- PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS -
Antioco - antes de morrer - chamou Filipe, um dos maiorais do reino, pondo-o à frente do império e inclusive, encarregando-o da educação de seu filho, ainda com nove anos apenas. O rei havia destituído Lísias, do seu posto de comando do reino, pelo fracasso, contra o exército rebelde de Judas Macabeu.
Porém, Lísia toma a iniciativa, ficando com o comando efetivo, em todo o reino. A narrativa histórica diz que Filipe não ofereceu resistência e afastou-se. No entanto, fora uma discordância que se iniciara no reino.
Nesse interim, determinados judeus de Jerusalém, estavam mantendo os israelitas em torno do templo; e assim, prejudicando-os. Dessa forma, a cidade estava sendo inclusive, um grande problema para Judas. Sabendo que o novo rei dos pagãos ainda era uma criança de nove anos, Judas toma a decisão - em resolver o problema - usando a força.
Porém - o atual comandante - Lísias estava a par de tudo e sedento de vingança; pelas derrotas sofridas. Por isso, a atitude de Judas foi considerada uma agressão; já que ele havia atacado uma "polis" do reino Selêucida.
Mediante o cerco de Judas em Jerusalém, com catapultas e demais artefatos militares, teve início no ano, "cento e cinquenta" com todo o poderio em que dispunha. Porém, determinado grupo de israelitas e alguns apóstatas, foram pedir ajuda a Lísias. Capítulo "6" e versículos, 22-27.
Este clamor, daqueles "delegados", definiu perfeitamente, o nível de divisão dos judeus. Utilizando até mesmo de ironia, disseram aos pagãos que, haviam-se submetidos aos pés de Antioco; e agora eram tratados como estranhos? Por isso, exigiam uma medida imediata; da parte do comandante assírio.
Lísias - que agora comandava tudo no reino - embora não é citado o nome do rei - ele é apenas uma criança de nove anos. O poderoso exército assírio, também composto por Elefantes - treinados para batalha - avançando sobre Jerusalém, o exército Macabeu decidiu recuar.
Os assírios, decidem acampar e depois tentar invadir Judá e o Monte Sião. Fazendo um tratado de paz com os habitantes de Betsur - pois como era ano sabático - e não possuindo mais provisões, decidem abandonar a cidade.
O exército comandado por Lísias, estava esgotado e sem alimentos. Tanto par os homens quanto para os animais; que compunham o enorme aparato militar. Lísias também fica sabendo que Filipe - aquele que parecia ter-se retirado - estava voltando da Pérsia e da Média; com as tropas da expedição real. Haveria conflito entre os dois? Isso era o que o "deus" antropomórfico desejava sempre.
Por isso, Lísias decidiu fazer um pacto de paz, com os habitantes daquela região, em que hora encontrava-se. Alegou Lísias aos seus comandados que, já estava na hora de restabelecer, a política de Antioco III; ou seja, dar maior liberdade, a toda nação de Judá. Permitindo que viessem a Jerusalém; segundo a própria legislação e costumes do povo israelita.
Com a concordância de todos, ofereceram a paz aos judeus e estes aceitando, abandonaram a fortaleza, fizeram um pacto; com juramento. Porém - ao chegar no Monte Sião - Lísias viu que as fortificações, estavam de pé. Então - muito enfurecido - Lísias ordena que fossem derrubadas; quebrando o juramento que a pouco havia feito.
Em sua furna - no centro magnético da Terra - o "deus" antropomórfico - pai da enganação - vibrou! Pois havia tomado para si em definitivo - uma importante alma humana.
Continua.
Nenhum comentário:
Postar um comentário