sexta-feira, 25 de março de 2016

SAMUEL -- LIVRO I -- POSTAGEM -- 2.

                    Os Filisteus acreditaram que, a peste que causou a morte de centenas de pessoas entre seu povo, fora causada pela maldição da Arca da Aliança. Então, decidiram enviá-la para fora de suas terras. (Samuel, 6:2-9).
                    No entanto, persistia uma dúvida; qual seria a oferta para expiação pela culpa, que deveriam fazer? Então tiveram a idea de fazer imitação de"ratos" com o ouro derretido de suas joias preciosas, como também, no formato das feridas, que nasciam na epiderme das pessoas. Acreditando eles que assim ficariam livres da maldição do Deus de Israel. (Samuel, 6:5-6).
                  Finalmente, depois de sete meses, a Arca da Aliança volta para os Israelitas; permanecendo em um lugar chamado Quiriate-Jearim, na casa de Abinadabe, no outeiro, tendo sido consagrado Eleazar para seu guardião.
                  Samuel pede a todo povo Israelita, que se consagrasse ao Senhor, livrando-se de todos ídolos profanos, e se comprometessem ao Deus Único, e não mais violariam a sua Lei. Após jejuarem, ofertaram sacrifícios ao Deus Único. Porém ainda existia o temor aos poderosos Filisteus. Assim, Samuel exortou a todos para que tivessem fé e confiança no Deus Verdadeiro.
                 Por mais incrível que possa parecer, os Filisteus também estavam com medo dos Israelitas. Aconteceu um fenômeno interessante, quando partiram contra os Israelitas. O tempo fechou, anunciando uma temporal; no entanto, o que ouve foi uma tempestade magnética, com raios e fortes trovões. Amedrontados diante daquele fenômeno da natureza, os Filisteus debandaram apavorados.
                "Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sen, e lhe chamou Ebénezer, e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor." (Samuel, 7:8-16).
                  Mas, os Israelitas ainda não estavam em paz. Pediram a Samuel que rogasse ao Senhor, que lhes dessem um rei; como tinham os demais povos. Queriam um monarca para representa-los, governa-los, protege-los; e também, que fosse a guerra em nome de todo Israel. Samuel indignou-se; disse ele que, o verdadeiro rei de Israel era o Deus Único; somente Ele tinha autoridade para isso. Lembrou também ao povo que, foi o Deus Único que havia tirado todo povo de Israel, da escravidão no Egito. Como agora queriam ser governados por um simples homem.
                Os Israelitas argumentaram com Samuel, dizendo que ele já estava velho; portanto, não conseguiria julgar o povo por muito tempo. Queriam um rei, e também uma dinastia real. Muito contrariado, o velho profeta teve que ceder as exigências da maioria. Além disso tudo, existia um agravante; os filhos de Samuel "não andavam pelos caminhos do pai," como alegara os Israelitas a Samuel.
               Tendo orado ao Senhor, Samuel obteve resposta através de sua sensibilidade mediúnica. "Atende a vós o povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre eles...Agora, pois, atende à sua voz, porém adverte-o solenemente e explica-lhes qual será o direito do rei que houver de reinar sobre eles." (Samuel, 8:3-22).
               Este episódio, foi um marco importante na congregação Israelita. Porque, todo povo deixou se levar por um "inconsciente coletivo," no dizer de Jung; onde o povo Israelita, na sua maioria, recusaram o Deus Único como governante máximo, para então, ter maior liberdade de escolha; dando vazão as suas iniquidades e fraquezas; na prática de todo tipo de excessos, sensuais, gula, materiais; e também as piores abominações. Como podemos notar, não queriam imitar os demais povos, somente na forma de governo; principalmente, nas manifestação religiosa.
             Perderam uma grande oportunidade naquele momento, de se firmarem como o povo que representaria o Cristo Planetário na Terra, no futuro. Optaram pela pior escolha; preferindo ouvir a sugestão do mal.
            Samuel alertou todo povo Israelita, dos perigos e dos aborrecimentos que sofreriam, ao exigirem ser governados por um rei. Além de pesados impostos que teriam que pagar, para sustentar a máquina administrativa a ser criada, estariam sujeitos a todos os tipos de vicissitudes; pois, ao ser criada uma dinastia, não se poderia prever o caráter do sucessor.
           Isso também já estava previsto pelo Cristo Planetário; ao trazer para o planeta que Ele próprio construiu, deportados de Capella, sabia com que tipo de Espíritos estava lidando. Assim, previamente, já escolhera um homem para governar Israel. Seu nome era Saul; filho de Quis. Saul ajudava seus pai a cuidar do rebanho de vacas, ovelhas, e cabritos. (Cap. 9:1-26).
          Para resumir a história, Samuel ungiu a Saul como futuro rei de Israel. Saul também possuía sensibilidade mediúnica, por isso podia profetizar, sempre que se apresentavam as circunstâncias e as necessidade; segundo a vontade do Senhor. (Cap. 10:9-16).
          Samuel explicou a Saul, tudo sobre a vontade do Senhor em fazer dele rei de Israel. Mas Saul não disse nada a ninguém sobre isso. Samuel manda que todo o povo se reunisse em um lugar chamado Mispa, para anunciar quem era escolhido para governar Israel. Através de sua mediunidade, Samuel disse que o escolhido era da menor das tribos israelitas; a de Benjamim, a qual pertencia a família de Matri. Ora! Saul estava entre o povo; no entanto, sobressaía devido sua altura. Assim Saul foi proclamado rei; mas não teve à aprovação de alguns elementos entre o seu povo. Muitos diziam: "Como poderá este homem salvar-nos?" (Cap.10:26).
            Naás líder dos amonitas, sitiou os Israelitas em Jabes-Gileade, não aceitando nenhum acordo; a não ser que, os israelitas deixassem que seu olho direito fosse vazado. Não concordando com a absurda proposta, os israelitas pediram um prazo de sete dias para pensar. Nesse ínterim, os anciãos mandaram um pedido de socorro a toda congregação. Os israelitas no entanto, ficaram amedrontados diante da ameaça amonita. Saul ao saber disso, decidiu tomar a frente do problema. Tomando uma junta de bois, cortou-os em vários pedaços; e depois enviou aos israelitas com o seguinte recado: "Assim se fará aos bois de todos aqueles que não seguir Saul e Samuel." (Cap.11:5-7).
              Saul dividiu seu exército que contava com trezentos mil homens. Atacando os amonitas em três frentes, os venceu. Satisfeitos com a vitória, o povo pedia a cabeça daqueles que duvidaram de Saul como rei. Porém Saul os lembrou que, a vitória havia sido do Deus Único e verdadeiro. (Cap.11:8-15).
                  

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