- PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS -
Mesmo tendo vencido os inimigos externos, o rei Demétrio II não ficou livre dos seus inimigos internos; ainda mais poderosos. E, esse inimigo, estava prestes a ser revelado, cujo comandante, seria o filho de Alexandre Balas. Uma criança de apenas cinco anos, que seria facilmente manipulada por Tifão; sua iminência parda.
Nesse meio tempo, Jônatas pede ao rei Demétrio II, para retirar as ocupações da Acrópole de Jerusalém, juntamente com todas as guarnições - pois as mesmas oprimiam - tanto a cidade quanto seus habitantes. Pedido este prontamente atendido por Demétrio. No entanto, o rei também fez um pedido a Jonatas! Para que este enviasse-lhe um certo número de soldados, visto que o novo rei, havia dispensado, muitos de seus mercenários.
Nessa mesma época, um grande número de habitantes de Jerusalém, decide revoltar-se - em protesto ao novo rei - sendo que cento e vinte mil pessoas, ameaçaram o rei de morte. Refugiando-se em seu palácio, o rei contava com a ajuda de Jônatas, para protegê-lo. Então - os soldados de Jônatas - agiram violentamente contra a população. Assim, conseguiram salvar o rei Demétrio II.
Embora o autor do texto bíblico, alegue compaixão - da parte do Líder Jônatas - pelo fim da matança, a luta em Jerusalém foi demasiadamente violenta. Ironia do destino? Com a expressão: "Assim salvaram o rei".
Será que deviam tanto assim, àquele rei estrangeiro e pagão? As custas dos súditos e ainda, parte de Jerusalém. Tinham dado a todos - principalmente ao rei pagão - uma demonstração de poder? Aquela não seria uma ótima ocasião para expulsar os pagãos invasores definitivamente?
Ainda não! Pois os judeus continuavam divididos. Divisão esta, garantida pelo "deus" antropomórfico; pai da mentira e da enganação.
AS INTRIGAS DE TRIFÃO
Passado um determinado tempo, depois daqueles trágicos acontecimentos, Demétrio havia voltado ao seu palácio, e também havia prometido muitas recompensas a Jônatas. Porém, não cumpriu nenhuma delas.
Trifão, tendo retornado com o jovem Antioco - aos seus domínios - este foi finalmente coroado rei. Também uniram-se ao jovem rei, todos os soldados que Demétrio II HAVIA DISPENSADO. Antioco atacou Demétrio, derrotando-o; e este teve que fugir após sua derrota. Depois disso, Trifão apodera-se de Antioquia - com ajuda dos elefantes - que faziam parte de seu exército e então, estabelecendo-se.
Antioco, escreveu uma carta a Jônatas, oferecendo-lhe a permanência no cargo de Sumo sacerdote e inclusive, pondo Jônatas a frente de quatro distritos, além de confirmá-lo como um dos grandes do reino. Porém, o Macabeu teria que agir e pensar, como vassalo de Antioco.
Além de receber do rei, vários presentes em ouro e prata; nomeou Simão - irmão de Jônatas - governador militar, nas regiões que estendiam-se, desde a Escada de Tiro, até a fronteira do Egito. (I Mc. 11:54-61)
Jônatas, continuou avançando - de cidade em cidade - para conhecer seus domínios. Todas o recebiam com louvores! Menos uma! Os habitantes de Gaza. Em vista disso, Jônatas a invadiu e saqueou; até que seus habitantes pedissem paz. Mesmo assim, manteve como reféns, os filhos das autoridades; enviando-os para Jerusalém. (I Mc. 11:61-63)
CONTINUA.