quinta-feira, 17 de novembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 32.

                            Depois de muito falar, Jó se cala. Então, eis que, outro levanta  a sua voz! Não é nenhum dos três amigos do infortunado Jó. Seu nome é Eliu; filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; acendendo sua ira contra Jó, Eliu o acusa de falso honesto. Acusa Jó de querer demonstrar aquilo que jamais praticou.
                            Diz também que, Jó deseja ser maior que Deus.
                            Embora Eliu declara ter menor idade que Jó e seus amigos, deseja expor o quer pensa de Jó e também de seus amigos. Justifica seus silêncio até agora, porque teve medo de se pronunciar, por ser o mais novo deles. Mas, diante de tantas palavras ocas pronunciadas até agora, tanto por Jó, quanto pelos seus amigos, alega Eliu que, isto lhe deu coragem para também dar a sua opinião.
                             "Dizia eu: Fale os dias, e a multidão dos anos ensine a sabedoria." (Cap. 32:7).
                               Eliu declara que a idade apesar de trazer também a experiência tão necessária e útil ao homem, existe também os dons Divinos recebidos pelo homem, não importando sua idade.
                               "Na  verdade, há um Espírito no homem, e o sopro do Todo Poderoso o faz sábio." (v.8).
                                 Com isto, Eliu justifica o seu direito em também falar. Eliu disse que, todo tempo que estivera calado, ouviu atentamente todos os argumentos de Jó, como também como os de seus amigos. E disse que, não concordava com nenhum deles; pois os amigos de Jó primeiro tentaram o consolo ao amigo em aflição; depois tentaram mostrar-lhe, o que lhe acontecia, era devido a sua vida; vida esta, não tão reta assim.
                                   E também que, depois de muito falar, os seus amigos calaram porque, não tinham mais argumentos. "Jó, os três estão pasmados, não tem mais respostas, faltam-lhes as palavras." (v.15).
                                   Em vista do silêncio de todos, inclusive de Jó, Eliu resolveu falar!
                                   Diz Eliu que, tem muito a dizer. O seu Espírito o obriga a dar o seu testemunho; que talvez ajudaria Jó a aceitar a sua situação. Diz também que, não irá lisonjear ninguém, e muito menos consolar.
                                    "Permiti, pois, que eu fale para desafogar-me; abrirei os lábios e responderei." (v.20).
                                    
                                    "Vi ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol; vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos." (Eclesiastes, 4:1).

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 31.

                                   Continuando a falar, pois todos se calaram até agora, Jó declara a sua integridade. No entanto, notamos também nas entrelinhas das palavras de Jó, a consciência que, ele não é um ser dotado somente de qualidades. Admite que é humano e falível.
                                    Começa dizendo: "Fiz aliança com meus olhos..." (Cap. 31:1).
                                    Questiona primeiramente, o quanto brilha no homem a centelha Divina? E também declara estar ciente que o Criador não trata as criaturas como se fossem "marionetes." Para cada peso uma medida! "Acaso, não é a perdição para o iníquo, e o infortúnio para os que praticam a maldade?" (v.3).
                                    Reconhece agora que, ele também vacilou na vida; e aquele que erra, terá que pagar os compromissos perante a Lei de Deus. "Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano (pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade...) (v.5-6).
                                    Dos versículos: (7 ao 33), Jó expõe suas possíveis faltas perante a Lei do Criador. Declara as várias possibilidades de ter ele cometido pecados graves; tendo grande possibilidade de um desvio de caráter.
                                     Será que finalmente Jó, esteja se conformando com sua situação? Estas declarações não seriam um sinal disto? Só o tempo dirá.
                                     Dos demais versículos até o final do texto, Jó nos dá a entender que, está começando finalmente, a aceitar a sua atual condição de homem que fora atingido pela desgraça, devido a Lei de Causa e Efeito. Lei imutável e perfeita do Criador, para que as criaturas possam resgatar seus débitos, e também se reeducar. Purificando-se pelo sofrimento; o mesmo que infligiu ao seu semelhante.
                                    "O meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão, também isto seria delito a punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima." (v.27-28).
                                      Jó confessa também que, o medo contribuiu para sua falência enquanto ser humano reto. "...porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, de sorte que me calei e não sai da porta." (v.34).
                                      A maioria da humanidade teve, e ainda continua tendo o mesmo medo. Quantas vezes nós, equivocadamente, achamos que a segurança e a felicidade, está nas mãos efêmeras de Mamon; e não nas mãos misericordiosas de Deus? Olvidamos completamente os ensinamentos de Jesus, quando disse: "Não acumuleis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem..." (Mateus, 6:19).
                                     Lembra também Jó, da importância de alguém disposto a nos ouvir; certamente que, aquele que sabe ouvir, também é sábio em conselhos. No entanto para isso, temos nós também que, desenvolver ouvidos de ouvir; e assim merecer a benção da instrução.
                                     "Tomara eu tivesse quem me ouvisse!" (v.35).
                                       Jó está ciente da necessidade do homem viver em sociedade, não somente para o egoísmo; mas principalmente sendo um membro útil e reto nas ações e atitudes; primeiro junto a família, para depois então, aos demais.
                                       "Que o Todo Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação! Por certo que a levaria sobre o meu ombro, mostrar-lhe-ia o número dos meus passos; como príncipe me achegaria a ele." (v.35-36-37).
                                         Finaliza Jó sua declaração, dizendo que, está disposto a resgatar seus pecados.
                                         "Se comi os seus frutos sem tê-la pago devidamente e causei a morte aos seus donos, por trigo me produza cardos, e por cevada, joio." (v.39-40).
                                         Aqui, Jó se refere a sua vida na terra.
                     
                                         "Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim." (Eclesiastes, 3:11).
                                    
                                     
                                     

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 30.

                         Depois de um longo silêncio, Jó começa a falar novamente. Desta feita, lamenta a miséria a qual foi atingido. Ao contrário de que dissera antes, agora Jó é somente tristeza e lamentação. Alega que, todos que um dia o respeitavam, agora tem para ele, somente asco e repugnância. Rejeitam-no, como rejeitam os chacais.
                        Nem ao menos se dignam em olhar para a sua triste figura. Antes o invejavam; agora o repugnam.
                        Lamenta Jó, a perda de todo seu vigor físico, moral e até mesmo espiritual. Reclama Jó, daqueles em que, foram atingidos pela desgraça física e moral. São como párias da sociedade; como um "cancro" no qual todos reprovam e evitam.
                        "Do meio dos homens são expulsos; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão..." (Cap.30:5).
                          Como animais, habitam em cavernas e lugares sombrios; são proibidos de habitar em sociedade junto dos homens! "São filhos de doidos, raça infame e da terra são escorraçados." (v.8).
                          Evitam-me; mas se passam próximo, cospe no meu rosto! Sou considerado como que um bicho; o qual não merece nenhuma consideração. Como homem; o que restou? Nada! Apenas ruína e desprezo. "Sobrevieram-me pavores, como pelo vento é varrida a minha honra; como nuvem passou a minha felicidade." (v.15).
                         Entre os seus delírios Jó, aumentando ainda mais a voz, começa a clamar e perguntar ao Criador, o por quê de sua desdita. "Tu foste cruel comigo; com a força da tua mão tu me combates." (v.21).
                          Em seguida Jó, alega toda à atenção que sempre tivera, para com aqueles mais necessitados. "Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?" (v.25).
                         Nas suas palavras de homem, dizia ter sido reto e honrado, Jó reclama ainda mais ao Criador: Alega que sua vida lhe fora tirada subitamente, sem nenhum motivo digno de crédito. Agora Jó se sente a pior das criaturas; é apenas uma pálida sombra do que fora antes de sua desgraça. Sua pele, sua carne, seus ossos, e até mesmo sua alma, queimam em uma febre constante.
                         "Por isso, a minha harpa se me tornou em prantos de luto, e a minha flauta, em voz dos que choram." (v.31).
 
 
                          "O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou." (Eclesiastes, 3:15).

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 29.

                         Prosseguindo Jó na sua fala, disse: Que saudades sinto dos dias de abastança e alegrias que em minha casa reinava. Dias férteis, onde a prosperidade e a paz eram minhas companheiras constantes. "Como nos dias em que Deus me guardava."
                         Quando suas bênçãos caiam diariamente sobre minha cabeça, quando me regozijava em meu vigor e saúde. Quando guiado pela luz do Criador, caminhava por entre as trevas. "E quando o Todo Poderoso ainda estava comigo..." (v.5).
                          Quando, em minha casa jorrava leite e mel. Quando andava pela cidade todos me reverenciavam, e me ofereciam um lugar para descansar meu corpo. Tinha o respeito de todos; desde os mais jovens aos mais velhos; do pobre e do rico.
                           Até mesmo os príncipes, se calavam quando eu falava. "Ouvindo-me algum ouvido, este me chamava feliz; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; porque eu livrava os pobres que clamavam..." (Cap.29:11-12).
                           Então, Jó descreve todas as suas boas ações, ao longo de sua vida de homem muito rico. Falou que, socorreu os órfãos, deu abrigo as viúvas, alimentou os famintos, e cobriu aqueles que não tinham teto.
                           "Eu me cobria de justiça, e esta me servia de vestes; como manto e turbante era minha equidade." (v.14).
                             Disse também que nunca negou claridade à aqueles sedentos de conhecimento; e muito menos, deixou de amparar aqueles que não sabiam o caminho reto.
                             "Eu quebrava o queixo do iníquo e dos seus dentes lhe fazia eu cair a vítima." (v.17).
                               Daqui para frente, Jó revela quem realmente é. Toda sua pomposa personalidade, vai despontando na ponta de sua língua afiada, pelo personalismo e sua auto-suficiência.
                               "A minha raiz se estenderá até as águas, e o orvalho ficará durante a noite sobre os meus ramos; a minha honra se renovará em mim, e o meu arco se reforçará na minha mão." (v.19-20).
                               Do versículo "19 ao 25" Jó, revela sua verdadeira personalidade! Não poupando elogios as suas qualidades intelectuais e morais, que supunha ter. Ela vai dissertando todos os seus supostos feitos em prol daqueles que viviam ao seu redor; não somente familiares, mas também, a sociedade na qual pertencia.
                               "Eu lhes escolhia o caminho, assentava-me como chefe e habitava como rei entre as suas tropas, como quem consola os que choram." (v.25).
               
                                "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol." (Eclesiastes, 2:11).
                        

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM 28. (CONTINUAÇÃO).

                         Após outra breve pausa para respirar, Jó continua sua explanação.
                         Começa dizendo que, a verdadeira sabedoria vem como um dom de Deus. E ao mesmo tempo ele pergunta: "Onde se pode achar esta sabedoria?" Na sua opinião, os homens desconhecem seu verdadeiro valor e importância. Na verdade, ela não está entre a grande maioria dos humanos.
                          "O abismo diz: Ela não está em mim; e o mar diz: não está comigo." (v.14).
                            Brada Jó levantando mais ainda a voz que, não podemos comprar a sabedoria, como se fosse uma pedra preciosa! Ela não tem preço. Acaso pode o homem negociar com Deus, os seus valores morais? Teria  Deus, as mesmas fraquezas humanas? Nós não somos adoradores de "deuses" criados por homens. Como que, para justificar as próprias torpezas humanas.
                             As coisas materiais, jamais poderão deixar a Terra! Desaparecerão com o Orbe terrestre, quando este, ao final de seu destino, virar poeira cósmica.
                             Já a sabedoria, esta acompanhará o homem na sua jornada evolutiva, ad infinitum. Cada vez mais aperfeiçoada, acompanhando o auto aperfeiçoamento humano, conquistado pelo próprio esforço.
                            "Deus lhe entende o caminho, e sabe seu lugar." (v.23).
                             Pois somente o Criador é conhecedor de todos os mistérios dos Universos; somente ELe tem o poder para ocultar ou revelar seus segredos; segundo a evolução do homem.
                             Assim, disse Deus a criatura humana: "Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento." (v.28).
                       
                         

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...