quinta-feira, 21 de novembro de 2019

LEIS MORAIS - PENAS E GOZOS FUTUROS - LIVRO DOS ESPÍRITOS ALLAN KARDEC.

EXPIAÇÃO E ARREPENDIMENTO. (final)
                             
999- Basta o arrependimento  durante a vida para que as faltas do Espírito apaguem-se, e ele receba o Bem diante de Deus?
                          
           O arrependimento é o primeiro passo do Espírito, que busca a salvação. Mas ele ainda precisa expiar suas faltas.
                     
            a)- Se, diante disso, um criminoso dissesse que, cumprindo-lhe, em todo caso, expiar o seu passado, nenhuma necessidade tem de se arrepender, o que lhe aconteceria?
                               
                   Continuaria com seu sofrimento e mais longa seria sua expiação. Porque é obstinado no mal.
                               
1000- Desde esta vida podemos resgatar as nossas faltas?
                                   
                Sim. No entanto não é somente com a distribuição dos bens após a morte, é que resgatamos nossos débitos. Não tem valor, perante Deus, desfazermos de qualquer coisa que não nos fará falta. A simples perda de um dedo mínimo, quando estivermos realizando um trabalho útil, quitará mais débitos que um sacrifício inútil; mesmo sendo suportado por muito tempo.
                Só com a prática do bem, venceremos o mal. Temos que vencer o orgulho e também desvincular do materialismo.
                
                De que adianta a desvinculação dos bens materiais, depois da morte, se antes de morrer, usufruímos desses bens egoisticamente.
                     
               Não tem nenhum valor, nos privar de pequenas futilidades, se o prejuízo que o materialismo provocou em nós, ainda persiste.
                       
                De que adianta, humilhar diante de Deus, se diante dos homens, conservamos nosso orgulho?
                 
1001- Nenhum mérito haverá em assegurarmos, para depois de nossa morte, emprego útil aos bens que possuímos?
                                     
            Nenhum mérito não é bem o termo. Isso é melhor que nada. O problema é que, aquele que somente desvincula de seus bens depois da morte, demonstra mais egoísmo que caridade. Quer colher os frutos do bem, sem merecer.
             Maior proveito terá aquele que, tendo praticado o bem durante sua vida no corpo físico, também utilizou bem seu dinheiro; empregando-o para melhorar a vida do seu irmão mais necessitado. O mérito daquele que faz um sacrifício útil, é o prazer de ver a felicidade nos outros.
             Quando damos com verdadeira fraternidade, estamos sacrificando algo de nós, para o bem do semelhante. O egoísta guarda, com a desculpa de prevenir o futuro, ou devido as exigências de sua posição social.
              Quando o homem é generoso, sabe a grandeza de sua atitude, e também a felicidade de ser útil. Assim Deus o recompensa, ainda durante sua vida na Terra.
                  
1002- Que deve fazer aquele que, diante da morte, reconhece suas faltas, quando não tem tempo para reparação? Bastaria apenas o arrependimento?
                                
              O arrependimento é a primeira atitude, mas não é somente isso que terá de fazer para ser absolvido de suas faltas. Diante dele está o futuro, para conquistar sua redenção. 
                   
Continua.
              
                
                          
                  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...