- GÊNESIS -
Tendo nascido os dois filhos de Rebeca e Isaque - segundo o texto bíblico - nasce Esaú e Jacó; este nasce segurando com a mão, o calcanhar de seu irmão. (Gênesis, 25:-26)
Muito significativa, esta questão mística, cujo simbolismo oculta uma disputa futura, entre os dois irmãos - que remonta vidas passadas - e um consequente resgate entre ambos. Entendemos que, da parte de Isaque, as questões já estavam devidamente resolvidas.
Mas, Rebeca - cuja preferência era por Jacó - com esta atitude, tornou-se mais vulnerável ainda, às investidas do "deus" antropomórfico e pai da maldade, e então facilitaria os planos deste mensageiro do mal.
Houve um período difícil, onde habitava Isaque; com a escassez de alimentos, naturalmente devido a falta de chuvas naquela região. Consequência! A fome dos habitantes. Então, decide Isaque, ir até a região (Gerar) onde habitava o rei Abimeleque, em busca de uma solução, para aquela crise de alimentos.
Talvez o rei, tivesse grãos armazenados para vender. No entanto, havia um grande perigo para Isaque, indo para aquela região, que era terra dos Filisteus. Povo idolatra e praticantes de terríveis abominações. Totalmente escravizados pelo "deus" antropomórfico. (Gênesis, 26:2-25)
Logicamente que, esta Potestade maligna, iria fazer de tudo, para influenciar e dominar a psique de Isaque.
Foi nesse ínterim que a sensibilidade mediúnica de Isaque - que lhe facultava ver Espíritos - ajuda-lhe a ficar em alerta - contra as investidas do maligno.
A Entidade mensageira do Cristo de Deus - que Isaque havia visto - tal como fizera com seu pai Abraão, alertava-o também, da necessidade de manter-se sempre vigilante, com a sintonia elevada no Deus Único; moral ilibada e mente sã.
Pois, as investidas do mal contra ele teriam um poder magnético muito grande. Porque, Isaque encontrava-se em território dominado inteiramente pelas forças do mal. O mensageiro do bem maior, instruiu-lhe para que não desse ouvidos as provocações; tanto de reencarnados quanto de desencarnados. (Gênesis, 26:3-6)
Como Abraão havia semeado o Bem Maior, também Isaque - como filho da promessa - não faria diferente, para que também colhesse bons frutos; assim como colhera seu pai.
Porém, como os protagonistas do drama bíblico - também são Espíritos perfeccionistas, imortais e em evolução infinita - estavam sujeitos as provocações do pai da mentira.
O mesmo deslize de Abraão - ao declarar que Sara era sua irmã - aconteceu com Isaque. Que utilizando-se da mesma artimanha, dominado pelo medo, também declara a todos, que Rebeca era sua irmã. (Gênesis, 26:7-24)
Pode ser também que haja algo ainda oculto nessa narrativa. Ou erro de tradução. Porém, algo mais sério, certamente aconteceu, em ambos os casos. Tanto com o pai, quanto com o filho. Uma coisa é certa! O "deus" antropomórfico, estava metido nisso.
Continua.