sábado, 2 de abril de 2016

SAMUEL -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 10.

                         Devido a guerra entre a casa de Davi e a casa de Saul, Abner torna-se poderoso em Israel, pois o rei Isbosete não era um monarca de pulso firme, e tudo deixava por conta de seu braço direito Abner. Houve um dia, um incidente entre os dois. Saul tivera uma concubina chamada Rispa, filha de Aiá. Perguntou Isbosete a Abner, porque tinha coabitado com a concubina de Saul seu pai? O que não agradou a Abner, esta atitude desconfiada de Isbosete; os dois tiveram uma discussão, e o clima entre o rei e seu homem de confiança ficou tenso.
                      Depois disso, decidiu Abner, mandar mensageiros a Davi propondo uma aliança; mandando dizer ao rei de Judá, que a terra em que ambos estavam e viviam, era a mesma; e disse mais: "Faze comigo aliança, e eu te ajudarei em fazer passar-te a ti todo o Israel." Davi respondeu dizendo que faria aliança com Abner. Mas Davi fez uma exigência; ele somente faria esta aliança se, Abner lhe mandasse de volta sua primeira mulher, Mical; cujo casamento foi realizado depois que Davi levou até Saul, os duzentos prepúcios dos Filisteus mortos em batalha. Exigência que foi atendida pelo rei Isbosete e Abner.
                     Depois disso, Abner reuniu-se com os anciãos de Israel,  para que eles aclamassem Davi rei de todo Israel, pois esta era a vontade do Senhor, segundo as palavras do profeta Samuel. Abner foi ter com Davi em Hebrom, e assim declara-o rei em Israel e jura-lhe fidelidade. Depois partiu em paz.
                    No entanto, Joab servo de Davi, não gostou da atitude de Davi, ao deixar Abner ir embora em liberdade; pois achava ele que, Abner não era homem de se confiar, e que foi em Hebrom somente para espionar as forças de Davi.
                   Assim Joab tomou uma decisão sem comunicar com seu rei e senhor. Foi ter com Abner, levando junto seu irmão Absal para matar Abner. Na verdade, os dois irmãos odiavam Abner porque seu outro irmão, Asael, foi morto por Abner em Gibeão. Tendo atraído Abner a um local ermo alegando serem portadores de uma mensagem de Davi, o mataram.
                  Davi lamentou muito a morte de Abner, dizendo que Israel perdera um dos maiores de seus príncipes. "Não sabeis que, hoje caiu em Israel um príncipe e um grande homem?" Ao saber que Abner estava morto, Isbosete ficou pálido de medo; pois sabia que seus dias no trono estavam contados. Aconteceu um fato um tanto quanto obscuro, que foi a morte do rei de Israel Isbosete. Foi assassinado enquanto dormia, em plena luz do dia, por dois homens de nome: Recabe e Baaná. Tendo decapitado a cabeça do rei, levaram-na até Davi.
               Ao contrário do que esperavam Recabe e Baaná, Davi muito se indignou diante daquele ato de barbarismo contra um rei de Israel. Imediatamente, mandou que ambos fossem executados. A cabeça de Isbosete foi sepultada na sepultura de Abner, em Hebrom.
              Depois disso, todas as tribos de Israel, foram até Hebrom, pedir a Davi que aceitasse a coroa que fora de Saul e governasse todo Israel. Todos os anciãos foram unânimes em ungir Davi rei de Israel. Em Judá, reinou durante sete anos e seis meses, em Jerusalém, reinou trinta e três anos sobre todo Israel e Judá. Davi tinha trinta anos, quando foi ungido rei de todo Israel e Judá. (Cap. 3, 4, 5:1-4).
                    

SAMUEL -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 9.

                          Depois de ter derrotado os amalequitas, Davi permaneceu em Ziclague durante dois dias. Nesse interim, recebeu a visita de um homem, com a noticia da morte de Saul e seus dois filhos. Explicou o homem que, quando viu o rei, este já estava com uma lança atravessada no corpo; então o rei lhe pediu para que ele o matasse; e assim, acabasse com seus sofrimento. Foi então que Davi, diante da narrativa daquele homem, que era amalequita, mandou seus homens mata-lo. Disse Davi, que ninguém teria o direito de matar o ungido do Senhor.  Lamentou a morte de Jônatas e Saul.
                         Depois disso, Davi, através de sua sensibilidade mediúnica, consultou os mensageiros do Cristo Planetário, que ele pensava ser o próprio Deus, para saber que atitude tomar. O conselho do mensageiro foi para que Davi subisse para Ebrom.  Davi foi para o lugar indicado com suas duas mulheres; Abigail e Ainoã, e seus  companheiros.
                       Depois disso, chegaram a Ebrom os homens de Judá e ungiram Davi  rei, sobre toda casa de Judá. Porém, as coisas ainda não se acalmaram em Israel; mesmo depois da morte de Saul. Abner, que era comandante do exército de Saul, declarou rei de todo Israel, Isbosete, filho de Saul. Este reinou durante dois anos em Israel; e Davi; sete anos e seis meses, em Judá.
                      Abner decidiu atacar os homens de Davi no açude de Gideão. Depois da peleja, saiu vencedor os homens de Davi. Um dos homens de Davi, Asael, saiu em perseguição a Abner; porém, Abner conseguiu ferir Asael de morte durante a perseguição. (Cap. 1, 2:1-32).
                       

sexta-feira, 1 de abril de 2016

SAMUEL -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 8.

                       Davi, depois de ter falado com Saul, percebeu que o rei não iria desistir de caça-lo até a morte. Por isso, achou melhor fugir para a terra dos Filisteus, onde o ódio de Saul não o alcançaria. Habitou novamente Davi com Aquis, rei de Gate, onde estivera anteriormente. Dali, Davi foi habitar em Ziclague, que era terra dos reis de Judá; e ali permaneceu ele com toda sua gente.
                      Durante sua permanência em Zicalgue, Davi subiu e pelejou com os gesuritas, gersitas, e amalequitas; tendo vencido todos eles. Não fazia prisioneiros,para que não denunciassem a Saul, a sua localização. Sabendo Aquis que Davi não poderia voltar para Israel novamente, pensou que poderia fazer dele seu servo para sempre. Assim, tomou a decisão de atacar os israelitas com todo seu exército e destruir o rei Saul para sempre. Então propôs Aquis a Davi, que pelejasse com ele contra os israelitas; dizendo que faria de Davi, o chefe de sua guarda pessoal.
                   Reunindo todos os Filisteus, Aquis ataca os israelitas. Vendo Saul, que seu exército era em menor número que dos Filisteus, teve medo e consultou o Senhor para saber o que deveria ele fazer; no entanto, somente obteve silêncio como resposta. Então Saul decidiu consultar uma mulher de Em-Dor, que era médium. Para isso teve que se disfarçar e esconder sua verdadeira identidade, pois ele próprio havia perseguido os médiuns e os adivinhos.
                  Porém, a mulher teve medo de usar o seu dom para responder as perguntas de Saul. Mas, mesmo disfarçado, o rei garantiu a mulher que ela não seria punida. Neste tempo o profeta Samuel já havia desencarnado. Assim, ao invocar o Espírito do profeta, a médium percebeu que o homem que havia chegado disfarçado a sua casa, era Saul. Então teve grande pavor; no que foi acalmada pelo rei. Saul quis saber as respostas das suas inquirições.
                No entanto, as noticias não foram satisfatórias para o rei; Samuel disse que Saul não seguiu a Lei do Deus Único, tendo-a infligido várias vezes, pensando somente no poder e na própria vaidade e egoísmo. Por isso, o povo que também pecara muito contra a Lei, seria punido pelas próprias concupiscências.
               Depois de ouvir estas duras palavras, Saul caiu por terra; porque estava fraco, por não ter-se alimentado durante todo o dia e a noite. A médium, no entanto, se apressou em preparar alimento para o rei e seus dois acompanhantes; e depois partiram dali. (Cap. 27, 28:1-25).
               Davi não foi junto de Aquis, pelejar contra seu próprio povo. Compreendeu Aquis, que era melhor para Davi, partir dali para sempre, e refugiar-se em outro local. Então os Filisteus pelejaram contra os Israelitas; tendo os vencidos, tomaram suas terras; onde ergueram imagens do deus Asterote.
               O exército de Saul foi derrotado, e os Filisteu mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filho de Saul. Vendo Saul que nada mais poderia fazer, pede a um dos seus servos que o mate; mas não foi obedecido. Então, o rei lançou seu próprio corpo contra a lança; e assim morreu o rei Saul. (Cap. 31:1-13).
 
                              FIM DO PRIMEIRO LIVRO DE SAMUEL.

terça-feira, 29 de março de 2016

SAMUEL -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 7.

                      Davi estava foragido no deserto, e muito necessitado de água e alimentos. Então, mandou mensageiros até um homem chamado Nabal, que tinha muitas posses; sendo pois muito rico. Davi pede a este homem provisões para ele e seus homens; o que foi negado por Nabal, alegando não ser ele responsável por Davi, e muito menos obrigado a alimentá-lo, e a seus homens.
                     Não tendo gostado da resposta de Nabal, Davi  enfurecido, marcha contra o local onde residia Nabal e sua gente. Porém, Abigail esposa de Nabal, reuniu uma grande quantidade de provisões, colocou tudo em alguns camelos, partindo ao encontro de Davi. Ao encontrar o jovem guerreiro, Abigail se prostrou em terra, pedindo ao jovem que a ouvisse. A mulher de Nabal, depois de muita bajulação e lágrimas, conseguiu convencer Davi, apelando para a vaidade do mesmo.
                    Se foi bajulação ou sinceridade da mulher, não se pode saber. O certo é que, Abigail convenceu Davi não atacar a casa de Nabal e aceitar as provisões que havia trazido. Talvez por estar se sentindo muito solitário, Davi manda mensageiros a casa de Abigail, agora uma viúva, pedindo-a em casamento. Isso também porque, Saul tinha dado sua filha Mical, mulher de Davi, a Palti, filho de Laís, seu aliado. Abigail prontamente aceitou o pedido de casamento feito por Davi, dizendo que seria para ele como uma "serva das servas" dele; e  coisa e tal!
                  Novamente os traiçoeiros Zifeus (moradores do deserto de zife), disseram a Saul, que Davi se encontrava no outeiro de Áquila. Mais uma vez reuniu o rei, milhares de homens partindo ao encalço de Davi. Tendo Saul acampado com seus homens, os espiões de Davi o avisaram onde se encontrava o rei e seu exército. Quando chegou no local do acampamento, Davi encontra todos adormecidos. Saul dormia ao lado de uma bilha d'água, e uma lança fincada na terra. Também estava próximo ao rei, Abner, seu fiel lugar tenente.
                  Estava junto a Davi, seu companheiro Abisai; que ao ver a lança ao lado do rei adormecido, diz a Davi que, aquela era uma grande oportunidade para acabar de uma vez por todas com a vida de Saul. No entanto, alega Davi que, ninguém tinha o direito de matar o "ungido do Senhor;" e não seria pela vontade dele Davi, que isso aconteceria. Depois disso, partiram furtivamente do local; levando a bilha e a lança do rei.
                 Quando amanheceu, Davi de longa distância, grita para Abner, mostrando-lhe a bilha com água e a lança de Saul, dizendo que não matara Saul porque não era um assassino, e nem seria capaz de tirar a vida daquele quem o Senhor ungiu. Saul ficou perplexo com a atitude de Davi; a ponto de referir-se a ele como "meu filho," no diálogo que os dois mantiveram por um longo tempo.
                Nesse interim, Davi pergunta a Saul, qual o verdadeiro motivo para aquela obstinada perseguição? Dis Davi: "Por que me persegues o meu senhor assim seu servo? Que fiz eu? E que maldade se acha nas minhas mãos.?"
                Então, depois de muita troca de palavras, e "mea culpa" de ambos os lados, cada um vai para seu lugar, com a certeza que nada ficara definido de vez. Davi procura outro local seguro para refugiar-se, e Saul retorna para casa; com uma sensação de rancor, frustração e com a alma "vazia." (Cap. 25, 26:1-25).
                
                  
 

segunda-feira, 28 de março de 2016

SAMUEL -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 6.

                        O rei Saul, foi novamente informado onde se encontrava Davi e seus companheiros. Davi estava no deserto de Maon. Reunindo seus homens, Saul se aproveitando da traição dos Zifenitas a Davi, conseguiu cercar o jovem herói. No entanto, os mesmos que traíram Davi, enganou o rei; dizendo a ele que os Filisteus invadira a terra. Então, Saul não teve outra alternativa; abandonou a perseguição.
                       Novamente sabendo onde se encontrava Davi, Saul reuniu três mil soldados, e partiu ao encalço do seu desafeto disposto a resolver o problema para sempre. Quando chegou ao local, sentiu necessidades fisiológicas. Entrando numa caverna existente no local, o rei não notou que Davi também estava lá; escondido mais no interior da gruta. Sem que Saul percebesse, Davi aproximando-se, cortou um pedaço do manto do rei.
                    Porém, o jovem guerreiro, impediu que seus homens fizessem mal a Saul, dizendo: "Não farei mal ao ungido do Senhor." Ao sair da caverna, Davi  gritou a Saul, que não estava longe, dizendo que poderia ter matado o rei; no entanto, não o fizera, em respeito a sua autoridade, e também porque, ele Davi, se considerava servo de Saul, e lhe era muito agradecido. Após estas palavras Davi mostra a Saul, o pedaço do tecido que fazia parte do manto do rei. Disse Davi que, embora sendo fácil matar o rei, não o tinha feito, pelas razões já expostas; e também que jamais mataria o ungido do Senhor.
                   Saul comoveu-se com a atitude de Davi! Então, disse que reconhecia Davi como seu sucessor; mas que ele respeitasse e considerasse a sua família; e se comprometesse a não fazer nenhum mal a ela. Após isso, se retirou do local. Davi foi também embora para um local seguro. (Cap. 24:1-22).

domingo, 27 de março de 2016

SAMUEL -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 5.

                     Depois de fugir de Saul, Davi vai até Nobe, onde estava o sacerdote Aimeleque, mas não disse que era foragido, para não comprometer o sacerdote. Davi apenas pediu pão e uma espada, mentindo que saíra as pressas a mando do rei em uma missão urgente. Como Aimeleque não tinha pão na sua casa  naquele momento, deu a Davi e seus companheiros, os pães sagrados. (Mateus, 12:3-4).
                    Depois disso, o sacerdote entregou a Davi a espada que pertencera ao filisteu Golias, que ele mesmo matara. Dali, partiu Davi para Aquis, rei de Gade; onde se fez passar por louco, para não ser morto. "Pelo que se contrafez diante deles, em cujas mãos se fingia de doido, esfregando-se nas portas e deixando correr saliva pela barba." Diante do aperto, vale tudo! Davi retirando-se daquele lugar, refugia-se na caverna de Adulão.
                     Sabendo disso, toda casa de seu pai foi ao seu encontro; como também, todos os homem que tinham problemas semelhantes; endividados, proscritos, amargurados de espírito, deprimidos. Uma espécie de "exército de Branca Leone" da época; ao todo, uns quatrocentos homens. Dali, partiu Davi para um lugar de nome Mispa em Moabe. Pediu Davi, que o rei daquele lugar deixasse ficar ali, toda sua família; o que o monarca concordou.
                   Mas, um profeta chamado Gade, convenceu o jovem herói a sair de Mispa, para a terra de Judá. Saul foi informado por um homem edomita, de nome Doegue, que o seu desafeto tinha estado com Aimeleque, e que também tinha levado a espada de Golias com ele. Diante desta informação, o rei manda chamar toda a casa de Aimeleque; inclusive todos os sacerdotes. Ao ser acusado por Saul de conspiração, Aimeleque tenta abrir os olhos do rei, para a razão e o bom senso. Aimeleque tanta mostrar a Saul que o seu verdadeiro inimigo, não era Davi; e sim, os Espíritos das trevas que o acompanhavam e o dominavam.
                  Foram em vão as palavras do sacerdote. O rei enfurecido e tomado por trevas espessas, mandou seus soldados matar todos os sacerdotes; ordem recusada pelos comandados do rei. Virando-se para Doegue, o edomita, Saul manda que este cumpra a macabra ordem; o que foi prontamente executada. Somente naquele dia, foram mortos, oitenta e cinco homens que vestiam a estola sacerdotal. Inclusive em Nobe, cidade desses sacerdotes, foram chacinados, homens, mulheres, crianças, e todos seus animais. (Cap.21, 22:1-19).
                   No entanto, Davi não ficou parado. Partiu Davi com seus homens para um lugar chamado Queila; que estava sendo atacada por Filisteus. Sabendo disso, Saul manda mensagem aos moradores de Queila, que entreguem Davi em suas mãos. Porém, Davi consulta os Espíritos para saber se deveria permanecer no lugar ou fugir. Respondendo os Espíritos que deveria fugir, Davi com seus seiscentos companheiros, saíram de Queila sem destino definido.
                  Porém, decide Davi permanecer no deserto de Zife, em Horesa. Partiu Jônatas em direção a Horesa, para encontrar-se com seu querido Amigo. Encontrando-se com Davi, Jônatas reforça a confiança de Davi no Deus Único; como sempre fizera. E ambos fizeram aliança perante o Senhor. (Cap. 23: 1-18).
                   

SAMUEL -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 4.

                    Depois da vitória contra os Filisteus, Davi se tornou um herói, sendo louvado por todos os israelitas. Jônatas, filho de Saul, torna-se grande amigo de Davi, tendo-o recebido com grande alegria na casa de Saul. "Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma." (Cap. 18:1). E as vitórias e os feitos de Davi, não pararam, pois conseguiu grandes vitórias contra os Filisteus; a ponto de Saul ficar com inveja do jovem herói. A inveja e a raiva de Saul aumentaram ainda mais, quando as mulheres de Israel cantavam assim:
                 "Saul feriu os seus milhares,
                   porém Davi, os seus dez milhares."
                  Saul muito se indignou com isso; e sua inveja aumentou. Também o temor, do prestígio de Davi ameaçasse o seu poder. Um dia, ao ser tomado por um Espírito maligno, pois era médium, Saul intentou matar Davi, atirando sobre ele uma lança. Mas Saul não conseguiu seu intento; pois Davi conseguiu desviar-se.
               Porém, o ódio do rei aumentou ainda mais; pois estava muito vinculado a entidades das sombras, que exerciam sobre ele grande influência. Assim, Saul arquitetou um plano para matar Davi, sem que ninguém desconfiasse. Para concretizar seu plano maligno, Saul colocou Davi a frente de mil soldados dizendo, se o jovem herói matasse cem Filisteus, trazendo-lhe como prova, seus prepúcios, lhe daria a mão de sua filha Mical, a qual Davi amava.
              Além de cumprir a missão que lhe fora confiada pelo rei, o jovem guerreiro foi além; pois trouxera duzentos prepúcios dos inimigos mortos. Saul ficou a ponto de explodir! Odiou e temeu Davi ainda mais. (Cap. 18:1-30).
             Mesmo tendo Jônatas intercedido junto ao rei em favor de Davi, e apesar de ter prometido ao filho que não faria mal a Davi, Saul induzido por um Espírito do mal, como sempre acontecia,  novamente tentou matar Davi. Porém, Mical, ajudou Davi a fugir sem que ninguém soubesse; colocando sobre o leito a imagem de um "deus" familiar, coberto com uma túnica. Como podemos ver, os israelitas estavam bastante influenciados com as crenças pagãs dos povos de Canaã.
            Conseguindo fugir, Davi foi para Ramá, onde se encontrava Samuel. Davi conta ao profeta todo o acontecido na casa do rei. Sabendo que Davi se encontrava em companhia do profeta, Saul manda mensageiros para buscar o jovem. No entanto, estes mensageiros, através da própria sensibilidade mediúnica, profetizam a respeito dos atos e das intenções do alucinado Saul. Este fato aconteceu três vezes, para total desespero do rei.
           Foi então que Saul, tomou a decisão, de ele mesmo ir em busca de Davi. Para surpresa daqueles que o acompanhavam, Saul, não podendo controlar sua sensibilidade mediúnica, falou através dele, um mensageiro do Senhor, causando espanto a todos; menos a Samuel, que entendia perfeitamente o fenômeno. (Cap.19:1-24).
            Jônatas, por amor a Davi, tomou a decisão de investigar a real intenção de seu pai Saul, a respeito de seu Amigo; porque sabia que o rei era obsedado por Espíritos das trevas. Por isso, combinou com Davi um estratagema para avisa-lo da verdadeira intenção do pai. No dia das comemorações das três luas, Davi não estará na mesa com o rei; então, se Saul não notar a ausência de Davi nas três noites da comemoração, é porque seu ódio aplacou.
          Mas Saul desde a primeira noite notou a ausência do seu desafeto; somente no terceiro dia, é que o rei se manifestou a respeito. Jônatas tinha combinado com Davi, atirar três flechas em direção ao local em que o Amigo estava escondido; ao mesmo tempo que mandaria um criado ir buscar as flechas. Disse ao criado: "se as flechas estão antes de ti, trazes a mim; é sinal que o rei não odeia mais Davi". Ao contrário, "se as flechas estiverem além de ti, não as pegues." isso seria o sinal de que Saul ainda odeia Davi.
        No terceiro dia, Saul pergunta a seu filho Jônatas, onde estava Davi; Jônatas responde que o Amigo fora ter com a família. Saul possesso de cólera, amaldiçoa o filho, ao mesmo tempo que atira contra ele uma lança, contudo sem atingir Jônatas. Em altos brados, Saul jura matar Davi. Muito contrariado, Jônatas se retira do banquete; com a certeza que seu pai quer a morte do Amigo. Jônatas vai ao encontro de Davi para se despedir do Amigo a quem tanto amava, com o coração apertado de tristeza; e ambos se abraçaram e choraram; Davi muito mais. Disse Jônatas: "Vai-te em paz, porquanto juramos ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja para sempre entre mim e ti e entre a minha descendência e a tua." Amor fraterno e sincero que unia aquelas duas almas; almas afins, cujo Amor e Amizade  remonta a um passado remotíssimo. Certamente com as bênçãos do Cristo, que não faz distinção para amar toda a humanidade. (Cap. 20:1-43). Encontramos uma maravilhosa descrição do Amor como Dom Supremo, em Paulo.  "...Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o Amor, estes três; porém o maior destes é o Amor." (I Coríntios, 13:1-13).
        

         
            
           












 

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...