sábado, 29 de outubro de 2016

LIVRO DE JÓ. POSTAGEM 24.

                            Novamente Jó levanta sua voz. Desta feita, para contestar o que havia declarado anteriormente (Cap.21, quando descreveu a prosperidade dos perversos.).
                            Ele afirma agora que, o castigo chega, principalmente para os que praticam perversidade. "Por que o Todo Poderoso não designa tempos para julgamentos?" (Cap.24:1).
                            A partir de então Jó, começa a enumerara uma série de ações e atitudes, daqueles que sempre desprezaram as Leis do Criador. Seja por ignorância ou pela própria concupiscência, a qual se vincularam desde os tempos mais remotos.         
                            "Como asnos monteses no deserto, saem estes para o seu mister..." (v.5).
                              No entanto, Jó descreve que, também o perverso tem seus momentos de amargura e sacrifícios. Nem sempre levam vantagem em suas investidas fratricidas. A Lei de Causa e Efeito, é implacável para todos que abusarem do livre arbítrio. Lei Imutável do Criador, reeduca as criaturas, através de suas próprias maldades; visto que, tudo que semeamos colheremos. Seja bom ou menos bom.
                            Argumenta Jó que, muito sofrimento, morte e destruição é semeado pelos homens! No entanto, isso não escandaliza Deus; pois sabe o Altíssimo que, da ignorância dos homens, também poderá surgir futuros seres iluminados. Tudo é uma questão de tempo e evolução. As reencarnações dolorosas, se encarregarão de purificar os pecadores.
                            Há duas maneiras para a criatura evoluir: Pela instrução e pela experiência. A primeira, é a chamada "porta estreita" dita por Jesus.
                             A segunda, é a "porta larga" da perdição. Ambas exigem sacrifícios! Pois não existe evolução sem dor! Porém, evoluir pela experiência, além de atrasar nosso processo evolutivo, ainda temos que enfrentar várias reencarnações, na maioria das vezes, em terríveis padecimentos; para então ficarmos quites com a Lei de Deus.
                            A evolução pela instrução, apesar de também exigir sacrifícios e renúncias de nossa parte, visto que, somos seres perfeccionistas, temos a certeza que seremos recompensados pelo nosso esforço na renovação de nosso Espírito.
                            Voltando ao texto de Jó; este reconhece que, a Justiça Divina não falha. Mesmo com toda astúcia dos perversos.
                            "Aguardam o crepúsculo os olhos do adultero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto." (v.15).
                              Lembra também Jó que, aos perversos é esperado morte e destruição; e não haverá ninguém que verterá lágrimas em sua homenagem. Terão por companhia, a fome vorás dos vermes, que devorarão sua carne a céu aberto, junto com os abutres.
                              "A mãe esquecerá deles, os vermes os comerão gostosamente; nunca mais haverá lembranças deles..." (v.20).
                                Fala Jó também, daqueles que chama de valentes; aqueles que preferem a evolução através da instrução.
                               "Não! Pelo contrário, Deus por sua força prolonga os dias dos valentes; veem-se eles de pé quando desesperavam da vida." (v.22).
                                 No entanto, também é exigido dores e sacrifícios, aos que evoluem segundo as instruções dos enviados Divinos. A Terra é um vale de misérias! Estamos todos na carne para o resgate de um passado de graves crimes contra nosso semelhante. Assim, a nossa caminhada é dura e cheia de provações.
                                  "São exaltados por breve tempo; depois, passam, colhidos como todos os demais; são cortados como as pontas das espigas." (v.24).
                                    Por final, Jó desafia todos que tiverem uma melhor definição da Justiça de Deus.
                                    "Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas razões?" (v.25).
 
 
                                    "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do Céu..." (Eclesiastes, 3:1).

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