sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

NÚMEROS -- MOISÉS NÃO ENTRA EM CANAÃ -- AS ÁGUAS DE MERIBÁ -- POSTAGEM -- 84.

                        A morte de Miriã é narada no capítulo, 20 do livro Números, e a morte de Arão, no final do referido capítulo. Entre estes acontecimentos, é digno de nota; o incidente que teria impedido da não entrada de Moisés em Canaã. A jornada dos hebreus pelo deserto, estava em sua etapa final. As águas de Meribá (Números, 20:1-13).
                       Os quase 40 anos de caminhada dos israelitas pelo deserto, não foi nada fácil; e também cercada de vários episódios de rebeldia, reclamações e todo tipo de incredulidade. Não fizeram por merecer as maiores bênçãos do Senhor, se não, apenas o necessário para não se auto destruírem. Outro fator importante, a se considerar é que, ao deixar o Egito, toda a congregação no primeiro momento, passou por um grande deslumbramento; como um pássaro, que desde seu nascimento, viveu na gaiola, e subitamente viu-se em liberdade.
                   Tem um detalhe; quando o pássaro descobre que não sabe voar, a primeira reação é voltar para a gaiola para sentir-se seguro. Foi o que aconteceu com o povo hebreu. Moisés teve um grande trabalho para conscientizar toda aquele bando de ex escravos, a pensar e agir como um povo. Tudo isso estava previsto no programa do Cristo Planetário.
                   Depois de todos esses anos no deserto, a nova geração começou a esquecer que aquela longa travessia, fora devido aos pecados de seus pais; então, começam a culpar Moisés por todas as agruras e dificuldades.
                  Devido a falta de água, o povo novamente culpou Moisés; até este momento, foi a sétima vez. Então o Senhor manda Moisés pegar o cajado de Arão, e diante da congregação, "falasse" a rocha para obter água.
                 O que aconteceu foi que, o estado íntimo de Moisés, já um tanto exaltado, devido as constantes acusações contra ele, o levou a bater na rocha com fúria duas vezes. Ao invés de "falar." Embora sabendo que aquele tipo de rocha, possuía certa quantidade de água em seu interior. Mas não foi somente por isso que não pode entrar na terra prometida. Na verdade, o grande médium e líder, enviado pelo Cristo Planetário, já havia conquistado a Canaã espiritual; aquela que todo discípulo do Cristo almeja conquistar.
                Hoje compreendemos que a "rocha", também é um simbolismo de amor e fé no Cristo. (I Coríntios, 10:4). Assim, a rocha somente poderia ser ferida uma única vez; como Cristo foi crucificado uma única vez.
               A água representa então, o derramamento das bênçãos   espirituais, fortalecendo os homens de boa vontade. (Hebreus, 10:12). E também para que possamos resgatar as nossas faltas perante a Lei. (João, 3:1-8).
               É também, a água viva; prometida por Jesus, à mulher Samaritana, na fonte de Jacó. "Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna." (João, 4:14).
              Talvez, o Cristo Planetário esperasse que Moisés dissesse, algo a respeito do simbolismo daquela água; não saciando somente a sede.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...