- PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS -
Entrando na sede do governo, Demétrio - com seus soldados - os mesmos prenderam Lísias e Antioco; levando-os a presença de Demétrio, agora o novo rei. Este não dando importância aos prisioneiros, disse que não queria nada com eles. Então, os soldados mataram Lísias e Antíoco. E, foi assim que Demétrio assumiu o trono.
Na verdade - a não importância do novo rei - para com os prisioneiros, escondia o medo de inimizades com os romanos; pois estes sempre mantiveram boas relações com Antioco. Por outro lado, seria perigoso manter rivais com vida. Mais ou menos, o que constava na carta de Jaú aos principais de Jezrael (II Rs 10)
Então, os israelitas apóstatas, e inclusive os ímpios, apresentaram-se ao novo rei, Demétrio I, sendo conduzidos por Alcimo, que almejava ser nomeado pelo rei, sumo sacerdote. Depois das apresentações, acusaram a população, diante do novo monarca. (I Macabeus, 7:1-7)
Estas palavras do autor do texto bíblico, chamando-os de ímpios e apóstatas, dá a entender que os apóstatas não faziam parte da população, e por isso mesmo, não deveriam permanecer naquele local. Parecendo dizer que não desejavam que os Macabeus, utilizassem do desterro obrigatório ou voluntário, como artimanha política, beneficiando-se.
Demétrio escolhe Báquides - um dos notáveis do reino - com governador da região de Além-do rio, enviando-o com o tal de Alcímo, que os judeus não apreciavam e nem confirmariam no cargo de sumo sacerdote, além do mais com a ordem de oprimir os israelitas. Chegaram a Judá com um poderoso exército, propondo a paz - porém mentirosa - a Judas Macabeu.
A população local - vendo aquele poderio militar - não deram importância aos embaixadores. Porém, uma comissão de notáveis, reuniram-se com Alcímo e Báquides, na tentativa de encontrar uma solução favorável para ambas as partes. Foram os chamados "leais" os primeiros a pedir a paz; da parte dos israelitas. Eles disseram ao rei: "Aquele que veio com um exército e um sacerdote da estirpe de Arão; ele não nos trairá". (I Macabeus, 7:14-18)
No entanto Báquides também propôs a paz; jurando não incomodar ninguém. Porém, eram falsas, as palavras do governador; porque ele mandara que matasse - segundo o autor do texto bíblico - sessenta pessoas.
"Lançaram ao redor de Jerusalém os cadáveres derramando sangue de fiéis, e não foram sepultados".
Este fora um grande erro de Báquides! Seria melhor, se tivesse feito o que havia prometido, através do diálogo e da paz comprometida e juramentada. Com esta atitude insensata e irracional, este governador descuidado, perde a oportunidade de conquistar a confiança de um grupo significativo de patriotas e leais ao rei. Talvez esta seja uma reivindicação do movimento dos pró-helenistas, como vingança dos rivais? O certo - como está posto - no versículo "7", havia uma divisão entre os judeus.
Depois desse episódio, Báquides saiu de Jerusalém para acampar em Bet-Zet. Também mandou prender vários de seus desertores e algumas pessoas do povo. Depois de matá-los, jogou todos em um grande buraco. Após deixar o local entregou tudo nas mãos do sumo sacerdote Alcímo, com um grupo de soldados. No entanto, o sumo sacerdote teve que usar da força militar para manter-se no cargo. Aliando-se ao sumo sacerdote, todos os agitadores do povo; dominando Judá e causando grandes prejuízos em Israel.
E, assim, caminhavam as coisas, como desejava o "deus" antropomórfico - pai da enganação e de todas as abominações - sempre no concorde da concupiscência humana; estimulando as suas satisfações dos sentidos, seus desejos exacerbados; de riquezas e poder temporal. Então, estes na ilusão de que são os "senhores" da situação, na verdade não passam de meros escravos.
Quando o senhor - deste governo oculto no mundo - não precisar mais destas miseráveis almas; simplesmente as descartam. Foi assim, desde o período pré diluviano, até os dias atuais; deste final de Transição Planetária.
Continua.
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