiscalizar a construção da forca que havia mandado preparar para matar Mordecai. O rei mandou que Amã fosse até a sua presença. Foi então que teve início um interessante diálogo. Perguntou Assuero a Amã: Como deveria o rei proceder para homenagear alguém muito leal e fiel, o qual o rei tinha em alta estima? Pensando Amã que o rei se referia a ele, disse:
                                  "Para essa pessoa que o rei quer homenagear, tragam as vestes reais que o rei costuma usar, o cavalo que o rei costuma montar e uma coroa real. A roupa e o cavalo serão entregues a um dignitário real que pertença à nobreza, para que com esta roupa vista o homem a quem o rei quer honrar e o leve a passear a cavalo pela cidade, anunciando diante dele: Este é o tratamento que se dá a quem o rei quer honrar!"
                                    Então disse o rei a Amã: Faça tudo isso que disseste a Mordecai! Já na sua casa, Amã não conseguia conter a vergonha e nem o ódio. Então sua mulher e seus amigos, influenciados por Espíritos do Senhor disseram a Amã: "Se Mordecai diante de quem começaste a cair, é de raça judaica, não poderás com ele; cairás diante dele até o fundo. Não poderás com ele, porque o Deus Vivo está com ele."
                                     "O Senhor é o meu Pastor...Guia-me pelas veredas da Justiça por Amor de seu nome...prepara-me uma mesa, na presença dos meus adversários..." (Salmo, 23:1-6).
                                

                               

                            
                               
                       
                         
                     
                         
                        
                          
                           
                           

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...