Depois de muito falar, Eliu se cala. E no silêncio que separa Jó de seu amigo, ouve-se novamente uma voz. Não partia da boca de Eliu e nem de Jó; e sim de seu "eu" interior. Como se lá estivera, desde tempos remotos! Talvez de outras vidas. No entanto, estava viva; como que saída da boca do próprio Jó. Para o nosso infortunado amigo, era o próprio Deus que lhe dirigia a palavra numa vibração que, somente era ouvida pelo seu coração amargurado e revoltado.
Na realidade, era seu próprio guia espiritual que sabendo ser esta a única maneira que encontrara para ser ouvido pelo seu tutelado; e quem sabe, devolver-lhe a razão e o bom senso. Único caminho, para que se despertasse em Jó, um sentimento puro; se desvinculasse do amor próprio, ao qual se tornara escravo.
Assim, o Espírito Amigo de Jó, tenta demovê-lo de sua ignorância.
Jó vislumbra um redemoinho, do qual pensa sair aquela voz.
O Espírito, levanta várias questões relativas a natureza, com toda sua exuberância; bem como as manifestações telúricas, que sempre causaram pavor aos homens, desde seu atávico. Além de discernir sobre toda criação, a entidade espiritual, também questiona os homens, e sua postura diante da vida e seus valores; materiais, morais. Sempre questionando se os homens, aqui representados na figura esquálida e miserável de Jó, tem a consciência, de quem é o Criador das coisas e dos seres.
Jó, se mantem mudo o tempo todo. Limitando apenas a ouvir o Espírito; que para ele, era o próprio Deus.
"Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da Terra? Diz-me, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela os ensinamentos?" (Cap. 38:4-5).
"Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo Poderoso? Quem assim contesta Deus que responda." (Cap. 40:2).
Então, responde Jó humildemente:
"Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei." (Cap. 40:3).
Todo o capítulo "40" e "41" refere-se as palavras da entidade espiritual, discernindo a respeito do poder e da força dos grandes animais; tais como, o Hipopótamo e o Crocodilo. Tentando mostrar a Jó, o que é realmente o poder de Deus.
Jó termina sua fala, declarando-se arrependido, e reconhecendo todas as abominações que disse contra o Senhor.
"Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza." (Cap. 42:5-6).
O Espirito continuando a falar, dirige-se agora aos três amigos de Jó. Com severidade, a entidade fala que, eles não foram verdadeiros com suas palavras a respeito da situação de Jó. Faltou-lhes caridade, para com Jó e seu infortúnio. Nenhum deles se lembrou de auxiliá-lo materialmente, e muito menos, tentaram aliviar suas dores físicas e morais. Todos o julgaram. E também, não glorificaram Deus perante Jó.
Então, determinou o enviado do Senhor que:
"Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós...Então, foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, naamatita, e fizeram como o Senhor lhes ordenara; e o Senhor aceitou a oração de Jó." (v. 8-9).
Finalmente, Jó se recupera da doença. Voltaram-lhe os amigos. Tendo recuperado todas suas forças novamente, cada amigo o ajudou com uma quantia de ouro e objetos de valor. Então ele pode recomeçar sua vida. Casou-se novamente, e teve vários filhos e filhas.
"Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuía." (v. 10-17).
Este livro, com toda sua simbologia e alegoria, muito característica da época, tenta mostrar a capacidade de recuperação do ser humano, diante de suas adversidades, enquanto ser reencarnado na Terra. E assim, ressarcir suas dívidas perante as Leis de Deus.
Nos mostra também, a necessidade de fazermos amigos. Porém, devemos observar que "amigos," não são aqueles que convive conosco, na escola ou no trabalho. Estes, são simplesmente colegas.
Amigo verdadeiro, é somente aquele que tem o mesmo ideal espiritual que nós temos, e que conhece, o que conhecemos; em termos de instrução espiritual evangélica.
"...tenho vos chamado Amigos, porque tudo que ouvi de meu Pai vos tenho ensinado." (João, 15:14-15).
FIM DO LIVRO DE JÓ.
Na realidade, era seu próprio guia espiritual que sabendo ser esta a única maneira que encontrara para ser ouvido pelo seu tutelado; e quem sabe, devolver-lhe a razão e o bom senso. Único caminho, para que se despertasse em Jó, um sentimento puro; se desvinculasse do amor próprio, ao qual se tornara escravo.
Assim, o Espírito Amigo de Jó, tenta demovê-lo de sua ignorância.
Jó vislumbra um redemoinho, do qual pensa sair aquela voz.
O Espírito, levanta várias questões relativas a natureza, com toda sua exuberância; bem como as manifestações telúricas, que sempre causaram pavor aos homens, desde seu atávico. Além de discernir sobre toda criação, a entidade espiritual, também questiona os homens, e sua postura diante da vida e seus valores; materiais, morais. Sempre questionando se os homens, aqui representados na figura esquálida e miserável de Jó, tem a consciência, de quem é o Criador das coisas e dos seres.
Jó, se mantem mudo o tempo todo. Limitando apenas a ouvir o Espírito; que para ele, era o próprio Deus.
"Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da Terra? Diz-me, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela os ensinamentos?" (Cap. 38:4-5).
"Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo Poderoso? Quem assim contesta Deus que responda." (Cap. 40:2).
Então, responde Jó humildemente:
"Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei." (Cap. 40:3).
Todo o capítulo "40" e "41" refere-se as palavras da entidade espiritual, discernindo a respeito do poder e da força dos grandes animais; tais como, o Hipopótamo e o Crocodilo. Tentando mostrar a Jó, o que é realmente o poder de Deus.
Jó termina sua fala, declarando-se arrependido, e reconhecendo todas as abominações que disse contra o Senhor.
"Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza." (Cap. 42:5-6).
O Espirito continuando a falar, dirige-se agora aos três amigos de Jó. Com severidade, a entidade fala que, eles não foram verdadeiros com suas palavras a respeito da situação de Jó. Faltou-lhes caridade, para com Jó e seu infortúnio. Nenhum deles se lembrou de auxiliá-lo materialmente, e muito menos, tentaram aliviar suas dores físicas e morais. Todos o julgaram. E também, não glorificaram Deus perante Jó.
Então, determinou o enviado do Senhor que:
"Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós...Então, foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, naamatita, e fizeram como o Senhor lhes ordenara; e o Senhor aceitou a oração de Jó." (v. 8-9).
Finalmente, Jó se recupera da doença. Voltaram-lhe os amigos. Tendo recuperado todas suas forças novamente, cada amigo o ajudou com uma quantia de ouro e objetos de valor. Então ele pode recomeçar sua vida. Casou-se novamente, e teve vários filhos e filhas.
"Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuía." (v. 10-17).
Este livro, com toda sua simbologia e alegoria, muito característica da época, tenta mostrar a capacidade de recuperação do ser humano, diante de suas adversidades, enquanto ser reencarnado na Terra. E assim, ressarcir suas dívidas perante as Leis de Deus.
Nos mostra também, a necessidade de fazermos amigos. Porém, devemos observar que "amigos," não são aqueles que convive conosco, na escola ou no trabalho. Estes, são simplesmente colegas.
Amigo verdadeiro, é somente aquele que tem o mesmo ideal espiritual que nós temos, e que conhece, o que conhecemos; em termos de instrução espiritual evangélica.
"...tenho vos chamado Amigos, porque tudo que ouvi de meu Pai vos tenho ensinado." (João, 15:14-15).
FIM DO LIVRO DE JÓ.
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