quinta-feira, 18 de julho de 2019

AS LEIS MORAIS - LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC.

RESUMO TEÓRICO DO LIVRE-ARBÍTRIO.
                                    
   872 - A questão do livre-arbítrio é resumida da seguinte forma: "O homem não é fatalmente conduzido à praticar o mal; suas atitudes não tiveram um plano previamente elaborado; seus atos criminosos resulta de uma condenação do destino."
                     O homem pode, escolher uma reencarnação (se tiver merecimento e autorização dos Espíritos superiores), para resgatar seus compromissos perante a Lei de Deus; através de provas e expiações, em uma vida na carne, onde é  levado ao "mundo" do crime, seja pelo ambiente social em que vive ou pelas circunstâncias.
                     Mesmo assim, terá o direito de escolher entre o bem e o mal; a liberdade de escolha é um legado do Criador a criatura, que faz usos dela, mesmo antes de reencarnar, quando ainda estava no mundo espiritual.
                     Reencarnado na matéria, o Espírito não ficará abandonado a própria sorte. Porque Deus é Pai Zeloso de todos indistintamente.
                     Sendo assim, o homem sempre poderá contar com à ajuda dos bons Espíritos, se decidir trilhar o caminho do bem; mesmo diante de todas as dificuldades e sacrifícios que encontrar pela frente.
                    Certamente que sofrerá provocações, vindas dos Espíritos vinculados ao mal, que tudo fará para que as criaturas humanas não tenham sucesso, em sua luta rumo a evolução moral e purificação dos sentimentos.
                    Cabe ao ser humano, procurar se proteger das investidas das sombras, pela sua força de vontade e as vezes, muitas lutas e sacrifícios. Também poderá instruir-se, preparando sua mente para resistir toda má influência que possa poluir sua mente com ideias contrárias aos seus objetivos em resgatar débitos; e não aumentar seus compromissos.
                    Se o homem não tivesse o direito a livre-escolha,  não seria culpado de praticar um crime e nem o mérito em fazer o bem. Isso é tão óbvio que, no mundo, os elogios ou a acusação, são feitos a vontade; e vontade é liberdade.
                    Se existisse somente a fatalidade, a Justiça Divina, seria tão falha quanto a justiça dos homens. Seria a decisão antecipada e inquestionável de todos os sucessos da vida; seja sendo qual for a sua importância.
                    A humanidade seria como "humanoides" com inteligência artificial.
                    No entanto, a fatalidade existe quando o Espírito ao reencarnar na matéria densa, escolhe determinada expiação (provações), para que, quando chegar a hora de sua desencarnação (morte) não fique com culpa na consciência, por não cumprir os  compromissos assumidos na  erraticidade.
                   Há fatalidade nas má escolhas feitas pelo Espírito reencarnado na matéria, quando escolheu as má ações, ao invés de escolher o bem.
                   Não haverá fatalidade quando o homem usar a razão e o bom senso, ao fazer suas escolhas durante sua vida. Jamais haverá fatalidade nos atos da vida moral.
                   Somente será o homem submetido a fatalidade quando estiver diante de seus últimos momentos na matéria; ou seja: a morte.
                   É muito grande o número de pessoas, pensar que seus instintos, é somente uma questão física; da qual não teria nenhuma responsabilidade. Então, não seria responsável também se determinada atitude sua, prejudicasse centenas de almas viventes.
                  Assim, o homem se desculparia consigo mesmo; dizendo não ter nenhuma culpa de ser feito como é. A Doutrina Espírita, se mostra mais humana e moral, ao admitir e ensinar, o direito do ser humano ao livre-arbítrio na sua plenitude.
                  Então, segundo a Doutrina Espírita, o homem não é levado ao erro, por uma fatalidade; e sim, poderá escolher entre as boas atitudes sugeridas pelos bons Espíritos ou as vozes maliciosamente sombrias, que lhe sugerem violar as Leis do Criador.
                 É dever e obrigação do homem que almeja fazer a vontade de Deus, estar sempre atento aos ensinamentos do Cristo planetário, através do Evangelho.
                 A fórmula é muito simples: Diante das dificuldades e sacrifícios e dores: Oração; diante das ofensas: Amor e caridade. Nunca olvidar; que Deus, jamais abandona o ser humano. Deus, está sempre em busca do homem.
      
Muita Paz e Amor.
                 
                    

                    
              

terça-feira, 16 de julho de 2019

LEIS MORAIS - LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC

CONHECIMENTO DO FUTURO.
                                    
868- Pode o futuro ser revelado ao homem?
               
         Em princípio é oculto. Somente em situações especiais é revelado.
                        
869- Por que o futuro é oculto ao homem?
                  
         Se o homem conhecesse seu futuro, não  teria interesse em lutar pelo progresso. Principalmente se o seu futuro fosse muito difícil. Deus não quis que isso fosse possível, para que o homem não conhecendo o futuro, empenhasse com mais esforço pela própria evolução.
         Assim, o homem prepara os acontecimento que surgirão durante a sua vida.
                    
870- Mas, se é conveniente que o futuro fique oculto, por que permite Deus que seja revelado algumas vezes?
                              
         Se é revelado algumas vezes, é para facilitar determinadas situações que seriam executadas pelo homem. Fazendo com que o homem execute determinada coisa de uma maneira diferente, para o seu próprio benefício. As vezes é também uma provação.
          Sabendo que algo vai acontecer, surge na mente das criaturas pensamentos diversos; bons e maus. Por exemplo: Se ficar sabendo que irá receber uma herança, isso pode desenvolver nele pensamentos de cobiça. O que pode também desenvolver para uma atitude criminosa; na ansiedade de receber mais depressa a referida herança.
          Ou então, poderá surgir em sua mente bons pensamentos; na esperança de poder ajudar outras pessoas, com o dinheiro que irá receber como herança. Se por uma fatalidade, a expectativa não acontece; ele não receba a esperada herança, vem a decepção.
          Esta será outra provação; que consiste em como será sua reação diante desse imprevisto frustrante. No entanto, isso não lhe causará mérito ou demérito; pelos pensamentos que surgir em sua mente, sejam bons ou maus.
                      
871- Pois que Deus tudo sabe, não ignora se um homem fracassará ou não em determinada provação moral. Assim sendo, qual a necessidade dessa provação, sendo que nada acrescentará ao que Deus já sabe sobre esse homem?
                           
          Isso equivale perguntar: Por que Deus não criou o homem perfeito, por que tem o homem de passar pela infância, antes de chegar a vida adulta.
           As provações que o homem tem que enfrentar, não tem a finalidade de fornecer a Deus, informações sobre o homem. Não é uma experiência feita pelo Criador.
            É sim, a melhor maneira dos homens conquistar sua evolução através do próprio esforço. E também, dar ao homem a responsabilidade de suas ações; sendo que ao homem é dado o livre-arbítrio, para fazer ou não fazer.
            O homem tem a capacidade e liberdade para escolher o bem ou o mal. Mesmo sabendo Deus, se o homem vencerá ou não suas dificuldades (provações), Deus não pode, em sua soberana justiça, punir, nem recompensar, por um ato ainda não praticado.
            Vamos dar um exemplo do estudante que, periodicamente terá que provar seus conhecimentos, através dos exames, diante de seus professores.
             Do mesmo modo, um juiz não condena um réu, sem consultar as provas que o promotor apresentou-lhe; e não na previsão de que ele possa dar uma sentença a sua vontade.
             Se o homem conhecesse seu futuro, isso seria para ele um transtorno. Quando os acontecimentos fossem positivos para o homem, causaria em seu coração grande felicidade.
              E se esses acontecimentos futuristas fossem negativos para a vida do homem, iria causar grande transtorno. O conhecimento dos fatos negativos em sua jornada iria impedir sua iniciativa e o uso da livre-arbítrio.
               O homem iria fracassar diante dos acontecimentos menos bons que surgiriam em sua caminhada evolutiva; prejudicando a sua vontade e persistência. Quando temos a certeza do êxito de determinada situação, não nos preocupamos mais com ela.
             
Continua.
          
         
         

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...