Antes mesmo da existência de Jacó, havia no país de Hus (embora não se saiba ao certo, onde é Hus, sabemos que não é em Israel; talvez no território de Edom. Portanto, o mais famosos dos que possuíam a virtude da paciência, não era judeu; e talvez um edonita descendente de Esaú). Este homem em questão, chamava-se Jó. Era detentor de uma enorme fortuna; a maior do oriente. Possuía grandes rebanhos de bovinos, ovelhas, cabras, jumentos, e numerosos servos. Diziam que Jó falava com as pedras, por isso, sabia onde encontrar pedras preciosas, ouro e prata. Isso quer dizer, que ele tinha conhecimentos primitivos de geologia. Não é de se admirar, visto que o nosso personagem era um dos que foram deportados de Capella para a Terra.
Seus rebanhos, eram incomparáveis em qualidade e resistência as doenças comuns aos animais. Porque Jó havia criado uma técnica engenhosa de apuração genética de seus animais. Esta técnica, consistia em, soltar uma fera faminta no rebanho, seja de bovinos, caprinos ou de ovelhas. Aqueles animais que conseguiam sobreviver ao ataque das feras, eram os de melhor qualidades; e por conseguinte, os melhores para serem reprodutores. Jó fazia isso, tanto com os machos e com as fêmeas de cada espécie. Por isso, a alta qualidade da linhagem de seus animais.
O certo é que, Jó tinha tudo do bom e do melhor em tudo. "Tudo que tocava, se transformava em ouro." Seus filhos, viviam celebrando banquetes; cada dia na casa de um deles, e convidavam suas três irmãs para comer com eles. No entanto, Jó não participava destes banquetes de seus filhos. Limitava-se, a cada dia oferecer holocaustos a Deus, pedindo clemência para os filhos que, na ignorância em que se encontravam, não conseguiam ver o grave pecado que estavam cometendo. Visto que cada festa que davam, eram transformados em seus atos e atitudes, de verdadeiros possessos. Jó ficava imaginando, o que acontecia naqueles verdadeiros bacanais.
"Certo dia os anjos foram e se apresentaram ao Senhor; entre eles estava também Satã. Perguntou-lhe o Senhor: De onde vens? Respondeu a estranha criatura: "De rodear a Terra." Disse-lhe então o Senhor: "Reparaste no meu servo Jó? Na Terra não há outro como ele; justo, honrado e fiel a Deus, e apartado do mal." O diálogo é por demais longo, entre o Senhor e o opositor. Então, explicaremos as implicações, contidas nele.
Satã, fez uma proposta ao Senhor, dizendo que todos os homens eram em sua essência pecadores; e Jó não era diferente. Bastava que as adversidades chegassem em sua casa, para que ele também, esquecesse todas as virtudes morais e atacasse o criador, culpando-O por todo mal que lhe acontecer; como fazia o restante dos homens.
Segundo a narrativa, o Senhor resolveu testar a paciência e a capacidade de aceitação de Jó. Então, foi lhe tirado tudo que conquistara! Até mesmo seus filhos amados. Ficou Jó na mais pura miséria! E se não bastasse, sua pele encheu-se de chagas purulentas e mal cheirosas. Assim, Jó passava os dias, sentado em um monte de cinzas, e com um pedaço de madeira, raspava as suas feridas. Permanecia assim, há vários dias totalmente em silêncio. Exceto sua mente, que fervilhava em pensamentos e perguntando a si mesmo: "Por que? Porque? Porque?
Onde fora que ele havia errado? E se errara, quão terrível houvera sido seu erro? Para que o Senhor o punira com tal rigor? Teria sido as atitudes dos filhos? Totalmente indiferentes com seus semelhantes? E com os pensamentos somente nas luxúrias? E ainda desvirtuando também, as próprias irmãs? Perguntas, dúvidas; porém, sem nenhuma resposta do Senhor!
Mas Jó tinha três amigos; que sabendo de sua desgraça, foram lhe visitar. Ao chegarem ao local, ficaram imensamente consternados; uma profunda dor bateu no coração de ambos. Os três amigos se aproximaram de Jó, e ali ficaram! Também calados! Assim como o infortunado amigo. Tanto Elifaz de Temã, Baldad de Suá e Sofar de Naamat, não tentaram falar com Jó.
"Então sua mulher disse-lhe, por que não amaldiçoara a Deus? Ainda persiste na sua honradez? Amaldiçoa Deus e morre." Então Jó despertou de seu torpor mental e disse: "Morra o dia em que nasci, a noite em que se disse: Conceberam um homem"!
Jó rompera o silêncio, não amaldiçoando a Deus, mas sim o dia em que nascera. Satã disse que Jó iria amaldiçoar o Senhor, logo que ficara pobre e doente. Mas não foi isso que aconteceu. Até aquele momento, Jó ainda continuava amando e confiando em Deus. O que saíra da boca de Jó, foram perguntas e queijas; mas até aquele momento, nenhuma maldição. Até aquele momento, a vitória é de Deus. Tanto Satã, como a mulher de Jó desaparecem da narrativa; permanecendo somente Jó em sua solidão e terríveis sofrimento, para a grande batalha moral.
Os três amigos de Jó, são três xeques da região de Edom. Elifaz, Temã, e Suás são nomes encontrados nas genealogias de (Gênesis,36:11, 25:2). No primeiro momento, os amigos de Jó, não discutem com ele, e sim o consolam. O grito de Jó é um desabafo, depois de sete dias de reflexões e perguntas sem respostas concretas. Nós seres humanos, sempre fomos viciados no "concreto," por isso, não estamos acostumados e nem gostamos das abstrações. O desabafo de Jó esta no: (Cap.3:1-26). Nos versículos "8 e 9," disse Jó: "...que amaldiçoem os que amaldiçoam o dia, os entendidos em incitar Leviatã...".
" Leviatã, (do hebraico liw-ya-thán) é uma criatura que, em alguns casos, pode ter interpretação "mitológica," ou simbólica, a depender do contexto em que a palavra é usada. Geralmente é descrito como tendo grandes proporções. É bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da idade Média e nos templos bíblicos. No Antigo Testamento, a imagem do Leviatã, foi retratada pela primeira vez no Livro de Jó; como um monstro mitológico que se opõe à ordem do cosmo e que o Deus ordenador há de vencer." Jó pretende que Leviatã devore o dia.
Em nosso estado psíquico atormentado, seja lá por qualquer coisa, ou por problemas que nós não queremos admitir e muito menos enfrentar, principalmente por medo e orgulho, o Leviatã de cada criatura, estará sempre presente devorando e atormentando os nossos dias de encarnados. O resultado disso, é as depressões, as fobias, e a síndrome do pânico. Tudo isso, são as consequências do mau uso do livre arbítrio, por nós em vidas passadas. Devemos sim, entrar no covil de Leviatã; e enfrentar o "monstro," que foi criado por nós próprio, quando éramos vinculados a todo tipo de excessos e abominações morais no passado. Jamais conseguiríamos mata-lo, pois esse "monstro" faz parte de nosso ego. O nosso dever, é nos tornarmos humilde, estendendo-lhe as mãos, e fazer dele nosso Amigo e Aliado. Para isso, temos que aprender a amar o próximo como nos ensinou Jesus.
"Suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também." (Colossenses, 3:13).
Seus rebanhos, eram incomparáveis em qualidade e resistência as doenças comuns aos animais. Porque Jó havia criado uma técnica engenhosa de apuração genética de seus animais. Esta técnica, consistia em, soltar uma fera faminta no rebanho, seja de bovinos, caprinos ou de ovelhas. Aqueles animais que conseguiam sobreviver ao ataque das feras, eram os de melhor qualidades; e por conseguinte, os melhores para serem reprodutores. Jó fazia isso, tanto com os machos e com as fêmeas de cada espécie. Por isso, a alta qualidade da linhagem de seus animais.
O certo é que, Jó tinha tudo do bom e do melhor em tudo. "Tudo que tocava, se transformava em ouro." Seus filhos, viviam celebrando banquetes; cada dia na casa de um deles, e convidavam suas três irmãs para comer com eles. No entanto, Jó não participava destes banquetes de seus filhos. Limitava-se, a cada dia oferecer holocaustos a Deus, pedindo clemência para os filhos que, na ignorância em que se encontravam, não conseguiam ver o grave pecado que estavam cometendo. Visto que cada festa que davam, eram transformados em seus atos e atitudes, de verdadeiros possessos. Jó ficava imaginando, o que acontecia naqueles verdadeiros bacanais.
"Certo dia os anjos foram e se apresentaram ao Senhor; entre eles estava também Satã. Perguntou-lhe o Senhor: De onde vens? Respondeu a estranha criatura: "De rodear a Terra." Disse-lhe então o Senhor: "Reparaste no meu servo Jó? Na Terra não há outro como ele; justo, honrado e fiel a Deus, e apartado do mal." O diálogo é por demais longo, entre o Senhor e o opositor. Então, explicaremos as implicações, contidas nele.
Satã, fez uma proposta ao Senhor, dizendo que todos os homens eram em sua essência pecadores; e Jó não era diferente. Bastava que as adversidades chegassem em sua casa, para que ele também, esquecesse todas as virtudes morais e atacasse o criador, culpando-O por todo mal que lhe acontecer; como fazia o restante dos homens.
Segundo a narrativa, o Senhor resolveu testar a paciência e a capacidade de aceitação de Jó. Então, foi lhe tirado tudo que conquistara! Até mesmo seus filhos amados. Ficou Jó na mais pura miséria! E se não bastasse, sua pele encheu-se de chagas purulentas e mal cheirosas. Assim, Jó passava os dias, sentado em um monte de cinzas, e com um pedaço de madeira, raspava as suas feridas. Permanecia assim, há vários dias totalmente em silêncio. Exceto sua mente, que fervilhava em pensamentos e perguntando a si mesmo: "Por que? Porque? Porque?
Onde fora que ele havia errado? E se errara, quão terrível houvera sido seu erro? Para que o Senhor o punira com tal rigor? Teria sido as atitudes dos filhos? Totalmente indiferentes com seus semelhantes? E com os pensamentos somente nas luxúrias? E ainda desvirtuando também, as próprias irmãs? Perguntas, dúvidas; porém, sem nenhuma resposta do Senhor!
Mas Jó tinha três amigos; que sabendo de sua desgraça, foram lhe visitar. Ao chegarem ao local, ficaram imensamente consternados; uma profunda dor bateu no coração de ambos. Os três amigos se aproximaram de Jó, e ali ficaram! Também calados! Assim como o infortunado amigo. Tanto Elifaz de Temã, Baldad de Suá e Sofar de Naamat, não tentaram falar com Jó.
"Então sua mulher disse-lhe, por que não amaldiçoara a Deus? Ainda persiste na sua honradez? Amaldiçoa Deus e morre." Então Jó despertou de seu torpor mental e disse: "Morra o dia em que nasci, a noite em que se disse: Conceberam um homem"!
Jó rompera o silêncio, não amaldiçoando a Deus, mas sim o dia em que nascera. Satã disse que Jó iria amaldiçoar o Senhor, logo que ficara pobre e doente. Mas não foi isso que aconteceu. Até aquele momento, Jó ainda continuava amando e confiando em Deus. O que saíra da boca de Jó, foram perguntas e queijas; mas até aquele momento, nenhuma maldição. Até aquele momento, a vitória é de Deus. Tanto Satã, como a mulher de Jó desaparecem da narrativa; permanecendo somente Jó em sua solidão e terríveis sofrimento, para a grande batalha moral.
Os três amigos de Jó, são três xeques da região de Edom. Elifaz, Temã, e Suás são nomes encontrados nas genealogias de (Gênesis,36:11, 25:2). No primeiro momento, os amigos de Jó, não discutem com ele, e sim o consolam. O grito de Jó é um desabafo, depois de sete dias de reflexões e perguntas sem respostas concretas. Nós seres humanos, sempre fomos viciados no "concreto," por isso, não estamos acostumados e nem gostamos das abstrações. O desabafo de Jó esta no: (Cap.3:1-26). Nos versículos "8 e 9," disse Jó: "...que amaldiçoem os que amaldiçoam o dia, os entendidos em incitar Leviatã...".
" Leviatã, (do hebraico liw-ya-thán) é uma criatura que, em alguns casos, pode ter interpretação "mitológica," ou simbólica, a depender do contexto em que a palavra é usada. Geralmente é descrito como tendo grandes proporções. É bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da idade Média e nos templos bíblicos. No Antigo Testamento, a imagem do Leviatã, foi retratada pela primeira vez no Livro de Jó; como um monstro mitológico que se opõe à ordem do cosmo e que o Deus ordenador há de vencer." Jó pretende que Leviatã devore o dia.
Em nosso estado psíquico atormentado, seja lá por qualquer coisa, ou por problemas que nós não queremos admitir e muito menos enfrentar, principalmente por medo e orgulho, o Leviatã de cada criatura, estará sempre presente devorando e atormentando os nossos dias de encarnados. O resultado disso, é as depressões, as fobias, e a síndrome do pânico. Tudo isso, são as consequências do mau uso do livre arbítrio, por nós em vidas passadas. Devemos sim, entrar no covil de Leviatã; e enfrentar o "monstro," que foi criado por nós próprio, quando éramos vinculados a todo tipo de excessos e abominações morais no passado. Jamais conseguiríamos mata-lo, pois esse "monstro" faz parte de nosso ego. O nosso dever, é nos tornarmos humilde, estendendo-lhe as mãos, e fazer dele nosso Amigo e Aliado. Para isso, temos que aprender a amar o próximo como nos ensinou Jesus.
"Suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também." (Colossenses, 3:13).
Nenhum comentário:
Postar um comentário