sábado, 19 de março de 2016

JUÍZES -- NASCIMENTO DE SANSÃO -- POSTAGEM -- 9.

"Havia um homem de Zorá, da linhagem de Dã, chamado Manoá, cuja mulher era estéril. Apareceu um anjo do Senhor a esta mulher e disse-lhe: Conceberás e terás um filho." (Juízes, 13:2-25).
                        Antes de falar de Sansão, vamos refletir um pouco, sobre a linhagem de sua família. Sansão, descendia da tribo de Dã. Esta tribo, nunca foi muito sintonizada com o programa do Cristo Planetário para a conscientização do Deus Único. O próprio Jacó, fez a seguinte profecia a respeito de seu quinto filho Dã, fundador da tribo que leva seus nome. Sua mãe era Bilá, concubina de Jacó. (Gênesis, 30:4).
                        Disse Jacó: "...Dã, julgará seu povo...será a serpente junto ao caminho...uma víbora junto a vereda..." (Gênesis, 49).
                        O estandarte da tribo de Dã, tem uma serpente como símbolo. E não para por ai! Quando a profetiza e juíza dos Israelitas, Débora, convocou as tribos de Israel para lutar contra os Cananeus, que oprimia os Israelitas, a tribo de Dã, não atendeu ao chamado. (Juízes, 4). Foi a única tribo a não concordar com a divisão de terras, após a chegada a Canaã. (Juízes, 18). Cometeu uma blasfêmia, quando adotou o culto pagão dos povos de Canaã (Juízes, 18).
                        Como podemos ver, Sansão tinha antecedentes complicados e muito comprometidos com a Lei Do Deus Único. O seu testemunho de fé e confiança no Deus Único, que libertara os Israelitas da casa da servidão no Egito, era de extrema importância. Na época de Sansão, Israel estava sob o jugo dos Filisteus.
                         Sansão foi desde criança, um "nazireu de Deus", ou seja, aquele que é consagrado ao Senhor. A mãe de Sansão, teve que se preparar para a concepção, e gestação do seu filho; teve que se abster de tudo que era derivado da uva, e também, de proteína animal. Sansão também tinha que se abster de alimentos impuros, e também do sexo desregrado.
                        Pelo que narra o texto, Sansão não levava muito a sério sua missão de, instruir seu povo como um Juiz sábio e justo, como também dos constantes ataques dos Filisteus. Porém, tomou várias atitudes contrárias aos nobres propósito a qual encarnou.
                         Dentre estas atitudes temos: seu casamento com uma mulher filisteia, alimentando-se de coisas provenientes de animais mortos, como no caso do favo de mel, que encontrou na boca de um leão, que ele próprio havia matado. (Juízes, 14:5-9).
                         Também gostava de apostas através de enigmas, que eram indecifráveis para os Filisteus. (Juízes, 14:11-18). É claro que o texto foi escrito para a compreensão da mentalidade e evolução de uma época muito remota; por isso, temos que tirar o espírito da letra.
                          Está claro para nós que, Sansão não veio para cometer excessos pela sua falta de vigilância; principalmente através de sua mediunidade de efeito físico. (Juízes, 15:14-17). Parece que Sansão era de uma personalidade inconstante; ao mesmo tempo que, tinha atitudes coerentes com sua missão, ele cometia excessos; seja pela violência, ou através do sexo. Devemos no entanto, levar em conta, que o nosso herói também não era dotado de perfeição.
                           louvamos em Sansão, a sua enorme coragem e determinação, para reconhecer seus erros; evitando assim que sua missão fracassasse.

sexta-feira, 18 de março de 2016

JUÍZES -- GIDEÃO RECUSA GOVERNAR OS ISRAELITAS. POSTAGEM -- 8.

                Depois de todos os feitos de Gideão, os Israelitas fizeram-lhe uma proposta para que ele se tornasse rei, e criasse uma dinastia. Proposta esta que foi prontamente recusada por Gideão, dizendo que, o governante dos filhos de Israel sempre seria o Deus Único.
                     No entanto, Gideão fez um pedido aos Israelitas sendo prontamente atendido. Pediu ele todas as argolas de ouro no formato de meia lua, que enfeitava os midianitas e seus camelos. Assim foi feito. Com o ouro destes objetos, Gideão fez uma estola sacerdotal, pondo-a na sua cidade, em Ofra. Tendo Gideão como juiz, os Israelitas tiveram paz durante quarenta anos; até Gideão morrer.
                    "Retirou-se Jerubaal, que é Gideão, filho de Joás, e habitou em sua casa. Teve Gideão setenta filhos, porque tinha muitas mulheres. Morreu em boa velhice. Após a morte de Gideão, os Israelitas tornaram a prostituir-se com deuses de pedra; adorando Baal-Berite." (Juízes, 8:29-35).
                    
                   

quinta-feira, 17 de março de 2016

JUÍZES -- GIDEÃO VENCE OS MEDIANITAS -- POSTAGEM -- 7.

                           Gideão, foi mais um dos enviados do Cristo Planetário, para "acordar" os Israelitas da sua insensatez. Mais uma vez toda nação dos filhos de Israel, havia caído na sedução do mal; ao absorver o pior, da cultura dos povos que habitavam Canaã. A terra Prometida, desde o patriarca Abraão, não era apenas uma conquista geopolítica. Ela extrapolava, os estreitos raciocínio de todos que assim pensavam, e porventura ainda pensam.
                           Canaã é um marco importantíssimo para todo cristão, que tem a fé raciocinada. Porque, ela surge após a difícil travessia, do mar "tenebroso," de um "deserto," cheio de dificuldades, e por último, o não menos complicado, Rio Jordão. Para se ter uma  ideia, este rio, está a 800 metros abaixo do nível do mar. Suas águas, ora são rasas, ora são  profundas. Para atravessá-lo, Josué teve que descobrir o local exato, para que toda congregação Israelita o atravessasse. Mesmo assim ouve mortes. 
                          Então, depois de todos os sacrifícios enfrentados pelos Israelitas, Canaã apresenta-se como o prêmio pela vitória alcançada. Simbolicamente é Canaã, a conquista do homem renovado na primeira revelação através da confiança no Deus Único; e séculos depois, pela segunda revelação, na fé no Cristo Jesus. Infelizmente, não foi isso que aconteceu com a maioria dos filhos de Israel. Pois, logo que começaram a se estabelecer, preferiram fazer "acordos" com filhos da terra, se entregando a suas abominações. Esta não foi a proposta do Cristo Planetário.
                         Prevendo isso, o Cristo já havia enviado Gideão. Com sua mediunidade; este líder soube seguir as instruções dos mensageiros Divinos. Preparando, instruindo, e incentivando os Israelitas à abandonar os ídolos pagãos. (Juízes, 14-24).
                         Com apenas trezentos homens, escolhidos de uma maneira diferente (Juízes, 7:5-7). Gideão deu início a sua missão. Primeiramente ele destruiu o altar do deus Baal dos midianitas, que oprimiam os filhos de Israel a sete anos. Lembrando que, o referido altar de Baal foi construído pelos próprios Israelitas, que se deixaram seduzir por estas abominações; após este feito, recebeu o nome de: Jerubaal.
                         Gideão usou de uma artimanha inteligente para derrotar os midianitas. Primeiro, dividiu os trezentos homens que estavam a seu comando em três grupos; dando a cada um, trombetas e cântaros vazios, com tochas em cada um. Depois ordenou, que todos fizessem o mesmo que ele iria fazer. "chegando eu às imediações do arraial midianita, como fizer eu, assim fareis." (Juízes, 7:17).
                         Quando chegou ao local, onde estavam os inimigos dormindo, pois era noite, tocaram as trombetas e quebraram os cântaros, segurando na mão esquerda as tochas e na mão direita as trombetas; tocando e gritando juntos: "Espada pelo Senhor e por Gideão." Isso foi o bastante para provocar uma enorme confusão entre o grande arraial dos midianitas; que na confusão, agrediam uns aos outros. Logo em seguida, Gideão e seus trezentos valentes, expulsaram todos os midianitas. Gideão enviou mensagens a todos os Israelitas que viviam nas montanhas de Efraim, e também aos homens de Natfitali, de Aser e todos de Manassés; para perseguir os midianitas. (Juízes, 7:23-25).
                          Sempre que os filhos de Israel desviava dos caminhos do Deus Único, o Cristo Planetário enviava um mensageiro, para mostrar aos Israelitas que, somente existe um caminho seguro; aquele traçado pelo Deus Único e verdadeiro.
                          "...E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão...os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões...puseram em fuga exércitos de estrangeiros." (Hebreus, 11:32-40).
                       

quarta-feira, 16 de março de 2016

JUÍZES -- A PROFETISA DÉBORA -- POSTAGEM -- 6.

                      Sempre que os filhos de Israel abandonava a Lei do Deus Único, o Cristo Planetário, através de seus abnegados auxiliares, inspirava alguém com mediunidade mais apurada, previamente vinda a carne com esta finalidade; para instruir os Israelitas e orientá-los no caminho certo.
                      A profetiza Débora, foi um desses mensageiros do Cristo Planetário. Ela atendia a todos, debaixo de uma palmeira situada entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim; sendo que, os filhos de Israel iam até ela, para ouvi-la. Lembrou a profetiza, aos líderes do povo, dizendo-lhes: "Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordens, dizendo para marchar até o Monte Tabor com dez mil homens?" (Juízes, 4:6).
                       Porém, o líder Baraque disse, que somente iria se a profetisa acompanhasse os filhos de Israel naquela empreitada. Assim foi feito; Débora tomou a frente da congregação, marchando até o Monte Tabor, indo contra os seus inimigos, os cananeus, chefiados pelo comandante Sísera. O arsenal cananeu, era composto por carros de guerra de última geração; as suas rodas foram adaptadas, lâminas de metal. Segundo o texto de Juízes, eram novecentos carros de guerra. O rei de Canaã, era Jabim. Se não fosse pela fé de Débora e a força de Baraque, não teriam vencido a batalha.
                      Tudo isso, foi o resultado de nova queda moral dos Israelitas. Abandonaram a pureza da adoração no Deus Único, para se entregarem as abominações dos povos politeístas, após a morte de Eúde; ele foi um dos juízes, que livrou os Israelitas da opressão de Eglom, rei de Moabe, durante dezoito anos. A tática empregada para matar Eglom, está narrada em: (Juízes, 3:18-31).
                      Eúde, não foi propriamente um sábio; no entanto, apesar de ser portador de uma "deficiência" física, ele era canhoto; em hebraico, o termo "canhoto" significa, fechado, incapacitado. Sendo ou não deficiente, o certo é que, Eúde conseguiu aproximar-se do rei, e cumprir seu propósito.
                     

terça-feira, 15 de março de 2016

LIVRO JUÍZES -- INTRODUÇÃO -- POSTAGEM -- 5.

                      O tema deste livro, gira em torno da história de Israel, no tempo dos quatorze juízes. Narra também as quedas do povo e suas idolatrias; as invasões sofridas, e a intervenções  destes juízes, fazendo o papel de instrutores do povo, alertando-os dos perigos das faltas e de todas as consequências, do desvio e dos pecados contra o Deus Único. Por outro lado, mostra este livro que, o povo esqueceu de todas as bênçãos recebidas por Deus, desde que foi liberto da casa da servidão no Egito.
                      Três períodos divide este livro:
                       1 - Após a morte de Josué, (1:1,2,10).
                       2 - As sete Apostasias, (3-16).
                       3 - Anarquias, (17- 21).
                      Partiram os Israelitas para a conquista definitiva de Canaã. Chegaram até as portas de Jerusalém, sendo conquistada pelos filhos de Judá. Depois partiu Judá contra os cananeus que habitavam em Hebrom. (Juízes, 1-10).     
                     Um detalhe importante: Depois de Jerusalém ser conquistada, ter sido expulsos seus antigos habitantes, os Israelitas tomaram uma atitude contrária, àquela que lhes fora ordenada por Moisés e Josué. Todos os povos após serem conquistados, deveriam ser expulsos das terra e seus ídolos destruídos. Mas, não foi isso que aconteceu. Segundo narra os textos, os Israelitas fizeram acordos com os vários povos conquistados em Canaã.
                    "Tomou ainda Judá a Gaza, a Asquelon e a Ecrom com seus respectivos territórios." (Juízes, 1:16-36). Por causa desta atitude contrária as determinações do "Alto," os Israelitas foram alertados pelos mensageiros do Cristo Planetário, dos perigos da "confraternização" com povos idólatras, contrários a Lei do Deus Único. Os filhos de Israel pecaram diante do Senhor, ao praticarem as mesmas abominações dos povos conquistados, absorvendo seus cultos e costumes abomináveis.
                      Por isso, o Cristo Planetário, achou por bem enviar seus mensageiros que receberam o nome de juízes, para instruir e reconduzir os Israelitas aos propósitos que lhes fora destinado; a confirmação do Deus Único e verdadeiro. Caso contrário, jamais sobreviveriam naquelas terras tomadas pela idolatria e todo tipo de abominações. Em o testemunho de Paulo em Antioquia, o apóstolo dos gentios, relata toda a trajetória do programa do Cristo Planetário, para que o gene psíquico do Deus Único, se firmasse na mente do povo Hebreu, e assim, através do Cristo Planetário, recebêssemos a Segunda Revelação para salvar o que estava perdido. Paulo, finaliza o seu maravilhoso discurso com as seguintes palavras:
                    "...Vede, ó desprezadores, maravilhai-vos e desvanecei, porque eu realizo, em vossos dias, obra tal que não crereis se alguém vos contar." (Atos, 13:16-41).

segunda-feira, 14 de março de 2016

JOSUÉ -- AS TERRAS AINDA NÃO CONQUISTADAS -- POSTAGEM -- 4.

                       Depois de ter feito a difícil travessia do Rio Jordão, os Israelitas conseguem vencer os cinco reis, que se opunham a entrada dos filhos de Israel na Canaã prometida. No entanto, ainda estava longe, a conquista definitiva da terra prometida.
                       O que já havia sido conquistado, foi distribuído por Josué, entre as tribos de Israel. Também foram demarcadas terras, para estabelecer as cidades de refúgio. Estas cidades, seriam o refúgio de homicidas, que porventura cometessem crimes, nos momentos de desespero ou por engano. (Josué, 20:1-9).
                       Os Levitas, também tiveram direito a uma cidade somente para eles, no total de quarenta e oito cidades. (Josué, 21:1-45).
                        Josué faleceu e foi sepultado na nova terra conquistada; também faleceu Eleazar, filho de Arão, e foi sepultado na região montanhosa de Efraim. Assim estava encerrado, este ciclo da longa saga do povo Ebreu, que se iniciara com a saída do Egito. A partir de então, um novo período se inicia.
                      

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...