- PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS.
Sabendo das ações de Judas, Antioco ficou irado e com ódio; daqueles que ousaram desafiar seus códigos de leis. Abrindo os cofres do tesouro real, Antioco paga o salário de um ano aos soldados de seu exército. Porém, logo percebe que sua atitude fora impensada e sem nenhum bom senso. Mesmo porque, os tributos das regiões haviam diminuído devido às divergências e misérias desencadeadas, após ter suprimido leis que eram muito antigas.
Isso, devia-se aos gastos exorbitantes - que o rei fizera - ao dar presentes àqueles os quais o soberano tinha certo interesse. Superando em cortesia, outros monarcas anteriores a ele. Por isso, teve que marchar até a Pérsia - outra província de seu reino - com o objetivo de cobrar tributos.
Então - antes de partir - deixou um membro da família real, de nome Lísias, para governar, enquanto estivesse fora. Deixou também seu filho, sob a tutela de Lísias; até sua volta. Assim, ficou o reino e a capital, sob o comando de Lísias e a metade do exército real; juntamente com vários elefantes.
Em particular, o rei orientou Lísias, o que deveria ser feito, a respeito dos habitantes de Judá e também de Jerusalém. Deveria enviar a Jerusalém, um exército que fosse capaz de conter e destruir, toda a ação revoltosa dos chamados Macabeus. Inclusive - até mesmo - o exército de Israel. Outra medida importante seria uma ação, para estabelecer estrangeiros em todo o país.
Também na antiguidade, havia o problema da manutenção, de um exército poderoso e eficaz. Pois, tinham gastos com as tropas; além da alimentação e equipamentos; mesmo estes não tendo a tecnologia, que se comparasse a atual, eram caras para aquela época. Daí a busca frenética, por recursos financeiros. Por outro lado - a existência de mercenários - que na época atual, podem ser chamados de "Grupo" isso ou aquele; que também lutam por dinheiro. Assim, como os antigos mercenários, não são ligados a uma ideologia nacional.
Na antiguidade, os saques despojos, eram divididos entre as tropas; quer fossem mercenários ou não. As vitórias eram compensadoras para o rei; já as derrotas poderiam ser a sua queda e inclusive sua dinastia também.
Exceto em Israel; que o rei Antioco, desejava ardentemente a eliminação completa. No entanto a expedição do soberano assírio, pelo oriente, não fora somente motivada por dinheiro. Pois os partas, sempre desejaram o domínio total e suplantar os ocidentais.
Assim, Antioco almejava a consolidação de seu império, nas duas extremidades que eram mais vulneráveis. Região norte da Pérsia e na fronteira com o Egito. Portanto, a ação seria delicada e cuidadosa; por isso sua presença no local era indispensável. Já Lísias, ocupar-se-ia, do Sul da fronteira.
É notório, que em tempos de rebeliões e demais lutas civis, os impostos tendem a uma queda; devido a insegurança gerada pela situação fora do comum. Por isso mesmo é que a questão dos tributos, sempre acarretava a ira, da parte daqueles que eram obrigados a pagar. Portanto, o resultado daquela situação, fora todo ódio, aos dominadores pagãos; que as provocaram. (I Macabeus, 3:27-37)
Uma pergunta que não quer calar: Se Antioco era um dos escravos do "deus" antropomórfico, por que este, não ajudava Antioco nas batalhas, contra os Macabeus? Em primeiro lugar, esta entidade do mal, sempre gostou de mortes e destruição. Como sempre fora contrário ao Cristo Galáctico, estimulava as concupiscências dos homens; e então, sequestrar suas almas.
"Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" (Mateus, 18:7)
Continua.