sábado, 1 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 18.

                             Novamente Jó ergue os olhos molhados de lágrimas para o céu e fala: "Até quando afligireis minha alma e me quebranteis com palavras?" (Cap. 19: 2).
                              Jó reclama da atitude dos seus amigos que, ao invés de ampará-lo e consola-lo na sua desgraça, optaram cada um deles, em dar uma opinião que entre uma frase ou outra, tinha o intuito de julgá-lo. E pelo menos um de seus supostos amigos, foi direto em seu julgamento.
                              Desta feita, Jó assume a sua desgraça, como sendo a vontade do Criador. E compreende também que, somente Deus tem as razões para puni-lo tão severamente, depois de ter-lhe concedido tudo que um ser humano desejaria na Terra, em termos de bens materiais. No entanto, agora Jó sabe que, somente Deus pode conceder e tirar a hora que achar conveniente.
                              Porém, com todo este entendimento adquirido com muito sofrimento, Jó ainda não consegue aceita-lo com fé e esperança, sem murmurar contra a vontade do Criador. Jó está convencido que não poderá contar com ninguém de seu circulo de relações. Clama que o próprio Deus fechou todos os seus caminhos, enchendo-os de espinhos e armadilhas.
                             "Eis que clamo: violência! Mas não sou ouvido..." (Cap.19:7).
                               Para Jó, o Criador impede que o seu sofrimento tenha o mínimo de alívio; segundo ele, até mesmo aqueles que lhe são estranhos o odeiam, e clamam contra ele. Foi separado dele os seus familiares; todos que o conheciam e o respeitava e consideravam, foram apartados dele. Ninguém ousa nem mesmo olhar para ele, com medo de sua desgraça.
                               Até sua própria mulher, sente repugnância por ele; sente o seu mau hálito, e o seu cheiro intolerável. Até mesmo as crianças o desprezam; e acham engraçado quando ele tenta levantar-se na tentativa de caminhar alguns passos.
                               Não tenho mais a forma humana natural! dizia Jó; pois estava tão magro, que a sua pele colava aos ossos. "Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me atingiu." (Cap. 19:21).
                               Lá no fundo de sua alma, Jó ainda guarda uma pequena chama de esperança e fé; pois demonstra isso, quando grita que, desejaria que suas palavras fossem escritas por alguém fraterno. E também que, se possível, fossem grafadas em uma rocha, para que através dos séculos todos soubessem: "Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a Terra. Depois, de revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei Deus." (Cap. 19:26-27).
                              Jó está convencido que, verá Deus pelo seu próprio esforço e capacidade de resistir e superar todo o seu terrível sofrimento. Para terminar sua fala, Jó alerta aqueles que com palavras vans o julgam, culpando-o por todo seu sofrimento.
                              "A causa deste mal se acha nele, temei pois, a espada, porque tais acusações merecem o seu furor, para saber que há uma Justiça. (Cap. 19:29).

                             "Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidades; os vossos lábios falam mentiras, e as vossas línguas profere maldades." (Isaías, 59:3).

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

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