quarta-feira, 20 de julho de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM -- 12.

                               Repentinamente, Jó se cala, observando o chão de cinzas o qual estava sentado. Aproveitando o silêncio do amigo, Elifaz, levanta sua voz em resposta as palavras de Jó. Agora o tom da voz de Elifaz é outro; começa acusando seu interlocutor de ser impiedoso. Lembrando que, nenhum sábio tem falsidade em suas palavras. E muito menos, suas palavras serão desprovidas de razão; "...dará o sábio em resposta ciência de vento?"
                               Elifaz, alega que Jó está distorcendo a verdade Divina, vulgarizando toda devoção a ele devida, como se fosse um "deus" de pedra; uma dessas entidades inventadas pelos homens, para servir a seus propósitos maléficos. Dis também que, as palavras de Jó, servem somente a sua vocação para vítima do universo. E também, é a língua de Jó a principal testemunha de suas palavras astuciosas.
                                "A tua própria boca te condena, e não eu; os teus lábios testificam contra ti."
                                  Em seguida pergunta Elifaz, qual o verdadeiro propósito de Jó? Vítima ou redenção? Pergunta também, até onde vai seu orgulho; estaria Jó se colocando no lugar do Criador, desafiando o Altíssimo, como se fosse o mais importante dos homens, o qual o próprio Deus deveria dar-lhe satisfações? E que ciência dominaria Jó, que os demais homens desconheceriam? Seria ele, o único conhecedor de todas as ciências?
                                 "Ouvistes o secreto conselho de Deus e a ti só limitastes a sabedoria? Que sabes tu que não sabemos?"
                                    Continuando, Elifaz alerta o amigo que,  entre eles existem idosos que também são dotados de sabedoria. E Jó está faltando com o devido respeito ao Criador. Por que o coração de Jó está tomado pela revolta? Isto é uma contradição, pois ele sempre se mostrara para todos, como homem religioso. Nenhum ser humano pode se considerar puro o bastante, para acusar Deus pelas mazelas que sofre.
                                     Todos que nascem de mulher, tem sua cota de sofrimento, trabalho, e sacrifício em prol da própria evolução; sem isso, jamais o homem conquistará sua libertação. Alega Elifaz  que o Criador e Incriado é o ser Supremo! Sendo assim, ELe não precisa da confiança dos próprios anjos, quanto mais de um ser tão ínfimo como o homem. E Jó deve se conscientizar da própria insignificância.
                                  "Eis que Deus não confia nem nos seus santos, nem os céus são puros aos seus olhos."
                                     Mesmo porque, debaixo dos "céus," estão somente criaturas ainda lutando para evoluir, em estágios primários de evolução. Principalmente no planeta Terra, onde criaturas matam por ambição e luxúria.
                                      "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." (II Coríntios, 3:18).
                                     
                                    
                              

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

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