terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

A AÇÃO DO deus ANTROPOMÓRFICO - PAI DA MENTIRA - NO ANTIGO TESTAMENTO. (P - 119)

                                  - SEGUNDO LIVRO DE SAMUEL - 

                        

                                         Absalão - em sua ambição de suceder o pai - no trono de Israel, achava que Davi, estava retardando muito, a escolha do seu sucessor. Filho de Davi, com uma princesa estrangeira, é o primeiro na fila, por idade - visto que Amnon estava morto - e     Queleb desaparecido. Absalão temia que seu pai escolhesse outro - como por exemplo Salomão - seu irmão por parte de pai.  

                                       Então, Absalão, decidiu não ficar esperando que o destino cumprisse. Ele seria seu próprio destino. Podemos notar, que o "deus" antropomórfico aproveitando-se das fraquezas morais do jovem rebelde - principalmente de sua vaidade e ambição - envolve-o com seus tentáculos malignos, tornando-o seu escravo. 

                       Assim, dando andamento ao seu plano sombrio, Absalão reúne cinquenta homens, para escoltá-lo, posicionando-se a entrada de Jerusalém. E, convida a todos que porventura, haviam pedido audiência ao rei, interpelando-os; oferecia seus préstimos; como intermediário, junto ao rei. 

                      Então, dizia aos interessados: "Se, eu fosse Juiz em Israel, resolveria de pronto, seus problemas; pois suas causas são justas." Estava agindo, como verdadeiro político demagogo. 

                      Fazia isso, com todos que iam ao tribunal do rei! E, assim, ia ganhando a confiança dos israelitas. Depois de um certo tempo, dando andamento a segunda parte de seu plano, pede ao rei, autorização para ir a Hebron, cumprir uma promessa; que havia feito ao Senhor? Só poderia ser o "senhor" pai da enganação. Devido à sua subserviência ao pai da mentira. 

                      Indo a Hebrom, Absalão, manda avisar todas as tribos: "Quando ouvirem o som das trombetas, digam bem alto: Absalão é rei de Hebrom!" Esta cidade, foi bem escolhida para execução, do plano de Absalão. Davi, havia até então, tolerado as exigências do filho. Agora havia aceitado a falsa religiosidade - confiando no filho - não imaginando, que estava criando uma cobra em sua família. 

                     Hebrom, era a cidade natal do príncipe e onde Davi havia iniciado. Tinha sido preterida, com a preferência do rei, por Jerusalém. Mesmo assim, poderia atrair muitos clãs meridionais de Judá. Simultaneamente, Absalão, assegura a revolta no norte - entre todas as tribos - e então, encurralar Jerusalém e o rei. 

                   Junto a Absalão, encontravam-se figuras importantes - da corte de Davi - inclusive um conselheiro, do próprio rei; chamado Aquitofel. Cujo apoio era muito importante, pois suas palavras, eram consideradas como verdadeiro oráculo. (16:23) (Talvez um médium)

                 No entanto, talvez Absalão não tenha tido contato, com nenhum sacerdote. Nesse meio tempo, Davi tomando conhecimento, da gravidade da situação, decidiu sair de Jerusalém, com sua família - porém, a Arca da Aliança - ficaria na cidade. Juntamente com o rei, iriam os seiscentos companheiros que outrora, havia seguido-o, quando fugia de Saul. As suas concubinas, permaneceriam em Jerusalém, tomando conta do palácio. 

                Pensava ele que, se não partisse, temia haver um banho de sangue - entre sua própria família - e assim, preservaria a dinastia. Porém - os dois reinos - novamente estavam divididos; e seria muito difícil a sua unificação em uma só coroa. Uma guerra civil, estava prestes a ser estourada. Mesmo com apoio de Hebrom, Absalão não conseguiria evitar um conflito, entre os dois reinos. 

               O que seria muito ruim, para os israelitas. Porque seus inimigos, estariam observando o desenrolar, dos acontecimentos. Dependendo do desfecho, Israel, poderia ficar bastante enfraquecido. (II Samuel, 15:1-37)

Continua. 

                  

                     

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O CRISTO CÓSMICO E OS DRAGÕES DA MALDADE.

                                                       Uma leitura Filosófico-doutrinária. 1. Introdução: O Cosmos e a Hierarquia Moral dos ...