quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 19.

                            Neste capítulo,  Zofar levanta a voz para, nas suas palavras, descrever as calamidades que sofrerão os perversos por sua insensatez.
                            Logo no início do Cap. 20, ele fala: "Visto que os meus pensamentos me impõem resposta, eu me apresso. Eu ouvi a repreensão que me envergonha, mas o meu Espírito me obriga a responder segundo o meu entendimento." (Cap. 20:1-3).
                            Certamente Zofar, o naamatita está respondendo as declarações feitas por Jó, anteriormente.
                            Ele começa dizendo que, desde que o homem conquistou a razão, quando vivia no grupo de primatas, a prevalência do poder dos perversos, seria sempre breve. Mesmo que o seu poder fosse tanto que, se atrevesse a mandar construir um monumento ao orgulho e poder; representada na Torre de Babel, apodrecerá para sempre. E então, todos que a conheceram dirão: "onde está."
                             Esta postura mental e espiritual, da maioria dos homens persistirá. Mesmo que os filhos daqueles que viveram pelo mal, queiram tentar com sua caridade, e espírito de justiça, aplacar o mal, feito pelos seus genitores, de nada adiantará. Os compromissos do Espírito, são individuais e intransferíveis.
                            Sendo assim, os perversos sofrerão a condenação no tribunal da própria consciência, pois a Lei de Deus está escrita na consciência de cada Espírito. "Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da língua e o saboreie...contudo a sua comida se transformará nas suas entranhas; fel de áspide será no seu interior." (Cap.20:12-14).
                            Os que se entregam a maldade, jamais terão paz, nem a felicidade que procuram; tanto a primeira quanto a segunda, não se encontram na posse de bens materiais. As vertentes do mal, são áridas e traiçoeiras; nesse deserto sorrateiro e enganador, não se pode encontrar "os ribeiros e os rios transbordantes de leite e mel.
                            Da ambição do mal, resultou destruição, miséria e sofrimento; oprimiu, desamparou, destruiu "casas que não edificou." Por não haver limites a sua ambição, também não merecerá a misericórdia do Criador, até que tenha ressarcido tudo que tirou do seus semelhantes. Como sempre semeou o mal, a sua colheita será também maldita; pois a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Assim diz a Lei de Deus.
                           Quando o seu Espírito for expulso da roupagem carnal, em desespero verá o resultado de suas atitudes, e então, sofrerá as consequências da vinculação com o mal.
                           "Tal é, da parte de Deus, a sorte do homem perverso, tal a herança decretada por Deus." (Cap.20:28-29).
                              Depois de ter dito isso tudo, Zofar se calou.
              
"Ninguém há que clame pela justiça, ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e andam falando mentiras, concebem o mal e dão à luz a  iniquidade. (Isaias, 59:4).
                           

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