domingo, 2 de julho de 2017

LIVRO DE JEREMIAS -- POSTAGEM 7.

                             Então estava Jeremias, depois do povo israelita ser levado em cativeiro, para Babilônia na terra dos caldeus, com dois cestos de figos. Em um dos cestos, havia figos bons para comer; mas no outro cesto, tinha somente figos podres.
                             Uma voz falou na mente do profeta: "Que vês tu, Jeremias?" (Cap. 24). Respondeu o profeta que via dois cestos; um com figos bons e outros com figos ruins.
                             O Senhor estava fazendo uma analogia com aqueles que foram levados para terra dos caldeus como escravos. Inclusive o rei e toda sua corte.
                             Porém, o Senhor disse que, dentre os que foram, os bons seriam trazidos de volta para a terra de Israel. No entanto, todos que procederam mal para com o Senhor, violando suas Leis, praticando todo tipo de blasfêmias e aberrações, adorando falsos deus de pedra. Estes teriam que responder pela própria semeadura maligna.
                           "Como a estes bons figos, assim conhecerei aos de Judá, levados em cativeiro, e que eu enviei deste lugar para a terra estrangeira, para seu bem.
                            Porei os meus olhos sobre eles, para o seu bem, e os farei voltar a esta terra, e edificá-los-ei, e não os destruirei. E dar-lhe-eis coração para que me conheçam, porque eu sou o Senhor..." (Cap. 24:5-7).
                           "E como os figos maus, que se não podem comer, de maus que são, entregarei Zedequias, rei de Judá, e os seus príncipes, e o resto de Jerusalém, que de resto ficou nesta terra.
                             Eu os entregarei para que sejam um terror, um mal para todos os reinos da terra, um opróbrio e provérbio, um escárnio, e uma maldição em todos os lugares para onde os arrojei." (Cap.24:8-9).
                             Como podemos entender, dentre aqueles que foram levados em cativeiro, havia também alguns que, iriam apenas cumprir um resgate pelo crime de omissão.
                            Viram as iniquidades praticadas pelo povo e se calaram; ao invés de alertá-los do crime que estavam praticando contra as Leis de Deus.
                            No entanto, estes receberiam uma tarefa para conquistar a própria redenção. Seriam trazidos de volta para Israel, onde se encarregariam de resgatar o culto ao Deus único e verdadeiro.
                            Mas para aqueles comparados aos figos podres, estes teriam que seguir um caminho de espinhos e provações. Pois sempre recusaram o aprendizado pela instrução de todos os profetas enviados pelo Senhor; optando pela piores atitudes e pecados contra as Leis do Deus Único.
                          Iriam aprender através de sofrimentos terríveis; como seres trevosos que sempre foram. Como a "saturação" é Lei Universal, um dia voltariam a trilhar os caminhos do bem.
                         "E enviarei entre eles a espada, a fome, e a peste, até que se consumam de sobre a terra que lhes dei a eles e a seus pais." (Cap.24:10).
                          Quem lê os textos antigos, interpretando-os ao pé da letra, ou seja, sem raciocinar dentro da verdade, da razão e bom senso, pensa que tudo é um absurdo.
                          Mas tudo isso, é como um poema; imaginado por quem os escreveu, de uma forma alegórica e fazendo uso da simbologia e cultura, daqueles tempos antigos.
                          Podemos ver isso, em (Cap.27:6-12).
                         "E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei da Babilônia..." (Cap.27:6).
                           É a Lei de Causa e Efeito; reeducando os seres que se submeteram as vontades do mal. Recusaram o aprendizado pelas instruções dos profetas, profanaram e violaram as Leis do Deus Único; com a prática de sacrifícios humanos, aos falsos deuses. Agora, colhem a amarga colheita do mal que semearam.
                          São as sementes do mal; que até nos dias atuais, continuam enterrando os preciosos talentos dados pelo Senhor da Vida.
                          Mesmo em cativeiro, o Senhor não abandonou o povo hebreu. Através dos profetas, recomendou-lhes que, se mantivessem longe de falsos deuses; sempre respeitassem as Leis entregue a eles por Moisés.
                          Não ouvissem palavras de falsos profetas e nem se misturassem com os caldeus. Deveriam manter a pureza do culto ao Deus Único.
                          Os hebreus foram os pilares da civilização judaico-cristã ocidental. Se não tivessem a fé no Deus único e Verdadeiro, como Jesus poderia nos trazer a Segunda Revelação; que é o Evangelho de Amor; para salvar o que estava perdido.
                         O próprio Cristo disse: "Mas ides antes às ovelhas perdidas da casa de Israel." (Mateus, 10:6).
                         Assim, o Mestre veio somente para os israelitas; visto que, nunca saiu daquela terra até sua crucificação. No entanto, não esqueceu os outros povos. Escolheu Paulo de Tarso, para levar a Boa Nova, a outros povos que não eram judeus. Os chamados gentios. Recomendou também o Cristo aos discípulos de todos os tempos e lugares: "Este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todos os povos, e então virá o fim." (Mateus, 24:14).
                      Mesmo depois de vários alertas de Jeremias, mesmo em cativeiro, o povo voltou a desobedecer as determinações do Senhor.
                      "Assim diz o Senhor o Deus de Israel: Não vos enganem vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos, que sonhais." (Cap.29:8).
                      Está claro que os hebreus recorriam a cultura mística dos povos caldeus; deixando de lado, as Leis do Decálogo.
                     
CONTINUA.
                      
                      
                         
                         
                       
                        
     

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