sábado, 7 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 3.

                             Quando Naamã já tinha se retirado da presença de Eliseu, Geazi, seu servo, foi correndo em busca do  general sírio. Tendo alcançado Naamã, Geazi disse ao general sírio que, Eliseu decidira aceitar a oferta que Naamã havia feito ao profeta anteriormente. O sírio imediatamente dá a Geazi prata e uma veste festiva. Ao voltar para casa, Eliseu pergunta a Geazi, onde estivera; o servo, mente ao profeta dizendo que, estava a passear com amigos.
                              Percebendo a mentira do seu moço, Eliseu disse-lhe: "Porventura não fui com você em Espírito, quando foste ao encontro de Naamã? Querias tirar proveito da situação; tomando vestes, ouro, ovelhas, bois, servos e servas? Portanto, a lepra de Naamã passará para você." (Cap. 5:20-27).
                               Eliseu foi muito duro com seu moço? Na verdade não! Foi justo. Geazi era uma alma com muitos débitos perante a Lei de Deus; estava cumprindo um resgate, naquela sua reencarnação; ainda recebeu a benção de servir a um profeta. Perdeu uma grande oportunidade de aprendizado, e também de livrar-se do vício do materialismo, que o havia feito rolar pelo abismo moral, por várias encarnações. Renegou o aprendizado pela instrução; preferindo a experiência como leproso. Naturalmente, que banhou-se nas águas do rio Jordão por várias vezes! Mas mesmo assim, continuou leproso.
                              O rei da Síria invadiu as terras de Israel; para isso, reuniu seus oficiais em conselho para programar as demais batalhas. Porém, o profeta Eliseu, através de sua mediunidade de "desdobramento" (Segundo Alan Kardec, em a Gênesis, cap. XIV, item 23; comenta que: "Embora durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo períspirito, não é tão escravo, que não possa alongar sua "corrente" e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço."), assim, deslocou Eliseu em Espírito, até onde se encontrava o rei sírio; por isso, ficou sabendo de toda sua estratégia de guerra.
                             De posse destas informações militares, o profeta avisa o rei de Israel de toda a movimentação do inimigo. O rei israelita enviou tropas para todos os locais indicados pelo profeta; salvando-se várias vezes da derrota. No entanto o rei sírio, logo compreende que alguma coisa estava errada. No primeiro momento, desconfia de alguma traição; porém, um de seus auxiliares, de mente mais aguçada disse ao seu senhor: "Ninguém ´te traiu! Foi o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber aos israelitas, tudo que falas na sua câmara de dormir." Depois disso, o rei sírio manda que seus soldados matem Eliseu.
                            Os sírios cercam a cidade de Dotã (Situada ao norte de Siquém. É mencionada pela primeira vez, com a história da venda de José, pelos seus irmãos.), onde se encontrava Eliseu. Vendo que a cidade estava cercada pelos sírios, o profeta usa mais uma vez sua mediunidade para escapar. Mais uma vez, fora do corpo físico, o Espírito do profeta, através do magnetismo, durante o sono dos soldados, induziu a todos a seguir  por outros caminhos; e assim consegue escapar, e atrai-los onde se encontrava os soldados de Israel. Porém, Eliseu não permite que se faça nenhum mal aos sírios; sugere ao rei israelita, que lhes prepare um banquete, e depois, mande todos embora para sua terra. E assim foi feito. "Foram para seu senhor; e da parte da Síria não houve mais investidas na terra de Israel. (Cap. 8-23).
                              Muitos devem estar perguntando: Ouve interferência Divina direta nestas ações dos sírios, contra Israel? O que realmente acontecia, era "Circunstâncias e Necessidades." Ora! O Gene Psíquico do Deus Único, estava em pleno desenvolvimento entre os hebreus; e também o Programa do Cristo Planetário, para o planeta Terra. Para a concretização disso tudo, o Cristo mandava seus mensageiros para auxiliar, através de sua mediunidade, em tudo que fosse necessário. Como haviam feito, tantos outros anteriormente; principalmente, Abraão e Moisés.
                             "Dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade." (Hebreus, 2:4).
                             
                             

quarta-feira, 4 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 2.

                               Após a partida de Elias a Pátria Celeste, todos que estavam do outro lado do Jordão, observando os dois profetas, acreditaram que, o Espírito de Elias ficara com Eliseu; pois somente Ele retornara para junto deles. Então, os antigos discípulos de Elias inclinaram até o chão; em sinal de respeito ao novo profeta. Depois, todos falaram a Eliseu que estavam dispostos a procurar Elias que, para eles havia desaparecido como que, por encanto. "E lhes disseram: eis que entre os teus servos, há cinquenta homens valentes; deixa os ir em procura de Elias..." (Cap. 2:16).
                              Eliseu não concordou com a proposta dos discípulos, pois sabia que era inútil aquela atitude. Mas diante da insistência deles, concordou; mas disse-lhes: "não os envieis." Depois de muito procurar, todos voltaram desanimados. Disse-lhes Eliseu: "Não vos disse que era inútil?"
                              Todas aquelas pessoas que estavam em Jericó, sofriam com o solo pouco produtivo, e o alto teor de sal das águas do rio Jordão, naquele local; pois a medida que se aproximava do Mar Morto, aumentava a concentração de sal de suas águas. Por isso, os habitantes daquela cidade, pediram a Eliseu para torna-las mais potáveis. O novo profeta, não teve outra alternativa; apelou para os mensageiros do Senhor, pois sem esta Divina ajuda não poderia resolver o problema. Então, através de sua mediunidade, e auxílio das potestades espirituais, mandou que lhe dessem um prato novo cheio de sal; e saindo, foi até a nascente do rio, jogando nas águas todo sal que levara. A partir de então, as águas ficaram potáveis.
                              Neste tempo, reinava sobre Israel, Jorão; filho de Acabe e Jezabel. Este rei, também não era fiel ao Deus Único, apesar de ter destruído todas as colunas de Baal que seu pai e sua mãe ergueram; pois não era tão vil quanto os pais. Nessa época, o rei dos moabitas pagava tributo ao rei Acabe, após sua morte, os moabitas se revoltaram e negaram ao pagamento dos cem mil cordeiros de lã. Por isso, Jorão pediu ajuda a Josafá, rei de Judá, para combater os moabitas. Ao encontrar-se com Jorão, Josafá pergunta se no local não havia algum profeta, o qual pudesse consultar a respeito da batalha.
                           Então, ambos foram ter com Eliseu; porém o profeta disse ao rei Jorão: "Que tenho eu contigo? Vai aos profetas do teu pai e da tua mãe...Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá não te daria atenção, nem te contemplaria." No entanto disse Eliseu para que cavassem vários buracos; pois haveria muita chuva após a batalha, e a vitória seria dos israelitas.
                           Tendo uma mulher de um dos discípulos de Eliseu ficado viúva, não tinha como alimentar seus filhos. Indo até onde estava o profeta, a pobre mulher rogou-lhe ajuda. Perguntou Eliseu o que ela tinha em sua casa, tendo respondido a mulher que, nada tinha para se alimentar, mas apenas um pouco de azeite. Mandou o profeta que a viúva pedisse emprestado vasilhas vazias, a todos os seus vizinhos. A medida que seus filhos foram chegando com as  vasilhas emprestadas pelos vizinhos, a mulher as enchia; e não faltava azeite no pote.
                            Voltando a viúva até onde estava Eliseu, este lhe disse: "Vai, vende o azeite e paga suas  dívidas; e, tu e seus filhos, vivam do restante." (Cap. 4:1-7).
                             Chegando Eliseu próximo a Suném, passou pela casa de uma rica sunamita; esta percebendo que aquele homem era um profeta disse-lhe que entrasse e comesse um pedaço de pão, tomasse água e descansasse. Sempre que o profeta passasse por ali, repousava na casa da rica sunamita. Diante disso, a mulher disse ao marido para construir  um quarto para o profeta repousar sempre que fosse necessário. Sensibilizado com a bondosa atitude daquela sunamita, Eliseu deseja fazer-lhe algo de bom. Quando fica sabendo que a mulher não tinha filhos, pois seu marido era de idade avançada, manda chama-la e disse-lhe que, ela teria um filho no prazo de um ano.
                              A mulher disse ao profeta para não mentir para ela. Sendo seu marido já velho, pensava ela ser isso impossível. No entanto teve a sunamita um filho. Tendo o menino crescido, atingiu-lhe um mal, sendo dado como morto. Sabendo disso, o profeta vai até a casa da sunamita, onde o menino encontrava-se na cama, como morto. Chegando na casa, Eliseu fechou a porta do quarto, deitando sobre o garoto, permaneceu por alguns minutos, levantou e orou ao Senhor. Repetiu a mais uma vez a atitude; e logo após o menino acordou e levantou.
                             Em hebraico, Suném significa "Lugar de repouso." (Josué, 19:18).
                              A mulher sunamita, deixa-nos uma lição de hospitalidade, bondade, fé, e um coração dócil e sensível.
                              Outro feito importante de Eliseu, foi quando havia fome sobre Israel. Quando lhe ofereceram pães, tendo recusado, manda que distribua as pessoas que se encontravam ao redor; eram cem pessoas para poucos pães. Tendo o profeta afirmado que não faltaria alimento para todos, foram distribuídos e não faltou pão.
                             Havia na Síria um general, comandante do exército sírio, homem de muitas vitórias, porém era leproso. Sabendo ele da fama do profeta Eliseu e seus feitos, pediu ao rei da Síria, para ir até Israel ter com o profeta Eliseu na esperança que este o curasse. Parando com seus criados e seu carro na porta da casa de Eliseu, pede para falar com o profeta. No entanto Eliseu não vai ao encontro de Naamã, o general sírio; apenas manda dizer-lhe para que banhe nas águas do rio Jordão, por sete vezes.
                           Esta atitude do profeta indignou o orgulhoso Naamã; pois ele esperava que Eliseu fosse até ele, e rogasse ao Senhor para que ficasse limpo da lepra. Exclamou Naamã: "Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores que todas as águas de Israel? Onde eu poderia ficar limpo? Voltando-se foi embora." Mas os seus oficiais lhe disseram: "Se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não faria? Então, voltou a Israel e mergulhou nas águas do Jordão sete vezes, e ficou limpo da lepra.
                            Depois, foi ter com o profeta, e humildemente agradeceu ao Senhor; pedindo perdão pela atitude arrogante que tivera. Disse-lhe Eliseu: "Vai em paz." (Cap. 5:1-19).

domingo, 1 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 1.

                            Depois da morte do rei Acabe, ouve uma revolta de Moabe contra Israel. E para piorar as coisas, o rei Acazias fica doente, preso a uma cama. (Moabe, é uma faixa de terra montanhosa, que atualmente é a Jordânia, ao longo da margem oriental do mar morto. Os moabitas sempre estiveram em conflito com os israelitas no passado.).
                             Devido ao mal que o afligia, Acazias manda mensageiros a Baal-Zebube, para saber qual seria seu destino. (Baal-Zebube, também chamado de deus das moscas. Era um deus filisteu da cidade de Ecron. A supõe-se que este nome seja Baal-Zebul; senhor da casa alta "Mt. 10:25," e também senhor da mosca esterqueira. Devido ao grande número de moscas nos climas áridos, sendo que, os egípcios fizeram do escaravelho uma divindade.").
                             O certo é que, os mensageiro de Acazias tendo encontrado com o profeta Elias, foram por ele inquerido, onde estavam indo com tanta pressa. Ao saber do teor da mensagem, o profeta manda que os mensageiros perguntem ao rei, "se não existia Deus em Israel?" Acazias não fica nada contente  com a pergunta de Elias; visto que ele não andava nos caminhos do Senhor. Nesse ínterim, Elias recebe uma mensagem do Senhor, através de um dos seus abnegados trabalhadores do bem, pela sensibilidade psíquica e mediúnica; característica de todo médium trabalhador na seara do Cristo Planetário.
                                Elias recebe ordens do Alto, para se dirigir até o encontro com outros mensageiros que o rei mandará até o profeta. O primeiro mensageiro mandado por Acazias, era um capitão comandando cinquenta soldados; este ordena orgulhosamente ao profeta: "Homem de Deus, o rei diz: desce!"  Algo aconteceu! Pois, o profeta se recusou a obedecer a ordem do capitão. Isso aconteceu também com o segundo capitão! No texto é narrado que, caiu fogo do céu, e devorou todos os soldados e o mensageiro. Com o terceiro mensageiro, aconteceu algo diferente. Este foi humilde de coração. Ao chegar diante de Elias, ficando de joelhos, falou ao profeta: "Homem de Deus, seja, peço-te, preciosa aos teus olhos a minha vida, e a vida destes cinquenta servos..." E nada de mal aconteceu com aqueles homens.
                                No entanto, Elias manda outra mensagem ao rei, com o mesmo teor da primeira; mandando perguntar a Acazias, se não havia Deus Verdadeiro em Israel? O profeta, manda dizer também ao rei que: "...Portanto desta cama a que subiste, não descerás, mas, sem falta, morrerás."
                                 Acazias não tinha filhos; então, reinou em seu lugar, Jorão, seu irmão.
                                 Depois disso, Elias partiu em busca de Eliseu; tendo o encontrado, Elias tira sua capa, e cobre o corpo de Eliseu com ela. Este gesto simbólico, é a consagração de Eliseu como seu sucessor. Depois disso, ambos seguiram rumo a Betel; como ordenara o mensageiro do Senhor. Chegando a Betel, foram recebidos pelos discípulos de Elias; porém, o profeta sabendo o que lhe aconteceria, disse a Eliseu, para que permanecesse em Betel, pois teria que seguir a Jericó; mais uma vez a proposta é recusada    por Eliseu, que segue junto a Elias.
                                   Ao chegarem a Jericó, Elias manda que Eliseu permaneça lá, pois iria seguir até o Jordão. Na verdade, todos os discípulos de Elias sabiam que o profeta iria desencarnar; somente Eliseu ainda desconhecia o fato, mas estava desconfiado que algo extraordinário iria acontecer. No texto, está escrito que, Elias estendeu seu manto, e as águas do rio separaram; então, Elias e Eliseu atravessaram no seco.
                                  Do outro lado do rio, um fenômeno mediúnico extraordinário estava para acontecer. Elias, disse a Eliseu: "Pedes o que queres o que eu te faça para, antes que seja tomado de ti. Respondeu Eliseu: Peço que me toque por herança porção dobrada de seu Espírito." Em outras palavras, Eliseu pediu uma sensibilidade mediúnica maior que a de Elias. Elias respondeu que, se Eliseu conseguisse ver o fenômeno que estava prestes a acontecer, o Senhor havia atendido o seu desejo; porém alertou: "Dura coisa pediste."
                                 O que Eliseu pode ver com os olhos do Espírito, através de sua mediunidade de clarividência (Sensibilidade psíquica, de alguns médiuns dando-lhes a capacidade de ver o mundo espiritual.), o "desaparecimento incomum" do Profeta Elias. Como está no texto: "Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; Elias subiu ao céu em um redemoinho."
                                 Elias tinha dito a Eliseu, se este visse o fenômeno, o seu pedido fora atendido. Foi o que aconteceu. Eliseu pode observar através de sua agora também mediunidade de clarividência, todo aquele fenômeno incomum aos homens. Na verdade, há muita controvérsia a respeito do que aconteceu com o profeta Elias. Dizem até que, fora levado por uma nave alienígena. Elias era um Espírito da falange do Cristo Planetário; assim como Abraaõ, Moisés. Tendo cumprido bem a missão que lhe fora confiada pelo Cristo. Era um ser angélico? Não! Pois também cometera erros! Por exemplo, quando degolou quatrocentos profetas de Baal; após o episódio no Monte Carmelo. Era um médium extraordinário, e um homem incomum. No texto, está escrito que, tendo Eliseu deitado seu manto sobre as águas do Jordão, estas se dividiram; e ele então, atravessou a seco.
                                Mais um fenômeno mediúnico; desta feita, a de efeito físico (São todos os fenômenos produzidos pelo médium, e são audíveis, visíveis, e sensíveis aos sentidos humanos.), quando Eliseu estendeu sua capa nas águas do rio. Isso somente pode ser feito, através de "ectoplasma" do médium, e também com a colaboração dos Espíritos elementais; singulares, multiformes, invisíveis, sempre cuidando da natureza. Somente assim Eliseu pode realizar o fenômeno; como também fizera Elias. Tendo atravessado o Jordão, Eliseu foi ao encontro do povo que o esperava do outro lado. (Cap. 1,2:1-14).














 

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...