- PRIMEIRO LIVRO DOS REIS -
O que parecia sólido, começa a romper-se. Na verdade, o reino começa a ter indícios de fragilidade; sendo como um edifício que começa a rachar-se em sua estrutura. No início, era apenas protestos; contra a pesada carga de impostos. Cuja finalidade, seria a manutenção, da faustosa corte de Salomão.
Então, os sacrifícios resultantes de tais políticas administrativas, começa a exaltar os ânimos, daqueles que pagavam as altas taxas tributárias. São os elementos da velha geração; começando a lançar dúvidas, com tais políticas tributárias.
Pregando principalmente a redução de impostos. Esta atitude, traz lembranças da servidão no Egito; diante de tal dureza que o Faraó impôs aos israelitas. Agora, Salomão faz algo semelhante. Assim, tais lembranças, trazem a imaginação de um faraó israelita? Tão duro quanto aquele dos tempos de servidão.
A ameaça e os alertas de Samuel, quando os israelitas pediram um rei, estava cumprindo-se. E ASSIM, AQUILO TUDO TRAZIA RECORDAÇÕES DA LIBERDADE PERDIDA; ENTRE O POVO. Porém - mesmo diante disso - não desejavam o fim da monarquia.
Assim, nasceu o primeiro questionamento do reinado de Salomão. Roboão, filho de Salomão e seu primogênito - não se sabe se fora - ou se indicação do rei. Talvez uma monarquia "constitucional", poderia mudar e impedir todo o despotismo de Salomão; perigosamente introduzido em seu reinado.
Seria este o motivo que levou à assembleia de Siquém? E não na velha capital Jerusalém e sim, em Siquém; a cidade Cananéia, das grandes assembleias de Israel e de renovação da aliança (Js 24), a cidade centralizada, representante do primeiro assentamento pacífico, na terra de Canaã.
Tanto Siquém como Hebron, são tradicionais - verdadeiros palcos - de importantes acontecimentos da política de Israel. Ambas conservam recordações patriarcais; em Hebron - antes da conquista de Jerusalém - os anciões proclamaram Davi rei de Israel. Portanto, esta assembleia, representa a primeira abertura, promovida por Salomão.
O grupo de Israel contra o grupo de Judá; considerado usurpador. Siquém contra Jerusalém. Os santuários, com sua veneração verso, as ameaças do templo; e o povo contra a autoridade exclusivista sacerdotal - da tribo de Levi - e por final, o profetismo fiel ao santuário de Siló.
Assim - entrando em cena também - Jeroboão, apoiado em tudo isso - aliado as provocações do pai da mentira - pegando o seu ponto fraco, que era a ambição do poder. Sinal de que eram as forças motivadoras, da revolta e divisão do reino. Teria Roboão, condições de promover mudanças, que agradassem todas as reivindicações? Acalmar os ânimos e manter a unidade do reino? Talvez sim! Poque os israelitas desejavam a manutenção da unidade nacional.
A pergunta é: Roboão, teria condições de afastar a ameaça, das revoltas e divisão, sendo que ele próprio, fora nascido e criado, no faustoso luxo de seu pai? Como reagiria ele, à frente de tudo isso? Faltou-lhe tato e cuidados; assim, ele precipitou os acontecimentos. Segundo o narrador, era Deus, mudando o curso da história. Seria isso mesmo? (I Reis, 1-9)
"Para que não sejamos meninos, inconstantes. Levados ao redor, por todo vento de doutrina. Pelo engano dos homens que com astúcia, induzem ao erro". (Efésios, 4:14)
Continua.
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