sexta-feira, 29 de abril de 2016

JUISES -- LIVRO I -- POSTAGEM 14.

                                     Após a vitória sobres os sírios, Acabe faz aliança com Ben-Hadade rei da Síria. Ben-Hadade cedeu a Acabe as terras que seu pai havia tomado de Israel, e ainda permitiu que os israelitas abrissem comércio em Damasco. Tudo isso em nome da ganância e do poder. Esse não era o caminho que o profeta havia dito para Acabe antes dos combates. Devido a atitude contrária as Leis do decálogo, o profeta adverte Acabe dizendo que, toda a humilhação e os prejuízos que os sírios sofreram com a derrota, Acabe também sofreria. Acabe colheria tudo de mal que havia semeado em seu reinado.
                                    Perto da casa onde morava o rei Acabe, havia uma propriedade, que pertencia a um homem chamado Nabote; este havia plantado nesta propriedade uma vinha. Acabe gostou muito daquela propriedade pois ficava perto do seu palácio. Então, mandou chamar Nabote a sua presença e propôs a compra de sua propriedade. Porém, Nabote recusou a proposta, alegando que não poderia vender o que recebera como herança de seus pais. Vendo Jezabel que seu marido ficara triste por ter sua proposta recusada por Nabote, arquitetou um plano maligno para conseguir o que o rei queria.
                                   Jezabel mandou uma mensagem aos anciãos, e a todos homens importantes, dizendo que Nabote blasfemara contra Deus e contra o rei; e isso seria comprovado diante do povo por duas testemunhas falsas que ela havia conseguido. "Os homens da cidade onde morava Nabote, e também os anciãos, fizeram como Jezabel ordenara, segundo estava escrito na mensagem que ela enviara." (Cap. 21:8-14). Trazendo Nabote diante do povo, as falsas testemunhas o acusaram de blasfêmia contra Deus e o rei." Logo depois, foi apedrejado e morreu.
                                 Ainda não era chegado a hora do profeta Elias se "aposentar" como esperava. Através de sua percepção mediúnica, o velho profeta recebe dos mensageiros do Senhor, uma nova missão a cumprir. Partiu Elias em busca do rei Acabe; tendo encontrado o rei na propriedade que pertencera a Nabote, e que havia Acabe tomado posse dela. Avistando o rei, disse-lhe o velho profeta: "Mataste e, ainda por cima, tomaste a herança? No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, cães lamberão o teu sangue!" (Cap. 21:17-19).
                                 Disse também Elias a Acabe, por ter-se subjugado aos desejos, caprichos criminosos de Jezabel, o rei responderia perante a Lei, de todos os pecados que cometera, e induzira os israelitas cometer. Por isso, sua casa seria destruída, como acontecera, com Jeroboão e Baasa, que o antecedera no trono do reino de Israel do norte. Ao ouvir estas palavras do profeta, o coração de Acabe gelou de pavor; retirando-se acabrunhado, permaneceu assim.
                                 Os mensageiro do Senhor, revelaram a Elias que, o Senhor é sempre sábio e misericordioso; sendo assim, embora tendo que resgatar seus débitos perante a Lei do Deus Único, seus filhos também tinham débitos perante a Lei do Deus Verdadeiro. Também a maioria do povo, não ficaria impune pelos pecados cometidos, adorando e praticando abominações diante de deuses de pedra.
                                 Três anos se passara sem haver guerra entre os sírios e o rei Acabe. Então, no terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi até Acabe para propor-lhe uma aliança. Acabe propõe a Josafá que, juntos partam para tomar Ramote-Gileade. (Cidade estratégica situada no território de Gade, a leste do rio Jordão. A cidade era também chamada pela forma abreviada de Ramá.). Sugeriu Josafá que, Acabe consultasse os profetas do Senhor, a respeito da empreitada contra os sírios. Acabe no entanto, consulta quatrocentos profetas de Baal. Josafá então, pergunta se no lugar não havia nenhum profeta do Senhor.
                                  Acabe respondeu que sim, mas que o profeta somente dizia coisas ruins a respeito dele. Por insistência do rei de Judá, Acabe manda buscar Micaias, filho de Inlá. Enquanto isso, os falsos profetas de Baal, profetizavam diante dos dois reis. Diziam os profetas de Baal que, ambos os reis iriam ser vitoriosos na conquista de Ramote-Gileade. Enquanto isso, na casa do profeta Micaías, o mensageiro do rei ordena ao profeta para também dizer palavras positivas, aos dois reis; assim como faziam os profetas de Baal. A resposta de Micaías, foi que ele agiria segundo os desígnios dos mensageiros do Senhor.
                                  Micaías disse a ambos os reis que triunfariam, diante daquela empreitada. Esta declaração deixou Acabe surpreso, porque o profeta até então, tinha somente dado noticias ruins a respeito de suas atitudes. Disse mais o profeta; falou que, todas as palavras dos profetas de Baal eram mentirosas, pois partiam de Espíritos imundos que falavam pela boca de todos eles. Diante disso, o rei Acabe manda prender Micaías, e conduzi-lo para a prisão, e também privá-lo de pão e água. Disse Micaías ao rei: "Se voltares em paz, não falou o Senhor, na verdade, por mim. Disse mais: Ouvi isso, vós todos os povos!" (Cap.22:23-28).
                                  Ambos os reis; de Israel do norte e de Judá, partiram para Ramá; onde combateriam os sírios. Astuciosamente, Acabe disse para Josafá, que iria entrar na peleja disfarçado, porém combateria ao seu lado. O rei da Síria dera ordens aos seus soldados para combater somente a Acabe e sua gente. Quando os Sírios avistaram rei de Judá em seus trajes reais, pensaram ser o rei Acabe; e assim o combateram. porém, Josafá grita; e todos percebem que não era Acabe, não o feriram.
                                  No entanto, um dos soldados sírios, atira uma flecha contra um suposto inimigo; esta flecha atinge Acabe, e o mata. Ao por do sol, sabendo da morte de Acabe, os sírios voltam para suas casas; o mesmo faz os israelitas. Todo sangue que escorreu do ferimento de Acabe, foi lambido pelos cães. Acazias, seu filho, o sucedeu no trono de Israel. Acabe nunca soube ouvir os conselhos dos profetas do Senho; preferindo ser subjugado por sua mulher Jezabel e suas abominações. (Cap.22:1-40)
                                "Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão!" (Filipenses, 3:2).
                                  
                              FIM DO LIVRO I DE JUIZES.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

JUIZES -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 13.

                                   Então o rei Benadabe da Síria, tendo reunido um poderoso exército, mandou uma mensagem a Acabe, rei de Israel, dizendo que, tudo que havia em Israel seria dele; até mesmo Acabe e sua casa, lhe pertenceria. Respondeu-lhe Acabe: "Conforme a tua palavra ó rei meu senhor, teu sou eu, e tudo que tenho." (Cap. 20:1-4).
                                   Depois de mandar esta mensagem a Benadabe, Acabe vai consultar os anciãos de Israel para tomar conselhos. Os anciãos aconselham o rei a não ceder as exigências do inimigo; no entanto, Acabe manda dizer ao sírio que, não cederia territórios, e nem mais pagaria nada mais em ouro ou prata. Nesse ínterim, chega até o rei Acabe para lhe falar, um homem de Deus; no texto não especifica qual o nome do profeta, que foi procurar Acabe.
                                  Disse o profeta ao rei, que vinha em nome do Senhor dos exércitos, para dizer ao rei, que reunisse todos os jovens príncipes de todas as províncias de Israel. Ao total, eram duzentos e vinte homens. Disse também o profeta, que Acabe reunisse sete mil homens do povo, e fosse em direção ao acampamento do rei da Síria. O sírio Benadabe estava tão convicto da vitória que, permanecia em sua tenda, o tempo todo bebendo com seus aliados.
                                   Partiu então Acabe contra os sírios, pegando-os de surpresa, não tiveram tempo de se reorganizar; e assim, foram derrotados pelos israelitas que estimulados pela fé do profeta, que lhes incutira no coração, a certeza da vitória. Naqueles tempos de fé vacilante, pouco discernimento e disciplina moral, muito valia o magnetismo pessoal, de alguém com uma fé segura e firme no Deus Único. Embora tenham conseguido uma grande vitória, a guerra ainda não terminara; pois o enviado do Senhor disse que Benadabe ainda não estava totalmente vencido, e voltaria no prazo de um ano.
                                  Voltou Benadabe a reunir um grande exército contra Israel. Era tão grande o exército sírio que, diante dos israelitas, estes mais pareciam um pequeno grupo. Ficaram assim, ambos os exércitos, um diante do outro, durante sete dias. Embora superior em número, os sírios talvez estivessem receosos de atacar os israelitas; não queriam sofrer uma nova derrota humilhante. E então, no sétimo dia, começou a batalha. Novamente prevaleceu a força da fé no Deus Único, entre os israelitas; e assim saíram mais uma vez, vencedores perante o inimigo. (Cap. 20:6-30).
                                   

terça-feira, 26 de abril de 2016

REIS -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 12.

                                As manifestações telúricas vislumbradas por Elias em seu transe, revelavam também, além do poder do Senhor, o estado espiritual, um conflito íntimo, na busca pelo Senhor. Depois do vendaval, do terremoto, e do fogo consumidor, pode então, vislumbrar a calmaria; (um rumor tranquilo e suave. (Cap. 19:12) quando equilibramos sentimento e razão. Somente depois de alcançarmos um equilíbrio dos nossos sentimentos, poderemos elevar nossos pensamentos, para finalmente, sintonizar com o Cristo Planetário. Saiu então Elias, de ambos os desertos em que se encontrava; o geográfico, no qual se refugiara, e o espiritual, em que momentaneamente se entregara. A Fé no Senhor, o restituiu a luta.
                                    Partindo do deserto, Elias foi a procura de Eliseu, tendo o encontrado arando a terra. Então Elias lançou sobre Eliseu a sua capa; sabendo do significado simbólico daquele gesto, Eliseu sacrifica suas doze juntas de bois, e as oferece como banquete aos vizinhos; indo despedir-se de seus pais. Inicia-se então, a missão do novo profeta.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

REIS -- LIVRO -- I POSTAGEM -- 11.

                                   Havia muito tempo que não chovia na terra do reino do norte. Então, Elias profetizou que, haveria grande chuva na terra, como nunca houvera antes; e mandou avisar o rei Acabe. No entanto, Acabe não deu importância para esta profecia; antes, preferiu, ir contar a Jezabel sua mulher, tudo que acontecera no Monte Carmelo. Furiosa, a famigerada mulher, mandou dizer ao profeta que, faria ela com Elias, a mesma coisa que o profeta fizera aos sacerdotes de Baal. Diante desta ameaça velada de Jezabel, Elias achou melhor fugir para o deserto.
                                  Porém, o profeta estava muito desanimado com tamanha descrença por parte do rei. Elias pensara que a situação mudaria de imediato no reino, e que Acabe também mudaria seu modo de agir. Muito cedo constatou o profeta, que não foi isso que aconteceu. Estava ele em pleno deserto; que de certa forma, combinava com seu momentâneo estado de espírito. Foi então que, através de sua mediunidade, recebeu uma mensagem de estímulo, através dos mensageiros do Cristo Planetário. No seu transe mediúnico, Elias vislumbrou, três  fenômenos naturais: "Um grande furacão, um terremoto, e um grande fogo." Isso para que ele não olvidasse que, o Deus Único é o Senhor de todos os elementos. Logo em seguida, viu um Espírito de alta estirpe, que para ele era um anjo, ordenando-lhe para "comer," ou seja, absorva o alimento espiritual, do bom ânimo, pela fé no Deus Único, e que ouvisse suas sagradas instruções.
                                    "Vá, volta ao teu caminho para o deserto de Damasco e, ao chegar lá, unge Hazael, rei da Síria. A Jeú, ungirás rei de Israel; Eliseu, ungirás profeta em seu lugar. Quem escapar da espada de Hazael, Jeú o matará; quem escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará." (Cap.19:15,16,17).
                                      Pois bem! Muitos dos leitores, estranhará esta atitude do Espírito! Na verdade, era a Lei de Justiça que iria provocar a mudança naquelas almas recalcitrantes e indisciplinadas; que, desde a saída do Egito, após várias encarnações, não haviam amolecido seus corações; continuando a desafiar as Leis do Deus Único. Somente a Lei de Destruição poderia demove-los a  seguir pelos caminhos do Senhor.
                                      Termina o mensageiro do Cristo suas instruções ao profeta, dizendo que, em Israel existiam sete mil almas que pela fé, jamais dobraram os joelhos diante de Baal; e também, nunca o tiveram em seus corações; pois sempre se mantiveram nos caminhos do Senhor, rejeitando todas as abominações dos deuses de pedra. Então compreendeu Elias que, esta seria sua última missão. (Cap. 19: 2-18).
                                     

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...