O rei Assuero, soberano da Média Pérsia; deu um grande banquete, para seus príncipes, generais, e demais auxiliares, em comemoração da grandeza de seu terceiro ano de reinado, na cidade de Susã (Antiga cidade do oriente próximo, que fez também parte dos impérios babilônico, persa e parta. Localizada cerca de 250 Km a oriente do Tigre, o qual é hoje o sudoeste do Irã.), reino este que se estendia da India até a Etiópia. Durante 180 dias, comemorou-se o esplendor das conquistas do rei Assuero.
Depois disso, novamente organizou outro banquete; agora para todo o povo da cidade de Susã, tanto para o mais importante, quanto ao mais humilde de seus súditos. Isso durou sete dias. O soberano não olvidou de todo o luxo que a ocasião exigia em ambos os banquetes. "Dava-se-lhes de beber em vasos de ouro vasos de várias espécies, e havia muito vinho real, graças à generosidade do rei. Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres na casa real do rei Assuero." (Cap. 1-9).
Tendo Assuero, bebido muito vinho e querendo demonstrar a todos não somente o seu poder como soberano de um grande império, mas também, a sua qualidade de "macho," mandou seus eunucos irem até os aposentos de Vasti; sua linda esposa, para dizer-lhe que, seu marido exigia sua presença no banquete, inteiramente nua; para que todos pudessem admirar a deslumbrante beleza que Vasti era possuidora. A resposta negativa de Vasti, deixou o rei e seus demais súditos presentes no banquete estupefatos. Antes, ninguém jamais ousara desobedecer uma ordem de Assuero.
Diante disso, possesso de cólera e com o orgulho real ferido, o soberano dos medos e dos persas, ordenou aos sábios do reino, que por coincidência, era também príncipes do reino, principalmente um deles, de nome Memucã, para encontrar uma maneira de contornar o problema. Disse Memucâ: "A rainha Vasti não somente ofendeu o rei, mas também a todos os príncipes e a todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero." Naturalmente que este senhor não nutria muita simpatia para com a rainha!
Memucã alegou que, se o rei não punisse sua esposa exemplarmente, além de estimular todas as mulheres do reino imitar Vasti na sua atitude rebelde, a autoridade do rei estaria em xeque. Sugeriu o astuto Memucã que, o rei promulgasse um decreto real nos seguintes termos: "Se bem parecer ao rei, promulgue de sua parte um édito real, e que se inscreva nas leis dos persas e medos e não se revogue, que Vasti não entre jamais na presença do rei Assuero; e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela." (Cap.1:18-19).
Assim, qualquer mulher do reino, desde a mais abastada quanto a mais humilde, pensará duas vezes em desobedecer as ordens do marido. "O conselho pareceu bom tanto ao rei como aos príncipes; fez o rei segundo a palavra de Memucã." Então foram enviadas mensagens em vários idiomas, com o conteúdo do decreto do rei.
Depois de passado todas as festas, e o rei tendo voltado a calma novamente, sentiu saudades de Vasti, sua companheira real; e então a solidão bateu forte no coração de Assuero. Mais uma vez, os auxiliares do soberano opinaram para que o rei solucionasse mais um problema intrincado. Agora de ordem sentimental; visto que o orgulho do rei dera lugar a solidão.
Sugeriram que o rei encarregasse Hegai, eunuco encarregado da guarda das mulheres, que procurasse em Susã e no reino, uma virgem que fosse formosa e boa aparência; para que fosse escolhida a melhor delas e preparada para tomar o lugar deixado por Vasti.
Havia em Susã, um judeu benjamita, chamado Mordecai. Este israelita criara uma moça de nome "Hadassa", também conhecida como Ester; era bela de grande formosura, cujos pais tinham falecidos, tendo Mordecai a tomado como filha. O eunuco Hegai quando viu Ester, ficou logo muito impressionado com sua beleza e educação.
Na verdade tanto Mordecai quanto a jovem Ester, tinham uma missão a cumprir, diante da questão do Deus Único e dos israelitas. O destino ia se cumprir segundo a vontade do Cristo Planetário. Tanto Ester quanto Mordecai, seriam os personagens principais. Mordecai instruiu Ester, para que não revelasse sua origem e nem sua linhagem hebraica. No entanto também fora uma das muitas jovens escolhidas a candidata a rainha dos medos e dos persas.
Mas Ester levava uma vantagem sobre as demais candidatas. Além de sua incrível formosura, também conquistara a simpatia do eunuco Hegai. No entanto, todas as mulheres candidatas, tinham que ser preparadas durante doze meses. Seis meses com óleos de mirra e seis meses com especiarias e perfumes, unguentos em uso entre as mulheres da época. Mordecai acompanhava tudo isso com grande ansiedade; pois preparara Ester desde criança para este importante momento. Intuitivamente ele sabia que um dia chegaria o momento tão importante na vida de Ester.
Depois de ter findado todo este meticuloso prepara, é que, a jovem poderia ir a presença do rei. Quando chegou o momento de Ester ir a presença de Assuero, já se sentia preparada, pois ganhara a simpatia de todos os eunucos. "Assim, foi levada Ester a presença, à casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano de seu reinado. O rei amou Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens; o rei pôs-lhe na cabeça a coroa real e a fez rainha em lugar de Vasti. O rei deu um grande banquete para comemorar a ocasião. Mordecai ficou assentado a porta do palácio, pois Ester não revelara a sua origem, segundo as instruções de seu pai adotivo.
Mordecai, além de médium, era dotado de uma enorme sagacidade e inteligência; sabendo habilmente tirar informações, sem que seus interlocutores percebessem sua verdadeira intenção. Por isso, conseguiu descobrir uma conspiração da parte de alguns militares insatisfeitos. Mordecai era também funcionário da corte; e nessa ocasião, descobriu através de informações, que se planejava o assassinato de Assuero. Rapidamente, Mordecai fez chegar aos ouvidos de Ester esta conspiração contra o rei.
Ester, levou ao conhecimento do marido, a noticia da conspiração; depois de descobrir e prender seus autores, foram condenados a morte. Diante depois disso, Mordecai ganhou a inimizade de Amã; pessoa com muito prestígio diante do rei, mas que fazia de tudo para se livrar da presença do judeu. Ester era mais que uma rainha! Era também um "farol" do Deus Único no palácio e diante de seu marido e rei. Mordecai a protegia e a instruía sempre na Lei do Deus Único; lembrando-lhe sempre os preceitos do decálogo.
Começará a partir daqui em diante, uma disputa desigual! De um lado Amã, favorito do rei; que ocupava o cargo mais elevado dentre todos os príncipes. Todos deviam se inclinar diante de Amã; somente Mordecai se recusa a fazer este tipo de reverência, sobrando os joelhos, a todos eles. "Porque desobedeces à ordem do rei? E como lhe disseram isso dia após dia, sem que ele fizesse caso, o denunciaram a Amã, para ver as desculpas de Mordecai valiam alguma coisa, pois lhes disseram que era judeu"
Amã tinha ódio dos judeus; principalmente de Mordecai, pois este descobrira a conspiração para matar Assuero, sendo que ele tinha participação na conspiração. Então, Amã envolve o rei em suas teias homicidas; induzindo o monarca a decretar a aniquilação de todos os judeus, mesmo as crianças e os velhos; saquear seus bens no mesmo dia; no dia treze de março, ou seja, no mês de Adar. (Adar é o décimo segundo mês e, em alguns anos, também o décimo terceiro mês do calendário judaico. O calendário judaico é lunissolar, com meses lunares que começam na lua nova, e anos tópicos que seguem as estações. Nos anos em que há doze meses, Adar é o último mês do ano, e tem 29 dias.). Aqui vamos fazer um parágrafo, para explicar a razão de tanto ódio contra os hebreus. Daremos o exemplo do Egito.
Ora! O Faraó acreditava que uma politica de opressão contra os judeus, tinha razões de estado. Mão de obra muito mais barata que todas as outras; também uma razão militar: por serem numerosos, poderiam se aliar a outros povos contra o Egito. No entanto, a principal razão, era o medo da crença dos judeus em um Deus invisível e que através dos médiuns existentes entre os judeus, realizavam fenômenos extraordinários. Embora, a mediunidade seja comum a todos os seres, a diferença, era que, os "deuses" dos povos politeístas, não eram outros, senão os Espíritos de desencarnados; que enquanto na carne, sempre se dedicaram ao mal e os excessos vários.
Dessa forma, os argumentos dos povos pagãos a respeito de suas divindades, eram irracionais; se comparada a crença dos judeus de um Deus Único e Verdadeiro, Criador de todas as coisas e seres; inclusive dos "deuses" pagãos. A mediunidade é um fenômeno orgânico! Portanto inerente a todos os seres humanos. A diferença está em que, entre os judeus, a maioria dos grandes médiuns, eram os profetas enviados pelo Cristo Planetário; para comprovação da materialização do Gene psíquico do Deus Único entre os hebreus.
Para todos os povos politeístas, a crença em um deus único iria prejudicar muito a ambição e o domínio dos poderosos sobre os mais fracos; era mais simples mantê-los na ignorância, no misticismo, nos excessos, de todos tipos, e principalmente no temor.
O decreto de genocídio contra os judeus, fora aprovado por Assuero; cujo conteúdo, dizia que eram os judeus os piores traidores, o povo mais ímpio de todos, o qual não era merecedor de nenhuma consideração; por isso, para o bem de outros povos, deveriam ser varridos da face da Terra.
Fica claro que, Amã era sem dúvida um grande inimigo do Cristo Planetário; Era um dos capelinos que jamais se conformara com a sua deportação para terra. Num passado distante, este elemento pertencera ao grupo de deportados denominados "Caim" que não media esforços para concretizar seus obscuros e maléficos objetivos.
"Ordenamos que no décimo quarto dia do mês de março, o mês de Adar, do presente ano, todos os que vos fossem indicados na carta de Amã, nosso chefe de governo, que é como nosso segundo pai, sejam exterminados pela raiz, como suas mulheres e crianças, pela espada de seus inimigos, sem compaixão nem consideração alguma, para que, lançados violentamente no sepulcro num só dia esses inimigos de ontem e de hoje, nossa política caminhe no futuro com segurança e ordem perpétuas" (Cap.3:7-14).
Mordecai faz saber a rainha Ester, do terrível decreto real, pedindo-lhe que faça algo para impedir tal genocídio. Ester embora consternada, avisa a Mordecai que o rei dera ordens para não ser importunado por ninguém; nem mesmo pela sua rainha. Quem desobedecesse tais ordens, seria sumariamente morto. No entanto, o velho judeu lembra Ester que, se nenhuma providência fosse tomada, a própria vida dos familiares da rainha estava em sério perigo. Lembra-lhe também de sua missão perante o Deus Único. Ester não poderia dar-se ao luxo de pensar somente nela ou em seus familiares; mas principalmente em seu povo, como fizera outros antepassados dos hebreus.
Ester manda uma mensagem a Mordecai dizendo que, orassem e jejuassem por ela. "Vai reunir todos os judeus que vivem em Susã; jejuai por mim. Não comais nem bebeis durante três dias e três noites. Eu e minhas escravas faremos o mesmo, e ao terminar eu me apresentarei diante do rei, ainda que contra sua ordem. Se tiver que morrer, morrerei." (Cap.4:1-17).
Então, possuída de uma Fé sem igual, Ester orou ao Deus Único com todas as forças de seu coração amargurado:
"Orou assim, recordando todas as façanhas do Senhor:
Senhor, Senhor, rei e dono de tudo, porque tudo está sob teu poder, e não há quem se oponha à tua de salvar Israel. Tu criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que há debaixo do céu , e tu és Senhor de tudo; nem há Senhor quem possa se opor a ti. Tu sabes tudo. Se eu me nego a prostar-me diante desse soberbo Amã, tu sabes bem, Senhor, que não o faço por arrogância, orgulho ou vaidade; para salvar Israel, de boa vontade eu lhe beijaria a planta dos pés. Se me neguei a fazê-lo, é porque para mim Deus está acima de qualquer homem. Eu não me prosto diante de ninguém, a não ser diante de ti, Senhor meu ; não o faço por orgulho. Pois bem, Senhor, Deus rei, Deus de Abraão, perdoa o teu povo; por porque tramam nossa morte, desejaram aniquilar tua antiga herança. Não desprezes a porção que resgataste do país do Egito para ti; escuta minhas súplicas, tem piedade de tua herança, transforma nosso luto em festa, para que vivamos celebrando teu nome, Senhor. Não faças emudecer a boca dos que te louvam.
Diante da morte iminente, todos os israelitas gritavam a Deus com todas as suas forças."
A oração de Ester, pode parecer aos incautos que, fora um tanto quanto orgulhosa quando disse, "não se submeter ou inclinar-se a homem algum." No entanto, temos que analisar a questão com cuidado! A submissão em questão, não é somente política ou somente social; é acima de tudo, submeter-se ao irracional, a tudo que é contrário a Ordem do Criador! Na Época atual, estão criando leis irracionais, que se assemelham a isso. A lei que permite o aborto e outras tantas, que não precisam serem mencionadas. A irracionalidade da maioria dos homens não tem limites; não importa a época.
Ester estava no momento mais cruciante de sua vida. Teria que se apresentar ao rei, e muito mais do que isso; pedir clemência a seu povo; mesmo contrariando as palavras do poderoso Amã. Para isso, não poderia cometer erros; não poderia temer nada; teria que ter além de coragem, uma fé no Senhor que nunca tivera antes; teria que confiar em Deus! Quaisquer que fosse o desfecho de sua empreitada, teria que ter acima de tudo, aceitação. Pois a vontade do Deus Único é soberana em todas as dimensões da Criação, para toda a eternidade.
Ester se fez mais deslumbrante do que sempre fora! Vestiu-se com a mais bela roupa; colocou as mais preciosas joias que possuía. Apesar de ter o coração oprimido, fez-se radiante! Atravessou todas as portas, até ficar diante do rei. "O rei parecia terrível. Levantou a cabeça ruborizada de glória e, no auge de sua cólera, lançou um olhar. A rainha empalideceu e se apoiou no ombro da acompanhante e desmaiou. Então, Deus moveu o rei e o inclinou a mansidão; inquietou-se, pulou de seu trono e tomou Ester nos braços, animando-a com palavras tranquilizadoras, enquanto ela voltava a si: O que está acontecendo Ester? Sou teu esposo. Coragem, não morrerás. Nossa ordem é apenas para nossos súditos. Aproxima-te."
Naquele momento, os mensageiros do Cristo Planetário estavam a postos naquele local; todos os Espíritos malignos que acompanhavam Assuero, foram momentaneamente retirados. O desmaio de Ester, não fora por medo; e sim, pela quantidade de ectoplasma doado, para que o rei pudesse, com a ajuda dos trabalhadores espirituais, limparem o local de miasmas sombrios, que infestavam o rei e a sala do trono. "E Deus moveu o rei e o inclinou a mansidão." A mudança de humor de Assuero fora instantânea.
Tendo recobrado suas forças, a rainha volta a normalidade. Foi então, que o rei temendo pela vida da mulher que dominara seu coração, disse-lhe: "O que está acontecendo contigo rainha Ester? Pede-me e eu te darei até a metade do meu reino."
Nesse momento, Ester lança sua primeira cartada para derrotar Amã; livrando seu povo de um terrível e cruel destino. Olhando candidamente para o esposo, o convida, juntamente com Amã para um banquete, que seria preparado por ela. Vejamos a controvérsia; Assuero havia convidado Vasti para comparecer a um banquete, e esta recusou o convite; Ester convida o rei e Amã para um banquete, e este aceita de bom grado. Mas tudo isso, era circunstância e necessidade, e não destino.
Amã ao saber que fora convidado para o banquete da rainha, fica muito contente; pensa ele que, finalmente o prestígio com a rainha já estava garantido. Nesse dia Amã estava contente.; mas quando viu aquele judeu passar por ele sem se inclinar, não conseguiu ocultar seu desconforto. Já em casa, Amã chamou seus amigos para gabar-se de tudo que tinha conquistado na vida. No entanto ainda tinha um maldito judeu atravessado na garganta.
"Sua mulher Zares e seus amigos lhe disseram: seja preparada uma forca de vinte cinco metros. Pela manhã pedirás ao rei que nela enforquem Mardoqueu, e depois irás contente ao banquete. Amã gostou da proposta e mandou preparar a forca." .Tanto sua mulher, como os amigos, estavam sendo médiuns de entidades sombrias e contrárias e revoltadas com o Cristo Planetário.
Na noite que antecedeu ao banquete de Ester, o rei não conseguiu dormir. Isso porque os mensageiros do Cristo estavam a postos para salvar a vida de Mordecai. Então ordenou o rei que lhe trouxessem os anais ou crônicas, onde estava escrito todos os fatos relevantes ocorridos no reino. E começou a ler um por um todos os fatos. Foi então que tomou conhecimento que Mordecai era judeu e lhe salvara a vida. Então perguntou o rei, que recompensa recebera o judeu por isso; a resposta foi: que nada recebera.
Naquele momento Amã havia chegado no pátio externo do palácio, para fiscalizar a construção da forca que havia mandado preparar para matar Mordecai. O rei mandou que Amã fosse até a sua presença. Foi então que teve início um interessante diálogo. Perguntou Assuero a Amã: Como deveria o rei proceder para homenagear alguém muito leal e fiel, o qual o rei tinha em alta estima? Pensando Amã que o rei se referia a ele, disse:
"Para essa pessoa que o rei quer homenagear, tragam as vestes reais que o rei costuma usar, o cavalo que o rei costuma montar e uma coroa real. A roupa e o cavalo serão entregues a um dignitário real que pertença à nobreza, para que com esta roupa vista o homem a quem o rei quer honrar e o leve a passear a cavalo pela cidade, anunciando diante dele: Este é o tratamento que se dá a quem o rei quer honrar!"
Então disse o rei a Amã: Faça tudo isso que disseste a Mordecai! Já na sua casa, Amã não conseguia conter a vergonha e nem o ódio. Então sua mulher e seus amigos, influenciados por Espíritos do Senhor disseram a Amã: "Se Mordecai diante de quem começaste a cair, é de raça judaica, não poderás com ele; cairás diante dele até o fundo. Não poderás com ele, porque o Deus Vivo está com ele."
"O Senhor é o meu Pastor...Guia-me pelas veredas da Justiça por Amor de seu nome...prepara-me uma mesa, na presença dos meus adversários..." (Salmo, 23:1-6).