- PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS -
JÔNATAS E BÁQUIDES
Continuando a preocupar-se em fortificar as cidades, Báquides fortifica também Betsur, Gazé e a Acrópole; deixando nelas, tropas e depósito de alimentos. Depois, sequestrando os filhos das autoridades, mais importantes da região, os encarcerou na Acrópole de Jerusalém.
Esta foi a nova tática de Báquides, fechando todo acesso aos guerrilheiros Macabeus; às regiões urbanas. Grande parte da população aprovou tais medidas do pagão invasor. Já os reféns mantidos em prisões, serviam para discussão dos judeus que governavam determinadas regiões - de qualquer movimentação política - contra os pagãos.
Também, o Sumo sacerdote Alcimo, fez várias modificações no templo. Derrubou muros internos, que separavam o átrio, do exterior que servia de passagem para os pagãos. Já o átrio interno, era reservado aos judeus. Esta decisão do Sumo sacerdote, tanto poderia ser por motivos políticos-religiosos ou por medidas práticas. Servindo inclusive para atrair a simpatia dos frequentadores que não eram judeus.
Segundo o autor do texto bíblico, esta atitude faz recordar e desfazer a obra de Zacarias e Ageu; atentando contra a missão dos profetas, ao defender o templo, construido um muro em torno do mesmo. (Ez 3,5)
Esta medida fora considerada profanação! Contrastando com a purificação realizada por Judas Macabeu. Também segundo o autor, Alcimo foi castigado pelo Deus Único, ao contrair uma doença que o deixou paralítico até sua morte, com dores atrozes.
Com a partida de Báquides para Antióquia, ficou a dúvida, porque havia partido subitamente? Mesmo porque - com a morte de Alcimo - o cargo de Sumo sacerdote permanecia vago; visto que o general pagão, não havia nomeado um substituto.
A preocupação do general foi a fortificação de vários locais estratégicos. O interessante foi que, sua partida dera início a uma etapa de paz. Conclui-se que o partido helenista, não achava-se em perigo constante. Até mesmo Jônatas, preferiu permanecer em seu lugar - esperando para ganhar tempo - que propriamente aproveitar-se da ausência de Báquides, e atacar os invasores.
Com o general em Antióquia, Jônatas retira-se para sua casa em um lugar denominado Modin. No entanto - o agora comandante - dos Macabeus, fica de olho nos invasores! Com um eficiente serviço de espionagem. Uma espécie de "Mossad" daquela época.
Porém, não durou muito aquela trégua. Assim, depois de ter decorridos dois anos, os apostatas, decidem ir até onde estava Báquides, para tentar trazê-lo de volta e combater Jônatas; até a destruição dos revoltosos. Essa atitude dos apostatas - além de interesses comerciais - foi também sugerida na mente, daqueles interesseiros e quiçá - agora também pagãos - em Espírito; pelo "deus" antropomórfico, que detestava a paz! Pois esta não lhe rendia dividendos, da parte daqueles que o seguiam.
Após ser convencido e aproveitando a oportunidade - de pegar Jônatas de surpresa - Báquides, organizou um poderoso exército. Depois, enviou mensagem aos seus aliados em Judá; para que prendessem Jônatas e Simão, e os matassem. Decisão esta, tomada pelo "deus" antropomórfico - pai da enganação - e assim, fazer com que a guerra retornasse entre os homens.
Continua.
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