sábado, 23 de janeiro de 2016

A GÊNESISIS -- ESAÚ E JACÓ -- POSTAGEM -- 41.

"Isaque envelhece e perde a visão; chama Esaú, seu filho mais velho, e manda que este lhe faça um guisado, para que ele possa abençoar seu filho primogênito antes de morrer." (Gênesis, 27:2-27).
             
                       Isaque previu sua morte, por isso, queria garantir o direito da progenitura a Esaú dando a ele suas bênçãos. Porém, Rebeca não concordava com a decisão de seu marido, porque ela queria que Jacó fosse abençoado por Isaque.
                       Para atingir seu objetivo, a mulher de Isaque preparou um saboroso guisado, bem ao gosto de seu marido. Estando Esaú no campo procurando uma caça, para fazer um guisado, a pedido de seu pai, Rebeca, aproveitou a oportunidade para levar avante seu plano de enganar Isaque.
                      Tendo Esaú muitos pelos pelo corpo, Rebeca tinha que fazer com que seu marido pensasse que Jacó fosse Esaú; estando Isaque cego, somente reconhecia as pessoas pelo tato.
                      Tomou Rebeca a vestimenta de gala de Esaú, e vestiu Jacó, seu filho mais jovem. Com peles de cabra, cobriu as mãos e braços de Jacó. Jacó se apresentou diante de seu pai como se fosse seu irmão mais velho.
                      Embora tenha estranhado a diferença na voz de Jacó, e com dúvidas, Isaque ainda pergunta algumas vezes se era mesmo Esaú que estava diante dele dizendo: "A voz é de Jacó, mas os braços são de Esaú." (Gênesis, 27:22).
                      Isaque abençoa Jacó, achando que era Esaú. Foi enganado pela esposa e por seu filho mais novo. Quando Esaú chegando na tenda do pai com o guisado, descobriu que tinha sido enganado duas vezes pelo irmão mais velho.
                     Com a perda da progenitura, Esaú também teria grandes prejuízos financeiros. Jacó como primeiro herdeiro, seria o líder da tribo e o administrador de todos os bens.
                     Por que o Senhor permitiu esta artimanha por parte de Rebeca? Ora! Esaú, embora valente e voluntarioso, não tinha a inteligência e nem a capacidade de liderança do irmão mais novo. Também porque, a fé de Esaú no Deus Único, era fraca e vacilante.
                    Somente Jacó, reunia todas as qualidades morais e psicológicas para ser o tronco, que daria origem as 12 tribos de Israel; mantendo viva, a chama do Deus Único no coração e na mente do povo Hebreu.
                    Após este episódio, Esaú jurou matar seu irmão Jacó. (Gênesis, 27:30-46).
                     
 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A GÊNESIS -- A MORTE DE SARA E ABRAÃO -- POSTAGEM -- 40.

"Morreu Sara em Hebrom, na terra de Canaã; Abraão a sepultou e chorou por ela.
Abraão, após a morte de Sara, casou novamente com uma mulher chamada Quetura e gera 6 filhos com ela.
Abraão morre e é sepultado pelos seus filhos, Isaque e Ismael, no campo que comprou dos filhos de Hete; onde estava sepultada Sara." (Gênesis, 25:8-10).
                  
                    Isaque tomou por esposa uma mulher da terra de Padã-Arã; filha de Betuel, irmã de Labão. Seu nome era Rebeca; que também era estéril. Depois de orar muito ao Senhor, Rebeca concebeu, tendo gerado gêmeos.
                    Segundo os textos antigos, os gêmeos lutavam desde o útero de Rebeca. O nome dos filhos de Isaque, eram: Esaú e Jacó. Esaú, nasceu com os cabelos vermelhos, e tinha o corpo cabeludo. Jacó, saiu do ventre de sua mãe, segurando com a mão, o pé de Esaú.
                   Esaú tornou-se caçador, vivia no campo; Jacó, era uma pessoa simples, que habitava em tendas. Isaque tinha em Esaú como filho predileto, pois gostava de saborear o guisado que Esaú preparava. Rebeca, amava Jacó.
                   Jacó era mais astucioso que seu irmão; ele tinha ambições de se  tornar o primogênito, tendo a aprovação de Rebeca neste projeto. Jacó sabia que seu irmão todos os dias chegava da caça, cansado e com fome.
                 Por isso, arquitetou um plano; preparou um guisado, ao gosto de Esaú, e esperou a chegada do irmão faminto. Quando Esaú viu o guisado, quis comer, no entanto Jacó lhe fez uma proposta; daria o guisado para Esaú, se este em troca desistisse do direito a progenitura, ou seja, de ser o primeiro herdeiro.
                Respondeu Esaú: "Eis que estou a ponto de morrer de fome, para que me servirá a progenitura?" (Gênesis, 25:29-33). Jacó obrigou seu irmão a jurar que desistia do direito a progenitura. "Jacó deu pão a Esaú e o guisado com lentilhas; e este comeu, e bebeu, levantou-se, e foi embora. Assim desprezou Esaú a sua progenitura." (Gênesis, 25:34).
                Pelo visto, Esaú não tinha nenhuma ambição pela liderança de sua família. Mais tarde, Esaú muito se arrependeria de sua atitude indiferente e insensata.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A GÊNESIS -- ABRAÃO OFERECE ISAQUE EM SACRIFÍCIO -- POSTAGEM -- 39.

"Disse "Deus" a Abraão: Abraão! toma teu filho, Isaque, a quem amas, e vai para terra de Moriá, e ofereça teu filho em holocausto.
E assim fez Abraão; partiu no dia seguinte de madrugada, junto com Isaque, rumo a terra de Moriá." (Gênesis, 22:2-16).
                           
                            Este é um dos textos mais polêmicos do livro Gênesis. Teria o Senhor tomado uma decisão, que ele mesmo abominava e reprimia com rigor; que era o sacrifício de seres humanos a deuses de pedra?
                            Quantas  vezes, o Senhor recomendara a sua gente, ou seja, àqueles que acreditavam  no Deus único e justo, para ficar longe de povos politeístas, justamente por causa de seus costumes depravados e sanguinários?
                            Como poderia então, o Deus de Justiça, mandar o seu principal mensageiro na Terra, aquele em que mais confiava, apenas para provar a sua fidelidade, realizar uma atitude abominável? Então, porque que tanto trabalho para que Sara engravidasse? E  a promessa constante do Senhor, que mesmo sendo velhos, Abraão e Sara teriam um filho gerado por eles?
                          E se Abraão concretizasse seu intento? Quem levaria avante, a missão que o Senhor destinara a Abraão? Ismael? Mas este, o próprio Senhor disse a Abraão que não era o filho da promessa. Muitos cristãos, poderiam responder a estas perguntas com as palavras de João Batista; respondendo aos fariseus, disse: "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão." (Lucas, 3:8).
                         As palavras de João Batista, são verdadeiras; pois para Deus, não existe o impossível. Encontramos a solução para esta polêmica, em uma das cartas de Paulo, apóstolo dos gentios, aquele que foi escolhido por Jesus, assim como Abraão também o foi, para concretizar uma importante missão designada pelo Cristo na Terra.
                        A resposta está na Carta aos Gálatas, 4:2 a 19, 21 a 31).
                        Eis um resumo do conteúdo da referida carta de Paulo aos Gálatas: "Dizei-me, os que querem estar debaixo da Lei, não ouvis vós a Lei? Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Todavia o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da  livre, nasceu pela promessa... Mas nós irmãos, somos filhos da promessa como Isaque... Lança fora a  escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre. Da mesma maneira que, irmãos, somos filhos , não da escrava, mas da livre."
                     Estas são as palavras de Paulo, explicando os motivos, de ser Isaque o verdadeiro herdeiro da missão de Abraão. Voltamos a afirmar que, somente Isaque tinha a evolução para continuar a manutenção do "gene" psíquico do Deus Único, na mente e no coração do povo Hebreu.
                    A pergunta que não quer calar: o que exatamente aconteceu com Abraão, para tomar aquela atitude totalmente contrária a tudo que acreditava?
                   Primeiramente, o Patriarca Abraão, como todo ser humano em evolução, não era perfeito; assim como nós, era perfeccionista, ou seja, aquele que luta para se aperfeiçoar moralmente, psicologicamente, e espiritualmente.
                   Assim como todos nós, estamos sujeitos a todo tipo de fraquezas, Abraão não era diferente de ninguém; também ele tinha seus pontos fracos, também estava sujeito a erros e acertos. Não sabemos por que, mas naquele dia, aconteceu uma coisa estranha...
                  O Patriarca não estava vigilante? Acostumado a ouvir vozes dos mensageiros do Senhor, como sempre acontecia: por exemplo, em: Gênesis, 15:1-4).
                  Mas naquele dia, a voz que Abraão ouviu, não foi a do Senhor, e sim a voz do "enganador," do astucioso; que sempre nos visita, quando encontra em nosso coração, uma nuvem escura; quando esquecemos da oração e da vigilância!
                  Foi isso que aconteceu com Abraão naquele dia? Naquele dia, Abraão deu um testemunho de fé inabalável. "Pela fé, Abraão, quando posto a prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a sua descendência; porque considerou que o Senhor era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente o recobrou." (Hebreus, 11:17-19).
                 O certo é que, Abraão finalmente, conseguiu ouvir o alerta do mensageiro do Senhor, a tempo.
                 Isto está posto em: Gênesis, 22:11), "O anjo do Senhor lhe disse desde o céus: Abraão, Abraão; não estendas a sua mão sobre seu filho, e não lhes faça nada; porque agora sei que temes a Deus, e não me negastes seu filho."
                Era a Fé movendo os sentimentos, daqueles que pertenciam a falange do Cristo Planetário.
                "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não podemos ver. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho." (Hebreus, 11:1-2).
                
                
                
                       
                         
                            
                           

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A GÊNESIS -- O NASCIMENTO DE ISAQUE E A SAIDA DE HAGAR DO ACAMPAMENTO -- POSTAGEM -- 38.

"Concebeu Sara um filho; como havia prometido o Senhor. Chamou Abraão, seu filho de Isaque.
Isaque foi circuncidado com oito dias de idade.
Viu Sara que o filho de Hagar, Ismael, fazia críticas a seu respeito" (Gênesis, 21:2-13).
             
                                 Mesmo com o nascimento de Isaque, as coisas não ficaram tranquilas na casa de Abraão. Hagar e seu filho Ismael, provocavam Sara, por ter ela gerado um filho, em idade avançada. Além disso, Hagar não desistira de insistir junto a Abraão, para fazer de Ismael seu primogênito.
                                Assim, Sara não teve outra alternativa, em exigir que Abraão expulsasse Hagar e seu filho para o deserto. No entanto, o Patriarca exitava, pois Ismael era seu filho também.
                               Porém, o Senhor consolou o coração de Abraão, dizendo-lhe para atender o pedido de Sara; isso porque, o filho da promessa, era Isaque; Ismael era filho da carne. Somente o filho do Espírito, na pessoa de Isaque, teria evolução para continuar a missão de Abraão. Isaque era um missionário do Cristo, enviado a Terra, para dar continuidade na confirmação do Deus único entre o povo Hebreu. (Gênesis, 21:8-21).
                              Indo para o deserto de Berseba, Hagar teve que enfrentar grandes desafios para sobrevivência dela e de seu filho. No entanto, o coração magnânimo do Cristo, amparou e protegeu a serva de Abraão, na sua difícil provação.
                              Tendo vencido todas as dificuldades, Hagar criou seu filho Ismael no deserto; este foi o tronco da sintonia que atraiu um grande número de capelinos, que já se encontravam no plano espiritual da Terra, dando origem a um grande povo.
                              Hagar e seu filho, habitaram o deserto de Parã; Ismael casou-se com uma mulher da terra do Egito.
                              "Pela fé, igualmente Isaque abençoou Jacó e Esaú, acerca de coisas que ainda estavam para vir." (Hebreus, 11:20).
                             
             
                        
 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A GÊNESIS -- CONSTRUÇÃO DA TERRA -- NASCIMENTO DE ISAQUE -- POSTAGEM -- 37.

"Partiu Abraão da terra em que estava, para o sul, e habitou na terra de Cades e Sur.
Abraão nega que Sara seja sua mulher, diante de Abimeleque senhor daquela terra." (Gênesis, 2-18).
                
                      Antes de falar de Abraão, vamos voltar um pouco novamente a Lot; logo depois de ser retirado das cidades da perdição, Lot pensou em ir para a cidade de Zoar; porém, a razão falou mais alto, e decidiu ir para o lugar onde lhe haviam recomendado os mensageiros do Senhor.
                     Ao chegar naquele local isolado, habitou numa caverna com suas duas filhas. Ali, aconteceu um fato inusitado. A primogênita de Lot, embriagou seu pai, para gerar um filho com ele, e induzindo sua irmã fazer a mesma coisa.
                     Afirmou a filha de Lot, por ser muito isolado o lugar em que estavam, jamais iriam conhecer um varão. Com aquela atitude extrema, a semente de Lot, não morreria.
                     A atitude das filhas de Lot, certamente foi movida pelas circunstâncias e necessidades.
                     Voltamos a peregrinação de Abraão ao sul de Gerar. Quando chegou naquele lugar, disse a todos que Sara era sua irmã; na verdade, Abraão não estava mentindo, pois Sara era sua irmã, porque eram filhos do mesmo pai, com mãe diferente.
                    Disse Abraão a sua mulher, para confirmar que eram irmãos, sempre que peregrinavam em terras estrangeiras. Abimeleque, ficou sabendo que Sara era mulher de Abraão, quando foi alertado em sonhos por um mensageiro, por um mensageiro do Senhor; porém ainda não havia tocado em Sara. Abimeleque devolveu Sara a Abraão, apesar de estar muito enfurecido. No entanto, limitou-se apenas em repreender o Patriarca, porque no mesmo sonho, acreditou que Deus lhe dissera: "Vai ser punido de morte por causa da mulher que tomaste, porque ela tem marido." (Gênesis, 20:3).
                   Imaginem a surpresa do rei! Para ele Sara não tinha marido! A resposta de Abimeleque, a pergunta foi: "Senhor, matarás até mesmo uma nação inocente?" (Gênesis, 20:4).
                    O certo é que a artimanha de Abraão teve êxito mais uma vez; pois Abimeleque dizendo a Abraão para sair daquele lugar, deu-lhe de presente vários animais e alimentos. O Senhor tinha impedido as mulheres da casa de Abimeleque gerar filhos, enquanto Sara esteve em seu harém. (Gênesis, 2-18).
                    Talvez Abimeleque, intuitivamente soubesse que sara era esposa de Abraão. Aproveitando da mentira, levou Sara para seu harém. Mantendo a esposa de Abraão em sua casa, acreditou que, poderia usar a artimanha de Abraão, para justificar sua atitude vil e astuciosa; e assim satisfazer seus desejos.
                   
                   
                   
                    
                       

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A GÊNESIS -- A CONSTRUÇÃO DA TERRA -- A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA -- POSTAGEM -- 36.

"Disse o Senhor: O clamor de Sodoma e Gomorra tem se multiplicado, devido aos seus pecados.
Então, os mensageiros do Senhor foram para Sodoma e Gomorra.
Abraão sabendo da decisão do Senhor, rogou-lhe perdão para os habitantes daquelas duas cidades, perguntando se não haveria lá pessoas justas?
Na verdade, somente a família de Lot, que lá vivia, era merecedora da misericórdia do Senhor; por isso seriam retirados daquele lugar de pecadores." (Gênesis, 18:17-21).
                       
                          A outra missão dos enviados do Senhor, seria retirar das cidades ímpias, Lot e sua família. Embora tenha Abraão argumentado ao Senhor, para que não se destruísse aquelas duas cidades, se lá fosse encontrados somente 10 pessoas de bom coração. (Gênesis, 18:23-33).
                         Da mesma maneira que Abraão lançara o corpo ao solo, quando viu os mensageiros do Senhor, Lot fez a mesma coisa ao ver chegar diante dele, aqueles mensageiros divinos.
                         Imediatamente os convidou para ir até sua casa. Lot conhecia muito bem os vícios dos habitantes daquele lugar; por isso apressou em esconder os mensageiros em sua casa, temendo por suas vidas. Mesmo assim, os hospedes de Lot foram visto por todos, exigindo que os entregasse a eles.
                         Como eram Espíritos que materializavam e se desmaterializavam facilmente, escaparam da fúria daquelas almas perdidas. (Gênesis, 19:2-23).
                          Lot possuía duas filhas, e cada uma delas, tinha um pretendente para casar. Quando os emissários divinos mandou que a família de Lot abandonasse aquele lugar, os futuros genros se recusaram a obedecer a ordem, por não acreditar em Lot. (Gênesis, 19:14-15).
                          Mesmo assim, Lot demorava para cumprir a ordem. Os emissários divinos, pela misericórdia do Senhor, tomaram Lot, sua mulher e suas filhas pelas mãos, levando-os para longe daquele lugar; para não serem também destruídos. (Gênesis, 19:4-23).
                         A mulher de Lot, que era vinculada a tudo que acontecia naquela lugar, também duvidando dos mensageiros, voltou para a cidade, sendo destruída com ela. (Gênesis, 19:25-26).
                        Vários pesquisadores alegam que, foi encontrado indícios na região, onde teria existido as cidades de Sodoma e Gomorra. Em um artigo de setembro de 1979 da revista Biblical Archaeology Review, intitulado "Foram encontrados Sodoma e Gomorra?" o autor descreve uma região localizada na extremidade da peninsula de Lisan, que se estende para fora do Mar Morto. O local chamado Bab edh dhra, (que se lê babedrá) consiste em antiquíssimas ruínas de uma cidade e um cemitério que contém os restos mortais de cerca de 500.000 pessoas.
                      Este foi o resultado da pesquisa e estimativas coletadas pelo Dr. P. W. Lapp, arqueólogo, que escavou o local entre 1965 e 1967. A referência a "poços de betume" em (Gênesis, 14:10), favorece ao conceito de que as cidades do Distrito de Sodoma e Gomorra, localizava-se na região sul do Mar Morto. (Howard, 1984).
                     Os pesquisadores encontraram também, grande quantidade de enxofre. A princípio, pensaram se tratar de atividades vulcânica; no entanto, a percentagem de concentração de enxofre, era muito alta, se comparada com Pompéia.
                    Quanto a localização das duas cidades, também existe dúvidas. Segundo pesquisas, "Sodoma poderia ser na região chamada Kikkar, sem estar no Kikkar do Jordão. Em favor de uma localização ao sul, a Bíblia Sagrada, associa Sodoma geograficamente com o "Vale de Sidim, que é o Mar Salgado" uma área distinta do Kikkar do Jordão (Gênesis, 14:3, 8, 10). O significado de Sidim está associado a um local "salgado." E os poços na região, sugerem uma localização mais ao sul para Sodoma."
                  "Além disso, a localização de Sodoma e Gomorra no sul, se encaixa melhor, com o ambiente pós-destruição, descrito pelos profetas de Jeová." (Deuteronômio, 29:23), Isaias, (13:19-20), Jeremias, 49:18, 50:40), (Sofonias, 2:9)."
                 O que realmente causou a destruição das cidades, ainda continua um mistério. Somente podemos cogitar! Explosão nuclear? Muito difícil! Não há indícios de radiação. O historiador judeu do primeiro século, Flávio Josefo, relata que, Sodoma e Gomorra, foram: "Queimadas por relâmpagos...devido a impiedade de seus habitantes, em fogo Divino...os traços ou (sombras) das cinco cidades ainda estão a vista, e também as suas cinzas provenientes dos seus frutos...mas se você arrancá-las com as mãos, estas se desfazem..." (Guerras Judaicas - Livro IV Capítulo VIII).
               Os arqueólogos comprovaram a afirmativa de Josefo, a respeito do esfacelamento das cinzas, quando tocadas.
                        
                       
                         
                     

A GÊNESIS -- CONSTRUÇÃO DA TERRA -- APARECEM TRÊS ANJOS A ABRAÃO -- POSTAGEM -- 35.

"Estando Abraão a porta de sua tenda a tarde, viu surgir diante de seus olhos três varões. Percebendo que eram emissários do Senhor, deitou-se imediatamente ao chão.
Disse: Senhor, se até agora tenho merecido sua gratidão e misericórdia, rogo-te que não passe adiante. (Gênesis, 18:2-16).
             
                         Estes três mensageiros do Senhor, tinham na verdade duas missões a cumprir. A primeira missão, seria confirmar a Abraão e a Sara, que teriam um filho, que se chamaria Isaque; seria o filho da promessa do Senhor.
                         Porém Sara, não acreditou e até achou aquela conversa engraçada; pois era já de idade avançada e não mais menstruava. Disse Sara: "Terei eu deleite depois de haver envelhecido? Sendo também meu marido um velho?" (Gênesis, 18:12).
                        Um dos mensageiros disse a Sara, para não duvidar, pois para o Senhor, não existia a palavra impossível. No entanto, Sara negou que havia duvidado do Senhor.
                        Como podemos perceber, a esposa de Abraão, era uma alma inconstante e incrédula, de uma personalidade muito insegura. A fé de Sara naquele momento vacilou; talvez por isso tenha duvidado. Porém Sara nunca deixou de acreditar; caso contrário, nunca teria concebido.
                        O filho já estava preparado desde a longo tempo; a mãe porém, demorou um longo tempo preparando psicológica e moralmente, para receber o filho da promessa.
                         "Pela fé, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante a idade avançada, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa." (Hebreus, 11:11).
                          
                       
                        
                        
 

A GÊNDESIS -- CONSTRUÇÃO DA TERRA -- A PROMESSA DO SENHOR A ABRAÃO -- POSTAGEM -- 34.

"Disse o Senhor a Abraão: Eis o meu acordo contigo; serás o pai de uma multidão de nações.
Seu nome doravante será Abraão; pois muitas nações gerarás.
Reis sairão da sua descendência; depois de ti manterei minha promessa com sua geração.
Te darei a ti e a sua geração, a terra de Canaã em perpétua possessão, e serei o seu Deus.
Porém, tu e a sua semente guardará este acordo; e assim o farás.
Este é o meu acordo, que guardareis entre eu e vós, e a sua descendência depois de você. Que todo macho seja circuncidado na pele do prepúcio.
Será circuncidado o filho de oito dias; nascido na casa ou comprado por dinheiro." (Gênesis, 17:2-14).
                
                         Esta proposta do Senhor, ao agora chamado Abraão, tinha por objetivo consolidar a germinação do "Gene" psíquico do Deus Único, na mente e no coração do enviado do Senhor, o Patriarca Abraão. Espírito da confiança do Cristo, iria levar adiante, um capítulo muito importante, para que no futuro, Jesus pudesse vir em pessoa até os homens,
gestado por uma mulher, em um corpo físico geneticamente materializado no útero de Maria, através de um espermatozoide fecundando um óvulo.
                         Disse o Senhor, que Abraão seria responsável por muitas nações, pela enorme descendência que sairia do seu tronco familiar. Isso, não representa somente o povo Hebreu; é muito mais do que um povo somente; é todo o mundo cristão, e no futuro próximo, todo o planeta.
                         Canaã, a terra prometida, será o planeta Terra, após a sua regeneração; será a morada dos bem aventurados do Senhor da Vida.
                         Por isso foi instituído a circuncisão, entre o povo de Abraão para que todos lembrassem de todas as promessas do Senhor, preservando e cumprindo todos os compromissos assumidos; embora fosse um dogma passageiro. Como afirmou Paulo: "Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor." (Gálatas, 5:6). Se aquele povo, tivesse cumprido o que prometera diante do Senhor Jesus, não teria sido crucificado; pois seriam os primeiros a compreender e praticar seus ensinamentos.
                        Infelizmente a história foi outra.
                        O Senhor mudou o nome de Sarai, porque também lhe prometeu uma grande descendência. Porém Abraão não teve muita fé nessa promessa porque, tanto ele quanto a agora chamada Sara, eram muito velhos para gerar filhos.
                        Disse o Senhor a Abraão: "Sara terá um filho, e seu nome será Isaque, e com ele, estabelecerei um acordo perpétuo para com ele e sua descendência."
                        O Senhor não esqueceu do filho da serva Hagar; Ismael, prometendo a ele que, sua descendência também seria numerosa; de seu tronco saíram 12 príncipes, e uma grande nação.
                        No entanto afirmou o Senhor, que o filho da sua promessa seria Isaque; a ele caberia dar continuidade o importante trabalho da confirmação do Deus Único, na mente e no sentimento do povo Hebreu.
                         Por isso está posto: "Todavia o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era livre, por promessa." (Gálatas, 4:23).
                         Que diz a escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque jamais o filho da carne tomará o lugar que pertença ao filho da promessa. Assim, irmãos, somos filhos da livre, e não da escrava." (Gálatas, 4:28-31).
                         Paulo disse tudo aos Gálatas, a respeito da herança dos seguidores do Mestre. Hagar, embora tenha aceitado a promessa e proteção do Senhor para ela e seu filho Ismael, não cumpriu sua parte.
                          Aproveitando-se da situação de protegida, Hagar, de vítima, passou a algoz; quando conspirou junto a Abraão, para que seu filho fosse o único herdeiro e primogênito do Patriarca. Por isso, o Cristo interveio junto a Abraão, e reafirmando a promessa de lhe dar um filho com Sara. Isaque seria o filho da promessa.
                         O escolhido por Jesus, para executar uma missão que lhe fora confiada porque tinha evolução para isso.
                        
                        
                       
                       
                       

A GÊNESIS -- CONSTRUÇÃO DA TERRA -- HAGAR GERA UM FILHO A ABRÃO -- POSTAGEM -- 33.

"Sarai, mulher de Abrão, não conseguindo gerar filho, mandou que sua serva Hagar, deitasse com Abrão para gerar um filho com ele.
Abrão recebeu Hagar, e esta gerou um filho. Sarai sentiu-se desprezada pelo marido.
Disse Sarai ao seu marido: Meu agravo seja sobre ti; minha serva gerou um filho; agora serei desprezada por você; o Senhor julgue entre eu e você.
Disse Abrão a Sarai: Eis que sua serva está na sua mão, faze-lhe o que manda seu coração. Sarai perseguiu Hagar, e ela fugiu do acampamento." (Gênesis, 16:1-16).
              
                     Tudo isso gerou uma grande confusão! Sarai foi precipitada, ao oferecer sua serva ao seu marido; ansiosa para dar um filho para Abrão, não teve a devida paciência em aceitar a vontade sábia do Senhor. Também Abrão, foi cúmplice da sua mulher, ao receber Hagar; Abrão tinha conhecimentos suficientes, para alertar a esposa em seu erro, lembrando-a da promessa do Senhor. Ambos vacilaram.
                     Hagar foi a menos culpada nesta trama de Sarai; fez o papel que lhe fora ordenado por sua senhora. Tendo sofrido a perseguição de Sarai, fugiu para o deserto, levando seu filho ainda na barriga.
                    Jesus, na sua soberana justiça, amparou Hagar, mandando um mensageiro ao local em que estava, lhe prometendo proteção e amparo. Disse também o mensageiro que seu filho se chamaria Ismael e seria o tronco de um numeroso povo.
                   Sarai, na tentativa de se isentar da culpa, foi até seu marido, para saber o que fazer com Hagar. Abrão, tomando a mesma atitude, disse a Sarai para tomar a decisão que seu coração mandasse.
                  Então, a esposa de Abrão expulsa Hagar do acampamento, com sua atitude hostil.
                  Hagar tinha fé no Deus Único; por isso o Senhor a amparou, e a devolveu ao acampamento de Abrão. Disse Hagar: "Tu és Deus da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?" (Gênesis, 16:13).
                  Abrão recebeu Hagar de volta ao acampamento, e chamou seu filho de Ismael; mesmo sabendo que ele não era o filho da promessa do Senhor.
            
                         

 

domingo, 17 de janeiro de 2016

A GÊNESIS -- CONSTRUÇÃO DA TERRA -- O SENHOR PROMETE UM FILHO A ABRÃO. POSSTAGEM -- 32.

"Disse o Senhor a Abrão: O seu filho sairá das entranhas de sua mulher Sarai.
Olha para o céu e conta as estrelas; assim será sua descendência. Disse também o Senhor: Saibas que, peregrino será sua semente em terra que não é sua, e terão que servir o povo desta terra; afligi-los-ão quatrocentos anos; mas julgarei o povo que servirão, e depois sairão com grande riquezas.
Somente a quarta geração poderá voltar para este lugar novamente." (Gênesis, 15:1-16).
                    
                        Começaremos nossa análise desses versículos, pela promessa feita pelo Cristo ao patriarca Abrão; ou seja, um filho gerado por ele e sua esposa Sarai. Muitos perguntaram, por que este filho demorou tanto a chegar?
                        Por causa das circunstâncias e as necessidades! Havia a necessidade; mas não havia ainda as circunstâncias. A mesma coisa aconteceu, quando Abrão saiu da terra dos Caldeus: Circunstância e necessidade.
                        O povo Caldeu era politeísta e depravado; isso poderia prejudicar a germinação da semente do Deus único, em Abrão e seu povo.
                        Abrão e seu povo, seria peregrino na terra, sendo servo por 400 anos; O Mestre se referia a escravidão no Egito. Para que isso? Para que a terra de Canaã florescesse, e se tornasse a terra onde jorra leite e mel em abundância; devido a fenômenos geológicos e climáticos.
                       Outro motivo da peregrinação, seria a Lei de Causa e Efeito; o resgate do povo Hebreu, e a consolidação da crença no Deus único e Verdadeiro.
                       Não podemos esquecer, outro item importante do programa do Cristo para socialização dos povos do planeta Terra: "Somente a quarta geração voltará para esta terra; porque a medida da injustiça dos Amorreus, ainda não está cheia." (Gênesis, 15:16).
                      Sabemos que os Amorreus, era um povo politeísta, e muito sanguinário; praticante de coisas extremamente diabólicas. Até que este povo recalcitrante, e que violava a Lei do Criador, resgatasse seus débitos, levaria muito tempo.
                      A respeito da numerosa descendência do patriarca Abrão, afirmamos que, somos nós; que acreditamos, confiamos, e temos fé, em Deus e no seu Filho, Jesus; nosso Salvador e modelo de perfeição.
                     E a tão sonhada "Terra Prometida," representa a nossa evolução, e como prêmio, as riquezas da Bem Aventurança do Reino de Deus.
                    
                      
                       
                       
                   
                       

A GÊNESIS -- CONSTRUÇÃO DA TERRA -- ABRÃO VAI AO EGITO -- POSTAGEM -- 31.

"E havia fome na terra; e desceu Abrão até o Egito, para peregrinar ali, porque a fome era grande na terra." (Gênesis, 12:10-20).
                     
                        A falta de alimentos obrigou Abrão e sua gente, ir para  o Egito, porque a seca era grande na terra em que estava, ao oriente de Betel; onde tendo erguido um altar ao Senhor, invocou seu nome.
                        Antes de chegar ao Egito, Abrão usou de uma astúcia para tirar vantagem do Faraó  daquela terra. Disse a Sarai para não dizer que ela era sua mulher, e sim sua irmã. Por ser Sarai muito bela e formosa, Abrão disse a sua mulher, que temia que o Faraó o matasse para ficar com Sarai.
                        A realidade, era que Abrão estava usando de astúcia, para tirar vantagem da beleza de sua mulher. O certo é que o plano do Patriarca deu certo, pois ele recebeu do Senhor do Egito, muitos animais e alimentos para toda sua gente, tendo aumentado sua riqueza.
                        Porém, Jesus viu que a fraqueza de Abrão, tinha falado mais alto em seu coração; por isso, ele teria que ser alertado pelos interesses  puramente materiais. Na verdade, Sarai era realmente irmã do Patriarca, pois eram filhos do mesmo pai, com mães diferentes.
                        Por outro lado, o Faraó também havia se aproveitado da fragilidade momentânea de Abrão, tomando Sarai para si, sem o consentimento dela. Tanto em Abrão como o Faraó, o que predominou, foi a concupiscência humana, e os interesses materialistas.
                        Esta situação, criou um campo psíquico negativo na casa do monarca egípcio; atraindo o mal na forma de diversas pragas. O monarca percebendo o erro cometido, culpou Abrão pelo acontecido, e pela mentira que o Patriarca havia dito.
                        O Faraó imediatamente devolve Sarai ao seu marido, e manda que Abrão e sua gente saia imediatamente do Egito, por temer a ira do Deus de Abrão.
                        Ambos receberam uma lição. Abrão por usar de astúcia, visando interesses materiais, e o Faraó por sua luxúria. Depois de sair do Egito, o Patriarca volta para Betel; no lugar onde havia erguido um altar ao Senhor.
                        Porém, tanto Abrão como Ló, haviam se tornado muito ricos; por isso havia atritos entre os empregados de Abrão e de Ló. Por isso decidiram separar-se. Ló foi para a campina do Jordão, indo para o orienta, onde ficava as cidades de Sodoma e Gomorra. Novamente a Lei de atração fazia efeito em Ló, que até aquele momento, ainda não acreditava no Deus único; apesar dos esforços de Abrão em tentar converte-lo. (Gênesis, 13:7-11).
                       
 
                       
                       
               
 

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...