- SEGUNDO LIVRO DE SAMUEL -
Todo o povo - juntamente com o rei - atravessou o Jordão. Davi convida Barzelai - um velho provedor - e de boa posição social. Porém, o ancião alegando idade avançada, já não teria condições adequadas, em servir o rei com eficiência.
Na verdade, havia desavença entre os de Judá e os de Israel. Os de Judá, reclamaram o parentesco e os de Israel, o número. E nenhum dos dois motivos contribuíram para uma reconciliação. Davi não conseguiu as razões necessárias, para o devido apaziguamento, político e religioso.
Já não possuía o vigor, que tivera no passado; devido a idade. Assim, a divisão de seu reino, fica cada vez mais evidente. Aquele que havia despedido do ancião Barzelai, não era mais um jovem! Com todo vigor e criatividade, que sempre tivera antes.
Não demora muito tempo, para que outra rebelião tirasse o sono - do agora velho - rei Davi. Isso aconteceu, quando um tal de Seba - filho de Bocri - benjamita. Este indivíduo tocou a trombeta, como fizera Absalão, dizendo que eles não tinham mais obrigações e nem deviam obediência a Davi. Estava iniciando outra revolta contra o rei Davi.
Então, os israelitas - mais uma vez - deixam Davi e seguem Seba. E os de Judá - do Jordão até Jerusalém - continuam fiéis ao velho rei. A situação é grave! E Davi, terá que ter cuidado e habilidade política, para que uma guerra civil, não destrua a nação israelita. Este era e sempre foi, a intenção, do "deus" antropomórfico. A destruição total de Israel, e assim, colocar um fim na crença do Deus Único Verdadeiro.
É muito semelhante - esta situação - ao grito de levante de Jeroboão (I Reis, 12:16). Era uma espécie de contaminação da atitude de Absalão; sendo que Seba, também tornou-se escravo do pai da mentira. Seria como se Davi, terminasse uma etapa de sua vida, encerrando-a, com um pesadelo real. Se fosse hoje, certamente diria: "Já vi esse filme!"
Houve um fato - narrado pelo autor do texto bíblico - deveras intrigante. Saíram em perseguição do rebelde Seba, vários guerreiros de Davi. Entre eles estavam: Absaí, Joab, os cereteus, e os feleteus.
Ao chegarem junto à pedra grande que existe em Gabaon - apareceu Amassa - atual general do rei. Foi então que Joab, teve uma ideia sinistra. Estando com a espada, junto a coxa, aproximando-se de Amassa - ao fazer isso - sua espada caiu no chão. Ele inclina-se para pegar sua arma; mantendo-a na mão.
E, então, aproximando-se de Amassa, beija-lhe o rosto; e com uma das mãos livre, puxa a barba de Amassa e com a outra em que estava arma, cravou-lhe um golpe, tão profundo! Que as tripas de Amassa, saíram para fora. Amassa, morre na hora.
Esta narrativa do autor do texto, é um tanto confusa! Parecendo que Joab, deixa espada cair propositadamente; pois assim, aproximaria de Amassa, sem deixar suspeitas, que pretendia matá-lo. Já o ato de puxar a barba, era costume entre eles, naquela época. O certo é que Joab, jamais iria deixar passar em branco, o fato de alguém substituí-lo - no comando do exército real - depois de tanto tempo, de serviços, ao rei Davi.
Um dos soldados de Joab, colocando-se junto ao cadáver de Amassa, disse: "Os de Joab e os de Davi, sigam Joab!" Esta ordem explicita, declara e define, quem realmente é o verdadeiro general de Israel. Joab, nunca admitira rivais. Assim, exerceu sua lealdade, ao rei Davi. (II Samuel, 20:1-11)
Continua.
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