domingo, 1 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 1.

                            Depois da morte do rei Acabe, ouve uma revolta de Moabe contra Israel. E para piorar as coisas, o rei Acazias fica doente, preso a uma cama. (Moabe, é uma faixa de terra montanhosa, que atualmente é a Jordânia, ao longo da margem oriental do mar morto. Os moabitas sempre estiveram em conflito com os israelitas no passado.).
                             Devido ao mal que o afligia, Acazias manda mensageiros a Baal-Zebube, para saber qual seria seu destino. (Baal-Zebube, também chamado de deus das moscas. Era um deus filisteu da cidade de Ecron. A supõe-se que este nome seja Baal-Zebul; senhor da casa alta "Mt. 10:25," e também senhor da mosca esterqueira. Devido ao grande número de moscas nos climas áridos, sendo que, os egípcios fizeram do escaravelho uma divindade.").
                             O certo é que, os mensageiro de Acazias tendo encontrado com o profeta Elias, foram por ele inquerido, onde estavam indo com tanta pressa. Ao saber do teor da mensagem, o profeta manda que os mensageiros perguntem ao rei, "se não existia Deus em Israel?" Acazias não fica nada contente  com a pergunta de Elias; visto que ele não andava nos caminhos do Senhor. Nesse ínterim, Elias recebe uma mensagem do Senhor, através de um dos seus abnegados trabalhadores do bem, pela sensibilidade psíquica e mediúnica; característica de todo médium trabalhador na seara do Cristo Planetário.
                                Elias recebe ordens do Alto, para se dirigir até o encontro com outros mensageiros que o rei mandará até o profeta. O primeiro mensageiro mandado por Acazias, era um capitão comandando cinquenta soldados; este ordena orgulhosamente ao profeta: "Homem de Deus, o rei diz: desce!"  Algo aconteceu! Pois, o profeta se recusou a obedecer a ordem do capitão. Isso aconteceu também com o segundo capitão! No texto é narrado que, caiu fogo do céu, e devorou todos os soldados e o mensageiro. Com o terceiro mensageiro, aconteceu algo diferente. Este foi humilde de coração. Ao chegar diante de Elias, ficando de joelhos, falou ao profeta: "Homem de Deus, seja, peço-te, preciosa aos teus olhos a minha vida, e a vida destes cinquenta servos..." E nada de mal aconteceu com aqueles homens.
                                No entanto, Elias manda outra mensagem ao rei, com o mesmo teor da primeira; mandando perguntar a Acazias, se não havia Deus Verdadeiro em Israel? O profeta, manda dizer também ao rei que: "...Portanto desta cama a que subiste, não descerás, mas, sem falta, morrerás."
                                 Acazias não tinha filhos; então, reinou em seu lugar, Jorão, seu irmão.
                                 Depois disso, Elias partiu em busca de Eliseu; tendo o encontrado, Elias tira sua capa, e cobre o corpo de Eliseu com ela. Este gesto simbólico, é a consagração de Eliseu como seu sucessor. Depois disso, ambos seguiram rumo a Betel; como ordenara o mensageiro do Senhor. Chegando a Betel, foram recebidos pelos discípulos de Elias; porém, o profeta sabendo o que lhe aconteceria, disse a Eliseu, para que permanecesse em Betel, pois teria que seguir a Jericó; mais uma vez a proposta é recusada    por Eliseu, que segue junto a Elias.
                                   Ao chegarem a Jericó, Elias manda que Eliseu permaneça lá, pois iria seguir até o Jordão. Na verdade, todos os discípulos de Elias sabiam que o profeta iria desencarnar; somente Eliseu ainda desconhecia o fato, mas estava desconfiado que algo extraordinário iria acontecer. No texto, está escrito que, Elias estendeu seu manto, e as águas do rio separaram; então, Elias e Eliseu atravessaram no seco.
                                  Do outro lado do rio, um fenômeno mediúnico extraordinário estava para acontecer. Elias, disse a Eliseu: "Pedes o que queres o que eu te faça para, antes que seja tomado de ti. Respondeu Eliseu: Peço que me toque por herança porção dobrada de seu Espírito." Em outras palavras, Eliseu pediu uma sensibilidade mediúnica maior que a de Elias. Elias respondeu que, se Eliseu conseguisse ver o fenômeno que estava prestes a acontecer, o Senhor havia atendido o seu desejo; porém alertou: "Dura coisa pediste."
                                 O que Eliseu pode ver com os olhos do Espírito, através de sua mediunidade de clarividência (Sensibilidade psíquica, de alguns médiuns dando-lhes a capacidade de ver o mundo espiritual.), o "desaparecimento incomum" do Profeta Elias. Como está no texto: "Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; Elias subiu ao céu em um redemoinho."
                                 Elias tinha dito a Eliseu, se este visse o fenômeno, o seu pedido fora atendido. Foi o que aconteceu. Eliseu pode observar através de sua agora também mediunidade de clarividência, todo aquele fenômeno incomum aos homens. Na verdade, há muita controvérsia a respeito do que aconteceu com o profeta Elias. Dizem até que, fora levado por uma nave alienígena. Elias era um Espírito da falange do Cristo Planetário; assim como Abraaõ, Moisés. Tendo cumprido bem a missão que lhe fora confiada pelo Cristo. Era um ser angélico? Não! Pois também cometera erros! Por exemplo, quando degolou quatrocentos profetas de Baal; após o episódio no Monte Carmelo. Era um médium extraordinário, e um homem incomum. No texto, está escrito que, tendo Eliseu deitado seu manto sobre as águas do Jordão, estas se dividiram; e ele então, atravessou a seco.
                                Mais um fenômeno mediúnico; desta feita, a de efeito físico (São todos os fenômenos produzidos pelo médium, e são audíveis, visíveis, e sensíveis aos sentidos humanos.), quando Eliseu estendeu sua capa nas águas do rio. Isso somente pode ser feito, através de "ectoplasma" do médium, e também com a colaboração dos Espíritos elementais; singulares, multiformes, invisíveis, sempre cuidando da natureza. Somente assim Eliseu pode realizar o fenômeno; como também fizera Elias. Tendo atravessado o Jordão, Eliseu foi ao encontro do povo que o esperava do outro lado. (Cap. 1,2:1-14).














 

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