sexta-feira, 1 de julho de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM -- 5.

                                 Depois de uma breve parada, Jó novamente levanta sua voz como que para reafirmar  o que havia dito. O lamento era o mesmo, a voz com um misto de perplexidade e medo, continuava trêmula.
                                  "O homem está na terra cumprindo um serviço, seus dias são os de um diarista: como escravo, suspira pela sombra, como diarista, aguarda o salário."
                                    O serviço do homem como Espírito reencarnado, é a luta e o esforço diário para cumprir o resgate de seus compromissos perante a Lei de Deus. Quando não cumpre com o dever e a responsabilidades assumidas no plano espiritual, vive esgueirando-se como uma sombra, e algemado ao mal, como um escravo. Isso porque se recusa ao bom combate junto as forças do bem. O seu salário será de acordo com aquilo que semear. A semeadura é livre; mas a colheita é obrigatória.
                                   Os dias, as semanas, os meses e os anos; poderão ser profícuos ou não! Enquanto o ser for tal qual a "figueira estéril," sua passagem pela terra terá sido inútil, pois não dando frutos, será "cortada." Porém, Deus é Misericordioso, dará nova oportunidade à aquelas almas ainda estéreis. "...Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que cave em derredor, e lhe deite estrume; e se no futuro der fruto, bem, se não, cortá-la-ás." (Lucas, 13:6-9).
                                       "Não me verás, olho de quem vê, quando me olhares tu, já não estarei."
                                         As misérias, não são dos interesses da maioria dos homens; caso contrário, já não mais existiriam na terra. O homem tem olhos somente para o que for agradável a sua visão estreita e equivocada. O ser humano acostumou-se a contemplar somente aquilo que lhe da prazer e proporciona felicidade. No entanto, esta "felicidade" é efêmera; tal qual uma nuvem, ela aparece e desaparece diante de nós num piscar de olhos.
                                         "Como a nuvem passa e se desfaz, quem desce ao túmulo já não sobe; não retorna à sua casa, e sua morada não volta a contemplá-lo."
                                            A passagem pelo Espírito na terra enquanto alma vivente, recebe um corpo de carne para que o Espírito possa evoluir. Sendo breve esta estadia do Espírito, deve cumprir bem o seu compromisso perante a Lei, caso contrário sua consciência se sentirá culpada; então, lamentará a oportunidade perdida.
                                            "Por isso não frearei minha língua, falará meu Espírito angustiado, minha alma se queixará entristecida."
                                              É uma dor imensa de toda criatura que faliu em seus compromissos, ao encarar o tribunal da própria consciência, e constatar que foi negligente, não aproveitando a benção da reencarnação. Na erraticidade, clamará a Deus, nova oportunidade na carne, para aplacar sua culpa. Enquanto encarnado, se angustia diante das dificuldades que ele mesmo se propôs a superar. Assim é o homem!

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