sábado, 16 de junho de 2018

FÍSICA UNIVERSAL PARTE - 40.

VISITA AO TEMPLO (Lucas, 2:40-52).
                    
                       40- E o menino crescia e fortificava-se, com muita inteligência, e a benevolência de Deus estava sobre eLE.
                               41- Seus pais iam anualmente a Jerusalém, para a festa da Páscoa.
                               42- Quando o menino tinha 12 anos, subiram eles a Jerusalém, conforme o costume da festa.
                               43- E no final da festa, ao regressar, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais soubessem.
                               44- Mas estes, pensando que eLE estivesse entre os companheiros de viagem, caminharam um dia, procurando-O entre os parentes e amigos.
                               45- E não encontrando o menino, Maria e José regressaram para Jerusalém à procura dELe.
                               46- Três dias depois o encontraram no Templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.
                               47- E todos que o ouviram, muito se admiravam de sua inteligência e de suas respostas.
                               48- Logo que seus pais o viram, ficaram surpreendidos, e sua mãe perguntou-lhe: "Filho, porque você agiu assim com sua mãe e seu pai? Ficamos aflitos!"
                               49- eLE respondeu: "Porque vocês me procuravam? Não sabiam que eu deveria cuidar das coisas de meu Pai."
                               50- Eles porém não compreenderam as palavras que o menino dizia.
                               51- Então foram embora para Nazaré e estava o menino com eles. Mas sua mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração.
                               52- E Jesus progredia em sabedoria, em maturidade e em benevolência (Amor) diante de Deus e dos homens.
 
                               Aqui o evangelista Lucas, narra que Jesus crescia em sabedoria (intelecto) e desenvolvia fisicamente. No final ainda acrescenta: "Em bondade e Amor; diante de Deus e dos homens."
                               Outros autores, escreveram que Jesus crescia normalmente como todo jovem daquela época; e suas qualidades , foram se desenvolvendo naturalmente.
                              A Lei de Moisés, obrigava todo jovem a se apresentar no Templo, quando estivessem na puberdade. Isto é aos 15 anos de idade. Exceto as mulheres.
                              Jesus tinha 12 anos; portanto não era obrigatória sua ida ao Templo. Este ato de ir ao Templo, fazia dos jovens israelitas de fato. "filho do preceito." (bar misheváh).
                             A festa da páscoa, durava 7 dias. (Êxodo, 12:15; Levítico, 23:5; Deuteronômio, 16:1).
                             Foi grande a surpresa de José e Maria, quando viram seu filho conversando com os doutores da Lei e fazendo perguntas a eles. eLE tinha ficado no Templo durante três dias.
                             Foi a única vez que Maria disse ao seu Filho que "seu pai o procurava." ou seja, José.
                             Voltando para casa (Nazaré) Jesus submete-se a José e Maria, pacificamente como era de se esperar. (obediência).
                             Ao regressar, Jesus se recolhe à tranquilidade do lugar; desenvolvendo espiritualmente  e psiquicamente. Cada vez mais consciente da sua enorme missão na Terra; e perfeitamente UM com o Pai.
                            No entanto guardava tudo isso para si mesmo; até que chegasse a hora de iniciar seu trabalho grandioso.
 e redentor.
                            Não foi por acaso que o menino Jesus com apenas 12 anos, foi conhecer o grande centro religioso do seu povo. Mesmo com pouca idade, "enfrentou" os doutores da Lei com grande desenvoltura e clareza de espírito.
                           Lucas narra que: "Quando o menino tinha 12 anos, subiram para Jerusalém."
                           Ou seja, o menino elevou-se espiritualmente precocemente! E dialogava com os mestres da Lei no nível deles.
                           Após a "subida" há o retorno; a volta a vida material; as lutas diárias em busca do resgate. É o equilíbrio entre razão e sentimento. Este é ou deveria ser o objetivo dos seres humanos no plano físico; enquanto alma vivente.
                          Maria e José, voltam para os seus afazeres diários. Enquanto Jesus continuava sua preparação, e ajudando José em seu trabalho como carpinteiro.
                          Há uma simbologia na narrativa do evangelista, quando disse que José e Maria, depois de três dias de procura pelo Filho voltaram para Jerusalém. Então se deparam com a visão de uma grande paz dentro do Templo.
                          O menino Jesus, falando docemente e irradiando Amor e ternura por todo aquele lugar. Sua voz era tranquila! Causando uma grande paz, àqueles que estavam ao seu redor.
                          A Centelha Divina, irradiava-se por todo o Templo! Naquelas horas, aquele lugar era verdadeiramente a "Casa de Deus e o Tabernáculo do Espírito Santo." Esta irradiação de Amor, permaneceu lá durante muito tempo. Mas somente a percebiam, aqueles que estivessem em sintonia com ela.
                         José e Maria, ficam felizes ao reencontrar seu Filho. Então, ainda menino, Jesus ministra sua primeira lição: "Onde deveria eu estar, se não no templo interior do coração? com as coisas de meu Pai?"
                         Não há necessidade de procurar Deus! Basta apenas abrir o coração! O templo interior. Lá estará Deus.
 
Continua.
                         
                           
                           
                            
                              

quinta-feira, 14 de junho de 2018

FÍSICA UNIVERSAL - PARTE 39.

REGRESSO DO EGITO (Mateus, 2:19-33).
                 
                    19- Mas, tendo morrido Herodes, eis que um anjo do Senhor aparece em sonhos a José, no Egito.
                           20- Dizendo: "Levanta-te toma contigo o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, pois já morreram os que procuravam tirar a vida do menino."
                           21- Levantando-se pegou o menino e sua mãe, e voltou para a terra de Israel.
                           22- Ficando sabendo que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e avisado em sonhos, foi para os lados da Galileia.                   
                            23- E foi morar na cidade chamada Nazaré, para cumprir o que foi dito pelos profetas: "eLE será chamado nazoreu."
                         
                           Novamente José através de sua sensibilidade psíquica e mediúnica, atendo ao chamado do mensageiro celestial para que voltasse para a terra de Israel. Herodes estava morto; e portanto, o perigo não existia mais.
                           No entanto, ao ficar sabendo que em Belém reinava Arquelau filho de Herodes, preferiu não arriscar a vida do menino Jesus. Foi novamente alertado através de sua mediunidade, por um Espírito (anjo) para ir para uma região denominada galileia. Ao chegar nesta região, foi morar em uma cidade chamada Nazaré.
                           "Para cumprir a profecia: eLE será chamado nazoreu."
                             Na verdade, quem anunciou a profecia foi Isaías: "Do tronco de Jessé sairá um rebento, e de suas raízes surgirá um renovo que frutificará. E  o Espírito de YHWH estará nELe." (Isaías, 11:1).
                             Mateus apresenta Jesus como o renovo em sua genealogia.
                            
                             Simbolicamente, o retorno de Jesus para sua terra natal, depois de um isolamento em terras estranhas; longe dos perigos, volta para finalmente dar início ao seu monumental trabalho de salvar o que estava perdido.
                             A renovação ensinada e exemplificada pelo Mestre através de suas palavras e atitudes, totalmente coerente com seu Pai, mudaram para sempre o planeta Terra.
                            No entanto, Jesus ainda era um menino quando voltou para junto de seu povo. Avisado pelo anjo (Espírito mensageiro), José muda seus planos; não é de bom senso, ir morar onde reina o filho de Herodes.
                           Porque na Judeia ainda havia muito preconceito e sectarismo religioso; e José não queria sofrer perseguições. Apesar de não ser tão perverso e radical, quanto nos tempos do rei Herodes, e havendo algumas mudanças nas mentalidades dos poderosos, mesmo assim todo cuidado era de bom senso.
                           Porque, o menino mesmo sendo ainda criança, já existia nEle uma intensa Luz espiritual. E isso poderia provocar medos naqueles religiosos conservadores e sectaristas fanáticos.
                          E o medo deles poderia se tornar  um grande perigo, para José, Maria e o menino Jesus. Que ainda se preparava para cumprir a missão que o Pai Eterno lhe confiara.
                          Então, José prefere as regiões fechadas e distantes da galileia; até que Jesus esteja pronto para iniciar a vida messiânica de reformular e reeducar o sentimento humano. Mesmo que para isto tenha que ser cuspido, humilhado e crucificado no madeiro infamante.
                         Em Nazaré, José, Maria e Jesus frequentam o espiritualismo não oficial do sinédrio. Dedicando-se a Deus (nazireato); para que se realize o que foi dito a séculos passados: "Será chamado nazoreu ou nazireu;" ou seja, homem consagrado a Deus, de corpo e alma, vivendo no mundo e em prol do mundo, mas sem misturar-se com o mundo.
 
Continua.
                        
                         
                          
                          
                            
                            
                         
                          

terça-feira, 12 de junho de 2018

FUGA UNIVERSAL - PARTE 38.

O MASSACRE DOS INOCENTES. (Mateus, 2:16-18).
                  
                     16- Herodes, vendo-se iludido pelos magos, ficou irado, e mandou matar os meninos em Belém e em todo o seu termo, de dois anos para baixo, conforme o tempo que tinha com precisão indagado dos magos.
                            17- Então cumpriu-se o que foi dito pelo profeta Jeremias:
                             18- "Ouviu-se um clamor em Ramá, choro e grande lamento; Raquel chorando seus filhos, e não querendo ser consolada porque eles se foram."
                             
                              Herodes ficou com muito ódio, por ter sido enganado pelos magos, que sabiam de sua cobiça assassina. E então determinou que fossem mortas, toda criança de dois anos para baixo. Não somente em Belém, e em todos os territórios que circundavam a cidade. Foram mortas, em torno de 20 (vinte) ´crianças até dois anos de idade.
                             Este rei já havia assassinado seu genro, seus filhos Alexandre e Aristóbulo; sua esposa Mariana, e outro filho Antipar. Sendo este, morto no anfiteatro de Jericó.
                             Segundo relatos da espiritualidade maior, estas crianças que foram mortas pelo rei, seriam em vidas passadas, aqueles 20 (vinte) soldados que a mando do profeta Elias (futura reencarnação de João Batista que também morreu pela espada), mataram os 450 sacerdotes de Baal. (Reis, 18:40; 19:1).
                             Elias, que era João Batista reencarnado, resgatou seu débito perante a Lei de Causa e Efeito, ao ser degolado a mando de Herodes. Portanto, morreu na idade adulta. Aqueles homens, que sob suas ordens no passado distantes, degolaram os 450 sacerdotes, morreram na infância. Estavam obedecendo ordens; portanto os seus compromissos tinham menor gravidade perante a Lei de Deus. Por isso o sofrimento daquelas crianças foi menor.
                           A frase de Jeremias: "...Raquel chorando seus filhos..." (Jeremias, 31:15), é apenas um simbolismo; lembrando Raquel mãe de José e de Benjamim, quando lamentava os israelitas, séculos depois ficaram prisioneiros de Nabucodonosor, em Ramá ao norte de Jerusalém.
                           Este fato não teve relação com a morte dos infantes. Sendo apenas figura de retórica.
                           A morte dos pequeninos, simbolicamente representa a fragilidade espiritual do ser humano, em sua vivência na matéria. É a total falta de equilíbrio entre razão e sentimento.
                          Então, a criatura humana vincula-se ao amor "próprio;" animalesco e irracional. Mata-se por "amor", e comete todo o tipo de iniquidades por um sentimentalismo equivocado, egoísta, prepotente, invejoso. E também pelo medo de perder seu poder temporal.
                         Existem vários fatores na vida material das criaturas, que as levam a cometer grandes erros, em nome de uma estabilidade material e uma felicidade efêmera e ilusória. A pessoa mente para ela mesma. É como seguir o coelho branco da Alice do pais das maravilhas.
                        Existe também as ilusões do intelectualismo. Fala-se muito, mas pratica-se quase ou nada do que falou. Exemplo: O intelectualismo das ciências humanas na época atual.
                        Temos também como exemplo, o intelectualismo religioso, muito comum nas organizações religiosas profissionais. Falam muito do Evangelho! Mas seus dirigente na maioria das vezes, não praticam aquilo que pregaram em seus templos.
                        Os centros espiritas, também não estão isentos do dogmatismo religioso. Existem muitos médiuns sendo iludidos por Espíritos das trevas, a realizar e falar coisas totalmente contrarias aos ensinamentos de Jesus.
                        Disputam cargos de importância na diretoria dos Centros Espíritas, provocando desunião entre os demais integrantes do grupo espírita. Introduzem estudos de temas, totalmente contrários aos ensinamentos contidos no Evangelho de Amor.
                       Não seguem os princípios da Doutrina dos Espíritos, cujo lema é: Deus, Cristo, Caridade. E cuja base é o Evangelho de Amor. É claro que não são todos os centros espíritas que se deixam dominar pelos desenganos; como também, não são todas as igrejas do ramo cristão, que também estão sob o jugo do mal.
                      Felizmente ainda encontramos cristãos verdadeiros, em todas as ramificações do tronco judaico-cristão. Jesus protege a todos que seguem seus passos. Todas as religiões são boas para os seus seguidores.
                     No entanto, todos nós seres humanos, temos que aprender à agir de acordo com os princípios do bem; para que sejamos éticos e íntegros. Para alcançarmos isto, temos que reeducar nossos sentimentos.
                     Não pensar somente em nós próprios, mas também naqueles que tem menos do que nós. Seja na questão material ou moral. Quando alguém nos procura pedindo ajuda, é porque foi encaminhada até nós por Deus.
                      Faremos por esta pessoa, aquilo que estiver ao nosso alcance; e não o que ela exigir que façamos. Aquele que faz o que pode, está fazendo o máximo.
                      A simbologia de Herodes, representa o materialismo e a sede de poder dos homens insensatos e criminosos. É o mergulho em tudo que é irracional e a satisfação dos sentidos.
                     A fuga para o Egito, é o isolamento! A meditação pela prece, o recolhimento dentro de si mesmo, para se fortalecer e assim enfrentar todos os problemas existenciais, com segurança e paz. Evitando a ansiedade, as inseguranças e medos.
                     Os infantes que morreram pela espada naquela noite sombria, simbolicamente falando, são os massacrados pelo egoísmo, vaidade, intolerância, impaciência, depressão, fobias, intelectualismo, materialismo, ambição desenfreada e pelo espiritualismo mal orientado e místico.
 
Continua.
                     
            

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...