sábado, 23 de abril de 2016

REIS -- LIVRO I -- POSTAGEM 10.

                                  O profeta Elias, cujo nome significa, "Jeová é Deus," viveu no reino do norte, nos reinados de Acabe e seu filho Acazias. Foi um dos piores períodos de Israel, dominado por abominações e blasfêmias contra o Deus Único; foi um profeta humilde e determinado. Desafiou e estimulou o povo israelita a se decidir, entre O Deus Único ou Baal. O povo estava dividido; por isso, optavam em seguir o Deus verdadeiro, porém, não abandonaram o culto a Baal. Jesus também alertara para este grande erro. "Adorar a dois senhores, pois, não servira com o mesmo amor a ambos; porque, ou há de odiar a um e amar e odiar o outro, ou se dedicará a um, e desprezará o outro." (Mt. 6:24).
                                  Assim, para que, o gene psíquico do Deus Único não se perdesse na memória e no coração dos israelitas, Elias, conclamou a todos que, as consequências advinda do pecado que estavam cometendo, contra o Deus que os tirara da casa da servidão no Egito, e os conduzira pelo deserto até a terra prometida, seriam demasiado funesta para todos os idolatras. Por isso, Elias foi perseguido pelo rei. 
                                 Este profeta, previu também uma seca de anos para todo o reino. Durante sua fuga, tendo encontrado uma mulher que morava com um filho doente; obedecendo a um mensageiro do Senhor, através de sua mediunidade, pediu a mulher que, lhe desse água e alimento. Embora tendo pouca comida e pouca água que bastasse até mesmo para ela e o filho, a mulher não nega o pedido do profeta. No entanto, a anfitriã de Elias, não esconde que, aquele alimento fora preparada com a última medida de trigo, e o último cântaro de água. Também disse ao profeta do Senhor que, tinha um filho doente e muito fraco; sem alimentar-se e sem água, sua morte era questão de horas.
                                Diante disso, disse Elias a mulher, para não ficar com medo de nada, pois o Senhor não deixaria que, aqueles que o serviam e acreditassem nEle, e andando retamente em seus caminhos, não lhes faltariam nenhum alimento, e nem água para beber. Orando fervorosamente diante do menino enfermo, Elias roga ao Deus Único, que o menino vivesse. E assim, a mãe viu seu filho recuperar saúde; e não lhe faltaram alimento e água, a partir daquele dia. Então, reconheceu a viúva, que Elias era um profeta do Senhor.
                                O rei Acabe estava muito preocupado com a grande seca que assolava  seu reino. Então decidiu mandar seu ajudante de ordens Obadias, a procura de ervas e capim para alimentar seus cavalos e mulas. Obadias, temia muito o Senhor, tanto que, no tempo de Jezabel, quando esta terrível mulher perseguia os profetas do Deus Único, Obadias os escondeu em cavernas, tendo os alimentado o tempo que estiveram escondido. Durante suas andanças, Elias encontrou o mordomo-mor Obadias; então, disse para o mordomo-mor do rei, para anuncia-lo a Acabe pedindo uma audiência.
                             Mas, Obadias alega que, ao atender o pedido do profeta estaria correndo grande perigo, devido o ódio do rei ao profeta. Mesmo diante de todos os argumentos do mordomo, Elias garante a ele que, seria muito importante a sua presença diante do rei com estas palavras: "Tão certo como vive o Senhor, perante cuja face estou, deveras, hoje, me apresentarei ao rei." E assim foi feito! Vendo o rei, Elias diante dele disse: "És tu, o perturbador de Israel?"
                             A resposta de Elias foi direta e reta; mandou que Acabe mandasse para o Monte Carmelo, todos os profetas de Baal. No local indicado por Elias, estavam presentes além dele, os quatrocentos profetas do deus de pedra. Elias exortou o povo presente a se decidir, por Baal, ou pelo Deus Verdadeiro; no entanto, o povo silenciava. Então, disse Elias aos sacerdotes de Baal que, se preparasse um novilho, e o pusesse sobre lenhas, mas não acendesse fogo; Elias fez o mesmo com outro novilho. Disse também o profeta, para que os sacerdotes de Baal rogasse ao seu deus, para ao aceitar a oferenda, a destruísse em fogo. E assim foi feito. Porém, com as oferenda de Baal, nada aconteceu. E os sacerdotes se revezavam em rogativas; a tarde já estava prestes a cair, e nada de Baal se manifestar. Naquele local, o magnetismo dos sacerdotes do deus de pedra não surtiu efeito.
                            Já, com a oferenda de Elias, ao rogar ao Senhor. "Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as doze pedras que o profeta havia colocado, representando as doze tribos de Israel. O vendo todo o povo o fenômeno, caindo com o rosto em terra, exclamavam: O Senhor é Deus, o Senhor é Deus." Disse-lhes Elias: "Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. Lançaram mãos deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou." (Cap. 17,18:1-40).















                                
                                

 

REIS -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 9.

                              Elá, filho de Baasa, o sucedeu no trono. Porém. Zinri, comandante dos seus carros de guerra, conspirou contra ele, e o matou. Zinri também não fugiu a regra, a despeito da maioria dos seus antecessores, também não andou nos caminhos do Deus Único. Um de seus primeiros atos foi, exterminar a casa de Baasa, matando a todos seus membros.
                                Zinri, cometeu abominações contra o Senhor, e permitiu que o povo também se entregasse a idolatria, e tudo que era mal aos olhos de Deus. Depois do sítio de Tirza, por Omri, elevado ao trono pelo exército, este cercou Tirza onde se encontrava Zinri; que reinou apenas durante sete dias. Não querendo se entregar, incendiou a torre do palácio onde se encontrava, e morreu queimado.
                                A decadência moral, tomara conta de Israel; pois seus reis eram os primeiros a dar mal exemplo diante de seus súditos, ao praticar as piores abominações. O reinado de Omri, que assumiu o trono após o impostor Zinri, também cometeu os piores crimes contra a Lei do Deus Único. Tendo estabelecido cultos a deuses de pedra, também ele próprio, se entregou a práticas abomináveis. Reinou Omri por doze anos em Israel.
                                O filho de Omri, Acabe, o sucedeu no trono do reino do norte. Tendo reinado por vinte e dois anos, teve muito tempo para cometer vários pecados graves contra o Deus Único. Uma das maiores abominações deste rei insensato, foi seu casamento com Jezabel. Esta mulher, era de origem fenícia, povo adorador de Baal. Seu nome Jezabel, significa "Baal  exalta;" era filha do rei dos sidônios. Destacou-se por sua grande crueldade, e pela influência que exercia junto ao marido, rei Acabe; de personalidade fraca, Acabe aceitava todas as sugestões malignas de Jezabel.
                               A catando as sugestões de Jezabel, Acabe espalhou o culto de Baal por todo o reino. Esta mulher portava-se como uma verdadeira sacerdotisa, tendo espalhado sua influência por todo o reino de Israel, induzindo o povo a praticar abominações ao Senhor. Além de adorar os deuses fenícios, combateu e perseguiu, todos que se recusassem a adorar os seus deuses pagãos. Porém, o Cristo Planetário não havia perdido as regras na conduta do povo hebreu. Para corrigir a situação, e reconduzir os israelitas aos caminhos da Lei, mandou um dos seus mensageiros; o profeta Elias. Este profeta se opôs as atitudes nefasta de Jezabel e de seus sacerdotes. Depois de muita luta, e conduzidos por Elias, a parte sensata da população se revoltou e acabou com o reinado de terror daquela mulher diabólica. Jezabel foi morta, tendo seu corpo devorado pelos cães. (Reis I, 15,16:1-34).

                               

sexta-feira, 22 de abril de 2016

REIS -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 8.

                           Sucedeu a Jeroboão no trono de Israel (Norte), menos estável, que o reino de Judá (Sul), seu filho Nadabe. Este também cometeu os mesmos erros do seu pai, não respeitando e não cumprindo os mandamentos do Deus Único. As idolatrias também foram muito praticadas em seu reinado; permitiu Nadabe inclusive, os prostitutos-cultuais.
                           Nadabe sofreu uma conspiração, por parte de Baasa, filho de Aías. Numa batalha em Gibetom, foi ferido por Baasa, quando Nadabe com seu exército cercou Gibetom. Mais tarde foi morto por Baasa. Assim que assumiu o trono, exterminou toda casa de Jeroboão, não deixando ninguém com vida.
                        Foi um rei que também não andou nos caminhos do Senhor; tendo permitido e seguido as abominações dos deuses pagãos. Reinou Israel por vinte e quatro anos.
                            Podemos notar que, somente no reino de Judá ao sul, houve uma trégua entre as abominações por parte do rei e do povo; pois durante o reinado de Asa, foram abolidos todos os cultos aos deuses de pedra, e suas abominações. Asa, prontamente estabeleceu o culto ao Deus Único, e obediência as Leis do decálogo deixado por Moisés.
                           

quinta-feira, 21 de abril de 2016

REIS -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 7.

                        Abias começou a reinar em Judá, no décimo oitavo ano do rei Jeroboão. Porém não andou pelos caminhos do Senhor, fazendo tudo que era abominável a Lei do Deus Único. Depois de um curto reinado de três anos, Abias morreu; e seu filho Asa assumiu o trono de Judá.
                        O reinado de Asa, foi longo; quarenta anos ele reinou em Jerusalém; andou retamente nos caminhos do Senhor, observando e cumprindo com fidelidade a Lei do Deus Único. Uma de suas principais ações, foi ter expulso os prostitutos-cultuais que, com suas atitudes contrárias a Lei do Deus único, induzia o povo as práticas abomináveis e profanas.
                       Os cananeus, povo vizinho dos hebreus, idolatravam vários deuses. Este povo em seus templos ou em campos, celebravam culto de fertilidade; nestes cultos é que, acontecia a prostituição-cultual, onde mulheres e homens se vestiam como deuses, representando as divindades, prostituindo em homenagem a estes deuses de pedra, em seus cultos de fertilidade.
                      Até mesmo a própria mãe de Asa, Maaca, foi deposta da dignidade de rainha mãe, por ter feito de um poste-ídolo, uma abominável imagem; tendo Asa queimado esta imagem no vale de Cedrom. Até aquele momento, o rei Asa estava cumprindo a missão a qual fora enviado pelo Cristo Planetário.
                     Durante seu reinado, Asa teve que enfrentar uma tentativa de invasão do seu reino por Baasa, rei de Israel, que tentara cercar e isolar todo povo de judá, para não entrar ou sair, deu início a construção da cidade de Ramá, para que o povo não transitasse pelos dois reinos. Diante disso, Asa juntou todo tesouro que havia no templo e em sua casa, e mandou para Ben-Hadade, rei da Síria, que habitava em Damasco; propondo a este uma aliança contra Baasa. Concordando com a aliança, Ben-Hadade manda um poderoso exército contra Baasa, e as cidades de Israel; ferindo a Ijon, Dã, Abel-Bete-Maaca e todo distrito de Quinerete, e toda terra de Naftali.
                    Esta atitude de Asa, teve consequências negativas, tanto politicas, e principalmente religiosas, porque, ao contatar um rei pagão para pedir ajuda militar, o autorizou a invadir a terra que os filhos de Israel conquistou com muito suor e sofrimento; e ainda pagou para que outro povo fizesse isso. Não era para se admirar que o rei Ben-Hadade, de pronto aceitasse aquela "aliança." Por outro lado, Asa pecou, porque não teve fé, nem confiança no Deus Único, ao aliar-se a um povo que sempre foi contra o culto do Deus Único. Asa, não pediu ajuda ao seu próprio Deus Verdadeiro; tomado pelo medo buscou os inimigos do Senhor, permitindo que este invadisse Israel; e ainda com os tesouros da casa do Senhor financiou a invasão da própria terra. Após a morte de Asa, Josafá, seu filho, reinou em seu lugar.
                  
                  
                   

segunda-feira, 18 de abril de 2016

REIS -- LIVRO I -- POSTAGEM 6.

                                Já no final do reinado de Jeroboão, seu filho mais velho adoeceu; então o rei recomenda  sua esposa, para ir até onde estava o profeta Aías, para saber o que fazer para salvar a vida do filho moribundo. De antemão, o profeta já sabia que a mulher do rei viria ter com ele, e também o motivo da visita. Embora estando cego, devido a idade avançada, Aías percebeu quando a esposa de Jeroboão se aproximou dele para lhe falar. Antes que a mulher pronunciasse uma única palavra, o profeta através de sua mediunidade, fala tudo que um Espírito da ceara do Cristo lhe transmite, através da psicofonia (mediunidade que permite aos Espíritos falar através de um médium), que, por ter Jeroboão se afastado do Senhor, não dando ouvidos aos seus mensageiros, permitindo e instigando o povo a praticar abominações contrárias as Leis do Deus Único, teria que responder por seus atos. 
                                Sendo a Lei de Causa e Efeito, imutável e justa, todos que pecarem contra a Lei de Deus, terão que ressarcir seus débitos, através de uma nova reencarnação, em um novo corpo de carne, fornecido através da genética, pelo pai, com um espermatozoide, e pela mãe, com um óvulo.
                                 Pelos seus pecados, Jeroboão, como qualquer um que, infligindo a Lei Divina, teria que resgatar seus débitos em uma nova vida. Iria colher na nova vida na matéria, tudo que havia semeado na anterior. Seja bom ou mau. A semeadura é livre; porém, a colheita é obrigatória. Quando a mulher de Jeroboão chegou a sua casa, encontrou seu filho morto. Aías, tinha dito a mulher que, a doença do seu filho, era uma benção do Senhor; pois o mesmo estava cumprindo bem o resgate de suas faltas. Quando morreu o rei, seu filho Nadabe reinou em seu lugar.
                                 As profecias de Aías, a respeito de Israel, também se cumpririam, quando disse que, os súditos de Jeroboão seriam espalhados para além do Eufrates.
                                 Também as coisas em Judá não estavam nada boas para Roboão. Tendo a sede desse reino localizada em Jerusalém, cidade consagrada ao Deus Único por Davi, estava sendo desrespeitada por tudo que era abominável as Leis do Senhor. Chegaram mesmo ao atrevimento de, promover o que era chamado de "Havia na terra prostitutos cultuais; fizeram todas as coisas abomináveis, que eram costumes de povos pagãos, e que o Senhor expulsara de diante dos filhos de Israel." (Cap. 14:22-24).
                                 No quinto ano do reinado de Roboão, Sisaque, Faraó do Egito, saqueia o templo de Salomão levando todas suas riquezas. Roboão as substituiu por peças de bronze. "Houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os seus dias. Roboão ao morrer foi sepultado com seus pais na cidade de Davi. Naamá era o nome de sua mãe, amonita; e Abias, filho de Roboão, reinou em seu lugar.
                                 Era muito comum os reis de Israel casar com mulheres que cultuavam deuses de pedra; por isso, era grande a influência religiosa junto aos filhos. Foi o que aconteceu com Roboão, pois sua mãe era amonita; naturalmente que cultuava deuses pagãos. Este povo habitava uma área a leste do rio Jordão, de Gileade e do mar morto, atual Jordânia. A principal cidade foi Rabá ou Rabá Amon, localidade da moderna cidade de Amã, capital da Jordânia.
                                De  acordo com a Gênesis, (19:37), tanto Amon quanto Moabe, nasceram da relação incestuosa entre Lot e suas duas filhas, ao fugirem da destruição de Sodoma e Gomorra. Os amonitas e os israelitas, sempre foram antagonistas mútuos. Durante o êxodo, os amonitas proibiram os filhos de Israel passar por suas terras.
                                
                                

domingo, 17 de abril de 2016

REIS -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 5.

                        Jeroboão tinha ambições; edificou Siquem, na região montanhosa de Efraim, passando a morar nesse lugar. Porém, temia que todo Israel apoiasse Roboão. Então, tomou a iniciativa de mandar fazer dois bezerros de ouro; pondo um em Betel e o outro em Dã. Mais uma vez, Espíritos contrários ao culto do Deus Único, encontraram em Jeroboão, a sintonia que necessitavam, na  tentativa de iludir o povo israelita. Além disso, Jeroboão mandou construir "santuários" em lugares altos; fez uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, semelhante a festa que se fazia em Judá, oferecendo sacrifícios no altar, a deuses profanos.
                       Também ofereceu sacrifícios aos bezerros, dizendo que aqueles foram os deuses que libertara Israel do Egito. Não satisfeito com tamanha abominação, nomeou sacerdotes para servir a estes falsos deuses; verdadeiras abominações perante o Deus Único. Assim, Jeroboão infligiu severamente o decálogo dado a Moisés, pelo Cristo Planetário.
                         Pela sua Misericórdia, o Cristo de Deus envia de Judá a Betel, um profeta, cujo nome não é revelado pelos textos do Livro Reis. Este homem de Deus, como era chamado, tendo queimado incenso, disse que aquela abominação era um grande pecado contra o Deus Único e verdadeiro. No mesmo tempo que amaldiçoava aquela abominação, disse também que, tudo aquilo iria ruir.
                         Pela mediunidade de efeito físico, o homem de Deus, auxiliado por Espíritos da Falange do bem, concretizou o que havia dito, pois todo o altar desabou, virando pó. Diante disso, Jeroboão pede ao profeta que interceda por ele junto ao Senhor. Mesmo diante de tantas evidências, Jeroboão ainda tenta comprar os favores do profeta, oferecendo-lhe muitos presentes; o que é recusado pelo misterioso homem. (Cap. 13:1-9).
                        Segundo o texto do I Livro de Reis, este misterioso homem, que dizia ser enviado do Senhor, também teve seus momentos de fraqueza. Vivia em Betel, um velho profeta, que também não tem o seu nome citado no texto do mesmo livro, que ficando curioso ao saber do seu feito perante o rei, foi logo procurar a misteriosa figura. Tendo encontrado aquele que alegava ser homem de Deus, o velho profeta o convida a ir com ele a sua casa para que possa alimentar-se e conversar.
                       A proposta do velho não foi aceita pelo profeta que veio de Judá, dizendo que o Senhor lhe ordenara não comer nada, até lhe ser ordenado. Talvez, devido a exageros daqueles que escreveram o livro de Reis, ou devido a erros de traduções, a história pode ter sido outra. Pode ser que, o jejum fosse de alimentar-se de carne; pois sabemos que naqueles tempos remotos, a proteína animal, era muito mais indigesta que a atual. Pode ser que, aquele homem, devido a sua condição mediúnica, sendo médium de Espíritos mais evoluídos, teria que fazer determinados jejuns, durante um certo tempo.
                     Mas, sendo profeta, o velho homem de Betel, não possuía determinadas virtudes, que caracterizam um verdadeiro Profeta do Senhor. Digo isso porque, o velho segundo o texto, mentiu, ao dizer para o outro profeta que, um anjo do Senhor mandara dizer ao homem de Judá, que ele já poderia se alimentar do que preferisse. Então, aceitando o convite do velho, o acompanhou até sua casa.
                    Estando os dois homens a mesa, comendo e bebendo água, eis que, pela mediunidade do velho, veio uma mensagem de um Espírito que servia ao Cristo Planetário e disse: "Não guardaste o mandamento do Senhor te mandara, por isso, o teu cadáver não entrará na sepultura de seus pais." (Cap. 13:21-22).
                    Este profeta, ao ir pelo caminho, foi morto por um leão; que curiosamente não o devorou, nem o esquartejou, permanecendo ao lado do corpo. Ao encontrar o corpo do homem que viera de Judá, o velho que o hospedara, levou seu corpo e deu-lhe uma sepultura. Tendo chorado por ele.
                    Os leitores talvez estranhe a postura e a mentalidade das pessoas daqueles tempos remotos; porém temos que levar em conta, a evolução psicológica e espiritual daquelas almas que eram como crianças, que ainda não sabem andar com as próprias pernas. Espíritos necessitados do Amor do Cristo; mas também de muita disciplina para sua reeducação. Não devemos estranhar suas atitudes e personalidade variável; pois viviam mais pelos sentidos extremamente materialistas; diríamos que viviam quase que exclusivamente pelas sensações corporais. Mesmo em pleno século XXI, temos atitudes violentas que nada deixam a desejar, àqueles tempos remotos. A tecnologia foi desenvolvida enormemente; porém, a moral e a ética, não acompanharam esta evolução.
                    Depois de todos estes acontecimentos , o rei Jeroboão não se intimidou com o aviso, e nem com o feito do homem que viera de Judá para o alertar. O rei continuou com o culto a entidades estranhas e abomináveis; cometendo pecado e violando as Leis do Deus Único. "Isso se constituiu em pecado à casa de Jeroboão, para destruí-la e extingui-la da terra." (Cap. 13:33-34).


                   
                   
                      
                       

REIS -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 4.

                                  Nem tudo estava bem no reinado de Salomão. Devido as várias alianças comerciais, que o rei fez com os reinos vizinhos, também contraiu matrimônio com as princesas desses reinos aliados. Por isso, cometeu idolatria contra o Deus Único, pois essas novas mulheres que o rei desposou, eram moabitas, amonitas, edomitas, sidônias, e heteias. Adoradoras de "deuses" de pedra; sendo abominável a Lei do Deus Único e verdadeiro.
                                  Outro problema também tirou a paz de Salomão. Um antigo inimigo de Davi, chamado Hadade, da linhagem nobre de Hedom; este homem, fugiu ainda jovem para o Egito, para não ser morto pelo rei Davi, pai de Salomão. Pois bem! Hadade, quando soube da morte de Davi, decide voltar para Israel; para isso, pede autorização ao rei do Egito; pois vivia na corte do Faraó, e havia se casado com a cunhada deste.
                                   Para piorar as coisas para Salomão, um profeta chamado Aías, ao se encontrar com o jovem Jeroboão, que era servo de Salomão, disse que Jeroboão seria rei após Salomão; porém governaria somente dez tribos, entre as doze de Israel. Embora Salomão tenha se curvado a falsos deuses como Astarote, Quemos, e Milcon; por amor a Davi, e a Jerusalém, duas tribos ficará com a casa de Salomão. Então, Jeroboão somente assumiria o trono, após a morte de Salomão, durante o reinado de seu filho, Roboão.
                                  Ao saber da profecia de Aías, o rei perseguiu Jeroboão para o matar; mas Jeroboão consegue fugir para o Egito onde foi protegido pelo rei Sisaque ou Shoshenk I; fundador da XXII dinástia do Egito. Referido no I Livro de Reis, (11:40, 14:25, e Crônicas, 2 , 12:2-29). Este rei invadiu Judá, durante o quinto ano do reinado do rei Roboão, levando com ele grande parte dos tesouros do templo de Salomão.
                                 Com a morte do rei Salomão, seu filho Roboão, estando preste a se tornar rei de Israel, não deu ouvidos aos anciãos, que o aconselharam a ser humilde perante o povo, e se comprometer em seguir os caminhos traçado pelo Deus Único, e obedecer as suas Leis, abolindo e reprimindo todo culto aos deuses de pedra. Roboão preferiu seguir os conselhos de seus amigos, jovens como ele, que não tinham a sabedoria nem a experiência de vida dos mais velhos; estes aconselharam a Roboão ser duro e inflexível com todo povo, para mostrar que era corajoso e forte.
                                  Porém o povo não aceitou o discurso de Roboão, e ele teve que fugir para Jerusalém. Quanto aos Israelitas que habitavam nas cidades de Judá, sobre eles reinou Roboão por 17 anos. Tinha 41 anos quando se tornou rei. Causou um cisma ao se tornar rei, dividindo Israel em dois reinos; reinou Israel meridional, ou seja, as tribos de Judá e Benjamim; passando a se chamar reino de Judá. Quando foi proclamado rei, Roboão foi a Siquem para que as tribos do norte também o consagrassem rei em Israel. Então, os israelitas propuseram ao novo rei que, este revogasse o decreto de Salomão, impondo ao povo pesados impostos. Roboão não concorda com a proposta; houve então a divisão do reino. (I Reis, 12:3-11).
                                  As tribos do norte se rebelaram; e Roboão tenta reprimi-las; para isso, reúne um exército de 180.000 soldados para combater os revoltosos, mas o profeta Semaias o aconselha a não tomar esta atitude; pois tudo já fora determinado pelo Senhor. (I Reis, 12:21-24).
                                   

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...