quarta-feira, 2 de outubro de 2019

LEIS MORAIS - LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC - PENAS E GOZOS TERRESTRES.

DESGOSTO DA VIDA. SUICÍDIO.
                                    
943- De onde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, apodera-se de determinadas pessoas?
                                
          Da ociosidade, falta de fé, esperança e da sociedade.
          Quando a pessoa usa sua inteligência para um fim útil, não tem medo e gosta de trabalhar para o seu próprio sustento. Assim, a vida não fica monótona e o tempo passa rápido.
           Quem assim proceder, terá mais força para enfrentar as dificuldades e maior facilidade para resolução dos problemas. Paciência e resignação, diante dos sacrifícios exigidos em sua existência na Terra.
                  
944- Tem o homem o direito de dispor de sua vida?
                  
          Não. Somente Deus tem esse poder. O suicídio é uma violação da Lei de Deus.
           a) - O suicídio é sempre voluntário?
                  
                  Aquele que tira a própria vida não sabe o mau que lhe causou.
                
945- Que devemos pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?
                                  
          Insensatez; loucura. Por que não trabalhavam? Sua existência teria um propósito.
                   
946- E o suicídio cuja finalidade é fugir, aquele que o comete, às misérias e ás decepções desse mundo?
                      
         É um Espírito que não teve coragem para enfrentar as dificuldades e os problemas da vida; preferindo fugir, destruído a própria vida. Deus sempre auxilia aqueles que enfrentam os sofrimentos com fé e confiança no futuro melhor.
          As dificuldades da vida, são provas ou expiações para purificar os sentimentos. Conquistarão a felicidade, aqueles que enfrentam essas dificuldades sem reclamação ou revolta contra Deus. Nunca conquistarão a verdadeira felicidade, aqueles que a buscar na sorte ou no dinheiro abundante.
           A felicidade e a tranquilidade, proporcionadas pelos bens materiais, poderá durar por um tempo; mas, jamais infinitamente. Mais cedo ou mais tarde, essa efêmera "felicidade" terá fim.
                        
            a) - Aqueles que conduziram esses infelizes a essa atitude de desespero sofrerão as consequências?
                             
                  Claro que  sim! Como um assassinato.
                                   
947- Pode ser considerado um suicida aquele que, estiver na miséria, não fizer nada para não morrer de fome?
                                  
          É um suicida. Porém, aqueles que foram responsáveis por sua miséria, são mais culpados ainda; por terem proporcionado essa situação. Nem por isso, o miserável é isento de culpa pela situação em que vive. Se tivesse força de vontade e coragem para lutar, teria saído da miséria em que estava; porque Deus não abandona ninguém.
           A sua situação poderá ser mais grave, se essa miséria for o resultado do seu orgulho. Quando em determinadas pessoas o orgulho anular os recursos da inteligência e da humildade, preferindo morrer de fome que renunciar, ao que denominam de posição social! Haveria maior grandeza para essa pessoa, mesmo um trabalho humilde; desde que lhe proporcionasse exerce-lo com honestidade; porque todo trabalho honesto dignifica o homem.
          Sacrificar uma existência somente por uma satisfação social, que na maioria das vezes, recusa ajuda ao mais necessitado? Sacrificar uma vida à consideração desse mundo é tolice, porque o mundo não se importa com isso.
                     
 948- É tão reprovável, como aquele que está em desespero, o suicídio daquele que procura escapar à vergonha de uma ação má?
                                    
          Nenhum suicídio apaga uma falta. Em vez de uma haverá duas faltas graves. Quando praticamos um ato mau, temos que ter a coragem para enfrentar suas consequências.
          Somente Deus pode abrandar o rigor de suas Leis.
               
949- Será desculpável o suicídio, quando tenha por finalidade impedir que a vergonha caia sobre os filhos, ou sobre a família?
                              
          Isso não é fazer o bem. No entanto, Deus compreende sua ignorância; porque isso é uma provação imposta por ele a si próprio. A intenção diminui sua falta; porém, nem por isso deixa de haver falta. Eliminando da sociedade os conceitos, preconceitos, éticas e estéticas e os abusos, não haverá mais suicídios.
            Quando alguém tira a vida, pela vergonha de um ato praticado equivocadamente, está dando maior importância as questões sociais que o amor a Deus. Quando desencarnar, sua consciência culpada, o condenará pelas suas faltas e vinculação com o mau do mundo. Porque não usou os meios que tem todo o ser humano, para a reparação de suas faltas e transgressões durante sua vida na matéria.
             Deus é geralmente é menos inflexível que  os homens. Perdoa aos que sinceramente se arrependem e atende à reparação. O suicida nada repara.
            
           

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