"Mas, da árvore da ciência e do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Gênesis, 2:17)
No primeiro livro da Bíblia, intitulado Gênesis, escrito por Moisés, está simbolicamente representado o maior drama da família humana; na alegoria de Adão e Eva.
Este livro de grande conteúdo poético, deveria merecer a atenção, não somente dos teólogos, e também de Poetas, Filósofos, Historiadores, Sociólogos e cientistas em geral. Para sua compreensão, é necessário tirarmos o espírito da letra, e entrarmos no intrincado mundo do "ego."
Veremos então, as duas faces da moeda. De um lado, um ser humano em harmonia com a natureza e o Criador; e do outro, a substituição de Deus pela persona humana; preferindo ouvir seu próprio egocentrismo, influenciado pelo mais torpe e vil.
Como seria a família humana, se o homem seguisse as Leis de Deus? Naturalmente que a medida de tudo seria Deus, e não o homem. Assim, substituimos a presença de Deus, pela presença dúbia do ego adâmico. O desastre foi total! A prova está na própria evolução humana.
Dando guarida as piores abominações, lança-se o homem à praticas das mais baixas torpezas; instaurando no Planeta o domínio do mal. Seguindo a linha evolutiva humana, vemos um raio de esperança na personalidade do Patriarca Abraão; fruto da Misericpordia de Deus, em favor da criatura humana.
Começa a partir desse momento, a implantação do Gene Psíquico do Deus Único na mente do Patriarca, para que Jesus pudesse ser gestado por Maria, fazendo-se Filho do Homem, em um ato de extremo Amor e humildade; para salvar o que estava perdido. "Genealogia de Jesus." (Mateus, 1: 1-23)
Grandiosa e difícil a missão de Moisés, fazendo germinar o gene psíquico. Reforçando na mente do povo hebreu, o Gene do Deus Único; onde havia somente povos idólotras praticantes das mais baixas abominações.
O Patriarca sai de sua parentela, como lhe recomendou o Cristo Planetário, para levar avante sua missão. Dando mais um salto no tempo, observamos os homens dando continuidade a praticar as piores torpezas, vinculando mente e coração, a entidades diabólicas. Estamos agora, no tempo do rei David. Esse grande médium e excepcional artista, tinha uma apurada sensibilidade musical, e uma extraordinária sensibilidade psíquica-mediúnica; escrevendo Salmos maravilhosos.
David também não conseguindo livrar-se do assédio de Entidades ignorantes e sedentas de poder e satisfação de desejos sensuais; vendo a mulher de seu melhor amigo e homem de sua confiança para assuntos militares, não contendo seus instintos primitivos, arma uma trama. Ordenou ao seu amigo Urias, que assumisse uma missão suicida, que o levaria a morte; somente para ficar com sua esposa Betseba.
A capacidade do homem em desprezar a luz, dando guarida as trevas no coração, é algo assustador. Com esta vil atitude, David cai cada vez mais na falência moral.
Sucede David no trono de Israel, seu filho salomão; fruto de seu relacionamento com Betseba. Homem de rara inteligência, médium de grande capacidade psíquica, para questões de justiça, Salomão não soube multiplicar os "talentos" recebidos de Deus. Preferindo enterrá-los no lado sombrio de seu coração. Não resistindo a "porta larga da perdição" entregou-se a luxuria e a Mamon.
Continuando nossa jornada através da evolução humana, estamos agora, na época de um dos maiores profetas do Antigo Testamento: Isaias.
Esse profeta anunciou a vinda do Cristo com precisão espantosa de detalhes. (Isaias, 52:14; 53:2; 53:3; 53:8)
O ele leva ao povo, a mensagem de esperança e Amor de Deus, prometendo a vinda de um Salvador, que morreria pelos nossos pecados.
Mais um salto, e agora estamos nos tempos de Jesus. Dirigindo-se ao rio Jordão onde João Batista batizava as pessoas num ato simbólico de purificação e renovação íntima; anunciando a vinda do Messias.
Ao ver Jesus ali na sua frente, João soube que aquele homem, não era mais um daqueles que buscavam consolo para as dores da alma. Disse João a Jesus, que não era digno atar suas sandálias.
Indo para as margens do lago de Genesaré, o Mestre ouve um cântico sendo entoado por pescadores recolhendo suas redes. Aproximando-se, Jesus depara-se com dois homens: Pedro e André; e convida-os para serem pescadores de almas.
Naquele momento memorável, dava início a maior transformação do sentimento humano jamais visto no planeta; promovida por Jesus e apenas doze Amigos. O Cristo concluiu uma obra monumental, jamais feita entes. Irradiando pelo mundo inteiro, a Luz Imperecível do Evangelho. Promovendo o Amor e desfazendo trevas.
Trazendo a Segunda Revelação, Jesus promete mandar a Terceira - O Espírito Consolador - que falaria tudo que eLE não pode dizer, porque não suportariam. Séculos mais tarde, na França, surge a Doutrina dos Espíritos; codificada por outro enviado de Jesus: Encarnado como Hipollyte Léon Denizar Rivail. Mais tarde, adotando o pseudônimo de Allan Kardec.
Entre os doze discípulos de Jesus, apenas um, não suportando o assédio de Espíritos do mal, instiga-o a entregar Jesus as autoridades do sinédrio. Sucumbindo no ato de um beijo, mais uma vez, o homem é protagonista da mais vil atitude de toda história da Terra.
Portanto, Jesus não foi traído. eLE foi entregue, por um de seus Amigos mais íntimos; e sabia que isso aconteceria. Por isso admitiu Judas como discípulo. Jesus queria que Judas observasse de perto, a sua monumental obra. No entanto, o discípulo não soube aproveitar aquela maravilhosa oportunidade de redenção.
Por isso, cuidemos para não levantar falso testemunho, ao acusar alguém de traição. Somos seres perfectíveis e devedores perante a Lei Divina. Portanto, o máximo que poderá nos ocorrer, é circunstâncias e necessidades. Jamais traição! Para isso, teríamos que ser perfeitos. Nem mesmo Jesus se considerou traído; eLE mesmo afirmou que seria entregue. "Eu vos asseguro que um de vós vai me entregar, um que come comigo." (Marcos, 14:18) "Bíblia do Peregrino."
Embora apenas um dos discípulos tenha ido às rais da loucura, houve aqueles que também não resistiram a insegurança, medo e tentações de entidades sombrias. O amoroso Apóstolo Pedro, num átimo de medo e insegurança, negou Jesus por três vezes. Fraqueza prevista pelo seu Mestre; na ocasião, negada com rigor pelo discípulo.
Outro que duvidou da vitória de Jesus diante da "morte," mesmo tendo o Mestre dito várias vezes que ao terceiro dia ressuscitaria, foi Tomé. Que somente acredita, quando toca os ferimentos do peito e dos membros de Jesus.
Assim somos nós; seres sujeitos a várias imperfeições; falíveis, julgadores, prepotentes e donos da verdade. Condenamos todos que não comungam com nossas opiniões; porém, onde vemos um malfeitor, o Cristo Planetário vê um anjo adormecido.
Estamos em plena era da separação do joio e do trigo, prevista pelos profetas. Já passaram "um tempo, mais um tempo, e estamos na metade de um tempo." A Regeneração do mundo será concluída, a partir da regeneração de cada ser humano. Observando o simbolismo do drama da "primeira família" humana, descrito por Moisés, na Gênesis do Antigo Testamento. (Gênesis, 4:1-4)
Também chamada de a Primeira Revelação, conclui-se que, com os ensinamentos do Evangelho, - apresentando também, um modelo universal de Família, com Maria e José - sendo este Evangelho difundido em todo o mundo - como previu Jesus - "Este Evangelho do Reino, será pregado em toda Terra."
Já temos condições para despir o traje surrado do homem velho, e vestir o traje renovado do homem integral. Basta ter vontade, força de vontade e persistência; para uma reforma íntima efetiva.
A garantia é o Evangelho! A Física Universal; trazida até os homens, pelo Cristo Planetário; para salvação do mundo. Dizemos "Física Universal" porque o Evangelho foi elaborado pelo Criador e Incriado, para todas as Dimensões da Criação.
Estamos passando por uma época conturbada! Como se o mal reinasse na Terra para sempre. Porém isso é passageiro; pois Jesus enquanto governador do mundo, está no controle de tudo. A hora definitiva do final, da permanência do mal na Terra, está próxima. Como o próprio Jesus disse: "Olhai, vigiai, orai, porque não sabeis quando chegará o tempo." (Marcos, 13:33)
Estamos prestes a ver um novo Pentecostes; em que todo médium de Boa Vontade será chamado a dar seu testemunho em nome do Cristo Planetário. Quem viver verá! Mesmo não estando no plano da matéria, não ficará alheio aos fatos que ocorrerão a partir de agora. Todos nós teremos que dar o testemunho perante a Lei Maior. A voz do Senhor far-se-á ouvida em nossa consciência: "Que fizeste despenseiro infiel dos bens que te confiei?"
Aqueles que enterraram os talentos recebidos, prestarão contas dos atos cometidos, ao deixarem seduzir-se pelo lado mais obscuro do "eu."
Os bens que levaremos para pátria espiritual serão somente aqueles que a traça não come; já os bens transitórios, estes ficarão na terra para serem reciclados. Portanto, não devemos olvidar as palavras de Pedro, dirigindo-se ao Mestre de Amor e grafadas em João, 6:68. "Tu tens as palavras da vida eterna."
Retenhamos em nossas almas, as palavras da vida eterna que nascem do coração do Cristo Planetário; que elas sejam a Luz que nos guiará, na difícil caminhada da Grande Renovação.
Paz e Saúde.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.
Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...
-
Como era, o homem primitivo da Terra, antes da chegada dos capelinos deportados. Comunicação de Jo...
-
No que concerne às religiões do futuro, temos que levar em conta, as palavras de Leon Denis (Filosofo Espír...
-
"E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão, fez a separação entr...
Nenhum comentário:
Postar um comentário