quarta-feira, 6 de novembro de 2019

LEIS MORAIS - LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC - PENAS E GOZOS FUTUROS.

978- A lembrança das faltas que a alma, quando imperfeita, tenha cometido, não lhe impede a felicidade, mesmo depois de se haver purificado?
                              
             Não; Pois já resgatou seus débitos, sendo vitoriosa das provas a que teve que se submeter para esta finalidade.
                      
979- Não sendo para a alma causa de penosa percepção que altera sua felicidade, as provas pelo qual ainda tenha que passar para terminar sua purificação?
                           
             Para aquela que ainda não se purificou sim. Pois, não poderá sentir a plena felicidade, enquanto não estiver completamente pura. 
                Para aquela que já conquistou a pureza de sentimentos, elevando-se em sua evolução, não tem sentimentos angustiantes ao pensar nas provas que ainda terá de enfrentar.
                   
                Sente a felicidade, as almas que já conquistaram um determinado grau  de pureza. Por isso, sente uma grande alegria. Sentindo a felicidade em torno dela; por tudo que vê, tudo que sente. 
                   Cai o véu que encobria sua visão, das  maravilhas e os mistérios da criação; e as perfeições Divinas são agora percebidas por ela em todo seu explendor.
                     
980- O laço de simpatia que une os Espíritos da mesma ordem constitui para eles, uma fonte de felicidade?
                             
             Os Espíritos em que existe uma simpatia recíproca para o bem, encontram nessa união a verdadeira felicidade, porque entre eles não existe o receio, de sentimentos egoístas que impeça esta  união. 
               Formando do mundo espiritual, verdadeiras famílias unidas pelo puro sentimento, consistindo a felicidade espiritual; da mesma forma que, no mundo da matéria experimenta aqueles que tem como laços de união, quando reúnem-se aqueles que estão na mesma sintonia de paz e felicidade.
                Na amizade pura e cinera que cada um dedica ao outro, que por sua vez é o objetivo, têm eles grande felicidade pois lá não há falsos amigos, nem hipocrisia.
                          
                Dessa felicidade sentirá o homem na Terra, quando encontra almas onde resulta uma união pura e justa. Em uma existência mais purificada, e beleza indescritível ilimitada será esta felicidade, porque ele somente encontrará almas simpáticas, onde não existe a frieza do egoismo.
                 Pois na natureza, tudo é amor; o egoismo é  que impede esse puro sentimento.
                     
981- Em relação ao estado futuro do Espírito, haverá diferença entre um que, em vida, teme a morte e outro que a encara com indiferença e mesmo com alegria?
                         
           É grande a diferença. No entanto isso é apagado com frequência, devido as causas determinantes desse desejo e temor. Seja pelo temor ou pelo desejo, o homem é induzido por sentimentos diversos e são esses sentimentos que irá influenciar no  estado do Espírito. 
            Por exemplo, aquele que deseja a morte pensando ser essa a solução de seus problemas existenciais, há uma espécie de revolta contra a Providência Divina e contra as provações que tem de cumprir.
            982- Será necessário que adotemos o Espiritismo e acreditemos nas manifestações espiritas, para assegurar a nossa redenção na vida futura?
                            
           Se fosse assim, todos que não são espiritas ou que não gostariam de adotar o espiritismo como norma de conduta, estariam fora da redenção esperada. O que seria um absurdo.
          Somente a prática do bem, garante a vida futura. O bem será sempre o bem, qualquer que seja o caminho que a ele conduza.
                 
            O espiritismo ajuda o homem em seu aperfeiçoamento moral, firmando-lhe ideias a respeito de certos pontos do futuro. Assegura a evolução das pessoas e dos povos; pois nos proporciona uma ideia do que seremos no futuro. É um ponto de apoio, luz que nos guia. 
          O espiritismo ensina o homem a suportar suas provas com paciência e resignação; afastando-o das atitudes que poderiam prejudicar sua evolução e felicidade; mas ninguém diz que, sem o espiritismo, não possa ela ser conquistada.
              
Continua.
             

            
                           
             
                          
           

LEIS MORAIS - PENAS E GOZOS FUTUROS - LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC.

976- O espetáculo dos sofrimentos dos Espíritos inferiores não constitui para os bons, uma causa de aflição e, nesse caso, que fica sendo a felicidade deles, se está sendo perturbada?
                                
         Sabendo eles que o mal tem sempre um fim, não é para eles motivo de pertubação. Sempre auxiliam os outros a evoluir, oferecendo ajuda. 
          Essa é a ocupação dos Espíritos bons; ocupação que lhes traz felicidade quando são bem sucedidos.
            
a)- Isso é característico de Espíritos estranhos ou indiferentes. Mas o espetáculo das tristezas e do sofrimento daqueles a quem amavam na Terra não lhes perturba a felicidade?
                 
           Não podendo ver esse sofrimento é que poderiam ser considerados estranhos depois da morte. A religião ensina que os Espíritos podem ver aqueles que ainda estão na carne. No entanto, os Espíritos tem outra visão a respeito do vosso sofrimento. 
            Compreendem que são uteis ao vosso progresso, quando é suportado com resignação. Ficam aflitos, mais com o desânimo daqueles que deixaram na carne, que é um retardo ao progresso de vocês, que propriamente com o sofrimento, que é algo passageiro.
                  
977- Não podendo os Espíritos ocultar reciprocamente seus pensamentos e sendo conhecidos todos os atos da vida, deverá deduzir que o culpado está perpetuamente na presença de sua vítima?
                       
               Não poderia ser diferente; segundo o bom senso.
               
a)- É um castigo para o culpado essa divulgação de todos os nossos atos reprováveis e a presença constante dos que deles foram vítimas?
                          
               É muito grande. Somente até que o culpado resgate suas faltas, seja enquanto Espírito ou enquanto homem em uma nova existência na matéria.
               Quando estivermos no mundo dos Espíritos, sendo revelado todo nosso passado, tanto o bem como o mal que praticamos, serão conhecidos.
                Aquele que praticou o mal, não poderá esconder suas más ações, tentando esconder de suas vítimas; pois a presença delas é o seu castigo e um suplício interminável, até que repare o seu erro. Ao contrário, o homem de bem, não precisará desviar o olhar ou esconder de ninguém, porque sua atitude é aprovada por todos.
                  O pior sofrimento daquele que pratica o mau, é a presença de suas vítimas; por isso, as evita o tempo todo. Que acontecerá com eles, depois que passar a ilusão em que viviam, compreender através da realidade, e cair a máscara de sua hipocrisia, não podendo evitar a visão daqueles que foram por ele prejudicados? 
                 Enquanto a alma do homem perverso é presa da vergonha, do pesar e da culpa, a do homem justo sente uma perfeita serenidade.
          
Continua.
                  
             
                       
             

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

LEIS MORAIS - PENAS E GOZOS FUTUROS - LIVRO DOS ESPÍRITOS ALLAN KARDEC.

974- De onde veio a doutrina do fogo eterno?
                     
         É apenas fruto da imaginação das pessoas, que pensam que é realidade.
               
       a)- Esse temor produz bom resultado?
                     
            Não serviu de exemplo nem entre aqueles que o ensinavam. Quando é ensinado algo, que pode ser repelido pela razão e bom senso, causa uma impressão que não é duradoura e nem útil.
                 
                      O homem criou essa lenda ou linguagem, para definir os sofrimentos que não podia entender ou explicar, comparando-o com o suplicio de um fogo, com todo seu poder. Sendo assim, essa crença no fogo eterno é uma das mais antigas.
                      Por isso, que ainda é dito na linguagem figurada; o fogo das paixões, o fogo do amor, do ciúme.
                   
975- Os Espíritos inferiores compreende a felicidade dos justos?
                         
                  Entende e para eles isso é um suplício; e compreende também que, não podem possuir essa felicidade porque estão presos ao sentimento de culpa. 
                    Por isso, que os Espíritos imploram pela vida no corpo, pois cada existência física é uma grande oportunidade de ficar livre dessa culpa, quando é bem sucedido ao aproveitar bem uma reencarnação. Podendo abreviar muito a duração do seu suplício.
                    E então, poderá escolher as provações por meio das quais possa resgatar seus débitos. Porque todo Espírito sofrerá por todo mal que praticou durante sua vida material, abusando do seu livre-arbítrio; ao invés de usar sua liberdade de pensar e agir para fazer o bem. Ou todo bem que podia ter feito e deixou de fazer.
                   Não existe véu para os Espíritos errantes. Sabem quando já estiver fora  da matéria, é como sair de um nevoeiro sabendo o que o distancia da felicidade. E sofre porque a culpa o atormenta. Não existindo a ilusão, vê somente a realidade.
                          
                  No mundo espiritual, o Espírito consegue ver todas as suas vidas passadas, também como pode ser o seu futuro e o que falta para que possa atingi-lo.
                 É como um viajante que, ao chegar no alto de uma montanha, pode ver o caminho que já percorreu e o que ainda terá que caminhar, para chegar no fim de sua jornada.

Continua.
                   
                    
                     
                   
                      

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...