sábado, 9 de julho de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM -- 8.

                                Depois  que Jó terminara o seu protesto, diante do que para ele era a severidade do Criador para com sua amargura, o seu terceiro amigo se pronunciou em atitude acusatória a Jó.
                                "Porventura, não se dará resposta a esse palavrório? Acaso, tem razão o tagarela." Naturalmente que não eram estas palavras que Jó esperava sair de seu caro amigo! No entanto permaneceu calado e ouvindo.
                                  É justamente diante das adversidades, que temos oportunidade de provar a nossa total fé e confiança em Deus. E foi esse o motivo da crítica de Zofar, quando acusou o amigo infortunado de tagarela e dado a "muquerela" ou seja, murmúrios, queixas, reclamações e lamentações. Tudo aquilo perturbou os ouvidos de Zofar; que até em tão se limitara a somente ouvir.
                                   Zofar tenta abrir os olhos de Jó, para a inutilidade das lamentações sem fim; e também do "atrito" inútil de nossa mente, quando permanecemos na falsa piedade de nós mesmos, nos entregando ao desânimo e a depressão. Quando a mente de uma criatura permanecer no "monoideísmo," não poderá vislumbrar soluções que o próprio Criador disponibiliza, como bênçãos a cair sob nossas cabeças o tempo todo.
                                     É necessário que tenhamos, como disse Jesus, "olhos de ver" e o coração aberto para sentir todo o Amor de Deus a nosso benefício. Zofar, também mostra para Jó, que todos os mistérios da criação estão incrustado na natureza que vibra em torno de nós, como uma prova do Amor e poder de Deus; como que para nos mostrar, o quão ínfimo são os homens, que na sua equivocada insensatez, se acham os donos da Terra. Quando na abastança, o homem grita em alta voz que, ninguém é tão sábio e inteligente quanto ele. Existiu no passado longínquo da Terra, um pretensioso rei, Ninrode, que pretendendo desafiar Deus, tentando construir uma torre que chegasse até o céu.
                                       E Jó? o que estava tentando construir em seu coração? Um monumento a culpa e ao estado psíquico de vítima do universo? Tal qual Ninrode, isso também aos olhos do Criador é uma manifestação do orgulho camuflado em uma falsa situação daquele que perdeu tudo, sem nada ter feito para merecer tal situação. Seria então Deus injusto? Teria o Altíssimo imposto a sua criatura, uma situação sem que ela merecesse?
                                      "Mas o homem estúpido se tornará sábio, quando a cria de um asno montês nascer homem."
                                        Sim! Jó não era um homem qualquer! Se ele chegou, onde chegou, não foi por acaso! Sua inteligência era notável, também seus conhecimentos. Então, ao invés de ficar no menor movimento mental, se lamentando da má sorte, deveria levantar a cabeça, e se perguntar: Como posso reverter esta situação? Zofar sugere a Jó exatamente isso!
                                       "Se dispuseres o coração e estenderes as  mãos para Deus..."
                                        "Dispuseres o coração." ou seja, organiza-lo, bem como a mente, para melhor equacionar os problemas; para e então solucioná-los da melhor maneira possível.
                                        "Lançares para longe a iniquidade da tua mão e não permitires habitar na tua tenda a injustiça, então, levantarás o rosto sem mácula."
                                         A isso chamamos evolução espiritual! Não permitir habitar em nossas tenda, isto é em nossa mente, qualquer tipo de ligação ou vinculação com o mal. Então estaremos totalmente libertos, fazendo somente o que for agradável ao Senhor. Esta é a condição para andarmos com a cabeça erguida; sem nenhuma culpa a nos atormentar.
                                         "Pois te esquecerás de teus sofrimentos e deles só terás lembranças como de águas passadas."
                                           Esta é a recompensa pelo amor, fé e confiança em Deus. Não existe vida sem dificuldades! Pois, são os problemas que movimenta os neurônios mentais, desenvolvendo-os; para que no futuro o homem possa vislumbrar horizontes mentais superiores que os míseros dez por cento da capacidade intelectual humana.
                                         Lembra também Zofar que, quando sabemos superar as adversidades com serenidade, os nossos olhos e mentes estarão mais despertos para as soluções; e assim livre da escravidão dos sentidos e dos excessos, "sentir-se-á seguro, porque haverá esperança; olharás em derredor e dormirás tranquilo."
                                         Ao adormeceres, nenhum "fantasma" te atormentará, porque sua mente vibrará "uma oitava" acima de todo mau. No entanto, se permaneceres neste estado de inércia mental e física, pagarás um alto preço pela oportunidade de dar o "salto quântico" da mudança proporcionada por Deus; que jamais abandona sua criação.
                                       "Mas os olhos dos perversos desfalecerão, o seu refúgio perecerá; sua esperança será o render do Espírito."
                                          Até mesmo as trevas terão oportunidade de salvação, mediante a Lei de Saturação, em seu sofrimento. O render do Espírito, é justamente isso: A capacidade de reação para se melhorar, se humildar e pedir ajuda, para então dar início a sua redenção.
                                           "E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará." I Coríntios, 13:3).
                                         
                                        
                     
                                 

domingo, 3 de julho de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM -- 7.

                                Outro amigo de Jó, Bildade o suíta, toma a iniciativa de também dar sua opinião.
                                Bildade pergunta a Jó, até quando ele permanecerá na lamentação e na inércia em que se encontra. Pensa ele que, a justiça do Altíssimo é como a dos homens? pervertida, e parcial? Alega também que, os pecados dos filhos, não atingem também os pais; pois a evolução é individual  e intransferível. Os pecados, são da responsabilidade daqueles que transgrediram a Lei Divina. Bildade, dis também que Jó tem todo o direito de pedir misericórdia a Deus! No entanto, toda graça virá do céu, se o pedido for justo. Lembra Bildade, das experiências dos pais no passado; também eles não conseguiram vislumbrar todas as verdades.
                                 O que os pais podem passar aos filhos, além de proporcionar-lhes uma educação intelectual, é a sua própria experiência de vida. Ninguém poderá ensinar aquilo que desconhece ou que não vivenciou durante sua vida. Uma coisa é importante que os filhos saibam! Tudo no universo é interdependente! Tudo esta ligado.
                                  "Pode o papiro crescer sem o lodo? ou viça o junco sem água?"
                                    Todos que não se lembram de Deus, desconhecem estas verdades; por isso, se acham auto-suficiente, e esquecem que viver é depender uns dos outros, ninguém vive isolado. A sociedade, as famílias, são exemplos de interdependência. Uma sociedade, uma nação sem Deus, está fadada ao desaparecimento, pois Deus é o Equilíbrio de todas as Dimensões da Criação.
                                      "A sua firmeza será frustrada, e a sua confiança é teia de aranha."
                                        O homem sente-se firme, enquanto estiver na bonança; porém, é como uma folha ao vento, quando chega a "tempestade" na sua vida. É nessas horas de suplício mental, material, que se lembra do Criador. A clássica pergunta de todo materialista é, por que eu? O que fiz eu para merecer tal infortúnio? E as lamentações não param! A pergunta que deveria ser feita seria: O que deixei de fazer, para o meu semelhante? Eu deixei de atender alguém em dificuldade? Fui tolerante com alguém que me devia alguma coisa?
                                         "Eis em que deu sua vida?"
                                           "Eis que Deus não rejeita o íntegro, nem toma pela mão os malfeitores."
                                            O Criador jamais abandona àqueles que fazem a sua soberana vontade. (Cap.8:1-22).
                                             Finda a fala de Bildade, Jó novamente levanta sua voz, como que para justificar as palavras do amigo. Jó admite que Bildade tem razão; no entanto pondera que o homem jamais poderá alcançar a evolução, se viver contestando Deus e sua obra. Jó alega ter consciência que Deus é magnânimo e grande em poder; e que nenhuma criatura terá paz, se for contrário a ELe e sua obra. Deus é a unidade de todas as Dimensões.
                                              No entanto, a maioria dos homens alegam não perceberem Deus  em momento algum na vida! As criaturas preferem se apegar as ilusões, que sua estreita visão lhes proporcionam; não podem sentir, as Bênçãos do Altíssimo, que caem a todo momento sobre a superfície da Terra, em benefício de sua criação. As Leis de Deus não são revogáveis como as dos homens; pois são perfeitas e imutáveis.
                                               "Deus não revoga sua própria ira; debaixo dEle se curvam os auxiliares do Egito."
                                                 Responde Jó, ainda com o coração amargurado, se chamasse Deus, mesmo recebendo resposta do Criador, a sua dor não seria aliviada, porque sendo ele um miserável, não esperaria do Criador uma resposta para seu sofrimento. Reconhece Jó que, o homem não consegue ser inteiramente justo; e ele é um exemplo disso.
                                                  "Para mim é o mesmo; por isso digo: tanto destrói ELe o íntegro como o ímpio."
                                                    Na verdade, a morte é o último portal da vida material. No entanto, ela não é parcial! Vem para todos; porém, cada um receberá o que merecer, segundo o que realizou enquanto alma vivente. Evolução não é gratuita! Depende do esforço de cada um, em nome do bem.
                                                     "Se qualquer flagelo mata subitamente, então, se rirá do desespero do inocente."
                                                    Lembra também Jó, que a Terra está sob o domínio do mal. E a impressão de todos é que, Deus vira as costas para tudo isso. E pergunta quem é o responsável por este caos aparente? Deus é que não é! O responsável por todo o mal que existe na Terra, é o próprio homem. E este homem vinculado ao mal, quando desencarna, não mudará sua índole; continuará a praticar o mal, ao influenciar os encarnados malignamente, para atingir seus objetivos, contrário as Leis de seu Criador.
                                                    "Terra está entregue nas  mãos dos perversos..."
                                                      É curto o tempo do homem como alma vivente. Mesmo assim, a maioria da humanidade, prefere cultivar ilusões e satisfação exagerada dos sentidos. Então, quando vem o vendaval, e o coloca em seu lugar, como ínfima criatura perdida na imensidão do cosmo, cai de joelhos como vítima do universo, lembrando-se de seu Criador. Então se lembrará da Parábola do Mordomo Infiel, (Lucas, 16:1-13).
                                                  "...ainda assim todas as minhas dores me apavoram, porque bem sei que me não terás por inocente."
                                                     Como pode o ser humano viver nos excessos, e ainda achar-se inocente do mau que lhe acometeu? Assim como não existe traídos na superfície da Terra! Porque, o único ser traído no mundo, foi Jesus; pois nunca deveu nada a Lei de seu Pai. Jesus é nosso guia e modelo de perfeição. Com os homens não existe traição; e sim, circunstâncias e necessidades.
                                                   "Porque ELe não é homem como eu, a quem eu responda, vindo justamente a juízo." (Cap.9:1-35).
                                                     Na hora fatídica da humanidade, os homens se lembrarão das palavras do Mestre:
                                                     "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." (João, 14:6).
                                                    

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...