sexta-feira, 20 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM 13.

                                  Josias também, restaurou a celebração da Páscoa, que há muito não era celebrada pelos seus antecessores. Muita coisa que foi estabelecido por Moisés, ficou no esquecimento devido a recalcitrância dos reis que governaram Israel, após a época áurea de Davi e Salomão. Se os pergaminhos que continham as Leis, e as determinações de Moisés, não fosse encontrados por Hilquias, certamente que as futuras gerações israelitas se tornariam pagãs. Porém, o Cristo Planetário, cuidava de tudo. Foram os fiéis e abnegados trabalhadores do Cristo que, guiando as mãos do sacerdote Hiquias, resgataram os pergaminhos contendo as Leis do Senhor.
                                  Como já foi dito, o rei Josias reformulou todo o culto que se praticava entre os israelitas. Expulsou todos os sacerdotes de deuses de pedra, com seus cultos abomináveis. Restaurou todas as festas que fora estabelecidas por Moisés, bem como, todos os costumes; não somente a festa da páscoa. Em fim, pôs um basta em toda profanação pagã. Josias morreu lutando contra o Faraó do Egito, Neco; este tinha subido contra o rei da Assíria. Nesta batalha, Josias foi ferido de morte. O povo da terra, ungiu Joacaz, filho de Josias, novo rei. Porém, reinou apenas três meses. O Faraó do Egito, o destituiu do trono e o levou consigo como prisioneiro; exigindo cem talentos de prata e um de ouro como resgate a Joacaz. (Um talento de prata, valeria em torne de 6.600 dólares, e  um talento de ouro, 385.350,00 dólares).
                                  O faraó Neco, constituiu rei, Eliaquim, filho de Josias, mudando seu nome para, Jeoaquim. Joacaz, nunca mais voltou a sua terra; tendo morrido no Egito. Jeoaquim reinou onze anos em Jerusalém. Este rei, também não seguiu os mandamentos do Senhor; fazendo tudo que era abominável ao Deus Único.
                                  Durante o reinado de Jeoaquim, Israel já estava infestada de povos pagãos: Egipcios, caldeus, sírios, moabitas, e para piorar ainda mais as coisas, o pior deles: Nabucodonosor, rei da Babilônia. Este rei da Babilônia, leva cativa, toda nobreza de Jerusalém; também todos os artífices especialistas em madeira, pedra, couro e construções. Saqueia os tesouros do templo, levou sete mil artífices em metais e especialistas em guerra; tecelões e todos que falavam aramaico e outras línguas. Ou seja, Nabucodonosor, deixou em Israel, somente aqueles que não tinha nenhuma utilidade para ele; principalmente velhos e os doentes. Foi uma verdadeira limpeza étnica. (Cap.23,24,25:1-30).
                                  Mas, tudo isso estava previsto pelo Cristo Planetário. Porque, embora fosse uma derrota militar para os israelitas, seria uma vitória para a humanidade. Muitas vezes, povos considerados vencidos, conseguem impor sua cultura aos vencedores; que acabam sendo derrotados culturalmente, por aqueles que conquistaram. Foi exatamente isso que aconteceu com os babilônios. Muitos deles aderiram o culto do Deus Único dos hebreus; e também sua cultura.
                                  Foi assim com os romanos, após a conquista da Grécia; foi assim com os bárbaros, ao conquistar o império romano. É a misericórdia do Criador, em benefício dos povos. Muitos povos conquistadores acabam sendo absolvidos culturalmente, pelos conquistados.
                                  O legado do povo Hebreu ao mundo ocidental, foi exatamente este: O Amor, a Crença, a Fé, e a Confiança que o Deus Único, e Soberanamente, Bom, Justo, Misericordioso, Pai de todos Indistintamente. E Jesus o seu Filho Unigênito; nosso Salvador e nosso modelo de perfeição. Foram os Hebreus, os primeiros a se oporem a Globalização dos povos; impedindo assim, a deterioração do culto ao Deus Único e Verdadeiro.
                                 "Havendo Deus, outrora falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o Universo." (Hebreus, 1:1).
                    
                      FIM DO LIVRO II DE REIS.
                                 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 12.

                          O rei Ezequias recebeu emissários do reino da Babilônia em sua casa. Ezequias, querendo ser gentil pelos presentes que recebeu dos babilônios, mostrou a eles todos os seus tesouros e seu poderia militar, e seu arsenal. Sabendo disso, o profeta Isaias foi ter com o rei, e perguntou o que queria os babilônios? Respondeu o rei que, os visitantes queriam ver tudo que fosse possível. Entendeu o profeta, que aqueles visitantes não eram outra coisa senão espiões disfarçados de embaixadores.
                         Disse Isaias a Ezequias: "Ouve a palavra do Senhor: Eis que virão dias em que tudo que tudo quanto existir em sua casa, com que entesouraram teus pais até o dia de hoje, será levado para Babilônia; não ficará coisa alguma. Até mesmo seus filhos serão levados como eunucos para Babilônia."
                       Muitos benefícios fez Ezequias a sua cidade. Construiu aquedutos para trazer água para cidade e seu povo. Morreu Ezequias; em seu lugar reinou seu filho, Manassés.
                       Manassés tinha doze anos quando subiu ao trono, tendo reinado cinquenta e cinco anos em Jerusalém.
                        Manassés não andou nos caminhos do Senhor, permitiu e praticou abominações; edificou os altos em nome de deuses em forma de animais, e adorou os corpos celestes que aparecem a noite. Manassés fez pior que as nações que os israelitas expulsaram. Sacrificou seu próprio filho a um deus de pedra.
                       Este rei, fez tudo que era contrário as leis do Deus Único. Estabeleceu sacrifícios humanos, e derramou muito sangue inocente; levando a maioria dos israelitas a  cometer os mais vis pecados contra  as Leis do decálogo.
                       Por isso, mandou o Cristo, seus profetas para alertar todos os israelitas, as consequências de seus atos abomináveis. Disse os profetas que, segundo a Lei de Causa e Efeito, todo povo Hebreu iria sofrer muito pelos seus atos e abominações terríveis que haviam praticado aos olhos do Deus Único. "Porquanto fizeram o que era mau ao Senhor desde que seus pais saíram do Egito até o dia de hoje. Entregá-lo-eis nas mãos de seus inimigos; servirás de presa e despojo para todos os seus inimigos. Sempre que os israelitas se entregavam a luxúria pagã, e as abominações, se tornavam um povo fraco; pois abandonavam a sintonia, a fé e a confiança no Deus único.
                      Após a morte de Manassés, Amom seu filho, reinou em seu lugar. Amom tinha vinte dois anos quando iniciou seu reinado; reinou dois anos em Jerusalém. Seguiu os mesmos passos de seu pai. Fez tudo que era mau aos olhos do Senhor. Tendo se desviado dos caminhos do Deus Único, Amom não foi merecedor da proteção Divina. Vinculado ao mau, atraiu para si, todo o mau que praticou. Os seus próprios servos conspiraram contra ele, e o mataram em sua própria casa. No entanto, o povo da terra, tendo vingado seu rei, constituíram Josias filho de Amom, o novo rei.
                    Tinha Josias oito anos quando foi elevado ao trono; reinou trinta e um anos em Israel. "Fez ele tudo que era bom ao Senhor, andou em todos os caminhos de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita e nem para a esquerda. A fé e a fidelidade do rei ao Senhor, contaminou o coração do povo; pois havia necessidade de se restaurar a Casa do Senhor, totalmente depredada pelos reis anteriores a  Josias. Então, trouxeram os sacerdotes dinheiro dado pelo povo, para que a Casa do Senhor ficasse como antes.
                     Nesse ínterim, o sumo sacerdote encontra os antigos pergaminhos onde estava escrito o decálogo escrito por Moisés. Josias se assustou com que estava escrito no decálogo; por isso rasgou suas vestes, em sinal de vergonha diante do tamanho pecado que até então cometiam os israelitas. Disse o rei ao escrivão Safã: "Ide consultai o Senhor por mim, pelo povo e por toda Judá, acerca das palavras deste pergaminho que se achou; porque grande é o furor do Senhor que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste pergaminho, para fazerem segundo tudo quanto de nós está escrito."
                    Mediante Josias manda seus servos consultar uma profetisa chamada Hulda, que habitava na cidade baixa de Jerusalém. Falou a profetisa em nome dos mensageiros do Senhor, através de sua mediunidade que, todo o povo iria sofrer males terríveis, em resgate a todas as abominações e pecados, ao se entregarem ao mal. Porém, o rei Josias, que tinha o bem, a fé, e a confiança no Deus Único, tendo se humilhado perante a suas Leis, seria reunido aos seus pais; e não veria todo o mal que assolaria aquela terra e a seus filhos.
                    Josias toma a decisão de renovar a aliança com o Deus Único. Para isso, ordenou que todos os sacerdotes, capitães, servos, e todo o povo o seguisse até a Casa do Senhor, e juntos ouvissem a leitura das Leis do Senhor. E virando-se para todos que o acompanhava, exortou-os a seguir e preservar todas as Leis escritas no decálogo. A partir de então, teve início a purificação  de todo o templo. Destruiu tudo que lembrava os cultos dos deuses pagãos; destruiu todos os postes-ídolos, todas as imagens de Baal. Também destituiu todos os sacerdotes que serviam a estas abominações. Reduziu a pó, tudo que fosse motivo para adoração contrária aos mandamentos do Deus Verdadeiro; aquele que os libertara da casa da servidão no Egito. "Também destruiu Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém queimasse a seus filhos ou filhas como sacrifício a Moloque." Josias operou uma grande limpeza nas práticas pagãs, que ha muito tempo era incentivada por alguns reis, e tolerada e negligenciada por outros. Até mesmo os altos que estavam defronte de Jerusalém, que foram edificados por Salomão. (Cap.20,21,22,23:1-14).
                     
                    
                     

domingo, 15 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 11.

                  O rei Ezequias sofria de uma doença incurável na época; por isso, o profeta Isaias foi ter com o rei para confortá-lo. Disse o profeta ao rei que, o Senhor dissera para ele se preparar, pois sua morte era certa. Diante disso, Ezequias em oração, implora ao Senhor que lhe desse mais um prazo de vida, lembrando que, sempre fizera o que fora agradável aos olhos do Deus Único. Mediante isso, o profeta volta a casa do rei e comunica-lhe que o Senhor havia atendido seu pedido; e ele teria uma sobrevida de quinze anos, e que, no terceiro dia subiria a Casa do Senhor. Também disse Isaias ao rei que, o Senhor livraria a cidade das mãos dos assírios.
                         No entanto quis o rei, uma prova de que, no terceiro dia, subiria a Casa do Senhor. Disse o profeta que o sinal seria: "Ser-te-á isso, como sinal de que ELe cumprirá a palavra que disse. Adiantar-se-á a sombra dez graus ou os retrocederá? Então disse Ezequias: é fácil que a sombra adiante dez graus; tal, porém, não aconteça; antes retroceda dez graus." E a sombra retrocedeu dez graus; marcado no relógio de Acaz, pelo declínio do sol da tarde.
                         Existe muita figura de linguagem nesta narrativa; como era própria dos hebreus. Ezequias não queria morrer, isto está claro; como duvidava, queria uma prova da promessa do Senhor, por isso, disse que, preferia que a sombra andasse para trás, simbolizando o prazo de quinze anos prometidos a ele pelo Senhor.
                         Pela mediunidade de efeito físico do profeta Isaias, o rei visualizou a sombra retroceder dez graus, como prova que ganhara mais quinze anos de vida. No que se refere a subir a Casa do Senhor, significa que, Ezequias seria levado em Espírito, ao Plano Espiritual, onde se encontravam determinados seareiros do Cristo, para então receber instruções diretas.
                         Acaz foi o décimo segundo rei de Judá, iniciou seu reinado em 735 a.c governando por 16 anos. Não andou nos caminhos do Senhor, e permitiu todo o tipo de idolatria, fechando as portas do templo. Sacrificou o próprio filho a deuses de pedra. Foi também contemporâneo do profeta Isaias. (Cap. 20:1-11).
                       
                         
                        
                        

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...