terça-feira, 15 de outubro de 2019

LEIS MORAIS - PENAS E GOZOS FUTUROS - LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC.

O NADA. VIDA FUTURA.
                               
958- Por que tem o homem, pavor do nada?
                           
           Porque não existe o nada.
              
959- De onde vem do homem, o sentimento instintivo da vida futura?
                            
          Já foi dito: Antes de encarnar, o Espírito tem conhecimento de todas as coisas, pois já passou por várias reencarnações; e a alma conserva uma pálida lembrança do que sabe, e da vida espiritual.
                                   
              O homem sempre preocupou-se com a vida após a "morte." O que é natural. Por mais que dê importância a sua vida na matéria, não pode deixar de pensar na brevidade de sua vida e a sua precariedade. Porque não sabe a hora de sua interrupção.
              A incerteza do dia seguinte e como ficará, não são preocupações simples; porque não é apenas o tempo terrestre, e sim da eternidade. É como alguém que é obrigado a ficar um longo tempo em uma nação estrangeira, preocupado como será sua vida em uma terra desconhecida para ele.
             A mesma coisa deve acontecer quando deixarmos a Terra, por causa de nossa "morte." Não sabemos se  é para sempre. A ideia do nada tem qualquer coisa  que repugna nossa razão. O ser humano por mais despreocupado que seja na sua vida material, quando é chegada a hora de deixar sua vida na Terra, começa a perguntar, o que será dele depois disso?
             É contrário a lógica, razão e o bom senso, acreditar em Deus e nagar a vida futura. Todo ser humano, possui em seu íntimo, o sentimento de uma existência melhor. Não é possível que esse sentimento não seja uma dádiva de Deus ao homem.
            A vida após a "morte," é a conservação da individualidade do ser humano. Que adiantaria uma vida futura, para logo em seguida, perdermos a nossa essência moral em um infinito, onde nada existisse? Seria como que  desaparecer em um espaço sem nada.
        
Continua.
           
             
              
               

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