sexta-feira, 14 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 21.

                            No capítulo 21, vemos um Jó ainda confuso com a sua situação. E então, ele tenta discernir a respeito da prosperidade material daqueles que estão vinculados com o mal. E assim, levanta uma série de questionamentos a respeito da Justiça Divina. "Respondeu porém Jó: Ouvi atentamente as minhas razões, e já isso me será a vossa consolação." (Cap.21:2).

                           A crítica de Jó é direcionada, aos homens que optaram pela vinculação com o mal; que ele chama de perversos. Diz ele, que a maldade e a astúcia, sempre levaram vantagem na superfície da Terra. Lembra que a maldade e seus seguidores, sempre tiveram sucesso em suas empreitadas, e mesmo depois da idade avançada, seu poder não diminui.
                           Seus filhos dão continuidade de tudo que iniciaram; "As suas casas tem paz, sem temor." (v.9).
                           Seus filhos vivem na abastança e alegria, através dos dias. Alega Jó que, a vara de Deus não os atinge, e seus rebanhos sempre aumentam, com saúde e fertilidade. A morte para eles, segundo Jó, é sempre tranquila. Então, Jó pergunta: Não são estes que viveram em perversidade, dizendo sempre: "Deus! Não desejamos seguir teus caminhos." (v.14).
                          Quem realmente é este Deus, para que o sigamos? Pergunta o sofrido e inconsolável Jó. Lamenta também, o quanto é na sua opinião, a  justiça para os perversos. Quanto tempo será necessário, para que estes adoradores da maldade sintam na pele a mão pesada do Criador?
                           "Seus próprios olhos devem ver a sua ruína, e ele, beber do furor do Todo-Poderoso." (v.20).
                             Por que, uns vivem em pleno vigor e prosperidade, sem preocupações e em tranquilidade. Já outros no entanto, tem a vida de lutas amargas; sem nunca ter provado as  delícias do bem. Dirigindo aos amigos, diz que tem pleno conhecimento de seus pensamentos e atitudes; e o falso julgamento da parte deles.
                            Pergunta Jó: Como se fará a justiça para aqueles que sempre viveram pela perversidade? Se até mesmo quando baixam a sepultura, existem aqueles dispostos a zelar pela tranquilidade de sua morte.
                            "Como, pois, me consolais em vão? Das vossas respostas só resta falsidade." (v.34).
              
                             "Ai daquele que contende com seu Criador! E não passa de um fragmento de barro entre outros fragmentos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça." (Isaías, 45:9).
                            
 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 19.

                            Neste capítulo,  Zofar levanta a voz para, nas suas palavras, descrever as calamidades que sofrerão os perversos por sua insensatez.
                            Logo no início do Cap. 20, ele fala: "Visto que os meus pensamentos me impõem resposta, eu me apresso. Eu ouvi a repreensão que me envergonha, mas o meu Espírito me obriga a responder segundo o meu entendimento." (Cap. 20:1-3).
                            Certamente Zofar, o naamatita está respondendo as declarações feitas por Jó, anteriormente.
                            Ele começa dizendo que, desde que o homem conquistou a razão, quando vivia no grupo de primatas, a prevalência do poder dos perversos, seria sempre breve. Mesmo que o seu poder fosse tanto que, se atrevesse a mandar construir um monumento ao orgulho e poder; representada na Torre de Babel, apodrecerá para sempre. E então, todos que a conheceram dirão: "onde está."
                             Esta postura mental e espiritual, da maioria dos homens persistirá. Mesmo que os filhos daqueles que viveram pelo mal, queiram tentar com sua caridade, e espírito de justiça, aplacar o mal, feito pelos seus genitores, de nada adiantará. Os compromissos do Espírito, são individuais e intransferíveis.
                            Sendo assim, os perversos sofrerão a condenação no tribunal da própria consciência, pois a Lei de Deus está escrita na consciência de cada Espírito. "Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da língua e o saboreie...contudo a sua comida se transformará nas suas entranhas; fel de áspide será no seu interior." (Cap.20:12-14).
                            Os que se entregam a maldade, jamais terão paz, nem a felicidade que procuram; tanto a primeira quanto a segunda, não se encontram na posse de bens materiais. As vertentes do mal, são áridas e traiçoeiras; nesse deserto sorrateiro e enganador, não se pode encontrar "os ribeiros e os rios transbordantes de leite e mel.
                            Da ambição do mal, resultou destruição, miséria e sofrimento; oprimiu, desamparou, destruiu "casas que não edificou." Por não haver limites a sua ambição, também não merecerá a misericórdia do Criador, até que tenha ressarcido tudo que tirou do seus semelhantes. Como sempre semeou o mal, a sua colheita será também maldita; pois a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Assim diz a Lei de Deus.
                           Quando o seu Espírito for expulso da roupagem carnal, em desespero verá o resultado de suas atitudes, e então, sofrerá as consequências da vinculação com o mal.
                           "Tal é, da parte de Deus, a sorte do homem perverso, tal a herança decretada por Deus." (Cap.20:28-29).
                              Depois de ter dito isso tudo, Zofar se calou.
              
"Ninguém há que clame pela justiça, ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e andam falando mentiras, concebem o mal e dão à luz a  iniquidade. (Isaias, 59:4).
                           

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...