sábado, 5 de outubro de 2019

LEIS MORAIS - PENAS E GOZOS TERRESTRES - LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC.

DESGOSTO DA VIDA. SUICÍDIOS.
                      
950- Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?
                                 
           É loucura pensar assim. Quando fazemos o bem, estaremos mais próximo de conquistar uma vida melhor. Ao tirar a própria vida, a criatura se distância muito a sua entrada no mundo melhor. Então, terá que se perdoar através da volta ao mundo material para resgatar o mal que fez a si mesmo. Uma falta, seja qual for, nunca abre a ninguém o santuário dos eleitos.
                      
951- Existe mérito, o sacrificar a vida, quando aquele que o faz visa salvar o outro, ou ser útil ao semelhante?
                             
          Dependendo da intenção é uma atitude sublime; e nesse caso, o sacrifício da vida não é um suicídio. Porém, é uma violação a Lei de Deus, todo sacrifício inútil; no qual falou mais alto, um sentimento negativo que é o orgulho. Somente a atitude desinteressada e provida de caridade, é verdadeira.
                     
Qualquer sacrifício que o homem fizer abrindo mão do seu bem estar, é um ato de caridade. Sendo a vida o bem maior, concedido por Deus aos homens, não comete uma falta aquele que dela renunciar, em prol do semelhante. Cumpre um sacrifício.
         No entanto, antes de fazer tal sacrifício, deverá refletir se, a sua vida não será mais útil do que sua morte.
                
952- Comete suicídio o homem que morre vitima de paixões que sabia lhe apressaria o fim, mas não conseguia resistir, por ter seus hábitos mudados em necessidades físicas?
                              
          É um suicídio moral. Nessa situação é duplamente culpado. É uma falta de coragem, onde predomina a bestialidade, e ausência de Deus.
                  
a)- Será mais, ou menos, culpado que o que tira a sua própria vida por desespero?
                           
          Tendo maior tempo para refletir sobre sua vida, é mais culpado. Quando alguém comete suicídio sem nenhuma reflexão, é um atitude semelhante a loucura.
          No outro caso, houve a oportunidade de refletir sobre a gravidade da situação; por isso será mais punido, quanto maior for a culpa na sua consciência.
                  
953- Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, é culpada se abreviar alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?
                        
             Terá sempre culpa na consciência, aqueles que não respeitar o momento exato que Deus determinou para sua morte. Como podemos saber se já chegou o nosso final de vida? E que um socorro que  não esperávamos pode acontecer nos últimos momentos?
                  
              a) - Concebe-se que nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada em alguns instantes.
               
                    Será sempre uma falta de confiança, fé, resignação e submissão a vontade do Criador.
                  
              b) - Quais, nesse caso, as consequências de tal ato?
                             
                     Um resgate proporcional a gravidade do ato e as circunstâncias.
                            
           
                         
          
      
          
                                 
            
           

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