domingo, 24 de dezembro de 2023

A ÇÃO DO "deus" ANTROPOMÓRFICO - PAI DA MENTIRA - NO ANTIGO TESTAMENTO. (P- 104)

                                                        - LIVRO DE SAMUEL - 

                         

                         Continuando sua rogativa - depois do episódio da caverna - Saul ainda disse a Davi: 

"(...) sei que serás rei de Israel e que o reino se consolidará em suas mãos. Jura-me pelo Senhor, em preservar minha descendência; não apagando meu nome(...)"   

                         Davi jurou solenemente cumprir tudo que prometeu a Saul. Depois Davi e sua gente, subiram novamente, de volta aos penhascos. (Samuel, 24:2-23)  

                         Nesse interim, morre o profeta Samuel, depois das homenagens de todo o povo, levaram seu corpo até Ramá, onde o sepultaram. Desaparece Samuel, da história de Israel, tendo seu funeral assistido pelo rei. Israel havia perdido seu Juiz. Não havia deixado nenhum sucessor. Como profetas, sucederam-no, Gad e Natan.  

                        Surge agora, uma personagem feminina, que reporta-nos a história de Rute. Pela sua determinação, lógica e bom senso. Seu nome era Abgail. Esta mulher fora casada com um homem rico, chamado Nabal. Homem grosso e ignorante, possuidor de grande número de ovelhas, cabras e bovinos. 

                        Quando Davi ouviu dizer que Nabal estava em uma localidade próxima, tosquiando ovelhas, manda um de seus companheiros ir até o referido homem, pedir-lhe auxílio, alegando que nunca fizera nenhum mal aos seus empregados e nem prejudicara seus negócios. Porém, a resposta de Nabal foi negativa, dizendo que não tinha nenhuma obrigação de sustentar desocupados. 

                       Davi, havia se declarado servo - perante Nabal - sendo que Nabal, devolve a atitude de humildade de Davi, com ofensas. A resposta de Nabal é tacanha e insultante e ainda cria uma situação de benefícios, pagos com ofensas graves. São chamados de escravos fugitivos. Mesmo que a "carapuça" servisse a Davi e seus homens - por isso ele enfureceu-se - não era uma boa política - da parte de Nabal - naquele momento. 

                       Ouvindo a resposta, Davi vê o sangue subir-lhe nas veias. Esta era a oportunidade que o "deus" antropomórfico havia esperado pacientemente. Nesse momento de fraqueza do futuro rei de Israel, é que sua sensatez começa a esvair-se. 

                      Respondendo - ao que havia considerado um desrespeito - Davi ordena aos seus homens, que peguem suas armas imediatamente. Um dos servos avisa Abgail, que Davi e seus homens aproximavam-se armados, da casa de Nabal. Imediatamente, a esposa de Nabal, reúne mantimentos, odres de vinhos e ovelhas. Ordenando aos servos para irem na frente, até onde encontrava-se Davi e seus companheiros. Ela iria logo em seguida, não dizendo nada ao seu marido. 

                     Encontrando-se com Davi, Abgail tenta desfazer a má impressão, criada pela insensatez do marido ignorante. Colocando-se na condição de culpada - atitude esta não reconhecida por Davi - a mulher tenta de todas as formas, impedir que Davi e seus homens, matem seu rancoroso e ignorante marido. 

                      Davi, ainda faz um comentário irônico, alegando que havia perdido tempo, ao guardar as mercadorias de Nabal no deserto. A verdade era que, o jovem guerreiro - na condição de fugitivo - tinha interesse em agradar o máximo os comerciantes, tentando atraí-los para sua causa e seu lado. (Samuel, 25:4-24) 

                       Continua. 

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