- PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS -
O plano de Báquides para matar Jônatas, não deu certo porque foi descoberto. Então, Jônatas e seus compatriotas - prenderam e mataram - cinquenta homens, que eram conspiradores. Depois retiraram-se para o deserto, refugiando-se em um lugar chamado Bet-Basi.
A morte dos conspiradores, foi entendida como uma provocação - como havia feito Matatias - dando origem ao movimento dos Macabeus; contra os invasores pagãos. Jônatas havia mudado de refúgio para tentar enganar Báquides; que almejava vê-lo morto de qualquer modo.
Assim, a escolha do deserto - como novo local de esconderijo - foi ideal também, como ponto estratégico, para elaboração de novas ações. Ficou decidido construir uma fortaleza, em uma ruína abandonada. Aquele local ficava entre Belém e o mar morto. Inclusive, não iria faltar água! Visto que, era abastecida por vários poços.
Aquele local no deserto, seria de maior segurança, principalmente quando forem fazer incursões, e não serem vistos, ao cruzarem o rio Jordão. Simão - irmão de Jônatas - havia permanecido na cidade, enquanto ele partiu para luta. Enfrentou e derrotou Odomer e sua gente. Também, atacou Beduínos, que poderiam ajudar - com abastecimentos - o exército de Báquides. Atacando pela retaguarda, conseguiu derrotar Báquides com seu exército.
Humilhado pela derrota, Báquides fica muito irado, com aqueles que o aconselharam tal empreitada. Por isso, o general vai para cima dos apostatas! Pois, foram eles que o convenceram; dizendo que seria fácil vencer Jônatas no deserto.
Assim, novamente Báquides voltou para sua terra. Sabendo disso, Jônatas mandou uma mensagem ao general, para tratar de paz e devolução dos prisioneiros. Báquides aceitando a proposta devolveu os prisioneiros Macabeus. Pois - entendeu o general - que era mais fácil tratar com Jônatas que confiar nos apostatas. Ficando acordado que, Báquides não mais, iria atacar os rebeldes Macabeus.
Na verdade - aquele tratado - não seria para sempre. O que Jônatas havia assinado, não passava de um simples acordo temporário; de não agressão mútua. Mediante uma derrota humilhante - para aquele "poderoso" exército pagão - cujos "deuses" de pedra, nada podiam fazer, para minimizar tal humilhação e ajudar o general. Humilhado pela derrota, e irado com conselhos inúteis, o sentimento de vingança e a proposta de paz, de seu maior inimigo.
E - o que era pior - o rei não ia gostar nada disso! Assim, a espada vitoriosa em Israel, era inquestionável! Ou seja, a de Jônatas. Ele foi morar em Macmas. Começou a governar o povo, fazendo com que os ímpios desaparecessem do território de Israel.
Na verdade - por não residir em Jerusalém - Jônatas não governa de fato. Também, mesmo que tenha derrotado, vários de seus opositores, Jônatas estaria tendo êxito, em sua ascensão - como líder absoluto - de todos os israelitas? Agora, era dar tempo ao tempo e conquistar, o maior número de adeptos, que fosse possível. Porém, seu maior problema, não eram necessariamente, os invasores pagãos.
Na verdade - teria que lutar também - contra o seu próprio "calcanhar de Aquiles". Que certamente, seria explorado pelo "deus" antropomórfico; atentamente de olho, tanto em Báquides (seu escravo); quanto em Jônatas.
Continua.