sábado, 27 de fevereiro de 2016

DEUTERONÔMIO -- A MORTE DE MOISÉS -- POSTAGEM -- 85.

"Assim, morreu Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. Este o sepultou num vale, em Moabe, defronte a Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura." (Deuteronômio, 34:5-6).
                          Criou-se uma verdadeira lenda, em torno da morte do grande líder do  povo hebreu, e médium do Cristo Planetário.  Segundo o texto, Moisés teria sido sepultado pelo Senhor em um lugar secreto da terra de Moabe.
                         Deixando o misticismo ou mal entendido dos tradutores, não devemos desprezar a lógica e o bom senso; naturalmente, o Senhor não queria nenhuma mística envolvendo o corpo de Moisés. Poderia mesmo, ser alvo de algum culto contrário aos propósitos do programa do Cristo Planetário, como já foi citado anteriormente.
                       A mente do povo israelita ainda era frágil; embora a maioria, fosse os descendentes daqueles que saíram do Egito, ainda necessitavam de muita disciplina, determinação, e fé no Deus Único, para se auto afirmar como povo, e no futuro, como nação. Assim, não poderia ser criada a imagem de um semideus entre eles. Para isso, não faltaria aqueles interessados em destruir o difícil e longo trabalho executado por Moisés.
                     Na Epístola de Judas, irmão de Tiago, capítulo,1:9-16; dis o seguinte: "Contudo o Arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava o corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda. Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nestas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Coré."
                   Vamos esclarecer a questão da disputa do corpo de Moisés. O corpo o qual se refere o texto, não é o corpo físico que é desintegrado pela terra; servindo de pasto para os vermes. O corpo em "disputa," era o Espiritual. Sendo  a Lei do Criador escrita na consciência de cada Espírito (Questão 621 Livro dos Espíritos, de Allan Kardec), quando o Espírito desencarna, se as suas ações enquanto encarnado, forem contrárias a Lei de Deus, a sua consciência torna-se o seu próprio juiz.
                   Moisés teve dúvidas, a respeito de algumas de suas atitudes, quando liderou o povo hebreu durante a longa jornada no deserto? Creio eu que não. Lembremos Paulo! As portas de Damasco, suas palavras foram" O que queres que eu faça Senhor?" Depois disso Paulo torna-se apóstolo dos gentios; sem deixar se perturbar por culpas do passado.
                  Se ouve uma suposta tentativa da entidade demoníaca, em impingir culpa em Moisés, claro que não teve êxito; o que deve ter acontecido, foi
 a misericórdia, tanto do Arcanjo Miguel, quanto de Moisés, por aquele pobre Espírito atormentado pelo mal. Moisés executou sua missão, com total Amor, fé, e confiança no Senhor.
                Mesmo tendo enfrentado acusações infundadas a qual foi alvo; movidas por uma turba de almas vinculadas na sua maioria, a demônios da pior estirpe, o grande médium não vacilou, e não falhou em sua missão grandiosa. Então, não teria motivos para sentir nenhuma culpa na consciência. 
              
                   
                 
                  
                    

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

NÚMEROS -- MOISÉS NÃO ENTRA EM CANAÃ -- AS ÁGUAS DE MERIBÁ -- POSTAGEM -- 84.

                        A morte de Miriã é narada no capítulo, 20 do livro Números, e a morte de Arão, no final do referido capítulo. Entre estes acontecimentos, é digno de nota; o incidente que teria impedido da não entrada de Moisés em Canaã. A jornada dos hebreus pelo deserto, estava em sua etapa final. As águas de Meribá (Números, 20:1-13).
                       Os quase 40 anos de caminhada dos israelitas pelo deserto, não foi nada fácil; e também cercada de vários episódios de rebeldia, reclamações e todo tipo de incredulidade. Não fizeram por merecer as maiores bênçãos do Senhor, se não, apenas o necessário para não se auto destruírem. Outro fator importante, a se considerar é que, ao deixar o Egito, toda a congregação no primeiro momento, passou por um grande deslumbramento; como um pássaro, que desde seu nascimento, viveu na gaiola, e subitamente viu-se em liberdade.
                   Tem um detalhe; quando o pássaro descobre que não sabe voar, a primeira reação é voltar para a gaiola para sentir-se seguro. Foi o que aconteceu com o povo hebreu. Moisés teve um grande trabalho para conscientizar toda aquele bando de ex escravos, a pensar e agir como um povo. Tudo isso estava previsto no programa do Cristo Planetário.
                   Depois de todos esses anos no deserto, a nova geração começou a esquecer que aquela longa travessia, fora devido aos pecados de seus pais; então, começam a culpar Moisés por todas as agruras e dificuldades.
                  Devido a falta de água, o povo novamente culpou Moisés; até este momento, foi a sétima vez. Então o Senhor manda Moisés pegar o cajado de Arão, e diante da congregação, "falasse" a rocha para obter água.
                 O que aconteceu foi que, o estado íntimo de Moisés, já um tanto exaltado, devido as constantes acusações contra ele, o levou a bater na rocha com fúria duas vezes. Ao invés de "falar." Embora sabendo que aquele tipo de rocha, possuía certa quantidade de água em seu interior. Mas não foi somente por isso que não pode entrar na terra prometida. Na verdade, o grande médium e líder, enviado pelo Cristo Planetário, já havia conquistado a Canaã espiritual; aquela que todo discípulo do Cristo almeja conquistar.
                Hoje compreendemos que a "rocha", também é um simbolismo de amor e fé no Cristo. (I Coríntios, 10:4). Assim, a rocha somente poderia ser ferida uma única vez; como Cristo foi crucificado uma única vez.
               A água representa então, o derramamento das bênçãos   espirituais, fortalecendo os homens de boa vontade. (Hebreus, 10:12). E também para que possamos resgatar as nossas faltas perante a Lei. (João, 3:1-8).
               É também, a água viva; prometida por Jesus, à mulher Samaritana, na fonte de Jacó. "Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna." (João, 4:14).
              Talvez, o Cristo Planetário esperasse que Moisés dissesse, algo a respeito do simbolismo daquela água; não saciando somente a sede.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

NÚMEROS -- A ADORAÇÃO A BAAL-PEOR E O ZELO DE FINEIAS -- POSTAGEM -- 83.

                     Novamente, os incitadores, invejosos, incrédulos, e promotores de iniquidades entre a congregação israelita, instigaram todo o povo a praticar idolatrias, negando o Senhor. Habitando Israel na terra de Sitim, começaram a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas mulheres convidaram os israelitas, a também fazer sacrifícios ao seu "deus" de pedra, mudo e falso. É preciso que se esclareça que, nem toda a congregação israelita era ímpia; havia também, aqueles que se mantinham firme no amor, fé, e confiança no Deus Único; embora fossem o menor número. (Números, 25:2-8).
                   Vamos conhecer Baal! Era um falso deus; na verdade, não era outro, se não, Espíritos malignos, ainda vinculados a  matéria, que se aproveitando da sintonia de médiuns, vinculados ao materialismo, e a todos os tipos abominações, eram usados para satisfazer os prazeres macabros daquelas entidades ignorantes. Era a divindade suprema dos cananeus. Em hebraico, Baal significa Senhor. Os cananeus acreditavam que esta divindade fosse responsável pela fertilidade da terra e do ventre das mulheres. Na região de nome "peor," em Moabe, Baal era adorado por medianitas e moabitas. Foi ai, em um local denominado Sitim, que fica perto de Jericó que, a congregação israelita, rompeu a aliança feita com o Deus Único.
                 Balaão sugeriu ao rei moabita, introduzir entre os israelitas, as mais depravadas mulheres; para que assim, seduzissem os hebreus as práticas mais hediondas, e todo tipo de abominações e prostituições. (Apocalipse, 2:14-17).
                Sendo considerado um "deus" da fertilidade pelos cananeus, o culto a Baal tinha como característica, a crueldade e a devassidão. Era praticado sacrifícios humanos, orgias, e práticas verdadeiramente diabólicas.
                Em pleno século XXI, existem milhões de criaturas, que ainda mantem os reflexos condicionados de vidas passadas, quando adoraram esta divindade. São os pedófilos, psicopatas, praticantes de pornografia, e aqueles que cometem todo tipo de violências.
              Entre a congregação, todos que se entregaram ao culto a Baal, foram consumidos por uma peste; tendo morrido 24.000 dos filhos de Israel. Claro! É a Lei de atração dos semelhantes; Lei imutável de Deus, para reeducar e disciplinar os recalcitrantes.
              É por isso que, todas as vezes que os hebreus se desviavam dos propósitos programados pelo Cristo Planetário, havia a necessidade da corrigenda; então, os recalcitrantes eram reeducados pela própria concupiscência. Como continua sendo até hoje! A Lei do Criador é perfeita; por isso que é imutável!
             Finéias era filho de Eleazar e neto de Arão. Foram três as situações, em que este homem notável se destacou. A primeira, foi quando ainda na sua juventude, estando a congregação israelita acampada em Moabe, houve o pecado de vários elementos da congregação com as mulheres moabitas. No relato de Números, 25:7-13, conta que Finéias era fiel a Deus, e não temia os homens. Então, pegou uma lança, e matou um casal midianita, que praticava abominações diante de toda a congregação.
            Depois dessa atitude extrema e própria da maioria dos homens daquele tempo, a praga desapareceu do arraial. Lógico! Todos temeram! Não somente a peste, mas também a Finéias, devido sua atitude drástica. Levando um "choque" causado pelo temor, aquelas criaturas mudaram a sintonia, passando a orar com fervor ao Deus Único novamente. Assim são os humanos!
            Existem outros relatos que comprovaram o bom senso e a coragem desse grande ancião, sempre a serviço do Deus único. Não cabe a mim, julgar a atitude daquele jovem decidido e corajoso. No seu modo de ver as coisas, achou que tinha feito a coisa certa; tanto que, nem mesmo pediu a autorização de Moisés. Ele viu as abominações serem praticadas, até mesmo diante do Tabernáculo; então não exitou em interromper a prática.
            
             
                 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

NÚMEROS -- O ANJO DO SENHOR E A JUMENTA DE BALAÃO -- POSTAGEM -- 82.

                       Balaque, filho de Zipor, rei dos Moabitas; vendo o grande número dos israelitas, ficou temeroso daquele povo, que se aproximava de suas terras. "Viu pois Balaque, filho de Zipor, tudo o que Israel fizera aos amorreus." (Números, 22:2-3).
                      Então mandou que Balaão, profeta do Senhor, amaldiçoasse todo o povo de Israel, para que assim não lhe causasse nenhum mal. Ao ir ao encontro de Balaque, montado em uma jumenta, Balaão presenciou algo inusitado em sua vida. Indo pela estrada, em dado momento, a jumenta parou e não mais quis seguir por aquele caminho. Mesmo sendo espancada por Balaão, o pobre animal, não saiu do lugar. Foi então que o impaciente profeta, ouviu uma voz que, para ele, parecia sair da própria jumenta: "Que te fiz eu, para me espancar três vezes?" Respondeu Balaão a estranha e misteriosa voz: Por que zombaste de mim; tomara que tivera eu uma espada na mão, porque então te mataria." Disse o animal: "Porventura, não sou sua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu sou tua, até hoje? Costumei eu fazer assim com você?" Disse Balaão: "Não."
                  Então o Senhor abriu os olhos de Balaão e ele viu um anjo do Senhor que estava  no caminho. (Números, 22:28-31).
                  O Apóstolo Pedro disse a respeito deste episódio que: "...o mudo animal, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta." (II Pedro, 2:16).
                 Na verdade o mensageiro do Senhor, veio para impedir que o profeta amaldiçoasse os hebreus, que em nome do Senhor, iria até Canaã. E também para que ele parasse de planejar abominações contra Israel. Depois disso, por três vezes, Balaão abençoou Israel. (Números, 23:2-30; 24:2-14).
                O que realmente aconteceu com Balaão, foi um fenômeno mediúnico. O profeta recebeu uma mensagem espiritual, através do fenômeno de audiência; capacidade do médium de ouvir a voz dos Espíritos. Logo depois, pode também ver o mensageiro espiritual; o qual chamou de anjo do Senhor; manifestou nele também, a mediunidade de clarividência; capacidade do médium de ver Espíritos. A princípio, Balaão pensou que era a jumenta quem estava falando. Depois percebeu seu erro.
              No texto está escrito que, um anjo do Senhor apareceu diante de Balaão. Se na antiguidade os anjos se manifestavam aos homens, o que os impediria de fazer o mesmo hoje no século XXI; se assim desejasse o Senhor? Sejam anjos ou Espíritos, é somente uma questão de denominação. O fenômeno não se altera de uma forma ou de outra. A manifestação dos Espíritos, e sua comunicação é um fato inquestionável. Até a Data Limite, ainda veremos o Plano Espiritual se manifestar na Terra.
             "Nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre todos os povos, os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos." (Atos, 2:17).
            "Então, depois desses eventos, derramarei do meu "Ruwach", Espíritos, sobre todos os povos! Os seus filhos e suas filhas profetizarão, os idosos terão sonhos, os jovens ganharão visões." (Joel, 2:28).
           

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

NÚMEROS -- A SERPENTE DE BRONZE -- POSTAGEM -- 81.

                    A congregação israelita levantou acampamento do monte Hor, pelo caminho do mar vermelho, rodeando a terra de Edom. Novamente os maledicentes e agitadores contumazes, deram início a incitação e a revolta. (Números, 21:4-9).
                   Várias pessoas foram picadas por cobras venenosas. Mas isso tem uma explicação lógica; em primeiro lugar, o ocorrido não foi uma maldição do Senhor; em segundo lugar, Deus é puro Amor e Justiça, sendo assim, jamais infligiria nenhum mal a suas criaturas. O próprio homem atrai para si, algo semelhante ao que é abundante em seu coração. É a lei de atração do semelhante; se em nosso coração, predomina o amor e a justiça, logo, atrairemos algo semelhante, ou seja, o Bem.
                 Ao contrário, quando semeamos o mal, colheremos algo semelhante. Foi isso que aconteceu com aqueles que, sempre amaldiçoaram o dia em que saíram do Egito; foram picados pelas cobras venenosas. Algo semelhante, ao que destilavam com suas línguas ferinas.
                Depois disso, pediram a Moisés que tomasse alguma providência para os livrar daquele mal. Até mesmo quando pediam algo, não o faziam com humildade. Bastava que aquelas pessoas, reconhecessem o erro cometido, e mudassem de atitude através de uma sincera reforma íntima, respeitando a Lei Divina. Ao invés disso, desejavam que o Senhor resolvesse todos os seus problemas, através de Moisés.
             E Moisés fez exatamente o que podia fazer. Mandou fazer uma serpente de bronze e pôs sobre uma haste; quando alguém fosse mordido por alguma serpente, quando "olhasse" para a serpente de bronze, ficava curado. (Números, 21:9).
             Vamos decodificar isso: Aqueles que não se deixavam envolver, pela maledicência dos inimigos do Senhor, pois tinham olhos de ver, e acreditavam na libertação prometida pelo Deus Único, não foram atingidos por nenhum mal. Pois a verdadeira Canaã, germinava em seus corações. Portanto, "olhar" é ver as promessas do Cristo Planetário.
            "E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna." (João, 3:14-15).
             Cristo, pela própria condição de Filho de Deus, sempre esteve nas alturas. O que Moisés fez, foi dar a cada uma daquelas pessoas o que realmente mereciam; Os de coração puro, olhavam para o Deus Verdadeiro, que sempre esteve presente em seus corações, através do amor e da fé.
             Já, aqueles que sempre usaram a língua, para destilar todo o mal que sempre cultivaram em seus corações, teriam a oportunidade de ficar curado, se também olhassem para a "serpente" que cultivaram no coração, a repelissem; dando lugar para o amor e a fé no Deus Único.
            Aqueles que olharam para o Cristo crucificado com amor e fé; no fundo de seus corações, sabiam que no terceiro dia, o veriam novamente em toda sua glória; pois assim foi prometido por ELe. Em contrapartida, a maioria que via apenas um homem crucificado, sempre foram envenenados, pela "serpente" que sempre deram guarida no coração. Ninguém poderá alegar desconhecimento do mal; pois tal como o "ovo da serpente," através de suas finas membranas, podemos ver o réptil em formação.
           Os que morreram no deserto, foram aqueles que somente conseguiam enxergar, apenas uma haste, e uma serpente de bronze na ponta.
         
           

              
               

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

NÚMEROS -- A DERROTA EM HORMA -- A REBELIÃO DE CORÁ, DATÃ E ABIRÃO -- POSTAGEM -- 80.

próprio"
                       Dentre toda congregação israelita, sempre existiu aqueles grupos mais rebeldes e indisciplinados. Como aconteceu em um lugar  chamado Horma; reduto dos Cananeus. Depois de se revoltarem contra Moisés, em nome da inveja e da arrogância, decidiram subir até a terra onde o Senhor prometera, para pelejar contra os Amalequitas e Cananeus. Não dando importância aos conselhos de Moisés, foram derrotados. (Números, 14:39-45).
                      Aconteceu que, um grupo de líderes tribais, entre eles, Corá, Datã e Abirão, também questionaram a liderança de Moisés, dizendo que não saíram do Egito para  morrer no deserto. Alegaram que não somente Moisés e Arão, podiam se considerar privilegiados, pois o Senhor considerava santo, toda a congregação israelita. Segundo eles, Moisés não poderia governar suas vidas.
                     Ora! Moisés agia segundo as orientações do Cristo Planetário; se isso desagradava e feria o "amor próprio" dos orgulhosos e invejosos, não poderia aceitar desobediências as Leis Universais.
                     No texto do  livro (Números, 16:20-50), relata que a terra em que pisavam os rebeldes abriu, e todos eles foram tragados e levados para o abismo. Devemos entender que, o Criador escreveu sua Lei, na consciência de cada criatura; então, o nosso principal Juiz é a nossa própria consciência culpada. Quanto maior a culpa da criatura, mais profundo será o seu abismo de sofrimento. Lei perfeita e imutável de Deus, para reeducar os infratores.
                   E assim ia o Programa do Cristo Planetário, corrigindo erros e reeducando toda congregação israelita, para que os "filhos do deserto," se tornassem criaturas conscientes na Canaã prometida; tendo em seus corações, a consciência do Deus Único. Quanto aos seus progenitores, a maioria deles preferiram ouvir as palavras enganosas; e mantendo-se vinculados ao mal, não tiveram olhos de ver, nem ouvidos de ouvir; as palavras de Amor do Cristo Planetário, que chegavam até eles, através do grande médium Moisés. Assim, foram tragados pelo abismo da sua consciência culpada.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

NÚMEROS -- O RELATÓRIO DOS ESPIÕES MANDADOS POR MOISÉS A CANAÃ -- POSTAGEM -- 79.

                     Partiu toda congregação de Hazerote, e acamparam no deserto de Parã.  Moisés mandou alguns espiões para investigar a terra de Canaã. Quando retornaram, causaram polêmica e medo entre os Israelitas. O motivo da congregação ficar apreensiva com as notícias, porque, segundo o relatório dos espias, Canaã era habitada por povos poderosos: As cidades eram fortemente protegidas por muros altos; Heteus, Amalequitas, Jebuseus, Amorreus, Cananeus. E para piorar as coisas, haviam os filhos de Anaque.
                  Segundo os 12 espiões, enviados por Moisés a Canaã, dez dos doze espias, aconselharam Moisés não tentar invadir Canaã naquele momento; pois os homens daquela terra eram mais altos e mais poderosos que os Israelitas, além disso os filhos de Anaque eram bem mais altos de todos eles. (Números, 13:25-33).
                 Estes guerreiros, eram considerados muito valentes e de grande estatura, descendentes dos Nefilins. A palavra Nefilins na Bíblia, significa o cruzamento entre os filhos de Deus, e as filhas dos homens. Etimologicamente a palavra Anak significa pescoço comprido. Diante destas notícias, vários elementos da congregação, começaram novamente a murmurar e acusar Moisés, de tirá-los do Egito, para morrer na "porta" de entrada de Canaã.
                Diante da incredulidade, e da revolta daqueles que blasfemaram contra a Lei, o Senhor não permitiu que estes entrassem na Canaã prometida. Deveriam vagar e morrer no deserto; e na próxima reencarnação, vagariam no deserto por 40 anos; para expiação de seus pecados. É a Lei de Causa e Efeito, reeducando sentimentos. Também, dos doze espiões, somente dois, entrariam na Terra Prometida. Os outros dez espiões, por ter feito murmurar os Israelitas, também perderam o direito de entrar na nova terra. (Números, 14:20-37).
              "Dentre os homens que Moisés mandou espiar a terra e que, voltando fizeram murmurar a congregação contra ele, infamando a terra, morrerão de praga perante o Senhor." (Números, 14:35).
              Caleb, filho de Jefoné, Josué, filho de Num; dos que foram mandados espiar a terra, entraram em Canaã; pois eles não murmuraram e nem excitaram o povo contra o Senhor e a Moisés. (Números, 14:30).
                

NÚMEROS -- MOISÉS E SEU FARDO -- A SEDIÇÃO DE MIRIÃ E ARÃO -- POSTAGEM -- 78.

"Disse Moisés ao Senhor: Porque fizeste mal ao teu servo, e porque não achei favor aos teus olhos, visto que puseste sobre mim a carga de todo este povo?" (Números, 11:10-15).
                        Este foi o desabafo do grande líder e médium dos Israelitas. Um relato franco de tudo que sentia em seu íntimo; se não fosse pela sua vontade e Fé inquebrantável, não poderia levar avante, aquela grande e difícil missão.
                        E por falar em trabalho difícil, Moisés enfrentou também, conflitos e desavenças na própria família. Mais uma vez, Arão e sua irmã lhe causam problemas. "Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita (Etíope) que tomara para companheira. Muito pouco sabemos a respeito da vida familiar de Moisés. Também não sabemos se esta mulher Etíope era de pele escura; a maioria dos registros, menciona apenas que era etíope, com a qual teria se casado, talvez depois de ficar viúvo.
                      Miriã, era mais velha que seus  irmãos, Moisés e Arão. Era profetiza (Êxodo, 15:20), astuciosa, inteligente, e ambiciosa. Arão possuía o alto cargo de sacerdote entre o povo; deveria ser herdado pelos seus descendentes. Tanto Miriã quanto Arão, não aprovaram o novo matrimônio de Moisés com uma mulher etíope; pois pensavam eles, que isso o rebaixaria perante os Israelitas. Não era apenas um problema familiar. Na verdade, era ciúmes, que Miriã e Arão sentiam, por ter o irmão mais novo, e líder de todo povo, inclusive de seus irmãos, ter tomado como companheira, "aquela" mulher.
                    Por isso, decidiram procurar o Senhor, sem a mediação de Moisés, como era de costume. Com esta atitude arrogante, Miriã e Arão, queriam deixar claro, que o Senhor não falara somente por Moisés, mas também por eles. No hebraico o verbo "falaram" (versículo 1) está no feminino singular, indicando que a iniciativa foi tomada por Miriã. Na verdade, a "critica" construtiva que os irmãos de Moisés alegaram ter feito, não passou de uma intriga invejosa e caluniosa. (Números, 12:2).
                  A  resposta que receberam do Senhor, foi clara e instrutiva para ambos; pois o Senhor em sua Misericórdia, não  perde a oportunidade de corrigir e ensinar os ignorantes. Disse o Senhor a Miriã e Arão: "Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profetas, eu, o Senhor, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos. Não é assim com meu servo Moisés, que é fiel em toda minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor; como, pois, não temeste falar contra o meu servo, contra Moisés?" (Números, 12:1-16).
                Arão era de personalidade fraca; jamais teria a mesma atitude da irmã. Pela arrogância e maledicência, e pela sintonia com o mal, materializou-se em seu corpo, a bactéria "Mycobacterium leprae;" naturalmente, devido sua postura mental, as suas defesas orgânicas, foram baixando até chegar a um nível crítico, favorecendo a contaminação. Por causa da lepra, Miriã foi afastada da congregação até ficar curada. Segundo o relato em (Números, 12:14-16). Miriã ficou afastada do convívio com qualquer pessoa, durante 7 dias. Naturalmente que, com esse tempo vivendo em total isolamento e solidão, pode rever todas as suas atitudes; assim, recebeu a Misericórdia do Cristo Planetário, ficando limpa novamente. Os pensamentos tem mais influência em nossa matéria física, do que imaginamos; tanto pode nos causar doenças, devido ao desequilíbrio, como pode também nos curar, com o equilíbrio de nossa mente. Isso já é comprovado pela ciência.
                  
                  
                   

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...