quinta-feira, 16 de junho de 2016

O LIVRO DE NEEMIAS -- POSTAGEM -- 6.

                          A renovação dos votos dos israelitas ao Deus Único, tem início com o sacerdote Esdras, promovendo a Festa dos Tabernáculos. Toda a congregação estava reunida em torno do sacerdote para ouvir as suas palavras. Esdras, através dos pergaminhos, ia relembrando toda a jornada do povo hebreu; desde de a saída de Abraão, da terra de Ur, ou seja, da sua parentela, como lhe ordenara o Senhor do Céu. Lembrou a promessa feita pelo Senhor ao Patriarca.
                         Prometeu o Senhor, que a descendência de Abraão, seria em grande número; e também Canaã. Intuitivamente, Esdras estava recordando a toda congregação israelita, o Gene Psíquico, sendo implantado na mente de Abraão, para que no futuro distante, o Cristo Planetário viesse até nós, para Salvação de toda a humanidade.
                        O sacerdote Esdras, relembrou a servidão do Egito, as consequências da Lei de Causa e Efeito, pelo orgulho do Faraó. Também não esqueceu da abertura do mar vermelho, para que os israelitas pudesse, atravessar. Esta é uma interessante simbologia! Porque, todos nós somos como que, um mar de personalidades; devido as nossas várias reencarnações vividas no passado distante. Sendo assim, os reflexos condicionados dessas vidas, aflora em nossa psique; como um mosaico de sentimentos e pensamentos; gerando atitudes e conclusões, na maioria das vezes extremamente equivocadas. E isso, é como um "mar" de ações, boas ou más; dependendo do direcionamento de nossa casa mental.
                       Então, podemos abrir ou fechar a nossa mente; segundo os interesses de nosso "Ego." A abertura do mar, para que o povo hebreu passasse, representa na verdade, uma abertura para o Bem Maior do Cristo Planetário, em prol de todo o povo que aceitou em seus corações, as verdades e as promessas do Deus Único. Já aqueles, pelo livre arbítrio, não tiveram aceitação para estas verdades Divinas, para eles, fechou-se o mar.
                      E  esta abertura, continua até hoje; e também, as águas profundas da perdição; para os que não abrem seus corações para o Bem Maior. Para estes, existe somente as profundezas do "Mar dos Sargaços," onde não canta galo e nem galinha; e nem criatura humana batizada. 
                       Lembrou também Esdras, da difícil, travessia; onde os israelitas iriam expurgar todas as suas faltas  e revoltas, contra o Senhor, durante a servidão no Egito. Porém, a Misericórdia do Deus Único é sempre infinita, e justa a sua Lei. A nuvem que guiava o povo pelo deserto durante o dia, e o fogo que os iluminava a noite, eram os guias espirituais de cada um dos hebreus; que pela Misericórdia do Senhor, os orientava e os protegia dos perigos naturais do deserto.
                        A medida que Esdras ia lendo a Lei e tudo que Moisés escrevera, a congregação ficava encantada; pois a maioria deles, nunca soubera do conteúdo daqueles pergaminhos; pois eles permaneceram muito tempo desaparecidos e esquecidos pelos hebreus; que houvera se entregado as abominações de deuses de pedra. "Então, disseram: Bendito seja o nome da tua glória, que ultrapassa todo bendizer e louvor."
                         "Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a Terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora."
                             Estas palavras do sacerdote, é a essência da Criação e da construção da Terra pelo Cristo Planetário. Porque, quando se fala em "Céu" no singular, está se referindo ao Criador e sua Obra; já, quando falamos em "Céus" no plural, estamos referindo a construção da Terra, pelo Cristo Planetário. Pois, em cada região do planeta, que olharmos para as estrelas, veremos um quadrante diferente de grupos estelares; por isso, é "céus" no plural.
                             "Tu és o Senhor, o Deus que elegeste Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão. Achaste o seu coração fiel perante ti e com ele fizeste aliança..."
                                              "Viste a aflição de nossos pais no Egito, e lhes ouvistes o clamor junto ao Mar Vermelho. Dividistes o mar perante eles, de maneira que o atravessaram em seco; lançastes os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra nas águas impetuosas."
                                 Todo ser humano que tem o coração duro como pedra, a  sua existência é como um mar impetuoso. "Guiaste-os, de dia, por uma coluna de nuvem e, de noite, por uma coluna de fogo, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir."
                                  "Desceste sobre o monte Sinai, do Céu  falastes com eles e lhes destes juízos retos, Leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons."
                                    "Do Céu falastes..." Isso significa que, Moisés recebeu o decálogo do Cristo Planetário! E também justifica as palavras ditas pelo Cristo: "Eu e o Pai somos UM." (João, 10:30). Pois o texto disse "Céu" no singular! Então, tudo de Deus procede!
                                      Esdras, também não esqueceu de mencionar todos os pecados cometidos pelos antepassados, após chegarem na Terra Prometida. "Porém eles, nossos pais, se houveram soberbamente, e endureceram sua cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos. Porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio  em irar-te e grande em bondade, tu não os desamparastes. Todavia, tu pela multidão das tuas misericórdias, não os deixastes no deserto. A coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes alumiar o caminho."
                                     Está ai a prova maior, esclarecida ao povo por Esdras, que o Criador  é um Deus de Misericórdia e Justiça; por isso, nada nas dimensões da criação está errado e injusto. Está tudo segundo as Leis do Criador. O Cristo Planetário, veio a Terra para tudo isso ensinar! E muito mais. "Lhes concedeste o teu Bom Espírito, para os ensinar; não lhes negaste para a boca o teu maná; e água lhes deste na sua sede."
                                      Cristo é o Filho que o Deus Vivo! O Bom Espírito; que veio até aos homens; dar-lhes o alimento e a água viva que mata a sede para sempre.
                                       "Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo." (Mateus, 26:26).
                                        Este "corpo," o qual Jesus se referiu, representa a consciência de uma sociedade vinculada aos ensinamentos do Evangelho; e também para ser ensinado a todos que tenha a "sede" da salvação e da vida eterna.
                                        "Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vide eterna." (João, 4:14).
                                         É o salto quântico evolutivo, proporcionado pelo ensinamento e a prática do amor e caridade contidos no Evangelho. Que é conquista individual de Espírito, enquanto alma vivente na Terra.
                                          "Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os desamparava nas mãos dos seus inimigos, para que  dominassem sobre eles; mas convertendo-se eles e chamando a ti, tu os ouvistes dos céus e, segundo a  tua misericórdia, os livrastes muitas vezes."
                                              "Tu ouvistes dos céus." Céus no singular; ou seja, é o Cristo Planetário, pela Lei de Causa e Efeito, reeducando o povo hebreu, para que se mantivesse acesa, a chama do Deus Único na mente e no coração do povo. Continuando com sua importante narrativa, naqueles momentos de tamanha relevância para a volta dos israelitas a Jerusalém; como a nova saída do cativeiro. Agora das mãos dos reis da Assíria; e de volta para a terra sagrada. Como uma espécie de um novo êxodo.
                                                Embora de volta a Jerusalém, os israelitas não tinham mais a autonomia de antigamente, na época dos reis de Israel. "Os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes e os nossos pais, não guardaram a tua Lei, nem deram ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, que testificastes contra eles...Eis que hoje somos servos; e até na terra que destes aos nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos servos nela...estamos em grande angustia."
                                               Assim termina Esdras, a sua narrativa; melancolicamente, e também ironicamente. O povo hebreu, após conquistar Canaã, perde-a para a própria concupiscência. Assim sempre agiram os homens! Após conquistar a Canaã do próprio coração, não sabem como mantê-la.
                                                  "Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados." (Hebreus, 10:26).
                                             
                                           
                                        
                                       
                                        
                                      
                                     
                                      

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...