quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 34.

                           Continuando a falar, Eliu disse que Deus não ouve os aflitos, porque estes não tem fé.
                            Na sua insana aflição, os homens tornam-se irracionais! Não procuram olhar para o próprio "EU" deformado pelo egoísmo, prepotência; sua  principal preocupação é a satisfação dos sentidos, numa busca frenética pelos prazeres da carne.
                             Os pecados dos homens não prejudicam o Criador! Pois o Todo Poderoso, sabe que a sua criação é filha da simplicidade e da ignorância. Somente a vontade de evoluir, fará com que a criatura se aproxime de seu Criador. Até lá, o homem terá que enfrentar muitos sofrimentos e sacrifícios.
                             "Se pecas, que mal lhe causas tu? Se as tuas transgressões se multiplicam, que lhe fazes?" (v.6).
                             "Só gritos vazios Deus não ouvirá, nem atentará para eles o Todo Poderoso." (v.13).
                              "Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes." (Eclesiastes, 5:4).
                          
                          

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 33.

                         Eliu, abrindo sua boca, falou novamente para justificar o Criador. Na sua opinião, seu amigo Jó, estava tentando denegrir a imagem de Deus com suas lamúrias  e lamentações, numa tentativa de querer convencer a todos que, ele não merecia aquele sofrimento. No entanto, para Eliu, Jó, não passava de um mentiroso que se fazia de vítima para esconder suas próprias deformações morais, que segundo Eliu, não eram poucas.
                         Jó sempre se declarara ser um homem reto e justo. Mas Eliu, dizia que seu amigo nunca fora amigo da justiça, e muito menos da lealdade. Eliu, acusou Jó de andar na companhia de pessoas que praticam o mal.
                         "Que homem há como Jó, que bebe a  zombaria como água? E anda em companhia dos que praticam a  iniquidade e caminha com homens perversos?" (Cap. 34:7-8).
                           Eliu, fala que o Todo Poderoso jamais apoiaria as atitudes de homens que se vinculam com o mal, e não tem nenhum respeito para com o semelhante. E acusa Jó de praticar coisas abomináveis diante do Senhor.
                           Para Eliu, Deus é Soberanamente Justo e Bom; por isso, jamais abençoaria atitudes de homens como Jó. Para ele Deus não faz distinção de ninguém; não se importando com sua classe social. Para o Criador, todos os homens são iguais.
                           "...nem estima ao rico mais do que o pobre; porque todos são obra de suas mãos." (v.19).
                           Segundo Eliu, Deus sabe das coisas antes que elas nasçam nos corações dos homens; sejam boas ou más.
                           "Pois Deus não precisa observar por muito tempo o homem antes de o fazer ir a juízo perante ELe." (v.23).
                             Eliu, alega que Jó falou sem nenhum conhecimento; apenas repetiu daquilo que germinava em seu coração, ou seja, a má semente das iniquidades.
                             "Jó falou sem conhecimento, e nas suas palavras não há sabedoria...porque ele respondeu como homem de iniquidade. Pois ao seu pecado acrescenta rebelião...e multiplica suas palavras contra Deus." (v.35-37).
               
                            "Não te precipites com tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está no céu, e tu, na Terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras." (Eclesiastes, 5:2).
                     
               

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 32.

                            Depois de muito falar, Jó se cala. Então, eis que, outro levanta  a sua voz! Não é nenhum dos três amigos do infortunado Jó. Seu nome é Eliu; filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; acendendo sua ira contra Jó, Eliu o acusa de falso honesto. Acusa Jó de querer demonstrar aquilo que jamais praticou.
                            Diz também que, Jó deseja ser maior que Deus.
                            Embora Eliu declara ter menor idade que Jó e seus amigos, deseja expor o quer pensa de Jó e também de seus amigos. Justifica seus silêncio até agora, porque teve medo de se pronunciar, por ser o mais novo deles. Mas, diante de tantas palavras ocas pronunciadas até agora, tanto por Jó, quanto pelos seus amigos, alega Eliu que, isto lhe deu coragem para também dar a sua opinião.
                             "Dizia eu: Fale os dias, e a multidão dos anos ensine a sabedoria." (Cap. 32:7).
                               Eliu declara que a idade apesar de trazer também a experiência tão necessária e útil ao homem, existe também os dons Divinos recebidos pelo homem, não importando sua idade.
                               "Na  verdade, há um Espírito no homem, e o sopro do Todo Poderoso o faz sábio." (v.8).
                                 Com isto, Eliu justifica o seu direito em também falar. Eliu disse que, todo tempo que estivera calado, ouviu atentamente todos os argumentos de Jó, como também como os de seus amigos. E disse que, não concordava com nenhum deles; pois os amigos de Jó primeiro tentaram o consolo ao amigo em aflição; depois tentaram mostrar-lhe, o que lhe acontecia, era devido a sua vida; vida esta, não tão reta assim.
                                   E também que, depois de muito falar, os seus amigos calaram porque, não tinham mais argumentos. "Jó, os três estão pasmados, não tem mais respostas, faltam-lhes as palavras." (v.15).
                                   Em vista do silêncio de todos, inclusive de Jó, Eliu resolveu falar!
                                   Diz Eliu que, tem muito a dizer. O seu Espírito o obriga a dar o seu testemunho; que talvez ajudaria Jó a aceitar a sua situação. Diz também que, não irá lisonjear ninguém, e muito menos consolar.
                                    "Permiti, pois, que eu fale para desafogar-me; abrirei os lábios e responderei." (v.20).
                                    
                                    "Vi ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol; vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos." (Eclesiastes, 4:1).

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 31.

                                   Continuando a falar, pois todos se calaram até agora, Jó declara a sua integridade. No entanto, notamos também nas entrelinhas das palavras de Jó, a consciência que, ele não é um ser dotado somente de qualidades. Admite que é humano e falível.
                                    Começa dizendo: "Fiz aliança com meus olhos..." (Cap. 31:1).
                                    Questiona primeiramente, o quanto brilha no homem a centelha Divina? E também declara estar ciente que o Criador não trata as criaturas como se fossem "marionetes." Para cada peso uma medida! "Acaso, não é a perdição para o iníquo, e o infortúnio para os que praticam a maldade?" (v.3).
                                    Reconhece agora que, ele também vacilou na vida; e aquele que erra, terá que pagar os compromissos perante a Lei de Deus. "Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano (pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade...) (v.5-6).
                                    Dos versículos: (7 ao 33), Jó expõe suas possíveis faltas perante a Lei do Criador. Declara as várias possibilidades de ter ele cometido pecados graves; tendo grande possibilidade de um desvio de caráter.
                                     Será que finalmente Jó, esteja se conformando com sua situação? Estas declarações não seriam um sinal disto? Só o tempo dirá.
                                     Dos demais versículos até o final do texto, Jó nos dá a entender que, está começando finalmente, a aceitar a sua atual condição de homem que fora atingido pela desgraça, devido a Lei de Causa e Efeito. Lei imutável e perfeita do Criador, para que as criaturas possam resgatar seus débitos, e também se reeducar. Purificando-se pelo sofrimento; o mesmo que infligiu ao seu semelhante.
                                    "O meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão, também isto seria delito a punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima." (v.27-28).
                                      Jó confessa também que, o medo contribuiu para sua falência enquanto ser humano reto. "...porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, de sorte que me calei e não sai da porta." (v.34).
                                      A maioria da humanidade teve, e ainda continua tendo o mesmo medo. Quantas vezes nós, equivocadamente, achamos que a segurança e a felicidade, está nas mãos efêmeras de Mamon; e não nas mãos misericordiosas de Deus? Olvidamos completamente os ensinamentos de Jesus, quando disse: "Não acumuleis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem..." (Mateus, 6:19).
                                     Lembra também Jó, da importância de alguém disposto a nos ouvir; certamente que, aquele que sabe ouvir, também é sábio em conselhos. No entanto para isso, temos nós também que, desenvolver ouvidos de ouvir; e assim merecer a benção da instrução.
                                     "Tomara eu tivesse quem me ouvisse!" (v.35).
                                       Jó está ciente da necessidade do homem viver em sociedade, não somente para o egoísmo; mas principalmente sendo um membro útil e reto nas ações e atitudes; primeiro junto a família, para depois então, aos demais.
                                       "Que o Todo Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação! Por certo que a levaria sobre o meu ombro, mostrar-lhe-ia o número dos meus passos; como príncipe me achegaria a ele." (v.35-36-37).
                                         Finaliza Jó sua declaração, dizendo que, está disposto a resgatar seus pecados.
                                         "Se comi os seus frutos sem tê-la pago devidamente e causei a morte aos seus donos, por trigo me produza cardos, e por cevada, joio." (v.39-40).
                                         Aqui, Jó se refere a sua vida na terra.
                     
                                         "Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim." (Eclesiastes, 3:11).
                                    
                                     
                                     

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 30.

                         Depois de um longo silêncio, Jó começa a falar novamente. Desta feita, lamenta a miséria a qual foi atingido. Ao contrário de que dissera antes, agora Jó é somente tristeza e lamentação. Alega que, todos que um dia o respeitavam, agora tem para ele, somente asco e repugnância. Rejeitam-no, como rejeitam os chacais.
                        Nem ao menos se dignam em olhar para a sua triste figura. Antes o invejavam; agora o repugnam.
                        Lamenta Jó, a perda de todo seu vigor físico, moral e até mesmo espiritual. Reclama Jó, daqueles em que, foram atingidos pela desgraça física e moral. São como párias da sociedade; como um "cancro" no qual todos reprovam e evitam.
                        "Do meio dos homens são expulsos; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão..." (Cap.30:5).
                          Como animais, habitam em cavernas e lugares sombrios; são proibidos de habitar em sociedade junto dos homens! "São filhos de doidos, raça infame e da terra são escorraçados." (v.8).
                          Evitam-me; mas se passam próximo, cospe no meu rosto! Sou considerado como que um bicho; o qual não merece nenhuma consideração. Como homem; o que restou? Nada! Apenas ruína e desprezo. "Sobrevieram-me pavores, como pelo vento é varrida a minha honra; como nuvem passou a minha felicidade." (v.15).
                         Entre os seus delírios Jó, aumentando ainda mais a voz, começa a clamar e perguntar ao Criador, o por quê de sua desdita. "Tu foste cruel comigo; com a força da tua mão tu me combates." (v.21).
                          Em seguida Jó, alega toda à atenção que sempre tivera, para com aqueles mais necessitados. "Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?" (v.25).
                         Nas suas palavras de homem, dizia ter sido reto e honrado, Jó reclama ainda mais ao Criador: Alega que sua vida lhe fora tirada subitamente, sem nenhum motivo digno de crédito. Agora Jó se sente a pior das criaturas; é apenas uma pálida sombra do que fora antes de sua desgraça. Sua pele, sua carne, seus ossos, e até mesmo sua alma, queimam em uma febre constante.
                         "Por isso, a minha harpa se me tornou em prantos de luto, e a minha flauta, em voz dos que choram." (v.31).
 
 
                          "O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou." (Eclesiastes, 3:15).

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 29.

                         Prosseguindo Jó na sua fala, disse: Que saudades sinto dos dias de abastança e alegrias que em minha casa reinava. Dias férteis, onde a prosperidade e a paz eram minhas companheiras constantes. "Como nos dias em que Deus me guardava."
                         Quando suas bênçãos caiam diariamente sobre minha cabeça, quando me regozijava em meu vigor e saúde. Quando guiado pela luz do Criador, caminhava por entre as trevas. "E quando o Todo Poderoso ainda estava comigo..." (v.5).
                          Quando, em minha casa jorrava leite e mel. Quando andava pela cidade todos me reverenciavam, e me ofereciam um lugar para descansar meu corpo. Tinha o respeito de todos; desde os mais jovens aos mais velhos; do pobre e do rico.
                           Até mesmo os príncipes, se calavam quando eu falava. "Ouvindo-me algum ouvido, este me chamava feliz; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; porque eu livrava os pobres que clamavam..." (Cap.29:11-12).
                           Então, Jó descreve todas as suas boas ações, ao longo de sua vida de homem muito rico. Falou que, socorreu os órfãos, deu abrigo as viúvas, alimentou os famintos, e cobriu aqueles que não tinham teto.
                           "Eu me cobria de justiça, e esta me servia de vestes; como manto e turbante era minha equidade." (v.14).
                             Disse também que nunca negou claridade à aqueles sedentos de conhecimento; e muito menos, deixou de amparar aqueles que não sabiam o caminho reto.
                             "Eu quebrava o queixo do iníquo e dos seus dentes lhe fazia eu cair a vítima." (v.17).
                               Daqui para frente, Jó revela quem realmente é. Toda sua pomposa personalidade, vai despontando na ponta de sua língua afiada, pelo personalismo e sua auto-suficiência.
                               "A minha raiz se estenderá até as águas, e o orvalho ficará durante a noite sobre os meus ramos; a minha honra se renovará em mim, e o meu arco se reforçará na minha mão." (v.19-20).
                               Do versículo "19 ao 25" Jó, revela sua verdadeira personalidade! Não poupando elogios as suas qualidades intelectuais e morais, que supunha ter. Ela vai dissertando todos os seus supostos feitos em prol daqueles que viviam ao seu redor; não somente familiares, mas também, a sociedade na qual pertencia.
                               "Eu lhes escolhia o caminho, assentava-me como chefe e habitava como rei entre as suas tropas, como quem consola os que choram." (v.25).
               
                                "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol." (Eclesiastes, 2:11).
                        

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 28. (CONTINUAÇÃO).

                         Após outra breve pausa para respirar, Jó continua sua explanação.
                         Começa dizendo que, a verdadeira sabedoria vem como um dom de Deus. E ao mesmo tempo ele pergunta: "Onde se pode achar esta sabedoria?" Na sua opinião, os homens desconhecem seu verdadeiro valor e importância. Na verdade, ela não está entre a grande maioria dos humanos.
                          "O abismo diz: Ela não está em mim; e o mar diz: não está comigo." (v.14).
                            Brada Jó levantando mais ainda a voz que, não podemos comprar a sabedoria, como se fosse uma pedra preciosa! Ela não tem preço. Acaso pode o homem negociar com Deus, os seus valores morais? Teria  Deus, as mesmas fraquezas humanas? Nós não somos adoradores de "deuses" criados por homens. Como que, para justificar as próprias torpezas humanas.
                             As coisas materiais, jamais poderão deixar a Terra! Desaparecerão com o Orbe terrestre, quando este, ao final de seu destino, virar poeira cósmica.
                             Já a sabedoria, esta acompanhará o homem na sua jornada evolutiva, ad infinitum. Cada vez mais aperfeiçoada, acompanhando o auto aperfeiçoamento humano, conquistado pelo próprio esforço.
                            "Deus lhe entende o caminho, e sabe seu lugar." (v.23).
                             Pois somente o Criador é conhecedor de todos os mistérios dos Universos; somente ELe tem o poder para ocultar ou revelar seus segredos; segundo a evolução do homem.
                             Assim, disse Deus a criatura humana: "Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento." (v.28).
                       
                         

domingo, 6 de novembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 28.

                           Continuando a sua fala Jó, analisa agora um aspecto que ainda não fora cogitado por ele, e nem pelos seus amigos. Até então, ambos haviam falado das mazelas do próprio Jó, e da humanidade em geral, com seus defeitos e suas virtudes eventuais. Mas, principalmente, tinham refletido a respeito do Criador, e de suas Leis infalíveis e eternas.
                            Jó, começa dizendo que, o homem apropria-se das riquezas da terra.
                            E como faz isso? Segundo Jó, o homem começa a exploração da terra, no lugar onde existem a possibilidade de extração de minerais preciosos. Isso remonta o atávico do homem em sua fase primitiva. É uma herança trazida para o planeta Terra, através da raça Adâmica; representada pelos deportados do planeta Capella.
                         Sendo que os primatas do nosso orbe, não tinham em sua mente, este tipo de ambição. Assim, logo que, o deportado deparou com este tipo de mineral que, em seu subconsciente estava registrado como "tesouro precioso," e de grande valor; proporcionando ao seu dono, riqueza e poder, tratou de inventar meios para extraí-lo em grande quantidade.
                        "Na verdade, a prata tem suas minas, e o ouro que se refina, o seu lugar." (Cap.28:1).
                          E assim, segundo Jó, o homem foi descobrindo e extraindo da terra, não o alimento, mas os metais que lhe garantiram poder e riquezas cada vez maiores. E na mesma medida, todo tipo de torpeza, violência, destruição, sofrimento e morte.
                          Para conseguir estes tesouros ocultos nas entranhas da terra, o homem não se importa de fazer alianças, com o que de mais trevoso e sombrio, existente no mundo. "Os homens põem termo à escuridão e até aos últimos confins procuram as pedras ocultas nas trevas e na densa escuridade." (v.3).
                         Em sua louca ambição pelos tesouros escondidos nas rochas mais profundas, o homem começa a escravizar seu semelhante mais fraco e indefeso. O resultado da loucura humana, que toma conta do seu ser, como uma febre que nunca cessa, é a fome e as doenças, resultando na morte de centenas de almas.
                         "Da terra procede o pão, mas embaixo é revolvida como por fogo." (v.5).
                           Na sua narrativa, Jó lembra as belezas da natureza, onde estão as  maiores riquezas, doadas aos homens pelo Todo Poderoso, para ser usufruído com amor e cuidado, para não faltar ao homem o seu necessário.
                            "Essa vereda, a ave de rapina a ignora, e jamais a viram os olhos do falcão. Nunca a pisaram as feras majestosas, nem o leãozinho passou por ela." (v.7-8).
                              Para satisfazer sua ambição em acumular tesouros, o homem atrevidamente, destrói a Obra do Criador. Não se importa em causar prejuízos aos irmãos que dependem das riquezas naturais oferecidas pela terra, de onde tiram o sustento para sua sobrevivência.
                              "Abrem canais nas pedras, e os seus olhos veem tudo o que há de mais precioso. Tapa os veios de água, e nem uma gota sai deles, a traz à luz o que estava escondido." (v.10-11).
             
                             "Tudo quanto desejaram meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava  com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas." (Eclesiastes, 2:10).

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 27.

                                     Novamente Jó levanta a voz, para descrever o destino daqueles que se entregam a perversidade.
                                     Jó está conscientizado que, todo ser humano está sob a justiça infalível do Criador. Mesmo tendo sido lhe tirado tudo que tinha, até mesmo sua família e sua saúde, Jó acredita verdadeiramente, que somente o Todo Poderoso pode dispor de tudo na Criação. Dá e tira; segundo o que for melhor para as criaturas.
                                    Jó alega que, o melhor que os homens podem fazer em prol de si mesmo, é nunca se revoltar contra os  desígnios de Deus. Devem aceita-los com resignação e humildade.
                                   "...nunca afastarei de mim a minha integridade.." (Cap.27:5).
                                   Segundo Jó, não existe esperança para o ímpio, até que ele resgate seus débitos contra a Lei Maior. Antes disso, amargará muito sofrimento; levando  muito tempo para o término do seu ressarcimento.
                                   Enquanto goza do efêmero poder, o perverso não pensa nas consequências de seus atos. Para ele, Deus está apenas nos corações dos "fracos."
                                   "Deleitar-se-á o perverso no todo poderoso e invocará a Deus em todo tempo?" (v.10).
                                     Jó diz que, pela sua experiência de vida, e por causa de seu sofrimento, pode dizer com conhecimento de causa que, de nada vale para o ser humano, violar a Lei de Deus e recalcitrar contra ELe. "Ensinar-vos-ei o que encerra a mão de Deus e não vos ocultarei o que está com o Todo Poderoso." (v.11).
                                     Diz ainda mais Jó, a respeito daqueles vinculados as atitudes perversas: Não permanecerão para sempre a escravizar e explorar seus irmãos. Mesmo que, sejam em grande número, não prevalecerão sobre a vontade e a Justiça Divina.
                                     Tendo a perversidade semeado sofrimentos e lágrimas, também colherão da própria semeadura. Os justos, não temem a ação do perverso, porque confia e tem fé no Criador.
                                     "Se o perverso amontoar prata como pó e acumular vestes como barro, ele os acumulará, mas o justo é que os vestirá." (v.16-17).
                                      Tudo  que os perversos acumularem na terra, será comido pela traça. o que levará após a morte do corpo físico, será as consequências de seus atos ignóbeis. A sua consciência será o seu juiz. "Pavores se apoderam dele como inundação, de noite a tempestade o arrebata." (v.20).
                                     A queda do  perverso, será do tamanho de suas vilezas.
                                    
                                     "Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias; provei-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres." (Eclesiastes, 2:8).

 

domingo, 30 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 26.

                                A resposta de Jó a Bildade, foi imediata. Respondendo que, nenhum homem tem recursos mentais suficientes para discernir ou definir o Criador. Acaso o homem conhece a procedência do Altíssimo? Pode os humanos, falar daquilo que desconhece? Como aconselhar se não pode governar a si mesmo? Sendo pura ignorância.
                              Quem inspirou o homem para dizer algo sobre Deus? Que tipo de Espírito que fala em ti? Tudo é de Deus e para Deus! Até mesmo o além, não teria existência sem a vontade do Misericordioso! "...e não há coberta para o abismo." (v.6).
                              Somente Deus pode preencher o vazio!
                              Concedeu ao homem a água, e esta o supre, mantendo a vida na superfície da Terra. Encobre a face de seu trono, para que o homem  O encontre dentro do próprio coração.
                              Toda natureza vibra e se recria, diante de seu poder. "Pelo seu sopro  aclara os céus, a sua mão fere o dragão veloz." (v.13).
                              Isso é apenas um sussurro de seu poder e grandeza! "Mas o trovão de seu poder, quem o entenderá?" (v.14).
                
                             
                             "Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?" (Eclesiastes, 1:3).
                             
                              
                            

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 25.

                             Bildade o suita, erguendo-se fala, defendendo o que entendia da atitude dos homens diante do Criador. Começa ele, dizendo que, o homem não pode justificar-se perante  o Altíssimo.
                            Segundo ele, somente a Deus pertence todo poder e o domínio da criação universal. Se os Universos estão em uma constante harmonia, a isso deve-se ao poder e a glória incontestável do Criador. "eLE faz reinar a paz nas alturas celestes." (Cap.25:2).
                            Diz Bildade que, é impossível enumerar as realizações de Deus. Toda a criação, está sob a sua Luz misericordiosa e justa; e assim, não pode os homens dizer que fazem justiça, se eles são nascidos de mulher?
                            Se até mesmos todos os astros do céu, necessitam de purificação, ainda mais os homens, criaturas gananciosas, geradoras de vermes, que chamam de filhos. Dito estas poucas palavras, Bildade  se cala.
 
                             "Resolvi no meu coração dar-me ao vinho, regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida." (Eclesiastes, 2:3).
 

sábado, 29 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ. POSTAGEM 24.

                            Novamente Jó levanta sua voz. Desta feita, para contestar o que havia declarado anteriormente (Cap.21, quando descreveu a prosperidade dos perversos.).
                            Ele afirma agora que, o castigo chega, principalmente para os que praticam perversidade. "Por que o Todo Poderoso não designa tempos para julgamentos?" (Cap.24:1).
                            A partir de então Jó, começa a enumerara uma série de ações e atitudes, daqueles que sempre desprezaram as Leis do Criador. Seja por ignorância ou pela própria concupiscência, a qual se vincularam desde os tempos mais remotos.         
                            "Como asnos monteses no deserto, saem estes para o seu mister..." (v.5).
                              No entanto, Jó descreve que, também o perverso tem seus momentos de amargura e sacrifícios. Nem sempre levam vantagem em suas investidas fratricidas. A Lei de Causa e Efeito, é implacável para todos que abusarem do livre arbítrio. Lei Imutável do Criador, reeduca as criaturas, através de suas próprias maldades; visto que, tudo que semeamos colheremos. Seja bom ou menos bom.
                            Argumenta Jó que, muito sofrimento, morte e destruição é semeado pelos homens! No entanto, isso não escandaliza Deus; pois sabe o Altíssimo que, da ignorância dos homens, também poderá surgir futuros seres iluminados. Tudo é uma questão de tempo e evolução. As reencarnações dolorosas, se encarregarão de purificar os pecadores.
                            Há duas maneiras para a criatura evoluir: Pela instrução e pela experiência. A primeira, é a chamada "porta estreita" dita por Jesus.
                             A segunda, é a "porta larga" da perdição. Ambas exigem sacrifícios! Pois não existe evolução sem dor! Porém, evoluir pela experiência, além de atrasar nosso processo evolutivo, ainda temos que enfrentar várias reencarnações, na maioria das vezes, em terríveis padecimentos; para então ficarmos quites com a Lei de Deus.
                            A evolução pela instrução, apesar de também exigir sacrifícios e renúncias de nossa parte, visto que, somos seres perfeccionistas, temos a certeza que seremos recompensados pelo nosso esforço na renovação de nosso Espírito.
                            Voltando ao texto de Jó; este reconhece que, a Justiça Divina não falha. Mesmo com toda astúcia dos perversos.
                            "Aguardam o crepúsculo os olhos do adultero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto." (v.15).
                              Lembra também Jó que, aos perversos é esperado morte e destruição; e não haverá ninguém que verterá lágrimas em sua homenagem. Terão por companhia, a fome vorás dos vermes, que devorarão sua carne a céu aberto, junto com os abutres.
                              "A mãe esquecerá deles, os vermes os comerão gostosamente; nunca mais haverá lembranças deles..." (v.20).
                                Fala Jó também, daqueles que chama de valentes; aqueles que preferem a evolução através da instrução.
                               "Não! Pelo contrário, Deus por sua força prolonga os dias dos valentes; veem-se eles de pé quando desesperavam da vida." (v.22).
                                 No entanto, também é exigido dores e sacrifícios, aos que evoluem segundo as instruções dos enviados Divinos. A Terra é um vale de misérias! Estamos todos na carne para o resgate de um passado de graves crimes contra nosso semelhante. Assim, a nossa caminhada é dura e cheia de provações.
                                  "São exaltados por breve tempo; depois, passam, colhidos como todos os demais; são cortados como as pontas das espigas." (v.24).
                                    Por final, Jó desafia todos que tiverem uma melhor definição da Justiça de Deus.
                                    "Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas razões?" (v.25).
 
 
                                    "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do Céu..." (Eclesiastes, 3:1).

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 23.

                        Após Elifaz silenciar, Jó começou a pronunciar a sua vontade de se apresentar diante do Criador. No entanto, ele tinha consciência de que isso não dependeria somente dele.
                        Porém, onde encontrar este ser tão magnânimo? No entender de Jó, Deus sempre se esconde dos homens! Talvez para que assim, o ser humano possa aprender através da persistência e força de vontade. Jó sabia que o Altíssimo não nos criou para ser como suas marionetes; por isso, nos deu o livre arbítrio.
                        Desejaria Jó estar no Tribunal do Criador. Pensava que saberia dizer as palavras exatas em sua defesa. "Exporia ante Deus a minha causa, encheria a minha boca de argumentos." (Cap.23:4).
                        Estava certo que entenderia Deus! E esperava dELe uma resposta favorável para a sua "causa." Voltando a sua triste realidade, Jó reconhece que, não é tão simples assim, receber as Bênçãos Divinas. Então ele reclama da grande dificuldade que ele encontra, para dialogar com o Criador.
                       "Eis que se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo..." (v.8-9).
                         Em um outro momento, Jó está ciente que, para ver Deus, somente depois que a criatura se depura, pela reforma do seu íntimo. Jó entende que não é fácil; mas também, não é impossível. Senão o Criador não seria Justo, Bom, Misericordioso. Jó parece ter compreendido, que o Amor de Deus é eterno. Caso contrário, ele não estaria ali; naquela condição.
                         "Mas eLE sabe o meu caminho; se eLE me provasse, sairia eu como o ouro." (v.10).
                           Compreendeu Jó que, o homem que trilha os caminhos traçados por Deus, sem blasfemar pelas agruras e dificuldades, contida neste caminho, jamais lhe será negada nenhuma bênção.
                           Entendeu também que, somente a Deus pertencem, o  Reino, o Poder, e a Glória eternas. A grandeza do Criador, causa temor e perturbação no coração de Jó.
                         "Por isso, me perturbo perante Deus; e quando o considero, temo-O." (v.15).
                           Jó sente agora, a presença de Deus!
                           "Porque não estou desfalecido por causa das trevas, nem porque a escuridão cobre meu rosto." (v.17).
                        
                           "Que direi? Como prometeu, assim me fez; passarei tranquilamente por todos os meus anos, depois desta amargura da minha alma." (Isaías, 38:15).

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 22.

                            Então, levantou mais uma vez a voz, Elifaz; acusando Jó de levar vantagem em proveito próprio.
                            Disse ele que, Jó nunca fora a pessoa reta, cuja imagem tenta passar para aqueles que o escutam em sua oratória mentirosa. "Porventura, será o homem de algum proveito a Deus? Antes, o sábio é só útil a si mesmo." (Cap. 22:2).
                            Elifaz, alega que seu amigo se faz de vítima, para justificar todas as torpezas praticadas por ele, durante toda a sua abastada vida. Enumera também, as pessoas em que Jó na sua ambição, prejudicou e espoliou; principalmente as viúvas.
                             Alega que, é grande a malícia em seu amigo; e a astúcia sempre esteve presente em suas atitudes. Então, como pode Jó, se fazer merecedor da misericórdia de Deus?
                             "Porque sem causa tomaste penhores a teu irmão e aos seminus despojastes das roupas." (v.6).
                               Acusou Elifaz, que Jó somente empregava quem tinhas braços fortes, e  jamais tolerou os fracos e nem se preocupou em amparar os desvalidos; negando-lhes pão e água.
                               A atual situação de Jó, segundo seu amigo Elifaz, é justa e merecedora. Está cercado de pavor, e as trevas ainda por muito tempo o atormentarão. Porventura o Criador não vê as iniquidades dos homens, mesmo antes que elas nasçam neles?
                              Não está Deus nas alturas do Céu? Olha para as estrelas, que são a sua própria criação. Jó preferiu seguir os caminhos que todos os homens ambiciosos pisaram! Diz Elifaz, em tom eloquente!
                              "Estes foram arrebatados antes do tempo; o seu fundamento, uma torrente o arrasa." (v.16).
                                Os perversos preferem dar ouvidos aos seus sentidos materialistas e amam os excessos. Foi exatamente esta a atitude do agora miserável Jó.
                                 Exaltam com a destruição de seus adversários, olvidando que o mal sempre retorna ao seu dono. O melhor e racional, seria a reconciliação com o bem! Somente assim pode alcançar a paz, então sobreviverá o bem.
                                  Somente assim, cairás na graça do todo Poderoso, sendo restabelecida  a tua verdadeira felicidade. Despeça o ouro e as pedras preciosas, alivia o coração do peso da ambição e do egoísmo. Então, o Criador será o teu maior tesouro; afasta a injustiça de tua tenda.
                                   "Oras a Deus, e serás ouvido! Pois o Altíssimo é toda misericórdia; e atenderá todo pedido justo. Deus sempre olha para os humildes! "Livra até ao que não é inocente; sim será libertado, graças à pureza de tuas mãos." (v.30).
                
                                   "Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã." (Isaias, 1:18).

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 21.

                            No capítulo 21, vemos um Jó ainda confuso com a sua situação. E então, ele tenta discernir a respeito da prosperidade material daqueles que estão vinculados com o mal. E assim, levanta uma série de questionamentos a respeito da Justiça Divina. "Respondeu porém Jó: Ouvi atentamente as minhas razões, e já isso me será a vossa consolação." (Cap.21:2).

                           A crítica de Jó é direcionada, aos homens que optaram pela vinculação com o mal; que ele chama de perversos. Diz ele, que a maldade e a astúcia, sempre levaram vantagem na superfície da Terra. Lembra que a maldade e seus seguidores, sempre tiveram sucesso em suas empreitadas, e mesmo depois da idade avançada, seu poder não diminui.
                           Seus filhos dão continuidade de tudo que iniciaram; "As suas casas tem paz, sem temor." (v.9).
                           Seus filhos vivem na abastança e alegria, através dos dias. Alega Jó que, a vara de Deus não os atinge, e seus rebanhos sempre aumentam, com saúde e fertilidade. A morte para eles, segundo Jó, é sempre tranquila. Então, Jó pergunta: Não são estes que viveram em perversidade, dizendo sempre: "Deus! Não desejamos seguir teus caminhos." (v.14).
                          Quem realmente é este Deus, para que o sigamos? Pergunta o sofrido e inconsolável Jó. Lamenta também, o quanto é na sua opinião, a  justiça para os perversos. Quanto tempo será necessário, para que estes adoradores da maldade sintam na pele a mão pesada do Criador?
                           "Seus próprios olhos devem ver a sua ruína, e ele, beber do furor do Todo-Poderoso." (v.20).
                             Por que, uns vivem em pleno vigor e prosperidade, sem preocupações e em tranquilidade. Já outros no entanto, tem a vida de lutas amargas; sem nunca ter provado as  delícias do bem. Dirigindo aos amigos, diz que tem pleno conhecimento de seus pensamentos e atitudes; e o falso julgamento da parte deles.
                            Pergunta Jó: Como se fará a justiça para aqueles que sempre viveram pela perversidade? Se até mesmo quando baixam a sepultura, existem aqueles dispostos a zelar pela tranquilidade de sua morte.
                            "Como, pois, me consolais em vão? Das vossas respostas só resta falsidade." (v.34).
              
                             "Ai daquele que contende com seu Criador! E não passa de um fragmento de barro entre outros fragmentos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça." (Isaías, 45:9).
                            
 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 19.

                            Neste capítulo,  Zofar levanta a voz para, nas suas palavras, descrever as calamidades que sofrerão os perversos por sua insensatez.
                            Logo no início do Cap. 20, ele fala: "Visto que os meus pensamentos me impõem resposta, eu me apresso. Eu ouvi a repreensão que me envergonha, mas o meu Espírito me obriga a responder segundo o meu entendimento." (Cap. 20:1-3).
                            Certamente Zofar, o naamatita está respondendo as declarações feitas por Jó, anteriormente.
                            Ele começa dizendo que, desde que o homem conquistou a razão, quando vivia no grupo de primatas, a prevalência do poder dos perversos, seria sempre breve. Mesmo que o seu poder fosse tanto que, se atrevesse a mandar construir um monumento ao orgulho e poder; representada na Torre de Babel, apodrecerá para sempre. E então, todos que a conheceram dirão: "onde está."
                             Esta postura mental e espiritual, da maioria dos homens persistirá. Mesmo que os filhos daqueles que viveram pelo mal, queiram tentar com sua caridade, e espírito de justiça, aplacar o mal, feito pelos seus genitores, de nada adiantará. Os compromissos do Espírito, são individuais e intransferíveis.
                            Sendo assim, os perversos sofrerão a condenação no tribunal da própria consciência, pois a Lei de Deus está escrita na consciência de cada Espírito. "Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da língua e o saboreie...contudo a sua comida se transformará nas suas entranhas; fel de áspide será no seu interior." (Cap.20:12-14).
                            Os que se entregam a maldade, jamais terão paz, nem a felicidade que procuram; tanto a primeira quanto a segunda, não se encontram na posse de bens materiais. As vertentes do mal, são áridas e traiçoeiras; nesse deserto sorrateiro e enganador, não se pode encontrar "os ribeiros e os rios transbordantes de leite e mel.
                            Da ambição do mal, resultou destruição, miséria e sofrimento; oprimiu, desamparou, destruiu "casas que não edificou." Por não haver limites a sua ambição, também não merecerá a misericórdia do Criador, até que tenha ressarcido tudo que tirou do seus semelhantes. Como sempre semeou o mal, a sua colheita será também maldita; pois a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Assim diz a Lei de Deus.
                           Quando o seu Espírito for expulso da roupagem carnal, em desespero verá o resultado de suas atitudes, e então, sofrerá as consequências da vinculação com o mal.
                           "Tal é, da parte de Deus, a sorte do homem perverso, tal a herança decretada por Deus." (Cap.20:28-29).
                              Depois de ter dito isso tudo, Zofar se calou.
              
"Ninguém há que clame pela justiça, ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e andam falando mentiras, concebem o mal e dão à luz a  iniquidade. (Isaias, 59:4).
                           

sábado, 1 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 18.

                             Novamente Jó ergue os olhos molhados de lágrimas para o céu e fala: "Até quando afligireis minha alma e me quebranteis com palavras?" (Cap. 19: 2).
                              Jó reclama da atitude dos seus amigos que, ao invés de ampará-lo e consola-lo na sua desgraça, optaram cada um deles, em dar uma opinião que entre uma frase ou outra, tinha o intuito de julgá-lo. E pelo menos um de seus supostos amigos, foi direto em seu julgamento.
                              Desta feita, Jó assume a sua desgraça, como sendo a vontade do Criador. E compreende também que, somente Deus tem as razões para puni-lo tão severamente, depois de ter-lhe concedido tudo que um ser humano desejaria na Terra, em termos de bens materiais. No entanto, agora Jó sabe que, somente Deus pode conceder e tirar a hora que achar conveniente.
                              Porém, com todo este entendimento adquirido com muito sofrimento, Jó ainda não consegue aceita-lo com fé e esperança, sem murmurar contra a vontade do Criador. Jó está convencido que não poderá contar com ninguém de seu circulo de relações. Clama que o próprio Deus fechou todos os seus caminhos, enchendo-os de espinhos e armadilhas.
                             "Eis que clamo: violência! Mas não sou ouvido..." (Cap.19:7).
                               Para Jó, o Criador impede que o seu sofrimento tenha o mínimo de alívio; segundo ele, até mesmo aqueles que lhe são estranhos o odeiam, e clamam contra ele. Foi separado dele os seus familiares; todos que o conheciam e o respeitava e consideravam, foram apartados dele. Ninguém ousa nem mesmo olhar para ele, com medo de sua desgraça.
                               Até sua própria mulher, sente repugnância por ele; sente o seu mau hálito, e o seu cheiro intolerável. Até mesmo as crianças o desprezam; e acham engraçado quando ele tenta levantar-se na tentativa de caminhar alguns passos.
                               Não tenho mais a forma humana natural! dizia Jó; pois estava tão magro, que a sua pele colava aos ossos. "Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me atingiu." (Cap. 19:21).
                               Lá no fundo de sua alma, Jó ainda guarda uma pequena chama de esperança e fé; pois demonstra isso, quando grita que, desejaria que suas palavras fossem escritas por alguém fraterno. E também que, se possível, fossem grafadas em uma rocha, para que através dos séculos todos soubessem: "Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a Terra. Depois, de revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei Deus." (Cap. 19:26-27).
                              Jó está convencido que, verá Deus pelo seu próprio esforço e capacidade de resistir e superar todo o seu terrível sofrimento. Para terminar sua fala, Jó alerta aqueles que com palavras vans o julgam, culpando-o por todo seu sofrimento.
                              "A causa deste mal se acha nele, temei pois, a espada, porque tais acusações merecem o seu furor, para saber que há uma Justiça. (Cap. 19:29).

                             "Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidades; os vossos lábios falam mentiras, e as vossas línguas profere maldades." (Isaías, 59:3).

domingo, 18 de setembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 17.

                             Após Jó ter se calado, um de seus amigos voltou a falar. As palavras de Bildade,  foram dirigidas a respeito das atitudes daqueles que se vinculam com o mal, e suas consequências nefastas. Então disse Bildade o suíta:
                             Até quando os homens tentarão se auto-afirmar por palavras vans, e atitudes contrárias a razão e ao bom senso? Pois existem homens que, se assemelham aos animais devido a total falta de razão, em seus atos. Há criaturas tão insanas, que surpreende até mesmo os mais insensatos; mas nem por isso, Deus se ausenta diante dos homens. Jesus disse que, chegará o dia das mudanças; porém nem mesmo eLe saberia dizer quando; somente o Pai sabe a hora e o dia. (Mateus, 24:36).
                              A atitude do perverso não prevalecerá para sempre, pois não existe mal infinito. Somente o bem prevalece para sempre. Se, as vezes o bem retarda em chegar, é devido a postura mental da maioria das criaturas que, devido aos seus sentidos viciados no materialismo e aos excessos, tornam-se escravos das sombras. Assim permanecerão até atingir a saturação; pois tudo na criação satura. Isso é Lei do Criador. Toda criatura saturada no mal, tende a procurar pela luz.
                              Tudo isso porque, céu e inferno, está na consciência de cada criatura humana; se culpa a consciência, estará no inferno; se não culpar, estará no céu. A Lei de Deus, está escrita na consciência de cada um. "Do seu dia se espantarão os do Ocidente, e os do Oriente serão tomados de horror. Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o paradeiro do que não conhece a Deus." (Cap. 18:19-21).
                              "Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego." (Romanos, 2:9).
                            

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

LIVRO DE JÓ. -- POSTAGEM -- 16.

                                   Jó, não parou de falar! Após alguns minutos de reflexão, continuou a destilar a sua amargura. Agora Jó alega que está  cercado daqueles que sempre quiseram ver sua desgraça, pois sempre tiveram inveja de seu sucesso econômico, e do grande prestígio e respeito conquistado por ele, ao longo de muitos anos de trabalho honesto. Dentre estes diz Jó, estão invejosos e zombadores. E ele não tem outra saída, a não ser ouvir suas maldosas provocações.
                                   Diante desta situação, Jó toga uma garantia, da parte daqueles que o criticam e o julgam. Jó lamenta a atitude daqueles que se apressam apenas em julgar, sem mesmo se interessar em saber o que se passa em seu coração. Estes, diz Jó, endureceram o coração, esquecendo-se da fraternidade em prol de quem foi atingido pela desgraça física, material, e moral.
                                   Jó se sente como uma presa diante de caçadores  cruéis; nesta situação, como um homem poderá explicar tudo isso aos seus filhos?  Jó, fala aos seus amigos que, o sentimento que passa em seu coração, é que ele está sendo mostrado a todos, como um exemplo a não ser seguido por ninguém.
                                  Sua lamentação continua! Agora, o malfadado Jó se considera a última das criaturas, aquela que por uma razão desconhecida e mal compreendida por ele, se tornou anátema; o qual todos viram a cara, e não ousam pronunciar seu nome; como se fosse sinônimo de maldição. Brada Jó em alta voz que, todos quer o condenam devem voltar novamente até ele, e se possível rever  todos os conceitos que por ventura tiverem a respeito da vida e dos seres humanos.
                                  Alega também que, não existe sabedoria nas atitudes daqueles que do alto de suas pseudo sabedoria, deram opiniões a respeito dele. Uma coisa Jó está convicto: é de sua situação miserável. "Convertem-me a noite em dia, e a luz, dizem, está perto das trevas." (Cap. 17:12).
                                   Jó clama agora pelo seu sepulcro; pois este, ele o considera  como um pai que virá libertar seu filho do sofrimento que consome todo o seu ser. Não teme os vermes que devorarão seu corpo; pois estes são sua mãe que libertará seu Espírito. Pergunta pela esperança que ele até agora, não consegue vislumbrar. Somente resta a ele, esperar pela esperança "ás portas da morte, quando juntamente no pó teremos descanso."
                                  

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM -- 15.

                                  Após Elifaz se calar, Jó levantando a cabeça, depois de um longo tempo em silêncio, começou a falar. No entanto, suas palavras foram amargas e acusatórias. Respondendo as palavras de Elifaz, disse Jó que, é sempre muito cômodo consolar o inconsolável; tentar levantar aquele que foi lançado no precipício profundo. Jó acusou de "consoladores molestos," todos os amigos que, criticando ou tentando remediar o irremeável, mais o molestaram que propriamente o ajudaram com suas palavras vazias e impróprias para a ocasião.
                                  Jó alegou que, se não fosse ele a  estar passando por aquela terrível provação, também estaria no lugar de consolador contumaz; convidou seus amigos a se colocarem em seu lugar, e tentar sentir o que ele estava sentindo; tanto físico, como espiritualmente, pois sua alma também estava cheia de chagas; e em seu coração, somente chamas e revolta e medo.
                                 Ponderou Jó que, além de tudo que estava sentindo, havia também um conflito em sua mente: Teria algum proveito, alguma resposta de sua parte? Teria alguma lógica, abrir sua boca? Não seria melhor o silêncio? No seu íntimo, também uma pergunta: Qual o objetivo daquilo tudo? Não seria mais racional cessar aquela vida miserável? Pois suas forças já estavam exaustas. Nesse  momento, Jó volta-se contra o Criador: O que queres mais de mim? Já não tenho forças para me erguer, e nem caminhar; queres que eu rasteje como uma miserável víbora!!!
                               Ó Deus, destruístes toda a minha família! Por que me acusas? Bradou Jó que, o Criador voltara-se contra ele; e  queria saber o verdadeiro motivo de tamanha vingança e acusações, vindas de todos os lados. Nem mesmo seus amigos o poupara; todos eles estavam de acordo ao levantarem suas palavras contra ele.
                               Lembrou que, sempre vivera em paz com seus familiares, amigos e servos; sempre trabalhara honesta e retamente. Será que a sua inteligência e intuição fora  a causa de tanta revolta? Até mesmo por parte de Deus? Embora não sofrendo violência humana, sofrera o castigo Divino! "O meu rosto está todo afogueado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte..." 
                               Lembra Jó que somente nos Planos Divinos, encontram-se testemunhas favoráveis a ele; e somente eles poderão advogar a sua causa. Na Terra, todos o criticam, o acusam e zombam de sua desgraça e miséria. Agora, o nosso infeliz personagem volta-se para Deus novamente, não para proferir injúrias, mas para lembrar que, somente o Criador tem o poder de dar e retirar o que quiser; pois somente Deus é o Eterno dispensador de todas as Dimensões Universais.
                               "Porque dentro de poucos anos eu seguirei o caminho de onde não tornarei." (16:22).
                               
                               "De modo que deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o  mesmo consumido por excessiva tristeza." (II Coríntios, 2:7).
                              
                                
                               


 

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...