terça-feira, 23 de abril de 2024

A AÇÃO DO deus ANTROPOMÓRFICO - PAI DA MENTIRA - NO ANTIGO TESTAMENTO. (P - 135)

                           - PRIMEIRO LIVRO DOS REIS -  

                       

                                Com quarenta anos, Roboão - filho de Salomão - herda o trono que fora de seu pai. Tendo reinado dezessete anos. Fixou-se em Jerusalém; e sua mãe chamava-se Naamã; era uma amonita. Porém, a população de Judá, começou a praticar as abominações, contrárias às Leis que Moisés estabeleceu. Assim fizeram, tudo que o Deus Único condenava. 

                     A lista das abominações é convencional; exceto a questão da "prostituição sagrada"; (Lembrando Baal de Fegor, Nm. 25). Da decadência religiosa, segue-se a decadência política. Além de construírem capelas em lugares altos, ergueram também, altares nestes lugares e debaixo de árvores frondosas. Tudo ao gosto do "deus" antropomórfico. 

                    Houve inclusive, a prática da chamada "prostituição sagrada"; imitando os rituais, das nações que o Senhor havia expulsado, diante dos israelitas. No quinto ano do reinado de Jeroboão, um faraó do Egito, de nome Sesac, atacou Jerusalém e apoderou-se dos tesouros do templo e do palácio real. 

                    Sinais inequívocos, da decadência do reino - contraste com o reinado de Salomão - que havia casado com uma filha do faraó do Egito. Roboão, teve que submeter-se. Outro sinal da decadência, são os tais escudos de ouro. Se o ouro possui maior valor que a prata, agora é o bronze que detém o maior valor para Roboão. E, mesmo este, terá que ser guardado com muito cuidado. 

                   Daí para frente, a observação, são para os reinos do norte e do sul. Para o autor do texto bíblico, ambos são parte do povo de Deus. Inclusive durante quarenta anos, dois reis passaram pelo trono de Judá e cinco pelo trono de Israel; em duas mudanças de dinastia. Sendo que, as agitações dominaram esta época. 

                  Assim, as questões de vulto, não são propriamente julgadas, segundo as leis humanas; e sim, sob a égide de um ser sobrenatural, o qual todos confundem com o Deus Único. Isso acontece, não por ingenuidade ou ignorância - a não ser a ignorância moral - mesmo porque, conheciam as Leis estabelecidas por Moisés. Embora que, a partir da segunda geração de Josué, já não mais seguiam e praticavam as Leis que Moisés estabelecera. 

                  O que movia - tanto os reinos de Judá como o de Israel - era a falta de esperança, de fé e confiança. Tudo isso, era proporcionado, pela força do Deus Único. Sempre presente nos cultos e nas práticas; inclusive - nos corações e mentes - de todo o povo. Tudo acaba, quando abriram a guarda psíquica e moral; dando oportunidade, para que o "deus" antropomórfico, sequestrasse e escravizasse, suas almas. 

                  Este ser abominável, conhecia de antemão, onde iniciava suas provocações! Ou seja, através das concupiscências dos Israelitas, ao saírem da casa da servidão, no Egito. Conhecedor profundo da psicologia, daquele povo - desde priscas eras - ainda em Capela, consegue plantar a dúvida em suas crenças. Bastou para isso, regar esta vigilância, estimulando seus sentidos e os desejos mais mórbidos. 

               E, também, as ambições financeiras e políticas; daqueles mais interessados, nestas questões. Tudo ficou mais fácil para o pai da mentira, quando os israelitas aceitaram - em seu íntimo - a criação do reino de Israel. 

"Por ganância farão de vós negócios, com palavras fingidas". (II Pedro, 2:3) 

Continua. 

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