quarta-feira, 4 de maio de 2016

REIS -- LIVRO II -- POSTAGEM -- 2.

                               Após a partida de Elias a Pátria Celeste, todos que estavam do outro lado do Jordão, observando os dois profetas, acreditaram que, o Espírito de Elias ficara com Eliseu; pois somente Ele retornara para junto deles. Então, os antigos discípulos de Elias inclinaram até o chão; em sinal de respeito ao novo profeta. Depois, todos falaram a Eliseu que estavam dispostos a procurar Elias que, para eles havia desaparecido como que, por encanto. "E lhes disseram: eis que entre os teus servos, há cinquenta homens valentes; deixa os ir em procura de Elias..." (Cap. 2:16).
                              Eliseu não concordou com a proposta dos discípulos, pois sabia que era inútil aquela atitude. Mas diante da insistência deles, concordou; mas disse-lhes: "não os envieis." Depois de muito procurar, todos voltaram desanimados. Disse-lhes Eliseu: "Não vos disse que era inútil?"
                              Todas aquelas pessoas que estavam em Jericó, sofriam com o solo pouco produtivo, e o alto teor de sal das águas do rio Jordão, naquele local; pois a medida que se aproximava do Mar Morto, aumentava a concentração de sal de suas águas. Por isso, os habitantes daquela cidade, pediram a Eliseu para torna-las mais potáveis. O novo profeta, não teve outra alternativa; apelou para os mensageiros do Senhor, pois sem esta Divina ajuda não poderia resolver o problema. Então, através de sua mediunidade, e auxílio das potestades espirituais, mandou que lhe dessem um prato novo cheio de sal; e saindo, foi até a nascente do rio, jogando nas águas todo sal que levara. A partir de então, as águas ficaram potáveis.
                              Neste tempo, reinava sobre Israel, Jorão; filho de Acabe e Jezabel. Este rei, também não era fiel ao Deus Único, apesar de ter destruído todas as colunas de Baal que seu pai e sua mãe ergueram; pois não era tão vil quanto os pais. Nessa época, o rei dos moabitas pagava tributo ao rei Acabe, após sua morte, os moabitas se revoltaram e negaram ao pagamento dos cem mil cordeiros de lã. Por isso, Jorão pediu ajuda a Josafá, rei de Judá, para combater os moabitas. Ao encontrar-se com Jorão, Josafá pergunta se no local não havia algum profeta, o qual pudesse consultar a respeito da batalha.
                           Então, ambos foram ter com Eliseu; porém o profeta disse ao rei Jorão: "Que tenho eu contigo? Vai aos profetas do teu pai e da tua mãe...Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá não te daria atenção, nem te contemplaria." No entanto disse Eliseu para que cavassem vários buracos; pois haveria muita chuva após a batalha, e a vitória seria dos israelitas.
                           Tendo uma mulher de um dos discípulos de Eliseu ficado viúva, não tinha como alimentar seus filhos. Indo até onde estava o profeta, a pobre mulher rogou-lhe ajuda. Perguntou Eliseu o que ela tinha em sua casa, tendo respondido a mulher que, nada tinha para se alimentar, mas apenas um pouco de azeite. Mandou o profeta que a viúva pedisse emprestado vasilhas vazias, a todos os seus vizinhos. A medida que seus filhos foram chegando com as  vasilhas emprestadas pelos vizinhos, a mulher as enchia; e não faltava azeite no pote.
                            Voltando a viúva até onde estava Eliseu, este lhe disse: "Vai, vende o azeite e paga suas  dívidas; e, tu e seus filhos, vivam do restante." (Cap. 4:1-7).
                             Chegando Eliseu próximo a Suném, passou pela casa de uma rica sunamita; esta percebendo que aquele homem era um profeta disse-lhe que entrasse e comesse um pedaço de pão, tomasse água e descansasse. Sempre que o profeta passasse por ali, repousava na casa da rica sunamita. Diante disso, a mulher disse ao marido para construir  um quarto para o profeta repousar sempre que fosse necessário. Sensibilizado com a bondosa atitude daquela sunamita, Eliseu deseja fazer-lhe algo de bom. Quando fica sabendo que a mulher não tinha filhos, pois seu marido era de idade avançada, manda chama-la e disse-lhe que, ela teria um filho no prazo de um ano.
                              A mulher disse ao profeta para não mentir para ela. Sendo seu marido já velho, pensava ela ser isso impossível. No entanto teve a sunamita um filho. Tendo o menino crescido, atingiu-lhe um mal, sendo dado como morto. Sabendo disso, o profeta vai até a casa da sunamita, onde o menino encontrava-se na cama, como morto. Chegando na casa, Eliseu fechou a porta do quarto, deitando sobre o garoto, permaneceu por alguns minutos, levantou e orou ao Senhor. Repetiu a mais uma vez a atitude; e logo após o menino acordou e levantou.
                             Em hebraico, Suném significa "Lugar de repouso." (Josué, 19:18).
                              A mulher sunamita, deixa-nos uma lição de hospitalidade, bondade, fé, e um coração dócil e sensível.
                              Outro feito importante de Eliseu, foi quando havia fome sobre Israel. Quando lhe ofereceram pães, tendo recusado, manda que distribua as pessoas que se encontravam ao redor; eram cem pessoas para poucos pães. Tendo o profeta afirmado que não faltaria alimento para todos, foram distribuídos e não faltou pão.
                             Havia na Síria um general, comandante do exército sírio, homem de muitas vitórias, porém era leproso. Sabendo ele da fama do profeta Eliseu e seus feitos, pediu ao rei da Síria, para ir até Israel ter com o profeta Eliseu na esperança que este o curasse. Parando com seus criados e seu carro na porta da casa de Eliseu, pede para falar com o profeta. No entanto Eliseu não vai ao encontro de Naamã, o general sírio; apenas manda dizer-lhe para que banhe nas águas do rio Jordão, por sete vezes.
                           Esta atitude do profeta indignou o orgulhoso Naamã; pois ele esperava que Eliseu fosse até ele, e rogasse ao Senhor para que ficasse limpo da lepra. Exclamou Naamã: "Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores que todas as águas de Israel? Onde eu poderia ficar limpo? Voltando-se foi embora." Mas os seus oficiais lhe disseram: "Se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não faria? Então, voltou a Israel e mergulhou nas águas do Jordão sete vezes, e ficou limpo da lepra.
                            Depois, foi ter com o profeta, e humildemente agradeceu ao Senhor; pedindo perdão pela atitude arrogante que tivera. Disse-lhe Eliseu: "Vai em paz." (Cap. 5:1-19).

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