sábado, 6 de janeiro de 2024

A AÇÃO DO deus ANTROPOMÓRFICO - PAI DA MENTIRA - NO ANTIGO TESTAMENTO. (P - 106)

                                    - LIVRO DE SAMUEL -  

                               

                               O último encontro de Davi com o rei Saul, foi semelhante àquele outro - na caverna - quando Davi surpreendeu o soberano de Israel, fazendo suas necessidades fisiológicas. 

                                No segundo encontro de ambos, foi semelhante ao primeiro, visto que Davi, voltou a surpreender o rei, sem que este pudesse perceber. Saul, fica sabendo que Davi estava na colina de Áquila; na vertente que dá para o deserto. 

                                Mediante a informação, Saul parte imediatamente para o local indicado; com três mil homens, a procura de Davi. Foi então que, após acampar no local, Saul, adormece juntamente com Abner, filho de seu general, chamado Ner. 

                               Nesse meio tempo, Davi decide ir até o lugar onde encontrava-se o rei, acampado e adormecido. Davi estava acompanhado de um homem chamado Abissai. Percebendo que estavam adormecidos, Abissai sugere a Davi, que mate ambos; e assim, resolver para sempre, todos os seus problemas. 

                              Novamente - como havia acontecido na caverna - Davi, alega que não poderia matar o rei, que fora ungido pelo Senhor. No entanto, o ex pastor de ovelhas, pega a lança do rei e o pote de água, que estavam ao lado. Estas seriam as provas que necessitava. Assim como o pedaço do manto do rei, que pegara na caverna. 

                              Em toda sua extensão, o capítulo "26" é semelhante ao capítulo "24". Novamente Saul é surpreendido, totalmente desprevenido e frágil! como sempre fora - a não ser quando - "deus" antropomórfico - lhe dava suporte psicológico sombrio. Como faz com todos os seus escravos, para que pensem que estão no controle. 

                             Esta é uma das várias estratégias, do pai da mentira, ao controlar seus escravos. Sem este suporte trevoso nenhum de seus escravizados e malfadadas criaturas, não conseguiriam realizar nenhuma ação de monta e inteligente, com sucesso. Pois, sendo néscios, desconhecem a coragem e as iniciativas. 

                            A magnanimidade de Davi, volta a brilhar juntamente com sua vilania. Novamente o exílio foi forçado; pois Saul, não iria desistir, em destruir o seu opositor. Outra vez, a velha retórica do rei esquizofrênico, ao saber que fora novamente surpreendido pelo jovem guerreiro.  

                          Chamando Davi de "meu filho" Saul, pede perdão ao jovem; como fizera da vez passada. Em seu íntimo, Saul estava mordendo-se de ódio. No entanto, Davi prostrou-se por terra; jurando fidelidade ao rei de Israel. Como sempre fez. (Samuel, 26:2-25) 

                          Depois disso, Davi segue seu caminho - novamente para o exílio - forçado. Davi vai para as terras dos filisteus. Não refugia-se em Moab; terra de seus parentes. Vai para Gat; terra dos filisteus e do gigante Golias. Porém, este principado filisteu é o mais próximo de sua família. 

                         Ao longo do tempo, a situação é difícil para Davi. É difícil conservar a fé javista, em terra dos filisteus politeístas e praticantes e abominações, condenadas pelo Senhor da Vida. Naturalmente, o "deus" antropomórfico, iria instigar Davi, a questionar sua própria crença no Deus Único - já meia abalada - dada as situações inusitadas, a qual fora "obrigado" a sujeitar-se. 

                       Em Siceleg, cidade fortificada ao sul do principado, a 20km a sudeste de Gat, Davi estava mais seguro que na própria corte do príncipe filisteu.

Continua.  

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