quarta-feira, 22 de junho de 2016

LIVRO DE ESTER -- POSTAGEM -- 3.

                          Para resumir a história, o rei entregou tudo que pertencia a Amã, a Mordecai, principalmente o cargo e o anel que caracterizava o seu status no reinado de Assuero (também chamado de Artaxerxes, pelas traduções em grego do Velho Testamento.). Outra informação sobre Assuero é que, a sua época fora, (496 a.c.).
                        No entanto, não é nosso objetivo, relatar aqui "fatos históricos," pois para isso já existem muitos trabalhos especializados publicados.
                         A partir do momento do enforcamento de Amã, seus filhos também subiram no cadafalso, a pedido de Ester. Porém, pela ironia do "destino," o poder de Amã ainda continuava no decreto de genocídio contra os hebreus, que ele preparara e induzira o rei à assinar e publicar. Quando Ester pediu ao seu esposo, que revogasse o decreto escrito por Amã, o rei respondeu a Ester e a Mordocai que, não poderia tomar tal decisão; pois segundo as leis da Persia, um soberano jamais poderia voltar atrás anulando o que decretara.
                         No entanto, o rei poderia promulgar outro decreto que tirasse parte do poder do anterior. Assim, Mordecai elaborou um decreto, dando aos judeus de todas as províncias do reino, desde a India até a Etiópia, o direito de pegar em armas para se defenderem. As armas seriam fornecidas pelo próprio estado Persa. O decreto escrito por Mordecai, dizia que: "O  imperador Assuero aos governadores das cento e vinte províncias, da India até a Etiópia, e a todos os que são leais a nós, saúde!" Em tal documento o rei concedia aos judeus de todas e de cada uma das cidade o direito de reunir-se e defender-se, de exterminar, matar e aniquilar todas as pessoas armadas de qualquer raça ou província que os atacassem, também suas mulheres e crianças, além do direito de saquear seus bens..." (Cap.8:1-17, 9:1-32).
                           Devemos notar aspectos interessantes nesta narrativa. O rei não podia voltar atrás após promulgar um decreto; isso porque, nem mesmo o poderoso Assuero estava acima do "sistema." Isso vem de longa data, começou na tribo do primata; quando o pajé, que possuía sensibilidade  mediúnica, era o único que podia "ouvir" o clamor de todos que desencarnavam e ficavam convivendo com a tribo, como se fosse encarnado. Na verdade, aqueles que morriam, não percebiam que estavam em Espíritos; pois não tinham mais o corpo de carne. Assim, somente o pajé, que era médium, tinha poder de ouvi-los e ve-los.
                           Com isso, o poder do pajé aumentou muito, bem como o seu prestígio, junto aos demais componentes da tribo. Com isso, nascia o poder judiciário primitivo, representado pelo pajé, e o poder executivo primitivo, representado pelo cacique; que fora indicado pelo pajé. Criou-se assim, um sistema primitivo de poder, que com o passar do tempo, foi se tornando cada vez mais complexo. Assuero também como outro rei qualquer, estava preso a um sistema; formado por um código de leis. Alguns soberanos, ou ditadores, nos tempos modernos, tentaram suplantar este sistema, mas não duraram muito tempo. Todos foram absorvidos pelo sistema, vindo a fracassar em seus projetos.
                            Outro aspecto interessante, é a semelhança entre os decretos escritos por Amã e Mordecai; ambos querem um extermínio e o saque! Nesse ponto, tanto Mordecai quanto Ester, cometeram os mesmos excessos de Amã. Não cabe aqui, fazer nenhum julgamento moral, e sim  relatar e analisar os aspectos contidos nas entrelinhas das narrativas. O certo é que, a Lei de Causa e Efeito, visa a reeducação do Espírito reencarnado, pelo compromisso assumido; quando violou as Leis Divinas em vidas passadas. Portanto, Lei de "Destruição" é Lei Divina.
                           "E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, se não contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade." (Hebreus, 3:18-19).
                              Todos que foram exterminados nesse confronto, tanto judeus, como outros, estavam em débito com a Lei do Deus Único. Portanto, para todos que morreram, foi um resgate. No Plano Espiritual, os mensageiros abnegados do Cristo Planetário, iria instruir a todos que pereceram, a respeito de tudo que lhes havia acontecido. Bem como uma nova oportunidade de redenção, através de uma nova reencarnação, em um novo corpo de carne. Corpo este, materializado através dos genes (espermatozoide e óvulo), fornecidos pelo pai e mãe, do Espírito que irá reencarnar.
                                A chamada festa do Purim, foi comemorada após o final dos confrontos, quando o povo hebreu transformaram a tristeza de uma possível extinção, na alegria da vitória. A palavra "pur" significa sorte. Era uma festa que Amã comemorava no começo do ano, no qual se consultava a sorte do ano que começa. Na celebração hebraica, a festa passa para o fim do ano, como lembrança de uma grande libertação. (Cap.9:16-32).
                               No final de tudo, Mordecai torna-se o vice-rei de Assuero; sendo considerado por seu povo, como um dos seus principais personagens. Fica aqui algumas curiosidades a respeito dos chamados "eunucos" estes homens eram castrados, para que não pudessem gerar filhos, que viessem a se rebelar contra o rei.
                               Segundo a narrativa de determinadas Bíblias, e segundo seus autores; Ester teria morrido já velha, no ano de 420 a.c.
                            
                            FIM DO LIVRO DE ESTER.
                               
                          
                        
                         

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