sábado, 14 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 10.

                             Vamos tentar entender, as declarações de Isaias ao rei Ezequias, através de sua mediunidade.
                              "A virgem, filha de Sião, te despreza e zomba de ti; a filha de Jerusalém maneia a cabeça por detrás de ti."
                                Aqui, o mensageiro do Cristo Planetário simbolicamente, refere-se a futura materialização do Gene Psíquico do Deus único, com Maria e José; para a vinda séculos mais tarde, do Cristo Planetário a superfície da Terra, trazendo a Segunda Revelação. É uma doutrinação direta a falange de Espíritos que acompanhava e influenciava o rei Assírio, Senaqueribe. Esta falange de Espíritos, tinha como objetivo impedir a conscientização do Deus Único, na mente do povo israelita.
                                 O mensageiro lembra o rei Assírio que, ele sabia quem era o Santo de Israel a qual devotava tanto ódio, e porque disso. Visto que o rei da Assíria, era um dos, grupo de capelinos, revoltados com a deportação; e  com extremo orgulho, se colocando no lugar do Criador, na tentativa de interferir no trabalho do Cristo Planetário.
                                "Eu mesmo cavei, e bebi as águas de estrangeiros, e com as plantas de meus pés sequei todos os rios do Egito. Acaso, não ouvistes que já há muito dispus eu estas coisas, já desde os dias remotos o tinha planejado?"
                                 
                                  Aqui o mensageiro do Cristo, lembra aos revoltados Espíritos daquela falange do mal que, haviam afrontado o Senhor quando disseram: "Com a multidão dos meus carros subi ao cimo dos montes, ao mais interior do Líbano...deitarei abaixo os seus altos cedros...chegarei as suas pousadas extremas..."
                                 Somente o Cristo Planetário, tem autoridade para interferir nas questões do planeta que ELe construiu pela vontade de seu Pai. Pois antes da fundação do mundo o Cristo Planetário já estava ao lado do Pai.
                                 "Como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em Amor." (Efésios, 1:4).
                                 Lembra também o mensageiro que, se aqueles Espíritos conseguiram induzir seu escravo encarnado, na pele de Senaqueribe, para infligir aos hebreus tamanha aflição, foi para   que se cumprisse a Lei de Causa e Efeito; Lei Imutável do Criador, para reeducação do recalcitrante.
                                  Disse o Espírito enviado do Alto que, o Cristo os conhecia de longa data; pois foi o próprio Filho de Deus, pela sua misericórdia, havia dado aqueles corações revoltados e em grande sofrimento, no "pranto e ranger de dentes," uma nova oportunidade de redenção.
                                  "Porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio na tua boca e te farei voltar pelo caminho que vieste."
                                    Ou seja, para que os teus sentidos viciados em todos os excessos materiais, não seja mais motivo de escândalos para si ou para o semelhante. "Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é necessário que venha escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" (Mateus, 18:7).
                                    "Isso te será por sinal: Este ano, se comerá o que espontaneamente nascer e, no segundo ano, o que daí proceder; no terceiro ano, porém, semeai, colhei, e plantai vinhas, e comei os seus frutos."
                                     Pois bem! o mensageiro alertou Senaqueribe e seu séquito de desencarnados, a respeito das suas atitudes naquele momento. Ou seja, o objetivo da falange do mal seria cumprido; pois semelhante atrai semelhante; é Lei do Criador. Portanto, como o povo andara por caminhos contrários as Leis do Deus Único, fazendo coisas que eram más aos olhos do Senhor, teriam que assumir as consequências de suas atitudes. "A semeadura é livre; mas a colheita é obrigatória."
                                    "No segundo ano o que daí proceder." Isto é, teriam que colher tudo que semearam, de bom ou menos bom.
                                      "No terceiro ano, porém, semeai colhei e plantai vinhas, e comei os seus frutos."
                                       Se os recalcitrantes aproveitando uma nova oportunidade pela reencarnação, resgatando seus compromissos perante a Lei de Deus, andando retamente em seus caminhos; mesmo diante de todas as dificuldades inerente de seus atos em vidas passadas, pelo mau uso do livre arbítrio, colherão os doces frutos da vitória.
                                        "O que escapou da casa de Judá e ficou de resto tornará a lançar raízes para baixo, e dará  fruto por cima."
                                          Quer dizer: Todos os que não se deixaram levar pelas abominações de cultos pagãos a deuses de pedra e madeira. Estes ensinarão seus filhos a seguir as Leis de Deus; e no futuro, estas sementes darão seus frutos de verdade, fé, e lealdade ao Deus único.
                                          "Porque de Jerusalém sairá o restante, e do monte Sião, o que escapou. O zelo do Senhor fará isso."
                                            Primeiramente, a palavra Sião é mencionada na Bíblia pela primeira vez, em (Samuel, 5:7), "Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a cidade de Davi." Era o nome da cidade jebusita na cidade de Jerusalém. Significa fortaleza.
                                            É um símbolo de resistência moral contra todo o mal que assola as almas dedicadas a Deus, que foram levadas por Jesus, através do Evangelho a fazer a vontade de Deus. Pelo zelo de Deus aos seres humanos, enviou até nós seu Filho Unigênito para nos salvar.
                                           Finaliza o mensageiro dizendo que as pretensões da falange do mal através de seu escravo Senaqueribe, não teriam seu objetivo alcançado; pois o Senhor não o permitiria.
                                           "Porque eu defenderei esta cidade, para livrar, por amor de mim e por amor de meu servo Davi." (Cap.19:20-34).
                                            "Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem." (Hebreus, 11:3).
                                           
                                     
                                    
                                 
                              

sexta-feira, 13 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 9.

                              Enviou Eequias, ao profeta Isais, seu mordomo Eliaquim, o escrivão, mais um séquito; todos vestidos de panos de sacos, em sinal de contrição; para perguntar a Isaias se as palavras de Rabsaqué, mordomo do rei da Assíria, iriam se cumprir. Então, o profeta Isaias manda dizer o seguinte: "Não temas por causa das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria blasfemaram contra Deus."
                              Depois de ter voltado para sua terra, Rabsaqué, encontra com o seu rei, relatando o ocorrido em Samária. Decide o rei da Assíria mandar outro mensageiro até Ezequias, com a seguinte mensagem: Tens ouvido o que fizeram os reis da Assíria, a todas as terras e povos que conquistaram; crês tu que te livrarás? Porventura os deuses das nações, livraram os povos que meu pai conquistou?
                              Ao receber a mensagem do rei da Assíria, Ezequias dirige-se até a Casa do Senhor, ajoelhando-se disse em oração:
                               "Ó Senhor, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, Tu somente és o Deus de todos os reinos da Terra; Tu fizestes os céus e a Terra.
                                 Inclina, ó Senhor, o ouvido e ouve; abre Senhor, os olhos e vê; ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus Vivo.
                                 Verdade é, Senhor, que os reis da Assíria assolaram todas as nações e suas terras, e lançaram no fogo os deuses deles, porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedras; por isso, os destruíram.
                                  Agora, pois, Senhor, nosso Deus, livra-nos das suas mãos, para que todos os reinos da Terra saibam que só Tu és o Senhor Deus." (Cap.19:14-19).
                                   Esta oração do reis Ezequias, é um primor de claridade espiritual e fé no Deus Único. Devemos destacar, aspectos importantes na oração que, foi pronunciada com muito sentimento e consciência a respeito do Deus Único.
                                    "Tu somente és o Deus de todos os reinos da Terra. Tu fizeste os céus e a Terra." Isso é consciência plena  no Deus Único. Notemos, que Ezequias, já tinha germinado em seu coração, o Gene Psíquico do Deus Verdadeiro!
                                      "...porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram."
                                       Aqui, vemos que, Ezequias ratifica seu amor, fé, e confiança no Deus Único.
                                       Conclui a oração dizendo: "Agora, pois, Senhor, nosso Deus, livra-nos...para que todos os reinos da Terra saibam que só Tu és o Senhor Deus."
                                       Ou seja, o Deus Único, não é somente Deus de Israel! Mas, de todo o planeta Terra. Ezequias, estava plenamente consciente de suas palavras. Oração é mudança de estado mental. Naquele momento, o rei Ezequias, representando toda nação israelita fazia um pedido clamoroso ao Deus Único. Foi atendido, porque seu pedido era justo; não pedia somente para ele, mas por todo Israel.
                                      Ezequias recebeu a seguinte mensagem de Isaías:  "Assim dis o Senhor, o Deus de Israel: Quanto ao que me pedistes acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, eu te ouvi, e esta é a palavra que o Senhor falou a respeito dele: A virgem, filha de Sião, te despreza e zomba de ti; a filha de Jerusalém maneia a cabeça por detrás de ti.
                                     A quem afrontaste e de quem blasfemaste? E contra quem alçaste a voz e arrogantemente erguestes os olhos? Contra o Santo de Israel.
                                     Por meio dos teus mensageiros, afrontastes o Senhor e disseste: Com a multidão dos meus carros subi ao cimo dos montes, ao mais interior do Líbano; deixarei abaixo os seus altos cedros e seus ciprestes escolhidos, chegarei as suas pousadas extremas, ao seu denso e fértil pomar.
                                     Eu mesmo cavei, bebi as águas de estrangeiros, e com a planta de meus pés sequei todos os rios do Egito. Acaso não ouvistes que já há muito dispus eu estas coisas, já desde os dias remotos o tinha planejado? Agora porém, as faço executar e eu quis que tu reduzisses a montões de ruínas as cidades fortificadas. Por isso, os seus moradores, debilitados andaram cheios de temor e envergonhados; tornaram-se como a erva do campo, e a erva verde, e o capim dos telhados, e o cereal queimado antes de amadurecer.
                                     Mas eu conheço o teu assentar, e o teu sair, e o teu entrar, e o teu furor contra mim. Por causa  do teu furor contra mim e porque a tua arrogância subiu até os meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio na tua boca e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.
                                     Isto te será sinal: este ano, se comerá o que espontaneamente nascer e, no segundo ano, o que dai proceder; no terceiro ano, porém, semeai, e colhei, e plantai vinhas, e comei os seus frutos.
                                     O que escapou da casa de Judá e ficou de resto tornará a lançar raízes para baixo e dará frutos para cima; porque de Jerusalém sairá o restante, e do monte Sião o que escapou. O zelo do Senhor fará isto.
                                     Pelo que dis o Senhor, a respeito do rei da Assíria: Não entrarás nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma, não virá perante com escudo, nem há de levantar tranqueiras contra ela. Pelo caminho por onde vier, por esse voltará, dis o Senhor.
                                     Porque eu defenderei esta cidade, para livrar, por amor de mim e por amor de meu servo Davi." (Cap.19:20-34).
 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 8.

                                O  rei da Assíria já sabia que, a maior parte da população de Samária, se entregara as práticas de seitas contrárias ao Deus único. Sabia Senaqueribe que, estas práticas pagãs enfraquecia os israelitas, tanto moral, quanto espiritualmente; ao passo que, estando Israel sintonizado com o Deus Único, seria impossível vencê-los. Mas, devido ao longo tempo de orgias e abominações, os israelitas de Samária estavam enfraquecidos; até mesmo fisicamente, devido a um longo período de fome que assolava aquela terra. A recalcitrância deles, os levara a ruína moral e física.
                                Embora o rei Ezequias tenha tentado colocar o povo do bom caminho novamente, com proibições de práticas pagãs, o povo não o obedecia, insistindo com o culto a deuses de pedra. Ezequias havia tentado algumas alianças com povos vizinhos; principalmente com o Egito, com seus carros de guerra. Porém, Rabsaqué o mordomo mor de Senaqueribe, havia subido com um grande número de soldados, até o reino israelita do norte.
                               Rabsaqué foi recebido por Eliaquim, o mordomo de Ezequias. Rabsaqué afronta toda a casa de Israel, com seu poder militar e seu orgulho; dis ainda que, de nada adiantaria Israel buscar ajuda com aliados, pois nenhum era páreo para o exército assírio. Dis que, Israel não poderia nem apelar para as suas crenças antigas no Deus Único, pois estavam agora sem nenhuma proteção, visto que Ezequias havia destruído todos os altares dos deuses de pedra. Até então, Rabsaqué estava falando em aramaico; língua mais usada pelas elites dos israelitas, para as  relações diplomáticas com os povos vizinhos. O povo em geral, entendia somente o hebraico.
                                 Por isso, Eliaquim pede ao assírio para não falar em hebraico, para não se sentirem humilhados perante todo o povo, que estava prestando atenção no diálogo. Foi em vão o pedido do israelita! Rabsaqué, dirigindo-se a multidão fala em hebraico para que todos entendam. Tentando convencer os israelitas que, qualquer atitude de Ezequias contra Senaqueribe, seria infrutífera; mesmo se ele apelasse para  o Deus Único. Dis que o rei da Assíria, oferece a todos os israelitas, ajuda com as seguintes palavras: "Assim dis o rei da Assíria: Até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de cereal e de vinho, terra de pão e de vinhas, de oliveira e de mel, para que vivais e não morrais. Não deis ouvidos a Ezequias, porque vos engana, dizendo: O Senhor nos livrará.
                                 Esta atitude de Rabsaqué, era uma estratégia para que, os israelitas não seguissem Ezequias, na sua intenção de resistir a invasão assíria. Na verdade, o rei Senaqueribe estava tentando comprar a colaboração da maior parte dos habitantes de Samária; que até e então, passava por dificuldades de conseguir alimentos, devido a seca que assolava a terra. No entanto, todo o povo continuava calado. "Pois assim ordenara Ezequias."
                                 Retirando-se dali, Eliaquim rasgando suas vestes em sinal de pesar, vai ao encontro do profeta Isaias. (Cap. 18:19-37).
                             

quarta-feira, 11 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 7.

                              "No terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá."
                                Tinha vinte cinco anos de idade quando iniciou seu reinado; que durou vinte e nove anos. Ezequias fez tudo segundo as Leis do Deus Único. Removeu as colunas dos deuses pagãos, destruiu a "serpente de bronze" que Moisés fizera, porque até aquele dia, os israelitas queimavam incenso e lhe chamavam de Neustã. Teve grande confiança  no Deus Único; sendo que, nenhum outro, teve sua fé. Um de seus principais feitos em prol de Israel, foi ter subjugado os Filisteus até Gaza e seus limites.
                                No quarto ano de reinado de Ezequias, Salmaneser, rei Assírio, invade a terra, tendo cercado Samária, que durou três anos; e então foi tomada. Tendo os israelitas sendo levados, grande parte deles, para Hala, junto a Habor e ao rio Gozã, na cidade dos medos. (Povo que habitava a Média, país que ficava ao noroeste da Pérsia, ao sul e sudeste do mar Cáspio, ao oriente da Armênia e da Assíria, ao ocidente e noroeste do grande deserto do sal, no Irã.).
                                Pois, o povo não obedeceu e não praticaram as Leis ensinadas por Moisés; antes se deixaram levar por tudo que  era mau aos olhos do Senhor. O resultado desta recalcitrância por parte dos israelitas, foi a Lei de Causa e Efeito; novamente optaram pelo doloroso aprendizado, pela experiência. Logo veio mais uma vez, o martírio das invasões; desespero, morte e destruição. Senaqueribe, rei da Assíria invade todas as cidades fortificadas do reino de Judá e as tomou.
                                Diante disso, vendo-se impotente para deter o avanço do inimigo o rei Ezequias, se humilha perante Senaqueribe; manda-lhe um mensageiro, para dizer-lhe que lhe entregaria todo ouro e prata, existente na casa do Senhor e em seu palácio. Diante disso, Senaqueribe impôs a Ezequias, um alto preço; "Trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro." Não satisfeito, o rei Assírio manda subir seu exército ao norte, até Jerusalém.
                               Rabsaqué, um dos generais Assírios, humilha Ezequias, dizendo-lhe: "Assim dis o grande rei da Assíria: Que confiança é esta em que te apoias? ...seus conselhos para guerra, são palavras vãs...Confias no Egito, esse bordão de cana esmagada, o qual, se alguém nele apoiar-se, lhe  entrará pela mão e a traspassará..." (Cap.18:19-21).
                              
                                
                               
                              

terça-feira, 10 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 6.

                                Sargão, o rei da Assíria promoveu uma limpeza étnica em Samária, deportando para seu reino grande parte da população israelita; ficando apenas em Samária, alguns israelitas. Sabendo que eles conservavam o sentimento de rebelião. Por isso, planejou a desnacionalização da nova província. O rei Assírio, andou para habitar Samária, gente da Babilônia, Cuta, Ava, Hamate, e de Serfarvaim e as fez habitar na terra em substituição aos israelitas. Cada um desses povos, levaram consigo, seus costumes e suas crenças. Ergueram colunas e altares aos seus deuses pagãos; fazendo na terra, tudo que era abominável as Leis do Deus Único. Chegando ao máximo da crueldade, sacrificando seus próprios filhos a estes deuses de mentira.
                                Ora! Onde habita o mal, atrairá males ainda maiores. "Então vai, e leva consigo outros sete Espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má." (Mateus, 12:45).
                                 É a Lei de atração dos semelhantes!
                                 Devido a este caos moral estabelecido na terra de Samária, o mal, atraiu outros males ainda pior. No texto dis que "leões" começaram atacar a população e os matar. Naturalmente que isso é um simbolismo; na verdade, é que foram uma série de fatores, que provocaram as mortes em Samária; tais como, infecções, viroses, conflitos entre as várias etnias que habitavam a terra, e também animais ferozes. Isso tudo contribuiu para a mortandade elevada em Samária.
                                Mas, o Cristo Planetário, em sua infinita misericórdia, não abandonou aquelas pobres almas escravizadas pelo mal, que habitavam Samária. Então, manda um mensageiro para inspirar os servos que assistiam diretamente ao rei, para alertá-lo a respeito do que estava acontecendo em Samária. "As pessoas que mandaste habitar Samária, não sabem a maneira de servir o deus da terra; por isso, enviou leões para o meio delas, os quais as matam." (Cap.17:24-28).
                                Então, o rei mandou que fosse enviado para Samária, alguns dos sacerdotes que vieram deportados junto a população. No texto bíblico, o rei fala, de "um dos sacerdotes;" porém na Bíblia de Jerusalém, em um dos comentários de página, diz o seguinte "os verbos que se seguem estão no plural em hebr., como se guardasse a lembrança do retorno de diversos sacerdotes."
                                No entanto, os próprios israelitas, também praticavam culto a deuses pagãos; violando as Leis do Deus Único. Dentre os sacerdotes que foram enviados para Samária por ordem do rei da Assíria, havia um que era fiel ao Deus Único, e que sempre instruiu as Leis do Decálogo. No entanto, nem sempre era seguido. Sempre ouve um culto misto em toda Samária. Talves por isso, a razão do preconceito dos judeus a respeito dos samaritanos da época de Jesus. (Cap. 17:29-41).

segunda-feira, 9 de maio de 2016

JUIZES -- LIVRO II -- POSTAGEM 5.

                              Estando o profeta Eliseu enfermo, foi visita-lo o rei Joás, de Israel. Vendo que o profeta estava mal, o rei muito se lamentou ao vê-lo. Disse Eliseu a Joás, que pegasse seu arco e apontasse para o oriente, e atirasse uma flecha. Depois, disse mais ao rei: "Flecha da vitória do Senhor! Flecha da vitória contra os sírios; porque ferirás os sírios em Afeca, até os consumir." (Cap.13:16-18).
                              Novamente Eliseu disse ao rei para apontar o arco para o chão; tendo feito isso, Joás atirou três flechas para o chão. Então exclamou Eliseu indignado: "Cinco ou seis vezes deveria ter ferido a terra com as flechas; por isso, ferirás os sírios somente três vezes." Tendo dito isso, Eliseu morreu, e foi sepultado. Joás, filho de Joacáz, retomou as cidades que foram invadidas por Ben-Adade. Por três vezes Joás feriu os sírios; como havia profetizado Eliseu.
                               Depois disso, vários fatos ocorreram entre o povo hebreu; tanto no norte, com o reino de Israel, como no sul, com o reino de Judá. Um dos fatos mais importantes, foi o cativeiro dos filhos de Israel, com a queda de Samária. Foram invadidos pelos Assírios; no texto de Reis II, não é mencionado o nome desse monarca.
                                Nesse tempo, os israelitas fizeram tudo que era mau  aos olhos do Senhor. Fizeram imagens de bronze com forma de animais e os adoraram como deuses; ofereceram sacrifícios a Baal; inclusive, as mais terríveis abominações; como o sacrifício de crianças e virgens. Mesmo tendo o Cristo Planetário mandado para junto do povo israelita, seus profetas, para iluminar seus corações com as Leis do Deus Único, nada adiantou. Em vista desse recalcitrância dos israelitas, o Cristo deixou que a Lei de Causa e Efeito, os reeducasse. Somente pelo sofrimento, resultado de sua vinculação com o mal, poderiam ressarcir o débito que contraíram ao violar a Lei de Deus. Sentindo na carne, o resultado de suas desobediência, os israelitas apelaram mais uma vez pela Misericórdia do Deus Único.(Cap. 17:1-23).
                                 "Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo." (Hebreus, 2:1-2).
                                  
                             

domingo, 8 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 4.

                            Samaria passava por períodos difíceis porque, fazia muito tempo que não chovia naquelas terras. A fome era grande, e a revolta do povo, com o Deus único era grande. Para piorar ainda mais as coisas, Ben-Hadade, rei da Síria, reuniu seu exército e sitiou Samária. Porém, tudo isso não era um castigo como pensavam os israelitas. Aquela situação terrível, era fruto das atitudes de cada alma existente em Israel; quando, esquecendo das Leis do Deus Único, entregou-se a práticas abomináveis. O desespero era tanto que, se cogitou até da prática do canibalismo. (Cap.6:26-30).
                            Mesmo diante daquela situação assustadora, o rei de Israel ainda encontrou em Eliseu, alguém para culpar ao dizer: "Assim me faça Deus o que bem lhe aprouver se a cabeça de Eliseu, lhe ficar, hoje sobre os ombros." Depois de falar isso, o rei manda um mensageiro até a casa do profeta; com tons ameaçadores. Porém, antes mesmo, do mensageiro chegar até o homem de Deus, ela já sabia da atitude e revolta do rei.
                           Disse  o profeta aos anciãos que estavam com ele: "Vedes como o filho do homicida mandou tirar-me a cabeça? Olhai quando vier o mensageiro, fechai-lhe a porta e empurrai-o com ela; porventura, não vem após ele o ruído dos pés do seu senhor?" Disse o profeta que haveria abundância de alimentos as portas de Samária. Mas o braço direito do rei, duvidou que, de uma hora para outra, a fome desapareceria daquela terra. Então disse o profeta: "Eis que tu o verás com os teus olhos, porém disso não comerás." (Cap.7:1-2).
                          Em Samária aconteceu um fenômeno espiritual fantástico. Havia na cidade quatro leprosos; estes decidiram sair e enfrentar os sírios pois, de nada adiantava ficar na cidade presos e sem alimento. Ao saírem, os quatro depararam com uma situação inesperada por eles; no local estava somente os animais e as previsões dos invasores, pois os sírios haviam partido do local; deixando para trás, tudo que haviam levado, inclusive ouro e prata.
                           Para os leprosos, aquilo foi um presente do céu. Então, cumpriu-se a profecia de Eliseu quando disse: "Ouvi a palavra do Senhor; Amanhã, a estas horas mais ou menos, dar-se-á um alqueire de farinha por um siclo, as portas de Samária." (Cap.7:1).
                           O fenômeno espirita que assustara os soldados sírios foi, um estranho tropel de cavalos, o grito de vozes humanas, e o tinir de armas. Ouvindo isso, os sírios se apavoraram  e amedrontados fugiram sem nada levar com eles.
                           "O fenômeno de que falamos são provocados. Mas acontece às vezes ocorrerem espontaneamente. Não é efeito da imaginação, porque impressiona nossos sentidos materiais. De todas as manifestações espíritas, as mais simples são os ruídos e pancadas. A finalidade destas manifestações, é chamar atenção para alguma coisa." (Livro dos Médiuns - Alan Kardec -- Cap. 5).
                            Então, os quatro leprosos decidiram ir até o rei e relatar o acontecido. Pensou o rei que, aquilo era um ardil dos invasores para, quando forem abertas as portas da cidade, eles atacariam os israelitas. Assim, mandou o rei vários destacamentos de soldados para verificar o fato. Mas somente encontraram os objetos e os animais dos sírios. "Dera o rei a guarda da porta ao capitão seu braço direito; o povo em correria para sair da cidade, o atropelou na porta, e ele morreu, como falara o profeta."
                             Eliseu foi até Damasco. Sabendo Ben-Adade que o profeta se encontrava na sua cidade, ordena a seus servos que reúna quarenta camelos, com grande quantidade de presentes, e manda para o profeta. Com os presentes, segue um mensageiro, que pergunta a Eliseu pela saúde do rei sírio, pois ele estava doente. Disse o profeta: "Certamente ficará curado da doença. Porém o Senhor me mostrou que ele morrerá. Olhando o profeta para Hazael, o vizir do rei, começou a chorar." Quis saber o vizir, o motivo das lágrimas de Eliseu. Então o profeta disse que, Hazael faria muito mal a Israel; mataria suas mulheres, velhos e crianças; levando destruição e desespero.
                            Respondeu Hazael, serei eu tão vil e tenebroso assim? Respondeu o homem de Deus; você será rei da Síria. Voltando ao palácio de Ben-Hadade, o vizir da a boa notícia ao rei. "No dia seguinte, Hazael tomou um cobertor molhado em água e o estendeu sobre o rosto do rei até que este morreu; e Hazael reinou em seu lugar. (Cap.8:1-15).
                          
                           
                         
                        
                          

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...